17 junho 2011

Alcoolismo - O que é a polineuropatia periférica alcoólica ?


Alcoolismo: o que é a polineuropatia periférica alcoólica?

polineuropatia periférica alcoólica é comum entre pacientes alcoólatras. As queixas mais típicas são a fraqueza, a dor, e as parestesias nas mãos e, principalmente, nos pés. Os sintomas costumam se iniciar de maneira insidiosa, nos membros inferiores evoluindo a seguir de forma simétrica e no sentido proximal.
Concomitantemente, desenvolvem-se anormalidades sensoriais e motoras. Os pacientes podem se queixar de dor “em queimação” e de sensação de calor nas superfícies plantares dos pés, e de dor “surda” nas panturrilhas. As disestesias podem se agravar a tal ponto que mesmo toques suaves, ou a pressão profunda, despertam sensações extremamente desagradáveis. A dor “em queimação”, que piora com o contato, pode interferir com a deambulação, ainda que a força muscular esteja preservada.
Ao exame, a fraqueza e o desgaste muscular costumam ser mais proeminentes distalmente, afetando os membros inferiores mais que os superiores e jamais estes últimos de forma isolada. Os músculos podem se mostrar doloridos a pressão local. A fraqueza pode ser tão intensa que ocorrem contraturas nos tornozelos e joelhos.
As anormalidades sensoriais costumam abranger todas as modalidades. Observa-se, contudo, principalmente o comprometimento das sensibilidades dolorosa e térmica, nas fases mais iniciais, sendo tal comprometimento tanto mais notório quanto mais distal o segmento examinado. Os reflexos tendinosos profundos, em geral, encontram-se abolidos ou diminuídos, seguindo uma distribuição no sentido da porção mais distal para a mais proximal do membro. Mesmo os pacientes “assintomáticos” com freqüência revelam uma discreta perda sensorial nos pés e ausência do reflexo tendinoso aquileu. Raramente ocorre o envolvimento do nervo vago e da cadeia simpática toraco-abdominal, podendo isto ocasionar rouquidão, disfagia, paralisia das cordas vocais e hipotensão. Os níveis liquóricos de proteínas costumam ser normais.
O tratamento tem como condições primordiais o afastamento do agente etiológico (álcool) e o aporte nutricional, além da suplementação vitamínico parenteral (vitaminas do complexo B) Nos casos de médio a grave intensidade, o tratamento fisioterápico deve ser iniciado precocemente. Especial atenção deve ser dada a posição dos membros inferiores do paciente no leito, visando evitar posturas viciosas das extremidades com conseqüente retração tendinosa.

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