31 julho 2011

Álcool e Remédio


BEBIDAS

É proibido misturar remédio e álcool

Algumas pessoas acreditam que as bebida alcoólicas cortam o efeito dos medicamentos, e por causa disso a combinação seria proibida. Só que não é bem assim: na maioria dos casos, o álcool não interfere na ação dos remédios. Duas latas de cerveja não vão cortar o efeito de um analgésico, por exemplo. Mas basta exagerar no número de copos para comprometer a ação de um antibiótico. "Como o álcool tem efeito diurético, o corpo elimina o medicamento pela urina, impedindo que permaneça no sangue num nível de concentração elevado o suficiente para matar a bactéria causadora da doença", diz o infectologista Renato Grinbaum. Outro risco é sobrecarregar o organismo com a dupla tarefa de metabolizar remédios e bebidas. "Alguns princípios ativos dos medicamentos são metabolizados por enzimas produzidas pelo fígado, que também tem a função de processar o etanol", diz Grinbaum. Existem dois tipos de antibióticos que não devem ser misturados com bebidas: o metronidazol e o tinidazol, usados para combater infecções ginecológicas e gástricas. "A interação dessas substâncias com álcool pode provocar dor de cabeça, queda da pressão e até desmaios", diz o clínico geral Silvio Donatangelo. Mas o perigo mora mesmo na mistura do álcool com drogas para tratamento de problemas neurológicos e psiquiátricos. Além de ter efeito depressivo sobre o sistema nervoso central, o álcool pode potencializar a ação de certas substâncias, elevando o risco de perda da coordenação motora, mental e até fatal. 

Quando o prazer se torna obrigação


Compulsão, Quando o Prazer se Torna Obrigação

Com certeza atos prazerosos são de grande implementação para uma vida saudável, a mudança neste contexto ocorre quando a busca se torna impulsiva para a pessoa, fazendo com que ela perca várias horas em meio a este ato que pode ser inúmeros, como por exemplo: fissura por um corpo perfeito, em consequência o consumo de varias pílulas e excesso de malhação, dias e dias em frente à internet, nas redes sociais, visitando sites pornográficos, jogando games virtuais entre varias opções de acesso que a internet pode proporcionar sair comprando coisas sem necessidade para saciar ansiedade, se alimentar de forma compulsiva e etc…
Este tipo de comportamento é chamado pelos psiquiatras de transtornos de impulsividade, quando eles passam a se sentir na obrigação de buscar prazer, passando a serem controlados por impulsos, mesmo sabendo que podem sofrer algum tipo de prejuízo a pessoa repete o ato, agindo em contradição a sua vontade natural e um ligeiro arrependimento logo após consumar de fato o que lhe traz prazer.
Como consequência o individuo que perde muito tempo com estas atividades compulsivas, acabam deixando para traz sua responsabilidades reais e não conseguem concretizarem seus objetivos e sonhos, deixando tudo para traz, assim normalmente vem o sentimento de angustia e sofrimento pelas perdas desnecessárias.
As pessoas que tem maior tendência a sofrer com o transtorno de impulsividade são indivíduos que exigem de mais de si e com mudanças constantes de comportamento na área emocional, procurando uma maneira rápida de suprir esta angustia, que se converte em novos hábitos tais como: o consumo de bebidas alcoólicas, de cigarros e de drogas, nestes casos hábitos que agridem mais a saúde, não descartando outros hábitos, inclusive os citados no inicio do artigo.
No funcionamento do cérebro humano, a dependência de um usuário de álcool e a de uma pessoa por compulsões são muito semelhantes, da mesma forma que um individuo não consegue abandonar o álcool, o cigarro e outras drogas, também não consegue se livrar da repetição dos hábitos compulsivos.
Por fim, comer bem, fazer compras, ter acesso à internet não são considerados maus hábitos, quando se tem o controle da situação, vale rever os conceitos quanto se percebe uma repetição constantes dos hábitos, mas infelizmente a pessoa só procura ajuda quando a situação se encontra incontrolável, assim constatado o transtorno, a procura por ajuda é inevitável.

Alcoolismo e suas manifestações


ALCOOLISMO
O álcool etílico é a droga psico-ativa mais utilizada no mundo.
Atualmente, o abuso desta droga vem alcançando proporções massivas, tanto em países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, e está associado a uma série de conseqüências adversas, das quais o alcoolismo é apenas uma pequena parte, ainda que seja a de maior relevância do ponto de vista clínico. O problema do alcoolismo se transformou, sem dúvida, num dos fenômenos sociais mais generalizados das últimas décadas. Uma grande variedade de estudos para tentar estabelecer as suas verdadeiras dimensões foram criados, frutos da grande importância deste fenômeno.
Muitos destes estudos coincidiram em assinalar a grande repercussão que o consumo de bebidas alcoólicas teve nos últimos anos no sistema hospitalar. Destacando que as camas hospitalares dedicadas aos dependentes de drogas ou do álcool foi duplicado e que de 20 a 30% estão ocupadas por pessoas com problemas relacionados ao álcool. A imensa maioria dos autores afirma que de 15 a 20 % das consultas recebidas pelos médicos de família são atribuídos à ingestão do álcool e/ou de drogas.
Existe, além disso, uma ampla gama de problemas nos quais o álcool tem direta ou indiretamente um papel principal. Os tipos de problemas relacionados com o álcool são agrupados da seguinte maneira: problemas médicos, tanto físicos como psicológicos; nos relacionamentos familiares, laborais e sociais; acidentes domésticos, laborais ou de trânsito; condutas violentas e lesões auto-infligidas. Igualmente, também foi estabelecido que o álcool está relacionado com 40 a 50% dos acidentes de trânsito e 15 a 20% dos acidentes laborais e em 50% dos homicídios.
Causas:
Foi estabelecido que inúmeros fatores do tipo biológico, psicológico e social estão envolvidos na origem do alcoolismo e que a interação com fatores genéticos aumenta sua predisposição. Diversos estudos mostraram que a existência do alcoolismo ocorre com mais freqüência em familiares diretos de alcoólatras do que em familiares de não alcoólatras.
A história da humanidade nos mostra o gosto constante que o homem em geral tem pela bebida alcoólica. Desde sempre as bebidas alcoólicas são preferidas mais do que as outras, pelo seu efeito tônico e euforizante, para aliviar a angústia e para liberar o que está reprimido. Como se não bastasse a "satisfação oral" que a pessoa procura e os valores simbólicos de seu uso, certas particularidades são atribuídas ao álcool vulgarmente como por exemplo, "o álcool nos dá força e virilidade dos quais podemos nos orgulhar" ou que o vinho e o álcool "levantam o ânimo".
A evidência dos fatores sócioculturais no alcoolismo está demonstrada pela variação da proporção de alcoólatras segundo os grupos profissionais, sociais, as civilizações e segundo o sexo. Nos grupos profissionais é comum distinguir os empregos que predispõem o indivíduo a um excessivo consumo de álcool: trabalhos braçais, tarefas ao ar livre nas profissões agrícolas, trabalhos relacionados com a produção e a comercialização de bebidas alcoólicas e as profissões que impõem uma separação familiar periódica ou freqüente (marinheiros ou viajantes).
A relação estreita com outros alcoólatras, parece desempenhar um papel importante no hábito do alcoolismo, sobretudo nos primeiros períodos da vida, quando os mecanismos de imitação inconsciente e de identificação são mais naturais. Assim, é muito mais fácil de se encontrar um pai alcoólatra quando há na casa um outro alcoólatra. A pressão que os amigos exercem ou a pressão que o lugar de encontros exerce é muito importante e determinante na origem do alcoolismo. Em outras palavras, mesmo que para se tornar adito seja necessário ter uma personalidade alcoólatra, esta necessita a influência de determinados fatores sócioculturais para se desenvolver.
Manifestações:
Geralmente se trata de pessoas que passaram dos 40 anos de idade e cuja história etílica existe há muitos anos. Os alcoólatras caracteristicamente apresentam o rosto avermelhado, a conjuntiva dos olhos amarelada e têm um odor especial no hálito.
As palavras são inseguras, precipitadas e às vezes balbuciantes. Também pode se observar, imediatamente à ingestão do álcool, um tremor ao redor da boca e um aumento na transpiração. As manifestações psíquicas começam com a modificação do caráter: aumento da emotividade, irritabilidade, impulsividade, ciúmes, instabilidade de humor com freqüentes crises depressivas. Conjuntamente aparecem alterações intelectuais com uma diminuição do rendimento de trabalho, dificuldade de concentração e de atenção, certa confusão nos processos intelectuais, redução da eficiência profissional, absentismo e regressão no comportamento e nas relações sociais.
Logo após consumir álcool, em quantidade excessiva ou não, aparecem brechas na memória, em que o sujeito comprova no dia seguinte que não se lembra o que fazia enquanto bebia. Na ordem afetiva os resultados são bastante claros: tendências egoístas; diminuição no sentido ético e de responsabilidades; demonstra uma total despreocupação e indiferença à sua família protestando pela sua falta de autoridade em casa e pelo desprezo do qual é objeto, principalmente por parte dos filhos. Manifestam seu arrependimento e prometem deixar a bebida mediante juramentos. Despertam bruscamente no meio da noite, cobertos por um abundante suor, sobretudo durante episódios de pesadelos ou sonhos inquietantes. A respeito do sistema digestivo, apresentam freqüentes gastrites, dores abdominais, sede abundante, perda do apetite e náuseas acompanhadas de diarréias fétidas freqüentes.
O fígado aumenta de tamanho causando uma sensação de peso na região direita do abdômen e vômitos que finalmente pode levar à cirrose hepática e à acumulação de líquido no abdômen. Os transtornos do sistema nervoso se caracterizam por um pequeno e rápido tremor nas mãos e na língua, câimbras musculares sobretudo na barriga da perna, sacudidas noturnas, formigamento nas extremidades e atrofia nos músculos. O alcoolismo na mulher ocupa um lugar à parte porque mesmo tendo características comuns ao alcoolismo no homem, estes se distinguem por fatores sócioculturais que determinam o status da mulher na nossa sociedade. Os grupos sociais são menos indulgentes com as mulheres.
Neste caso, trata-se de um alcoolismo mais secreto, solitário e controlado pelo sentimento de pudor que desencadeia a culpabilidade. O alcoolismo degrada mais rapidamente e mais profundamente a mulher, em seu status e em seu papel feminino e maternal, do que degrada ao homem em seu papel masculino e paternal. A rejeição e a intolerância social é mais viva e mais precoce para a mulher do que para o homem. Nos filhos de mães alcoólatras podem ser observadas doenças como a "síndrome alcoólica fetal", caracterizada pelo retardamento no crescimento e no desenvolvimento, retardamento mental e diversas alterações congênitas.
Tratamento:
O primeiro objetivo é conseguir, por parte da pessoa alcoólatra, a compreensão de sua doença e a necessidade de seguir um tratamento adequado. A partir daí, as seguintes etapas serão a desintoxicação alcoólica, a desabituação e o acompanhamento médico posterior.
Em poucas ocasiões estas pessoas fazem consultas diretamente pelo seu problema de adição, já que eles não estão conscientes dele ou têm uma atitude negativa como mecanismo de defesa. Na maioria dos casos, o motivo das consultas são queixas por parte da família ou a presença de complicações do tipo orgânica ou do tipo psicossocial. Para a desintoxicação, em primeiro lugar deve se suspender a ingestão do álcool e corrigir o déficit nutricional causado pelo consumo excessivo do álcool. Diante da possibilidade, ainda que seja mínima, de que apareça a síndrome de abstinência (ansiedade, tremor, insônia, taquicardia, transpiração, náuseas, vômitos e diarréia) são indicados sedativos como o tetrabamato. Além disso, é conveniente indicar vitaminas B1, B6 e B12 durante o tratamento. Em todos os casos, a síndrome de abstinência deve ser acompanhada de tratamento psicológico.
Quanto aos diversos grupos de apoio aos alcoólatras, nenhum outro grupo de tratamento tem tido resultados tão benéficos para os alcoólatras como aquele proporcionado por eles mesmos, através dos Alcoólatras Anônimos.
Estes grupos põem as pessoas doentes em contacto com companheiros abstêmios, sempre acessíveis, dentro de um ambiente onde possam estabelecer relações sociais fora do bar.
Além disso, escutam outras pessoas confessar ao grupo as mesmas justificativas que ele mesmo já havia feito, em particular, sobre sua propensão à bebida. Esta ajuda pode lhe devolver a auto-estima e a autoconfiança que antes somente encontrava no álcool. Outro medicamento utilizado é o disulfiram, que interfere no metabolismo do álcool, acumulando produtos intermediários causando sintomas de intoxicação e intensos mal-estares, como rubor facial, conjuntivas dos olhos avermelhadas, cefaléia pulsátil, taquicardia e transpiração. De 30 a 60 minutos após a ingestão, aparecem náuseas e vômitos, pode haver diminuição na pressão arterial, vertigem e às vezes perda do conhecimento. Os mal-estares são tão intensos que poucos pacientes se arriscam a ingerir álcool enquanto estão tomando disulfiram. O disulfiram está contra-indicado durante a gravidez e aos pacientes com descompensação cardíaca.

Alcoolismo - Poucos percebem que necessitam de ajuda


Poucos alcoólatras percebem que precisam de ajuda

Relatório divulgado pelas autoridades de saúde norte-americanas mostra que a maioria dos alcoólatras não percebe que precisam de ajuda e não acredita que o tratamento possa ajudá-los.
Produzido pelo Substance Abuse and Mental Health Services Administration (SAMHSA), o estudo mostra que 7,4 milhões de adultos, com idade entre 21 e 64 anos, tem se tratado da dependência de álcool, mas apenas 7,8% admitem precisar de tratamento e 1,2% deles acreditam que possam se recuperar totalmente.
Os resultados da pesquisa destacam a necessidade de aumentar a conscientização dos adultos com problemas de consumo e desenvolver maneiras de identificar, enfrentar e ajudar alcoólatras a começar o tratamento. Pessoas dependentes de álcool não conseguem abandonar a bebida e nem reduzir a quantidade ingerida. Com isso, surgem problemas de ordem emocional e de saúde, além de transtornos sociais na relação de trabalho, familiar e com amigos.
Pamela S. Hyde, uma das administradoras do SAMHSA, diz que o estudo aponta o número grande de norte-americanos que não se trata da dependência e que não acreditam na eficácia do tratamento. “As pessoas, amigos e familiares claramente precisam de ajuda e apoio no enfrentamento e fazer algo sobre o problema. Sem ajuda, o alcoolismo pode ser fatal”, completa.

28 julho 2011

Alcoolismo - A luta de Vera Fischer contra o Alcoolismo

25 julho 2011

Alcoolismo, depressão e suicídio


O Álcool e a Depressão

alcoolismo_depressaoO alcoolismo é uma doença que produz muitos sinais e sintomas semelhantes de uma depressão maior. Embora muitas vezes o álcool cause inicialmente um “bom humor”, ele é uma droga que causa depressão.
Embora existam estudos que têm mostrado que a depressão causa realmente o alcoolismo, as duas doenças são comumente vistas nos mesmos pacientes, ao mesmo tempo. Trinta a cinqüenta por cento dos alcoólicos, em determinado momento, também sofrem de depressão grave.
O que você deve saber sobre alcoolismo e depressão
* História familiar de depressão ou alcoolismo aumenta o risco da pessoa desenvolver qualquer doença.
* O alcoolismo pode causar uma recidiva em pacientes com depressão.
* Os sintomas depressivos do álcool são maiores quando a pessoa pára de beber. Pessoas com uma história de depressão devem ser cuidadosamente monitoradas durante as fases iniciais de abstinência.
* Os sintomas da depressão em dependentes de álcool são muito menores após três a quatro semanas de abstinência.
* Uma pessoa que sofre de depressão grave e que abusa do álcool tem um risco muito maior de tentar e conseguir suicidar:
O abuso de álcool pode aumentar a depressão e a impulsividade.
O álcool prejudica o julgamento, o que explica sua associação com métodos de suicídio doloroso.
* Devido ao risco de suicídio, é fundamental que as pessoas que sofrem de depressão grave e abuso de álcool recebam atenção médica imediata.

Alcoolismo afeta povo indígena


ÁLCOOL 
Os males trazidos à aldeia pelo vício em álcool também são os mesmos constatados na sociedade não-indígena, mas têm efeitos mais profundos, uma vez que a desagregação familiar gerada pelo alcoolismo acaba tendo impacto sobre toda a estrutura comunitária. “Eu acredito que o alcoolismo é hoje a principal doença que temos nas aldeias. É difícil de resolver, pois gera muitos dos outros problemas que acontecem”, aponta Olívio Jekupé, presidente da associação da aldeia Krukutu.
Relações necessárias ◆ A psicóloga e professora Tânia Bonfim realiza suporte psicológico na aldeia Krukutu, no bairro de Parelheiros, em São Paulo. As visitas começaram a pedido dos líderes da aldeia, assustados com o aumento do consumo de álcool e os conseqüentes problemas acarretados por ele.
Os métodos tradicionais de contenção dos problemas sociocomportamentais, que geralmente envolvem a figura do líder espiritual, muitas vezes mostram-se insuficientes quando a questão é a compulsão no uso de álcool. “A cachaça traz todo o problema porque a pessoa não sabe o que faz quando bebe. Quando dá problema dentro da aldeia, o cacique e as outras lideranças tomam uma providência. Fazem reunião para aconselhar e ver se as coisas acalmam. Porém, hoje, muitas pessoas acabam desrespeitando as orientações, pois as esquecem quando bebem”, lamenta Laurindo Veríssimo, pajé da aldeia Krukutu.
Tradicionalmente, diversos povos indígenas fazem uso de bebidas fermentadas em seus rituais, tendo um contato com o álcool que data de antes da colonização. Essas bebidas, entretanto, costumavam ter um teor alcoólico muito fraco. “As bebidas levadas pelos não-indígenas, bem mais fortes, talvez tenham representado uma pequena diferença geradora de desequilíbrios. Com aquele tipo de substância eles não tinham experiência em lidar”, especula Tânia. O comércio desenfreado e mal-intencionado, ao longo das gerações, fez com que os índios tivessem acesso facilitado ao álcool.
Na aldeia Krukutu, alguns casos mais graves de alcoolismo são tratados por psiquiatras da Universidade de São Paulo. A psicóloga Tânia dá o suporte psicológico necessário, integrando a equipe multidisciplinar – que inclui o pajé. “Procuro intermediar as visões diferentes envolvidas no quadro, tentando entender a estranheza que pode aparecer em ambas as partes. Muitos dos índios, por exemplo, sentem- se envergonhados por fazer tratamento”, explica. Para Olívio Jekupé, o intercâmbio com a Psicologia, nestes casos, é benéfico. “Às vezes, até temos soluções próprias na aldeia. Mas se tem uma ajuda de fora que pode ser boa, temos que aproveitar”, acredita.
ASSOCIAÇÃO COM O XAMANISMO 
Quando a aproximação de psicólogos e psiquiatras tem caráter terapêutico, o trabalho conjunto com pajés e outros líderes espirituais é considerado de grande importância. “A atuação da Psiquiatria moderna e da Psicologia sem a amplitude antropológica lida com os sintomas tentando esfacelá-los e, portanto, despreza uma comunicação no ‘aqui e agora’ ou suas origens traumáticas”, define o Dr. Marcos de Noronha.
Sem uma preocupação com as concepções de saúde e doença de um determinado grupo ou com suas próprias práticas rituais, corre-se o risco de desrespeitar todo um sistema de valores, o que não traz benefícios para a prática terapêutica. “Nos anos 40, houve vários equívocos com relação a isso. Determinado povo era classificado como neurótico. Nas críticas posteriores, viu-se que o povo havia sido vítima de perseguições e violências coloniais. É preciso que haja um desarmamento: eu não tenho o esquema pronto do desenvolvimento mental do homem em geral, tenho uma possibilidade de compreendê-lo em determinados contextos”, afirma Carmem Junqueira, antropóloga e professora da PUC-SP.

O intercâmbio entre os saberes ocidentais e os indígenas pode gerar frutos como a combinação das práticas terapêuticas. “Gosto de citar o exemplo de uma colega que, nos anos 60, em vez de simplesmente medicar os casos de epilepsia com fenobarbital, preferiu convencer os xamãs a associar a droga a seus ritos de cura”, narra Noronha. A médica conseguiu um tratamento efetivo e duradouro, sem desqualificar os recursos tradicionais daquele povo e sem interferir em sua visão de doença.
A Etnopsiquiatria ou Psiquiatria cultural é uma vertente médica que procura estudar a psicopatologia levando em conta os aspectos socioculturais do indivíduo e os distúrbios de sua sociedade, considerando aspectos comportamentais de seus integrantes. “Não precisamos fumar e dançar em volta da fogueira para atuarmos como etnopsiquiatras”, diz Noronha. “As técnicas da Psicologia sistêmica e do Psicodrama se identificam, em alguns aspectos, com os recursos de que os terapeutas tradicionais – pajés, xamãs – se utilizam. Estudamos sem preconceito esses fenômenos e encontramos razões para sua eficácia. Com uma comunicação congruente à cultura do paciente, entendemos o significado dos seus sintomas”, completa.
Uma das ferramentas utiliza
SAÚDE MENTAL 
Os males que diversos povos indígenas enfrentam hoje em dia, como alcoolismo, baixa auto-estima, depressão e suicídio, têm origem primordialmente no contato com a sociedade não-indígena – e nas mais variadas agressões sofridas. Os guarani-kaiowá, por exemplo, que moram na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, viram uma série de suicídios entre seus jovens, nos anos 90. “Os kaiowá ficaram reduzidos a um pequeno pedaço de terra cercado por fazendas. Não conseguem manter o grupo unido, pois é uma população grande, e não há alimentação adequada. Os jovens têm realmente poucas perspectivas”, afirma Carmem.

24 julho 2011

Alcoolismo - Algumas dicas para ajudar um dependente

Como ajudar um dependente de álcool e drogas

Atitude Positiva

Numa casa onde há compreensão, amizade, diálogo e tolerância, os filhos são fortes para resistir aos apelos das más companhias e dos traficantes. Amor nas famílias é fundamental para afastar os jovens das drogas.

Atitude Negativa

Pais violentos ou desatenciosos acabam espantando os filhos de perto de si.

Como reconhecer um dependente 

É preciso que os pais saibam muito mais sobre drogas para poderem fazer avaliação mais satisfatória e não confundirem estes sintomas com a instabilidade normal da adolescência.



  • Mudança brusca no comportamento do jovem;
  • Irritabilidade sem motivo aparente e explosões nervosas;
  • Inquietação-motora, o jovem se apresenta impaciente, inquieto, irritado, agressivo e violento;
  • Depressões, estado de angústia sem motivo aparente;Queda do aproveitamento escolar ou desistência dos estudos;
  • Insônia rebelde;
  • Isolamento – o jovem se recusa a sair do seu quarto, evitando contato com amigos e familiares
  • Mudança de hábitos – o jovem passa a dormir de dia e ficar acordado à noite;
  • Desaparecimento de objetos de valor, de dentro da casa ou de uso pessoal; e incessantes pedidos de dinheiro para atender sua dependência
  • Más companhias passam a fazer parte da vida do jovem.


Amy Winehouse - Um imenso talento

Amy Winehouse – Um imenso talento derrotado pelo álcool e pelas drogas.

Amy foi encontrada morta na sua casa, no bairro de Camden Square, em Londres. Tinha apenas 27 anos de idade e estava preparando o seu terceiro disco. Overdose ou suicídio, são as hipóteses.

Os traumas de infância, problemas com os pais e o uso de álcool e drogas desde os 18 anos arruinaram a sua breve vida. No ano passado, quando veio ao Brasil, no show em Florianópolis parecia bêbada e confusa.
O pai de Amy dizia que se a filha não morresse em decorrência do abuso do álcool e das drogas, seria de um problema cardíaco – a jovem cantora já sofria de arritmia. O mais triste e até  macabro é que a própria mãe perguntava à filha qual o cemitério que ela queria ser enterrada.
Amy Winehouse – Mais uma jovem talentosa que, infelizmente, não aguentou a pressão.


Mentiras sobre adicção


Mentiras sobre adicção

Existem muitas crenças populares sobre uso de álcool e drogas, e muitas delas são mitos. Veja aqui as principais mentiras e verdades sobre drogas.

Fundo do poço

Uma delas é que a pessoa precisa chegar ao fundo do poço antes que possa receber ajuda. Isto é totalmente errado. Na verdade, é o contrário. Quanto mais cedo no processo de alcoolismo você puder intervir e ajudar, maiores as vantagens.

Tratamento voluntário

Outro mito é que a pessoa precisa querer ser tratada para melhorar. Pessoas que são forçadas a se tratar se recuperam sim. Isto pode ser mais difícil mas funciona. Mas não basta internar a pessoa numa clinica contra a vontade dela, sem outro motivador. Precisa mais do que isto. Adictos podem ser empurrados para entrar em programas de tratamento pelos patrões, familiares ou a polícia se quem tiver empurrando deixar claro os benefícios disto, ou os prejuízos de não participar do programa. Chefes podem ameaçar demitir alguém se não se tratar, uma esposa pode ameaçar abandonar o relacionamento, ou a justiça pode oferecer tratamento para relaxar a pena. (Nos Estados Unidos, pessoas condenadas por crimes não violentos relacionados a drogas podem ir para tribunais especializados alternativos, onde podem reduzir a sentença ou mesmo evitar a prisão se entrarem num programa intensivo de tratamento.) Na verdade, pesquisas mostram que os resultados entre os que foram obrigados a fazer tratamento podem ser tão bons quanto dos que entraram em tratamento voluntariamente.

Adictos são maus, loucos ou burros

Pesquisas mostram que adictos não são pessoas más que precisam se tornar boas, pessoas insanas que precisam recuperar a sanidade, ou ignorantes que precisam de educação. Adictos possuem uma doença cerebral que vai além do uso de drogas.

Adictos possuem um problema de força de vontade

Este é uma crença antiga, provavelmente baseada no desejo de culpar os adictos pelo uso de drogas em excesso. Este mito é reforçado pela observação de que a maioria dos tratamentos para alcoolismo e adicção são comportamentais, do tipo terapia com psicólogo, que tendem a criar auto-controle. Mas adicção ocorre numa área do cérebro chamada sistema mesolímbico de dopamina, que não está sob controle consciente.

Adictos deveriam ser punidos, e não tratados, por usarem drogas

A ciência está demonstrando que os adictos têm uma doença cerebral que faz com que eles tenham um controle deficiente do uso de drogas. Adictos precisam de tratamento  para a o problema neuroquímico cerebral.

Pessoas adictas a uma droga são adictas a todas as drogas

Apesar de isto acontecer algumas vezes, a maioria das pessoas que são dependentes de drogas podem ser dependentes de uma ou duas drogas, mas não todas. Isto acontece provavelmente devido ao jeito que cada droga se “encaixa” à química cerebral da pessoa.

Adictos não podem ser tratados com medicamentos

Na verdade, adictos são desintoxicados em hospitais, quando necessário, com freqüência. Mas será que eles podem ser tratados com medicamentos depois da desintoxicação? Novos remédios estão sendo desenvolvidos para ajudar os pacientes que já pararam de usar drogas para restringir a fissura por drogas viciantes. Estes remédios reduzem as chances de recaídas e aumentam a eficácia de terapias com psicólogos.

Adicção é tratada com terapia comportamental, então deve ser um problema de comportamento

Novos estudos de mapeamento do cérebro estão mostrando que tratamento comportamentais, do tipo psicoterapia, e remédios agem igualmente alterando as funções cerebrais. Então, adicção é uma doença do cérebro que pode ser tratada mudando funções cerebrais, atraves de diversos tipos de tratamentos.

Alcoólatras podem parar de beber simplesmente participando de reuniões do AA, então eles não podem ter uma doença cerebral

A palavra chave aqui é esta “simplesmente”. Para a maioria das pessoas, AA é um trabalho duro e eterno dos Doze Passos. Este sistema de ajuda entre pessoas com uma experiência comum é um dos ingredientes ativos da recuperação no AA. Mas o AA não funciona para todo mundo, mesmo para muitas pessoas que querem realmente parar de beber.



23 julho 2011

Amy Winehouse - Fim trágico de um talento - Vídeo



23/07/2011 - 13h33

Amy Winehouse é encontrada morta 

A cantora Amy Winehouse, 27, foi encontrada morta em sua casa em Londres neste sábado. A notícia foi divulgada inicialmente pelo canal de britânico TV Sky News. A polícia confirmou a morte, mas ainda a considera "sem explicação".
A polícia foi chamada à casa de Winehouse, no bairro de Camdem Town, por volta das 16h deste sábado, respondendo a um chamado para atender uma mulher desmaiada, segundo nota divulgada.
"Ao chegar, oficiais encontraram o corpo de uma mulher de 27 anos, que foi declarada morta no local", diz o comunicado publicado pelo TMZ.
"As investigações sobre as circunstâncias da morte continuam. Neste estágio inicial, ela está sendo tratada como não esclarecida", finaliza o comunicado.
Sua aparição pública mais recente aconteceu na última quarta-feira. Ela fez uma participação surpresa durante um show de sua protegida, a cantora de 15 anos Dionne Bromfield, em Londres. Segundo a imprensa britânica, ela subiu no palco aparentemente bêbada, dançou e pediu que o público comprasse o disco de Bromfield.
Winehouse, que em janeiro deste ano trouxe sua turnê ao Brasil, nasceu em Londres em 14 de setembro de 1983. Ela tem dois álbuns lançados e estava finalizando seu terceiro trabalho de estúdio.
Amy se tornou mundialmente conhecida e consagrada com o sucesso do seu segundo CD, "Back to Black", lançado em 2006. Ele trazia canções que falavam sobre drogas, bebidas e relacionamentos conturbados, como "Rehab", "Back to Black" e "You Know I'm No Good".
No início deste mês, Amy bebeu até "apagar" pelo menos três vezes em uma semana, segundo o tabloide "The Sun".
"Amy está constantemente fora de controle por causa da vodka", contou à publicação uma pessoa próxima a ela. "Ela está fazendo muito barulho quando bebe para esquecer de tudo em sua casa no norte de Londres."
Winehouse teve sua turnê cancelada na Europa após uma performance desastrosa em Belgrado, na Sérvia, no dia 18 de junho.