31 agosto 2011

De La Hoya confessa dependência de álcool


De La Hoya revela dependência de álcool

O ex-campeão mundial de boxe Oscar de La Hoya revelou ter pensado em cometer suicídio e disse que foi para uma clínica de reabilitação para se tratar de dependências de drogas e álcool, em entrevista para o canal de TV Univision. "O pior foi recentemente", disse De La Hoya. "Durante alguns anos, só pensava se minha vida valia algo. Não tinha a força, não tinha coragem para tirar minha própria vida, mas estive pensando nisso".
De La Hoya garantiu que está "limpo"há três meses, depois de realizar tratamento e unir-se ao Alcoólicos anônimos, Ele revelou que foi infiel, o que levou a estar separado da sua esposa por um tempo. "Obviamente não estamos falando aqui de um Tiger Woods, mas fui infiel", disse o ex-boxeador.
"Houve drogas, a que preferia era a cocaína e o álcool. A cocaína foi recente. Os últimos dois anos, ou dois anos e meio, dependia mais do álcool do que da cocaína", completou De La Hoya. "Me levou [o vício] a um lugar onde me sentia a salvo, onde senti que ninguém podia me dizer nada, me levou a um lugar onde eu podia alcançar a minha mãe".
De La Hoya se aposentou em 2009, depois de 16 anos de uma carreira em que ganhou 10 títulos mundiais em seis divisões. Na sua última luta, foi derrotado pelo filipino Manny Pacquiao. Seu último título foi conquistado em maio de 2006, quando venceu o nicaraguense Ricardo Mayorga em seis assaltos pelo cinturão da categoria médio-ligeiro do Conselho Mundial de Boxe. De La Hoya terminou sua carreira com 39 vitórias e seis derrotas, com 30 nocautes. Ele também ganhou uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

Fatores que afetam sua tolerância ao álcool

Entenda alguns fatores que afetam a sua tolerância ao álcool

Você já teve a impressão de que é mais tolerante à bebida dependendo do lugar onde está? Já aconteceu de ficar bêbado depois de tomar dois copos de cervejas em um bar diferente, mesmo sabendo que é capaz de beber, sozinho, engradados inteiros em casa? Desde os anos 50, cientistas desenvolviam a hipótese de que é mais difícil ficar bêbado em casa do que em um lugar desconhecido. Mas isso só havia sido provado em pesquisas envolvendo animais, nunca com humanos.  Agora, um estudo da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, deu base empírica a essa teoria.
24 alunos tomaram bebidas alcoólicas em um estabelecimento, por três sessões, para que se familiarizassem com o lugar. Em um cenário diferente, os pesquisadores deram aos voluntários “bebidas placebo” – que tinham gosto de álcool, mas não eram alcoólicas. Depois, os alunos tinham que completar tarefas em um computador projetado para medir inibições. Por exemplo, deveriam apertar um botão sempre que uma palavra com significado feliz aparecesse na tela, mas não podiam fazer isso quando aparecia uma palavra negativa. Apertar o botão na hora errada indicava perda de inibições. É mais ou menos o que acontece quando uma pessoa embriagada xinga alguém, entra em brigas ou continua a beber quando deveria parar.
Os resultados mostraram que os voluntários que bebiam álcool no ambiente onde haviam recebido bebidas placebo anteriormente pressionaram o botão incorretamente cerca de 12 vezes por sessão. Já entre os que haviam tido bebidas alcoólicas de verdade, o número caiu para a metade – o que indica que eles estavam menos bêbados do que o outro grupo.
Segundo o professor Mark Fillmore, da Universidade de Kentucky, a tolerância aumentada em ambientes familiares pode ser provocada por nossas expectativas. Depois de ter bebido em um ambiente determinado, o sistema nervoso central começa a antecipar o recebimento do álcool sempre que você volta para aquele lugar, podendo se tornar hiperexcitado e barrar alguns dos efeitos do álcool. Em outras palavras, seu corpo fica mais tolerante.
O estudo é importante porque mostra que a quantidade de álcool no sistema nervoso central não é o único fator que determina como uma pessoa é afetada pela bebida. A tolerância não é um atributo pessoal imutável. Só porque você pode funcionar bem enquanto bebe em situações conhecidas não significa que vai ser assim em qualquer lugar, com a mesma quantidade de bebida.
Alcoolismo x Estresse
Os resultados confirmam a hipótese de outro estudo, publicado em julho no periódicoAlcoholism: Clinical and Experimental Research (Alcoolismo: pesquisa clínica e experimental). Pesquisadores da Universidade de Chicago descobriram que o estresse é um fator importante para determinar como a bebida vai agir em você– se ela vai te deixar falante e cheio de energia ou sonolento.
O estudo mostrou que quando se mistura a bebida com uma dose de estresse, o resultado pode surpreender: os voluntários que normalmente ficavam mais alegres e estimulados pelo álcool se sentiram sonolentos quando foram colocados em uma situação estressante antes de beber. E os que geralmente se sentiam sonolentos com a bebida acabaram ficando mais agitados ao fazer isso depois do estresse. Isso pode explicar, inclusive, por que algumas pessoas bebem mais quando estão estressadas: se elas costumam se sentir agitadas depois de beber e o estresse barra esse efeito, podem acabar bebendo mais para tentar alcançá-lo.  Por outro lado, quem costuma se sentir sonolento quando bebe pode curtir o efeito oposto e bebem ainda mais para potencializá-lo. Se antes a sonolência era um freio no consumo alcoólico, agora essa sensação positiva acaba por aumentá-lo.
Por outro lado, bebida não é remédio. Mesmo nos casos em que o álcool melhora o humor, beber para aliviar o estresse está longe de ser uma boa ideia – além do perigo do alcoolismo, a dose extra pode piorar a situação. É que o álcool amortece a resposta natural do corpo ao estresse hormonal agudo e impede o seu organismo de lidar com o problema de forma eficiente. Lembre-se: esse tipo de estresse é uma ameaça ao organismo. Então, é bom que seu corpo queira se livrar dele.



30 agosto 2011

Efeitos do Álcool - Animação vídeo


Animação mostra com humor os efeitos e as consequências do álcool.

O humor tem sido usado a muito tempo como uma forma de conscientizar as pessoas sobre muitos assuntos.
Sem dúvida, o video abaixo usa de muito bom humor para mostrar a realidade de uma pessoa viciada em álcool.
Realidade essa que muitas vezes transforma a pessoa em alguém que é evitado pelos outros.


Barron Hilton seguindo o caminho da irmã


Irmão de Paris Hilton é detido por dirigir bêbado.

O irmão mais novo de Paris Hilton, Barron, foi preso  por dirigir alcoolizado e possuir uma carteira falsa de motorista.
De acordo com o site da revista People, o jovem de 18 anos foi detido às oito horas da manhã, quando caiu no chão durante um teste de sobriedade.
Ele passou o dia todo na prisão, antes de pagar uma fiança de vinte mil dólares para ser liberado. A audiência para definir o futuro de Barron foi marcada para o dia 14 de Abril.
O herdeiro mais novo da família Hilton estava a dirigir um Mercedes Benz preto numa rodovia do costa oeste, quando foi abordado por outro motorista que reparou nas suas manobras erradas. Logo em seguida, o rapaz foi parado pela polícia que constatou que o nível alcoólico no seu sangue era de 14 %.
Mais grave do que a quantidade de álcool no sangue do jovem foi o facto de ter consigo uma carteira de habilidade falsa. Foi por isso, que o rapaz ficou detido na cadeia municipal e ficou com o seu veículo apreendido. 
A irmã de Barron, Paris, passou 45 dias na prisão no ano passado por violar a sua condicional e também por dirigir bêbada.

Paris Hilton - Alcoolismo não escolhe padrão de vida


DEVASSA É DROGA, POIS ÁLCOOL É DROGA, E PARIS HILTON MOSTRA COMO FAZ EFEITO.


A foto de Paris Hilton já circula na Internet. A ricassa começa "bem"como garota propaganda da droga álcool intitulada cerveja Devassa (nome bem apropriado), e mostra que a bebida faz efeito. Segundo a imprensa, ela "aparentemente alcoolizada" caiu no chão e foi fotografada nessa pose bastante reveladora das potencialidades da cerveja que estimula o consumo.
A difrença entre alcoolizado rico e alcoolizado pobre, é que, o primeiro cai no chão de Camarotes, e o segundo na sarjeta das calçadas. Alcoólatras ricos se internam em SPA para "desintoxicar" e alcoólatras pobres, quando encontram internação, é em algum hospital psiquiátrico do SUS, de onde voltam para a rua, geralmente sem se recuperar, alguns morrem por lá mesmo.
A Organização Mundial de Saúde classifica o álcool como Droga. Cerveja contém álcool, sendo portanto Droga, embora legalizada e ainda estimulada por uma propaganda indecente, sem vergonha e criminosa.



29 agosto 2011

Adolescente e alcoolismo - Aúdio

Um a cada cinco adolescentes consome bebida alcoólica - 26/08/2011



Um a cada cinco adolescentes consome bebida alcoólica mais de uma vez por semana. Esta afirmação está num levantamento feito recentemente pela Secretaria da Saúde de São Paulo, realizado com 436 jovens da Casa do Adolescente de Pinheiros. De todos os menores entrevistados, 80 por cento confessaram que já beberam álcool.


Universitários mineiros e o alcoolismo - Vídeo

Universitários mineiros são os que mais bebem no País - 26/08/2011


Os estudantes das universidades mineiras são os que mais bebem no Brasil. É o que revela uma pesquisa feita com 20 mil universitários em todo o País. A cidade histórica de Ouro Preto, conhecida pelas repúblicas, lidera esse ranking. 








Alcoolismo de Mãe para Filha


''Alcoolismo passa de mãe para filha''

A psicóloga Ana Beatriz Pedriali Guimarães, de 32 anos, mergulhou nos últimos anos no complexo universo das mulheres alcoólatras. Em sua pesquisa de doutorado, defendida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), descobriu que a alcoolista, independentemente da classe social, era a preferida do pai. Em compensação, a relação com a mãe era conturbada. E essa mãe também bebia.
Em sua pesquisa, feita com 62 mulheres, a especialista conclui que a doença é transmitida entre as gerações femininas de uma mesma família.
O trabalho, premiado no Canadá, deu origem ao livro Um Passado que Vive, recém-lançado pela editora Rosea Nigra.
A seguir, os principais trechos da entrevista:
Quais são os resultados mais significativos de sua tese para sustentar a teoria de que o alcoolismo feminino é passado de geração para geração?
A transmissão de geração para geração não é só do alcoolismo, mas também de padrões de comportamento dessas famílias que acabam colocando-as em risco. A estrutura familiar passa de geração para geração desde os avós. No grupo das alcoolistas, ficou claro que elas usavam o álcool para lidar com os problemas diários. Elas tinham também um histórico de problemas conjugais. E foram abusadas física e psicologicamente pelas mães. No caso delas, as mães também eram alcoolistas e tinham problemas com os companheiros. É interessante que essas mulheres não são só vítimas de violência física e psicológica, mas também são violentas com as filhas. É mais ou menos assim: sofreu violência com a mãe, se tiver uma filha, também será violenta. As avós também eram violentas com as mães das alcoolistas. Outro dado é que os pais dessas mulheres alcoolistas eram violentos com as mulheres, mas não com as filhas.
Então não procede a ideia que muitos têm de que as alcoolistas não tiveram referências do pai?
Pelo contrário. Elas eram as queridinhas, as preferidas, as superprotegidas pelo pai. Em compensação, com a mãe tinham um relacionamento conflituoso desde sempre. É o que chamamos de triangulação.
O que é a triangulação?
É quando um dos membros do casal se une a um dos filhos contra o companheiro, provocando ciúmes no outro. Então, elas têm uma relação de superenvolvimento com o pai e conflito com a mãe. Pessoas com triangulação na família têm dificuldades de se individualizar, de constituir a própria família. E, quando o fazem, essa relação não é completa. Ninguém pode estar casado emocionalmente com mais de uma pessoa. É a lealdade invisível: sou leal à minha família de origem e não consigo me desvincular dessa família. Nas entrelinhas, a triangulação tem influência no conflito conjugal das alcoolistas.
Se as filhas de alcoolistas têm uma boa relação com os pais, por que acabam entrando em relacionamentos problemáticos?
Elas não têm uma boa relação com os pais, fazem parte de um triângulo que é patológico e o modelo de aprendizado de relação conjugal que presenciam em suas casas é de conflito entre seu pai e sua mãe.
Como é a estrutura das famílias de mulheres alcoolistas?
São famílias superenvolvidas ou emaranhadas, o que é patológico. Só que, na cultura brasileira, isso é visto como afetivo. É aquela família que todo mundo sabe de todo mundo. Não há limites entre as pessoas. São aquelas mães que, por exemplo, mexem nas agendas das filhas, reviram tudo.
Pela sua pesquisa, as filhas de mulheres alcoolistas tendem a ser alcoolistas. Mas e quanto 
aos filhos?
Não realizei esse estudo, não teria como afirmar com propriedade sobre filhos homens com mães alcoolistas.
O alcoolismo é genético?
A genética predispõe. Sabemos que filhos de alcoolistas têm quatro vezes mais riscos de desenvolver a doença. Mas a genética não vai colocar o indivíduo no caminho da doença. Quem faz isso é o ambiente. O aprendizado que temos é o modelo, e ele é tão importante quanto a genética. Há muitos estudos sobre o alcoolismo entre os homens, mas não entre as mulheres. O alcoolismo é diferente em homens e mulheres.
Com base na conclusão de que o alcoolismo feminino é passado para as outras gerações, como é possível preveni-lo?
Com a terapia familiar se consegue quebrar o padrão e fazer a prevenção das filhas e netas para que possam escolher caminhos diferentes. A terapia pode ser feita com a família presente ou individualmente, mas com foco familiar. Também na escola se pode fazer a prevenção quando se sabe que alguma aluna é filha de alcoolista, pode-se ficar mais atenta a ela.
O alcoolismo feminino está presente em todas as classes sociais?
Sim. O alcoolismo nas classes mais altas talvez seja mais escondido, mas ocorre da mesma maneira.
Quais as principais diferenças entre o alcoolismo feminino e o masculino?
As mulheres desenvolvem a doença mais rapidamente. Enquanto os homens levam dez anos, nas mulheres a média é de seis a sete anos. Como as mulheres têm mais gordura no corpo e menos água, o álcool demora mais tempo para metabolizar, facilitando a embriaguez.

Alcoolismo - De gole em gole

De gole em goleDuas latinhas de cerveja já provocam os primeiros sintomas no cérebro
Levamos uma hora para processar 14 mg de álcool, o equivalente a:
350 ml de cerveja ou
150 ml de vinho ou
40 ml de uísque
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 30 mg
EFEITOS NO CORPO - Sensação de euforia e excitação. São os primeiros efeitos no cérebro
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 50 mg
EFEITOS NO CORPO - Redução da coordenação motora e alteração de humor. É o início da fase 2 de ação no cérebro
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 60 mg
EFEITOS NO CORPO - No Brasil, é proibido dirigir acima desse limite de álcool no organismo
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 100 mg
EFEITOS NO CORPO - Diminuição da concentração, piora dos reflexos e perda de equilíbrio
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 200 mg
EFEITOS NO CORPO - Náusea e vômitos - olha o estômago se "irritando"... Fala arrastada e visão dupla
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 300 mg
EFEITOS NO CORPO - Sensação de anestesia, lapsos de memória e sonolência
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 400 mg
EFEITOS NO CORPO - Insuficiência respiratória, coma e até possibilidade de morte


Sócrates reconhece que era alcoólatra - Vídeo


Ex-jogador Sócrates reconhece que era dependente de álcool

Em entrevista exclusiva ao Fantástico, ex-jogador diz que sai mais forte após escapar da morte.



Depois de passar por uma internação de emergência, Sócrates, o ex-jogador do Corinthians e da seleção brasileira, voltou sábado (27) para casa e contou para a equipe do Fantástico como a bebida quase o levou à morte. Aos 57 anos, ele reconhece que era dependente de álcool.

“É nessas horas, que a gente cresce. Saio muito mais forte, muito maior e com muito mais compromissos e responsabilidades que eu tinha antes”, resume Sócrates.

Sócrates conversou com o Fantástico no sábado (27), sete horas depois de sair do hospital. Foram nove dias internado. O ídolo corintiano, do calcanhar inconfundível e formado em medicina falou ao abertamente sobre a doença que quase o levou à morte e os problemas com
bebida alcoólica.

Eu tenho um ponto cirrótico. É uma lesão que não é tão grave, mas ela em localizada em área hipersensível do fígado. Essa lesão é causada, fundamentalmente, por álcool”. 

As primeiras horas no hospital foram as mais delicadas. Sócrates entrou pela porta caminhando. Ele tinha uma hemorragia digestiva. O sucesso do trabalho dos médicos evitou a morte do ex-jogador. 

O fígado estava todo inflamado, então ele não deixa passar nada. É como se fosse uma bomba de sangue represado. Ele vai ter que explodir em algum lugar. No meu caso, foi o estômago”, conta Sócrates. 

“Eles iriam tentar fazer o máximo para tentar segurar a vida dele. Mas que poderia ser difícil”, lembra Kátia Bagnarelli, mulher de Sócrates. 

Um cateter, um pequeno tubo, foi usado para fazer o sangue circular. Sócrates ficou nas mãos de um médico que torce para um rival do Corinthians. “Ele é são-paulino, então ele disse que um são-paulino teve que salvar a vida de um corintiano”, conta a mulher. 

Esse não foi o primeiro problema grave provocado pela cirrose, revela o ex-meio-campista das copas de 82 e 86. 

“Há três meses, eu tive um sangramento. Mas mesmo assim, a coisa aconteceu, explodiu. Provavelmente não vai precisar de transplante, hoje de jeito nenhum”, ele diz. 

Na década de 1980, foi um dos líderes da democracia corintiana. A concentração deixou de ser obrigatória e outras questões como horário dos treinos, também eram decididas no voto. 

O ex-craque nunca escondeu que gostava de bebida alcoólica. Mas agora reconhece que era dependente.

Fui alcoólatra sim. Quando eu queria. Quem usa álcool cotidianamente é alcoólatra. Eu fui dependente de álcool. Não tomava todo dia. Eu estava há três meses sem beber”, ele garante. 

Além de não beber, Sócrates vai ter que seguir uma dieta rigorosa e fazer exames clínicos com frequência. 

Abstinência vai ser total daqui pra frente, para que meu fígado reúna condições de se equilibrar totalmente e que não dê mais problemas”, avalia ex-jogador. 

“Agora é só aguinha tônica, água sem gás. Nós dois sentadinhos, batendo papo, tomando água”, brinca o ex-jogador Casagrande. 

26 agosto 2011

Jânio Quadros e o Alcoolismo


"BEBO PORQUE É LIQUIDO. SE FOSSE SÓLIDO, COMÊ-LO-IA."

Jânio Quadros, eleito em 1960, era um notório consumidor de bebidas que disse certa vez: ‘‘Bebo porque é líquido’‘. Sua renúncia inesperada, após menos de um ano no governo, durante o que dizem ter sido uma maratona de bebedeira, iniciou um período de instabilidade política que levou a um golpe em 1964 e 20 anos de dura ditadura militar.


A única filha de Jânio Quadros, Dirce Tutu Quadros, afirmou em entrevista exclusiva ao jornalista Milton Parron durante o Ciranda da Cidade que o pai era alcoólatra e que tomava uísque junto com o café da manhã. 



Dirigir é um risco para quem tem Cirrose


Dirigir é um risco para quem tem cirrose

Síndrome que se desenvolve nos portadores da doença compromete a atenção momentaneamente.


CIRRóTICOS : RISCO DE DIRIGIR
A revista Hepatology publica um estudo que demonstra que indivíduos com cirrose apresentam maior risco de sofrerem acidentes de trânsito ao dirigir veículos.
A "encefalopatia hepática mínima" é uma complicação neurocognitiva associada à cirrose. Segundo os pesquisadores, até 80% dos pacientes cirróticos são diagnosticados com eventos de "encefalopatia hepática mínima", o que causa curtos períodos de comprometimentos momentâneos na atenção, inibição na resposta mental ou de movimentos e na velocidade de reação. Os pacientes com "encefalopatia hepática mínima" podem progredir e evoluir para quadros de encefalopatia hepática grave, chegando a estados de perda de funções, perda da consciência, tremores e até o coma, motivo pelo qual todo paciente cirrótico necessita acompanhamento permanente por parte de um profissional especializado. 
Os resultados do estudo impressionam, pois entre os pacientes cirróticos que apresentam "encefalopatia hepática mínima" o percentual de envolvimentos em colisões chegou aos 16% ao ano, contra somente 4% do registrado na população contra 4% da população como um todo. 
Concluem os pesquisadores que os médicos devem alertar os pacientes cirróticos que apresentam um quadro de "encefalopatia hepática mínima" assim como a seus familiares, sobre uma maior possibilidade de acontecerem acidentes de transito ao dirigir veículos automotores. 
Fonte:www.hepato.com 

Hipertensão Portal e Cirrose

                                                   Sócrates sofre de hipertensão Portal



O que é Hipertensão Portal?

A hipertensão portal é uma doença decorrente normalmente da cirrose, que é caracterizada pelo aumento de pressão na veia porta, veia de grande calibre que é responsável por levar o sangue do fígado até o intestino. Recebe esse nome, pois afeta a função do sistema portal do corpo humano, responsável por levar as substancias e nutrientes para que sejam metabolizados.

Fisiopatologia e Causas

É uma doença que faz com que novas veias se desenvolvam ligando o sistema portal à circulação geral, sem que passe pelo fígado. Devido a esse desvio, as substâncias que são transportadas pelo sangue e que são filtradas pelo fígado são levadas diretamente para a corrente sanguínea geral, sem que haja a filtração. Sistema Portal é um sistema que tem como função o transporte de substâncias e nutrientes que são absorvidos para serem metabolizados.
Dentre as causas da hipertensão portal estão as obstruções pré-hepáticas, as obstruções intra-hepáticas e as obstruções pós-hepáticas. Na categoria de obstruções pré-hepáticas se encontram a trombose da veia esplênica e o trombose da veia porta. Na obstrução intra-hepática se enquadram a esquistossomose, sarcoidose, fibrose hepática congênita, fibrose alcoólica, fibrose prerivenular induzida pelo álcool. Na obstrução pós-hepática se encontram a insuficiência cardíaca à direita, a pericardite constritiva e a Síndrome de Budd-Chiari. Todas essas causas divididas em categorias levam a Hipertensão Portal.

Sinais e Sintomas da Hipertensão Portal

Um dos principais sinais e sintomas da Hipertensão Portal é a ascite. A ascite é decorrente do acúmulo de líquido excedente do fígado indo para a cavidade abdominal, ocasionando na distensão abdominal. Outro sinal característico da hipertensão portal é o aumento do baço, que pode ser detectado até mesmo através da palpação do médico na região abdominal. O aparecimento de veias varicosas, as famosas varizes, também são comuns, devido a alta pressão não suportada pela veia e o sangue acaba extravasando. A doença também pode causar o aparecimento de hemorroidas.

Cirrose x Hipertensão Portal

A cirrose é uma das principais causas da hipertensão portal. Ocorre devido a morte das células do fígado e produção de tecido fibroso sem função no local, o que acaba alterando todo o trabalho do fígado, impedindo que ele cumpra com suas funções normais.

Como tratar a Cirrose e evitar a Hipertensão Portal?

Para iniciar o tratamento é preciso primeiramente descobrir a causa da cirrose, pois para cada causa existe um tratamento específico. É normalmente tratada com medicamentos que irão impedir a proliferação do agente agressor, no caso da causa ser uma hepatite. Em casos mais graves é necessário a cirurgia para haver transplante do fígado. A cirurgia é complicado devido a o grande grau de rejeição, por ser longa e por possuir poucos doadores.

Tratamento da Hipertensão Portal

O tratamento mais eficaz e praticamente exclusivo da hipertensão portal é o transplante hepático, pois a utilização de outros tratamentos podem elevar ainda mais a pressão e alterar mais as consequências, podendo piorar o quadro do portador. São realizados procedimentos para tratamento das varizes esofágicas como a esclerose endoscópica, que é a ligadura elástica dos vasos como busca de evitar sangramentos e o “Shunt” (desvio) portossistêmico intra-hepático transjugular, que é uma conexão do sistema portal com o venoso, visando diminuir a pressão sanguínea através de intervenção cirúrgica. Podem também utilizar medicamentos beta bloqueadores, visando controlar também as consequências da doença.



Sócrates - Cirrose alcoólica ou não terá que parar de beber !

23/08/2011 - 08h43
Cura de Sócrates pode depender de transplante de fígado
Uol Esportes




O ex-jogador Sócrates pode precisar de transplante de fígado para se livrar da cirrose e da crise hemorrágica que o levaram à unidade de terapia intensiva do hospital paulistano Albert Einstein, na quinta-feira  (18/08). Para estancar a hemorragia do estômago ou do esôfago, os médicos usaram um cateter, conhecido cientificamente por tips. O procedimento "costuma servir de  preparação para um transplante de figado", segundo médicos consultados por UOL Esporte.
 Na grande maioria dos casos, “o uso de tips é uma preparação para um possível transplante de fígado”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Raimundo Paraná. “ O sangramento pode ocorrer no estômago ( fundo gástrico) ou no terço inferior do esôfago e a crise coloca o paciente em risco de morte”, disse Paraná. “ Otips  é usado para estabilizar o paciente nessa emergência”.
Os médicos que atenderam o ex-jogador  Sócrates usaram o tips  mas ainda não se pronunciaram sobre a necessidade de um possível transplante de fígado. O ex-jogador permanece na unidade de terapia intensiva.
“Se o paciente contraiu cirrose por uso de bebidas alcoólicas, por exemplo, o quadro funcional do fígado pode exigir maiores cuidados”, explicou o médico especialista em gastroenterologista, Álvaro Negromonte.
Os dois médicos estão acompanhando o caso de Sócrates pela  imprensa. Por isso, tomaram cuidado ao analisar o assunto apenas com os dados disponíveis, sem conhecimento detalhado dos boletins médicos nem prontuário do paciente.
“Por uma questão ética, não estou diagnosticando o paciente. Estou conversando diante de uma hipótese que o UOL Esporte está levantando”, disse o médico Raimundo Paraná.
Sobre o sangramento do aparelho digestivo que levou Sócrates a ser internado no hospital Albert Einstein em estado emergencial, os dois médicos concordaram:
“A cirrose provoca uma hipertensão da veia portal, que traz o sangue do baço e do intestino para ser trabalhado pelo fígado. A doença gera um processo fibroso do fígado, várias cicatrizes”, explicou Raimundo Paraná. “Essas cicatrizes impedem a passagem do sangue pelo interior do órgão”.

                                                                        CIRROSE NO BRASIL

CAUSASINCIDÊNCIATRANSPLANTES/ANO
HEPATITE C50% 
OUTRAS DOENÇAS35% 
ALCOOLISMO15% 
TOTAL100%2.000
  • FONTE: SBH
“Como a pressão portal aumenta, o sangue busca caminhos alternativos pelo estômago e pelo terço inferior do esôfago”, comentou o gastroenterologista  Álvaro  Negromonte.
“Mas as veias do estômago e do esôfago não estão preparadas para substituir o fluxo da veia portal. Daí surgem varizes e, com o aumento do pressão, as paredes se rompem e surge a  hemorragia”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Raimundo Paraná.
Segundo Paraná, no Brasil, pacientes com varizes no estômago ou esôfago têm entre 15 ou 30% de risco de sofrer sangramento, em 12 meses. “O sangramento coloca o paciente sob risco de morte. Por isso, a instalação do cateter tips,  da jugular do pescoço até o interior do fígado, é o procedimento mais indicado para estabilizar o quadro”.
Esse procedimento provoca um choque no fígado, que altera as funções do órgão, para melhor ou para pior. “Depende muito do estado do paciente e do avanço da doença, mas o transplante passa a ser uma meta”.
Paraná disse que isoladamente o sangramento não tem relação direta com o estágio avançado da cirrose. “Não sabemos que tipo de cirrose Sócrates tem, nem o grau de avanço da doença. Na escala Child,  a cirrose evolui  do nível A até o C. No A, o fígado tem boa funcionalidade e pode se recuperar sem transplantes. No níveis  B e C, o órgão apresenta comprometimento sugestivo de transplantes”, concluiu o médico
Se os médicos de Sócrates decidirem pelo transplante, surgirão dois problemas protocolares, devido ao uso contínuo de álcool por parte do ex-jogador: “Pacientes com CIRROSE POR ALCOOLISMO precisam apresentar um laudo psiquiátrico que ateste a não recaída, após o transplante”, lembrou o médico Paraná. “Pacientes de cirrose gerada por alcoolismo vão para o fim da fila de transplante e só podem receber o novo órgão se houver o atestado psiquiátrico quanto ao grau de dependência e possível recaída, após abstinência de seis meses, no mínimo”, explicou o  médico.
No Brasil, a metade dos casos de cirrose hepática é provocada por hepatite C.  Alcoolismo, doenças autoimunes  e outras moléstias são minoritárias nas causas de cirrose.
Raimundo Paraná lembrou que jogadores das décadas de 70 e 80 que morreram por cirrose foram contaminados pela hepatite C, durante infiltrações de medicamentos para diminuir as dores nas articulações, especialmente joelhos.
“Não podemos assumir que todas pessoas que tenham cirrose sejam alcoólatras”, alertou Paraná. “A maior parte dos casos de cirrose de jogadores dos anos 70 e 80 era provocada por hepatite C”, contou.
O protocolo de transplante que exige o diagnóstico psiquiátrico quanto à volta ao vício foi defendida por Paraná com dados estatísticos. ”Fazemos 2 mil transplantes de fígado  ao ano no Brasil. Temos 2 milhões de pessoas doentes por hepatite C.  Como a fila de transplante é grande, não podemos desperdiçar um órgão tão precioso em uma pessoa que vai voltar a ingerir bebidas alcoólicas”, finalizou o médico.