31 janeiro 2012

O que é Alcoolismo ? Matéria com vídeo



Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a conseqüências irreversíveis.
A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho.

O que é o abuso de álcool?

O abuso de álcool é diferente do alcoolismo porque não inclui uma vontade incontrolável de beber, perda do controle ou dependência física. E ainda o abuso de álcool tem menos chances de incluir tolerância do que o alcoolismo (a necessidade de aumentar as quantias de álcool para ficar "alto").

Complicações possíveis

Efeitos do álcool

O álcool encontrado nas bebidas é o etanol, uma substância resultante da fermentação de elementos naturais. O álcool da aguardente vem da fermentação da cana-de-açúcar, e o da cerveja, da fermentação da cevada, por exemplo. Quando ingerido, o etanol é digerido no estômago e absorvido no intestino. Pela corrente sanguínea suas moléculas são levadas ao cérebro.
PRINCIPAIS EFEITOS DO ÁLCOOL NO SEU CORPO
O excesso de álcool pode causar, nessa ordem : perda de reflexo, problemas de atenção, perda de memória, sonolência e coma alcoólico, que em alguns casos podem resultar em parada cardíaca e morte. 
A bebida faz com que o cérebro libere uma substância chamada adrenalina, que acelera a atividade do sangue no sistema cardiovascular, aumentando a frequência dos batimentos cardíacos. 
A bebida altera a produção de enzimas o fígado, que leva em média uma hora para metabolizar cada dose de bebida. Por conta disso, esse órgão direciona 100% dos esforços para metabolizar o álcool consumido. As consequências disso podem ser uma inflamação crônica e uma hepatite alcoólica, que pode evoluir para a cirrose.
O álcool irrita as mucosas do estômago e esôfago, alterando o funcionamento das membranas intestinais, podendo causar esofagite, gastrite e até diarreia.
O álcool sobrecarrega os rins, comprometendo o trabalho deste órgão que é filtrar as substâncias do nosso corpo. 
Quando abusamos do álcool, os músculos ficam mais relaxados porque a ligação entre o sistema nervoso periférico - responsável por controlar nossos movimentos - e nosso sistema muscular fica comprometida. 
Além de todas as complicações que o álcool causa durante o estado de embriaguez, ele ainda pode deixar uma lembrança para o dia seguinte : a famosa ressaca. Dentre os sintomas da ressaca estão enjoo, vômitos, diarreia, tontura, pensamento embaralhado, moleza e até um sentimento de tristeza. 
  • Gastrite, quando ocorre no estômago
  • Hepatite alcoólica, no fígado
  • Pancreatite, no pâncreas
  • Neurite, nos nervos.
A longo prazo, o álcool prejudica todos os órgãos, em especial o fígado, que é responsável pela destruição das substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas pelo corpo durante a digestão. Dessa forma, havendo uma grande dosagem de álcool no sangue, o fígado sofre uma sobrecarga para metabolizá-lo. O álcool no organismo causa inflamações, que podem ser:

Os perigos do álcool

Apesar de ser aceito pela sociedade, o álcool oferece uma série de perigos tanto para quem o consome quanto para as pessoas que estão próximas.

Grande parte dos acidentes de trânsito, arruaças, comportamentos anti-sociais, violência doméstica, ruptura de relacionamentos, problemas no trabalho, como alterações na percepção, reação e reflexos, aumentando a chance de acidentes de trabalho, são provenientes do abuso de álcool.



Alcoolismo - 17% dos dependentes atendidos morrem após 5 anos

Mortalidade do alcoolismo no Brasil é quase tão grande quanto a do crack

Estudo da Unifesp revela que 17% dos dependentes atendidos morreram após cinco anos; na Inglaterra, o índice é de 0,5%; violência e doenças relacionadas ao vício em álcool foram as principais causas de morte; religião é apontada como fator de proteção

O índice de mortalidade entre dependentes de álcool no Brasil está próximo do registrado entre usuários de crack. Pesquisa inédita feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que, em cinco anos, 17% dos pacientes atendidos em uma unidade de tratamento da zona sul de São Paulo morreram.


19 de setembro de 2011


"É um número altíssimo. Na Inglaterra, o índice não ultrapassa 0,5% ao ano", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do estudo.
O trabalho, que será publicado na próxima edição da Revista Brasileira de Psiquiatria, segue uma linha de pesquisa de Laranjeira sobre morte entre dependentes de drogas. O estudo feito entre usuários de crack demonstrou que 30% morreram num período de 12 anos. "Naquela mostra, a maior parte dos pacientes morreu nos primeiros cinco anos. Podemos dizer que os índices estão bastante próximos."
O estudo sobre dependência de álcool procurou, depois de cinco anos, 232 pessoas que haviam sido atendidas num centro do Jardim Ângela, zona sul, em 2002. Desse grupo, 41 haviam morrido - 34% por causas violentas, como acidentes de carro ou homicídios. Outros 66% foram vítimas de doenças relacionadas ao alcoolismo. "Os resultados estampam a falta de uma rede de assistência para esses pacientes. Todas as fases do atendimento são deficientes: desde o serviço de urgência, para o dependente em crise, até a rede de assistência psicossocial", diz Laranjeira.
Violência. Os altos índices de mortalidade são explicados por Laranjeira. Entre dependentes de álcool, principalmente nos casos mais graves, pacientes perdem o vínculo com a família, com o trabalho e adotam atitudes que os expõem a riscos, como sexo sem preservativo ou brigas.
A velocidade desse processo é maior entre pessoas de classes menos privilegiadas, avalia Laranjeira. "Como em qualquer outra doença, pessoas que têm acesso a um serviço de melhor qualidade têm mais chances de controlar o problema. Daí a necessidade de equipar melhor a rede pública", comparou.
O grupo avaliado na pesquisa da Unifesp ilustra esse processo. A totalidade dos pacientes atendidos era de classe E e D - 52,2% estavam desempregados. A idade média dos entrevistados era de 42 anos. "Debilitados e sem dinheiro, esse grupo dificilmente consegue se inserir novamente na sociedade", completou.
A ligação com a violência também está clara. O trabalho mostra que entre sujeitos que consumiram álcool, o risco de estar envolvido com crime era 4,1 vezes maior que entre os abstêmios.
Laranjeira lembra que o Jardim Ângela é bairro de periferia. "Mas os baixos indicadores dos pacientes analisados na pesquisa estão longe de refletir a população do bairro. Ali há economia, pessoas estão empregadas."
Religião. Além da alta mortalidade, a pesquisa conclui que atividades religiosas exercem um efeito protetor sobre os dependentes. Entre os que pertenciam a algum grupo, incluindo os de autoajuda, os índices de participação em crimes eram menores que entre os demais. Dos entrevistados que faziam parte de algum grupo religioso, 30,6% não tiveram participação em crime. Entre os que não estavam ligados a nenhum grupo religioso, 18% conseguiram se manter afastados de crimes.
"Num cenário de total desassistência, é ali que o grupo conseguiu apoio", diz Laranjeira. Um resultado que, na avaliação do pesquisador, é muito importante de ser considerado. "Numa doença que apresenta um índice de mortalidade de 17%, qualquer fator protetor deve ser estimulado, sem preconceito." Justamente por isso ele não hesitaria em recomendar para os pacientes procurarem grupos de apoio, incluindo os de natureza religiosa. 

''Falta rede de assistência ao dependente''

A dificuldade no tratamento do alcoolismo está estampada em outro indicador do estudo da Unifesp. Passados cinco anos, 97,4% dos entrevistados mantinham dependência grave de álcool. "A doença exige uma rede de assistência completa, com atendimento do paciente no momento da crise, para o trabalho de desintoxicação, além do acompanhamento para evitar recaídas", diz Ronaldo Laranjeira.
Ele reconhece que a dificuldade no tratamento é maior na população avaliada no estudo, formada por moradores da periferia. Mas ele observa que ela está presente em todas as classes sociais. O exemplo mais recente é o do ex-jogador de futebol Sócrates,   ex-atleta, que era médico, e dependente de álcool.
"Os resultados mostram que o governo deveria reforçar as atividades de prevenção do consumo exagerado de bebida", diz Laranjeira. Entre as medidas defendidas por ele está o maior rigor na fiscalização da venda desses produtos, para coibir o consumo por menores de 18 anos, o aumento da taxação, para combater o consumo exagerado, e a restrição do horário da propaganda de bebidas alcoólicas. 


30 janeiro 2012

Álcool e Direção - Tragédia anunciada - Vídeos


Motorista embriagado bate carro contra o poste em SP

 07.11.2011 





Um motorista embriagado bateu o carro contra um poste, na manhã deste domingo, na zona leste de São Paulo. Ele o amigo, que foi internado em estado grave, tinham acabado de sair de uma festa.



Motorista embriagado capota após bater em dois carros 

19.12.2011


A mistura de bebida e volante mais uma vez terminou em acidente. Em São Paulo, um carro capotou depois de bater em dois veículos na zona sul da cidade.


Laudo confirma embriagues de motorista que matou 5 pessoas
16.12.2011


Laudo do IML aponta que o motorista do caminhão desgovernado, que atropelou e matou cinco pessoas na rodovia Anhanguera, no interior de São Paulo, havia tomado comprimidos de rebites com cachaça.



Motorista já havia sido flagrado dirigindo alcoolizado - Vídeo de mais um Otário que bebe e acha que pode dirigir




Motorista já havia sido flagrado dirigindo alcoolizado
O motorista envolvido no acidente que resultou na morte de uma grávida e o bebê dela, na zona sul de São Paulo, já havia sido flagrado em uma blitz da Lei Seca. Mesmo assim, ele conseguiu renovar a carteira de habilitação.


A PERGUNTA : POR QUÊ RENOVARAM A CARTEIRA DESSE MOTORISTA ? São várias as respostas, só uma não pode ser respondida. Nada trará de volta duas vidas perdidas, e duvido que os culpados sejam presos e cumpram suas penas encarcerados. 


Uma mistura que mata - Álcool e Direção


Álcool e direção matam

Combinação vitima todo ano 1,2 milhão de pessoas; situação está longe de uma solução

18/01/2012

fonte : Carro Online

As estatísticas do trânsito brasileiro apresentam um número estarrecedor: mais de 20 mil pessoas morrem por ano no Brasil por dirigir depois da ingestão de álcool. A informação é de Mauro Augusto Ribeiro que, como presidente da Associação Brasileira da Medicina de Tráfego (Abramet), é um dos grandes defensores de leis mais rígidas ligadas ao consumo de álcool por motoristas brasileiros.

Na verdade, trata-se de uma preocupação internacional. Segundo a publicação “Alcoolemia e Direção Veicular Segura”, editada pela Abramet, os acidentes de trânsito são a 10ª maior causa de mortes no planeta, vitimando 1,2 milhões de pessoas ao ano e ferindo de 20 a 50 milhões. A estimativa é de que 50% dessas vítimas estavam alcoolizadas na hora do acidente. E a situação é mais grave nos países em desenvolvimento, como os da América Latina, onde se encontram as maiores taxas de fatalidades no trânsito de todas as regiões do mundo: 26,1 mortes para cada 100.000 habitantes.

Esses dados dão uma certeza: o consumo de álcool associado ao tráfego precisa ser combatido de maneira eficaz. Não é o que acontece no Brasil – mesmo com a implantação da Lei Seca em junho de 2008, que vem provocando muitas dores de cabeça aos baladeiros dos centros urbanos do país.
 
Na Lei Seca, a infração por dirigir sob o efeito de álcool passou a ser considerada um crime de trânsito, sujeitando o infrator não apenas à multa, mas também à apreensão do veículo, suspensão do direito de dirigir e cassação da habilitação. Para que uma dessas penalidades seja executada, basta que o motorista esteja com uma concentração de álcool acima do limite de 0,2 gramas por litro de sangue. “Isso corresponde a uma lata de cerveja, ou uma taça de vinho ou uma dose de destilado”, diz Mauro Ribeiro. Ultrapassar 0,6 gramas de álcool por litro de sangue (três latas de cerveja) pode acarretar prisão. Ribeiro explica que as variações individuais são determinadas por peso, altura e circunstâncias em que o álcool foi consumido — com água, ou com alimentos, a taxa diminui.

Estudos apontam que a probabilidade de um indivíduo sob efeito de álcool ser vítima de acidente fatal é sete vezes maior que de uma pessoa sóbria. A alcoolemia é apontada como responsável por 53,7% dos óbitos ocorridos em acidente de trânsito em cidade, a maioria entre 18 anos e 35 anos e do sexo masculino. O principal tipo de acidente é a capotagem.

Ainda que a lei possa parecer rígida — nos EUA, o limite é de 0,8 g — e de ser contestada por muitos motoristas, Mauro Ribeiro não acredita que ela seja. Isso porque a lei não impõe ao motorista a obrigatoriedade de se fazer o teste do bafômetro. “É uma falha”, diz. “A lei favorece aqueles que têm dinheiro. Quem não quiser fazer o teste, sofre um processo administrativo e, se tem recursos, contrata um advogado”. 

Apesar desse “detalhe” da lei, o policiamento rodoviário vem buscando cumpri-la. Em 2010, a iniciativa chamada Direção Segura efetuou 2.396 operações de controle de alcoolemia, utilizando o chamado “teste do bafômetro”, autuando 2.885 motoristas por conduzirem veículo em “estado de embriaguez”.

Esse número, só no primeiro semestre de 2011 já estava em 2.440 autuações, segundo a corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Diante do quadro causado pela alcoolemia nos acidentes de trânsito e nas mortes em todo o mundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu, recentemente, uma recomendação constrangedora: a de que um terço dos condutores tivessem o nível de álcool no sangue examinado a cada ano, para que os acidentes provocados por embriaguez fossem reduzidos pela metade.

Segundo Mauro Augusto Ribeiro, porém, a palavra certa não é embriaguez. Afinal, o álcool prejudica a capacidade de dirigir mesmo que o indivíduo não apresente os sintomas típicos da bebedeira. “É um neurodepressor, pois deprime as funções cerebrais, cognitivas e motoras, exatamente aquelas necessárias para conduzir um veículo”, ressalta. O que piora a situação é que o motorista alcoolizado não percebe que perdeu parte de sua capacidade de dirigir.

Segundo o estudo da Abramet, 22,9% dos condutores autuados por alcoolemia acreditavam que a bebida não influenciava negativamente sua capacidade de dirigir, ainda mais quando adotavam medidas tidas como protetoras, como tomar café e dirigir com mais cautela. Não é bem assim. “O álcool prejudica a visão noturna, diminui a capacidade de análise de risco e prejudica a noção de espaço e movimento. Além disso, o alcoolizado é mais ousado, corre mais e deixa de ter cuidados simples, como usar o cinto de segurança”, revela o presidente da associação.

Hoje, uma das questões que mais afligem o motorista é a sensação de que o álcool virou um pretexto para a indústria de multa. Para Ribeiro, isso faz um certo sentido. “A política de punição não é educativa. A meu ver, o condutor alcoolizado deveria receber apenas uma advertência por escrito. E só em caso de reincidência é que seria severamente punido. Isso daria a sensação de que o combate ao uso do álcool é também preventivo”, conclui o presidente da Abramet.

Sete vezes maior é a chance de uma pessoa embriagada se envolver em acidente.

5 verdades sobre o uso de álcool:
• A alcoolemia no trânsito é uma das maiores causas de morte no Brasil e no mundo.
• O Brasil ainda está longe de ter uma cultura que respeite a impossibilidade de conduzir veículos após a ingestão de álcool.
• As leis e punições utilizadas atualmente não estimulam essa cultura e não apresentam a eficácia desejada.
• Ainda que não haja nenhum sintoma dos efeitos do álcool, o motorista que bebeu, mesmo pequenas quantidades, tem sua capacidade de conduzir o veículo reduzida.
• Estima-se que o custo da alcoolemia no tráfego, para os países em desenvolvimento, seja da ordem de 1% a 2% do seu PIB (Produto Nacional Bruto).

Realidade dura de admitir
Segundo a Abramet, quase 23% dos motoristas autuados embriagados acham que a bebida não interfere na capacidade de dirigir. Eles acreditam que um cafezinho pode resolver o problema.

Efeitos de Alcoolemia no organismo:
0,1 – 0,5 (gramas de álcool por litro de sangue)
● Aumento do ritmo cardíaco e respiratório
● Diminuição das funções de vários centros nervosos
● Comportamento incoerente ao executar tarefas
● Diminuição da capacidade de discernimento e perda da inibição
● Leve sensação de euforia, relaxamento e prazer

0,6 – 1,0
● Entorpecimento fisiológico de quase todos os sistemas
● Diminuição da atenção e da vigilância, reflexos mais lentos, dificuldade de coordenação e redução da força muscular
● Redução da capacidade de tomar decisões racionais e do discernimento
● Sensação crescente de ansiedade e depressão
● Diminuição da paciência

1,0 – 1,15
● Reflexos consideravelmente mais lentos
● Problemas de equilíbrio e de movimentação
● Alteração de algumas funções visuais
● Fala arrastada 
● Vômito, sobretudo se esta alcoolemia for atingida rapidamente

1,6 – 2,9
● Transtornos dos sentidos, inclusive consciência reduzida dos estímulos externos
● Alterações graves da coordenação motora, com tendência a cambalear e a cair frequentemente

3,0 – 3,9
● Letargia profunda
● Perda de consciência
● Estado de sedação comparável ao de uma anestesia cirúrgica
● Morte (em muitos casos)

A partir de 4,0
● Inconsciência
● Parada respiratória
● Morte, em geral provocada por insuficiência respiratória

Fonte: Beber e Dirigir: manual de segurança viária para profissionais de trânsito e saúde. Genebra, Global Road Safety Partnership

Na maioria dos países de alta renda, uma média de 20% dos motoristas mortos em acidentes têm uma concentração de álcool no sangue superior ao autorizado por lei. Esse número contrasta com os registrados em países de baixa e média rendas, onde de 33% a 69% dos condutores mortos estão sob o efeito de álcool.

Perfil de quem consomeVárias pesquisas forneceram um quadro coerente dos condutores mais propensos a consumir bebidas alcoólicas antes de dirigir. Esses motoristas apresentam, com frequência, as seguintes características:
• sexo masculino
• entre 18 e 24 anos de idade
• originários de camadas 
   socioeconômicas baixas
• solteiros ou divorciados
• atividade profissional 
   não qualificada
• nível de escolaridade baixo
• baixa autoestima

Fonte: Beber e Dirigir: manual de segurança viária para profissionais de trânsito e saúde. Genebra, Global Road Safety Partnership

Veja a conclusão do nosso repórter - Roberto Amado
A restrição ao uso do álcool relacionado à direção de veículos é um conceito relativamente novo no Brasil. Ainda estamos longe de criar uma cultura que respeite essas restrições e de incorporá-las na nossa vida. E, além das punições, não há, de fato, uma campanha educativa aprofundada para que essa cultura seja criada — como já foi feito com o cinto de segurança e, fora do âmbito do trânsito, com o consumo de cigarros. Por um lado, a preocupação do governo é apenas reprimir os consumidores de álcool por meio da fiscalização e punição.

Por outro, os motoristas se preocupam apenas em driblar a fiscalização, sem fazer uma mudança necessária em seus hábitos. Uma terceira parte, a dos estabelecimentos noturnos, como bares e restaurantes, deveria oferecer opções cômodas para que seus clientes deixem o carro em casa, o que acontece com pouquíssima frequência. Até as prefeituras poderiam colaborar nesse sentido criando linhas de transporte coletivo que atendam as regiões com maior movimento noturno.






27 janeiro 2012

Intoxicação alcoólica


fonte : Angola Press


27-01-2012




Kwanza Norte
Hospital provincial assiste 21 pacientes com intoxicação alcoólica 


Ndalatando   - Vinte e um casos de intoxicação alcoólica, com coma, foram assistidos, durante o ano de 2011 no hospital provincial do Kwanza Norte, menos 11 em relação a 2010, informou, hoje, sexta-feira, em Ndalatando, o representante da Associação Nacional de Luta Contra as Drogas (ANALD), João Paulo.


Em declarações à Angop, João Paulo fez ainda saber que em 2010 foram registados 32 pacientes em coma por alcoolismo, tendo resultado na morte de cinco pessoas e no internamento de 12 outras.


O responsável lamentou o facto de as instituições governamentais prestarem mais atenção ao  VIH/Sida e outras doenças quando existe um grande perigo com o abuso do álcool e de outras drogas.


Mostrou-se igualmente preocupado com a fraca adesão de dependentes do álcool à terapia do "alcoólatra anónimo", que a instituição implementa na região desde finais do ano passado, com o objectivo de ajudá-los.


A terapia consiste num encontro voluntário de alcoólatras, onde cada um conta a sua história e recebe orientação psicológica para lidar com o problema.


Afirmou ainda que, por falta de recursos financeiros para a compra de bilhetes de passagens, dois médicos e dois psicólogos não foram ao Brasil no ano passado numa formação de especialização em tratamentos de dependência química, promovida por uma instituição congénere daquele país sul-americano.


Os mesmos seriam formados para acudir situações de tóxico-dependência no hospital provincial, assegurou o responsável, que considera crucial o apoio destes profissionais na recuperação dos dependentes químicos.



ALCOOLISMO  MATA  SAIA  DESSA

Moças admitem que sempre bebem e dirigem - Vídeo


Mulher é detida depois de dirigir embriagada em rodovia de SP



01/2012A Polícia Rodoviária recebeu a denúncia de um veículo circulando perigosamente e teve que persegui-lo por quatro quilômetros. Ela pagou fiança e foi liberada. O carro foi apreendido.

Álcool e Moto - Mistura Fatal - Vídeo


Mistura de álcool e motocicleta provoca mortes, principalmente no Nordeste



Nos últimos 10 anos, o número de motos e acidentes aumentou bastante. As barreiras da Lei Seca não impedem os motoqueiros de beber antes de dirigir. No Piauí, os motociclistas representam quase a metade das pessoas que morrem no trânsito.
01/2012




Motorista cara de madeira diz que só bebeu 5 cervejas - Vídeo

Motorista embriagado provoca acidente em Curitiba


Motorista embriagado não percebe o fim da rua e acaba invadindo o canteiro de uma pista, em Curitiba. O homem transportava bebida alcóolica.






26 janeiro 2012

Mortes causadas por motoristas bêbados, até quando ?

fonte : G1



Número de mortes causadas por motoristas bêbados triplica em SP

Em 2010, houve 21 mortes; em 2011, foram registradas 62.
Índice geral de homicídios dolosos, no entanto, é o menor da série histórica.

26/01/2012
O número de mortes provocadas por motoristas embriagados triplicou nas ruas e rodovias do estado de São Paulo. Em 2010, foram 21 mortes. Em 2011, o número subiu para 62.

O mapa da criminalidade divulgado nesta quinta-feira (26) mostra que, apesar das mortes provocadas por motoristas que dirigem depois de beber, o desrespeito e a certeza de impunidade faz com que o número de acidentes continuem a acontecer sem que esses assassinos do volante cumpram penas severas e rígidas. Lamentável. 




25 janeiro 2012

Alcoolismo e Câncer de esôfago


FATOR DE RISCO MAIS COMUM EM CÂNCER DE ESÔFAGO
Alcoolismo:
O maior fator de risco para câncer de esôfago é o alcoolismo, principalmente quando associado ao fumo. Pessoas que ingerem 80 gramas ou mais por dia de álcool na forma de bebidas, têm um risco muito aumentado para esse tipo de tumor, sendo que 80 gramas de álcool = 4 a 5 doses de uísque ou cachaça ou 4 a 5 latinhas de cerveja ou 3 a 4 cálices de 200 ml de vinho.
Desnutrição, principalmente associada ao alcoolismo e deficiência vitamínica (vitaminas A, B e C), estão associados a uma maior chance de ter esse tipo de câncer.

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DO ESÔFAGO
Exame Preventivo de Câncer de Esôfago
O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?
Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, mesmo antes que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.
A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.
Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de esôfago?
O esôfago é a porção do sistema digestivo que liga a boca ao estômago. A sua função principal é conduzir o alimento para ser digerido pelos outros órgãos digestivos; por isto, ele tem o formato de um tubo que se estende do pescoço, atrás da traquéia, pelo tronco atrás do osso do peito, até a "boca do estômago". É composto basicamente de músculo recoberto, por dentro, por células de vários tipos.
O esôfago se divide em três partes: 
 
a porção superior (mais perto da boca)
a porção média
a porção inferior (mais perto do estômago)
A maioria dos cânceres de esôfago se origina nas células de tipo epitelial, os chamados carcinomas, ou nas células das glândulas, os chamados adenocarcinomas. Esses tipos de tumor variam de freqüência dependendo da região no mundo. No Brasil, o tipo mais comum é o tipo epitelial, sendo que, aproximadamente, 50% se localiza no terço médio, 30%, no terço inferior e 20%, no terço superior. Usualmente, esse tipo de tumor só causa sintoma depois que cresceu bastante, por isto, na maioria das vezes, só é diagnosticado nos seu estágio mais avançado, quando as chances de cura são menores. O sintoma mais comum é a disfagia, ou seja, dificuldade para engolir, com ou sem dor. Se o tumor não é tratado, ele pode obstruir totalmente a passagem do alimento para o estômago.
O exame que diagnostica o câncer de esôfago e que poderia diagnosticá-lo precocemente é a endoscopia digestiva alta.
Como o médico faz este exame?
Através da introdução de um aparelho flexível pela boca, que tem uma câmara de vídeo na sua extremidade, um médico especialista pode ver todo o tubo digestivo superior, ou seja, a boca, o esôfago, o estômago e a porção inicial do intestino, o duodeno. Nesse exame, o médico pode ver as porções alteradas do interior do esôfago e retirar um pequeno pedaço desse local para ser examinado por um patologista, que tem condições de dizer se as alterações vistas estão relacionadas a uma alteração maligna das células. Algumas substâncias, quando em contato com a mucosa (revestimento interno) do esôfago, podem mostrar qual as áreas mais prováveis de estarem alteradas. Essas substâncias podem ser espalhadas por um spray por todo o esôfago durante a endoscopia.
Atualmente recomenda-se que pessoas que tenham fatores de risco para esse tipo de tumor devem fazer este exame com uma freqüência determinada pelo seu médico, que irá considerar o risco individual da pessoa e dos achados de exames anteriores.
Apesar de muitos estudos estarem em andamento para determinar o valor da utilização da endoscopia digestiva alta na detecção precoce do câncer de esôfago, nenhum conseguiu comprovar ainda que fazer esse exame de forma regular diminuirá a chance de morrer por causa deste tipo de câncer.

VOCÊ PODE EVITAR ESSE SOFRIMENTO