19 junho 2011

Alcoolismo - Dalva de Oliveira - Carreira conturbada e morte por cirrose - com Vídeo

Dalva de Oliveira
“Errei sim/ Manchei o teu nome/ Mas foste tu mesmo o culpado/ Deixavas-me em casa/ Me trocando pela orgia/ Faltando sempre com a tua companhia” 
Errei sim (Ataulfo Alves)
 (Coleção Nacib Farah/Divulgação)

É impossível dissociar a história de Dalva de Oliveira da de Herivelto Martins. No entanto, a carreira da cantora começou bem antes da história de amor do casal. Ainda com seu nome de batismo, Vicentina Paula de Oliveira, foi convidada a fazer um teste na Rádio Ipanema, que era do dono da fábrica de chinelos onde ela trabalhava.
Depois do teste, foram vários convites para se apresentar em outras rádios e casas noturnas. A paixão pela música foi herdada do pai, Mário de Oliveira, mais conhecido como Mário Carioca. Ele era marceneiro e tocava clarinete. Dalva o acompanhava nas serenatas que fazia.
Mário morreu quando a filha tinha apenas 8 anos. 
O encontro com Herivelto aconteceu no Teatro Pátria, em São Cristóvão, onde Dalva foi convidada para cantar e ele fazia o papel de um palhaço. Foi amor à primeira vista. Em poucos dias ela começou a se apresentar com Herivelto e Nilo Chagas, que já formavam uma dupla. O grupo se transformou no Trio de Ouro.
Logo no começo do relacionamento, Dalva engravidou e teve Pery. A cantora se desdobrava entre as apresentações, os cuidados com a casa e com o filho. Além disso, aguentava as noitadas de Herivelto, um boêmio inveterado. Dalva costumava enfrentar tudo com muita frieza, mas quando se desentendiam, as brigas eram violentas e eles acabam se agredindo. Herivelto se apaixonou e manteve um caso com uma aeromoça até o fim do casamento, em 1949. Apesar de tentarem se manter juntos por causa do Trio de Ouro, Dalva desistiu e começou carreira solo em Belém, acompanhada pelo pianista Vicente Paiva.
A partir daí as ofensas tornaram-se públicas. Herivelto começou a escrever músicas que demonstravam toda sua fúria. Dalva respondia. Logo em seguida vinha outra composição do cantor. O público sofria ao acompanhar as desavenças do casal.
Em 1951, Dalva foi eleita Rainha do Rádio. No entanto, a separação causara-lhe um enorme prejuízo. Dalva exagerava da bebida para compensar a tristeza. A cantora voltou a se casar, dessa vez com Tito Clemente. O casal passou três anos em Buenos Aires, mas a diferença entre a formalidade de Tito e a descontração de Dalva fez com que o casamento acabasse depois de 14 anos. O alcoolismo de Dalva também influenciou bastante na separação. A cantora morreu em 1972 de cirrose hepática. 

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