19 junho 2011

Alcoolismo e medicamentos


Dissulfiram é uma opção farmacológica no tratamento de etilistas (alcoolistas). É comercializado com os nomes Antabuse e Antabus. O etanol (álcool), sofre uma biotransformação, através da enzima álcool desidrogenase, tornando-se acetaldeído, este por sua vez através de outra enzima, a aldeído desidrogenase, modifica-se emgás carbônico e água.
droga age inibindo a enzima aldeído desidrogenase. Desta forma ocorre um acúmulo de acetaldeído, sendo este muito tóxico para o organismo.
Seus efeitos são extrema vasodilatação e consequente queda de pressão arterial,taquicardia e cefaléia. Estes efeitos denominam-se efeito antabuse ou efeito dissulfiram.
O paciente rejeita o álcool por associação aos efeitos relatados, que se manifestam quando utiliza-se da bebida.

  ·Oxibato de sódio é o sal de sódio do ácido gama-hidroxibutírico (GHB). Ele é usado para a abstinência aguda do álcool e para a desintoxicação a médio e longo prazo. Essa droga melhora a neuro transmissão do GABA e diminui os níveis de glutamato.



Estudos recentes estão mostrando que o baclofeno,uma droga usada para data para MS, muitos pacientes atingidos pela redução do consumo de álcool e até mesmo abstinência.
Na pesquisa de fato sugere que em breve o baclofeno pode se tornar a principal ferramenta terapêutica, especialmente para pacientes que sofrem de cirrose alcoólica.
Baclofeno reduz a dependência de álcool para agir como um agonista de receptores GABA B no cérebro em diferentes circuitos cerebrais envolvidos na DEPENDÊNCIA DO álcool.
Após testar a droga em ratos sem cirrose e identificar a sua eficácia foi testada em seres humanos. Metade dos pacientes foi dada baclofeno ea outra metade um placebo controle após 12 semanas descobriu que 71% dos pacientes que tinham sido administradas baclofen tinha alcançado a abstinência, em comparação com 29% do grupo placebo.

Naltrexona: O que é e para quê ?O revia é a naltrexona, atualmente está sendo usada para diminuir ou mesmo abolir o desejo pelo álcool em paciente dependentes. É uma medicação antiga usada ainda para bloquear o efeito das substâncias derivadas do ópio, como a morfina e a heroína. O uso da revia após administração prolongada desses agentes opióides provoca uma imediata reação de abstinência.
Naltrexona: Como é usado ?Recomenda-se o uso de 50mg por dia durante 3 meses para o tratamento da abstinência ao álcool, ou sempre que for necessário e indicado pelo médico.
Naltrexona: Principais efeitos colateraisÉ importante diferenciar os efeitos colaterais causados pela medicação dos efeitos da abstinência ao álcool quando o remédio é administrado durante a retirada do álcool. A dificuldade reside na coincidência que há nos sintomas de ambas situações, tornando impossível às vezes esta diferenciação. Os mais comuns efeitos são: insônia,nervosismo, dores de cabeça, enjôo, vômitos, falta de apetite, tonteiras.
Naltrexona: Considerações importantesNão deve ser usado em pacientes com insuficiência do fígado (situação comum nos pacientes alcoólatras de longa data). Apesar de nunca ter se detectado má formações no feto devido a esta medicação é recomendável não usá-la durante o primeiro trimestre da gestação, exceto se o clínico recomendar o uso.



ONDANSETRONA

Esta medicação vem sendo usada e aprovada como inibidor de vômitos, principalmente nos pacientes que fazem uso de medicações que provocam fortes enjôos como alguns quimioterápicos. Está em estudo a utilização na bulimia nervosa para conter os vômitos induzidos por esses pacientes. Mais recentemente vem sendo estudado seu efeito no tratamento do álcool. Esses estudos ainda estão em fase preliminar; uma possível aprovação para o alcoolismo deverá levar talvez alguns anos.
Essa medicação tem um efeito específico como antagonista do receptor serotoninégico 5-HT3. Por enquanto há poucos estudos da eficácia da Ondansetrona no alcoolismo, o que se obteve, por enquanto, é uma maior eficácia no tratamento do alcoolismo nas fases iniciais. Alcoolistas de longa data e doses altas não apresentaram resultado muito superior ao placebo. Se aprovada hoje, sua utilização recairia sobre os pacientes alcoólatras há pouco tempo. A forma de ação é parecida a da naltrexona, inibindo o reforço positivo, o prazer que o álcool dá nas fases iniciais do alcoolismo.
Os pacientes que tomam Ondansetrona tendem a beber menos que o habitual. Os autores de um recente trabalho com a Ondansetrona (JAMA. 2000;284:963-971) consideraram-se frustrados com o resultado clínico obtido.










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