29 fevereiro 2012

Abuso de álcool pode influenciar no parceiro !


Pessoas que abusam de álcool podem influenciar parceiro

Um estudo feito pelo departamento de psicologia da Universidade Dalhousie, no Canadá, afirma que pessoas que abusam de bebidas alcoólicas podem levar seus parceiros a fazerem o mesmo.
Para chegar a esses resultados, os autores estudaram 208 casais de namorados, todos na faixa dos 20 anos. Os casais se encontravam, no mínimo, cinco vezes por semana e o tempo de relação era, em média, de dois anos.
Os pesquisadores acompanharam os casais durante 28 dias. Ao longo desse período, os autores perceberam que, quando um dos cônjuges abusava de bebidas alcoólicas, o parceiro quase que automaticamente também abusava do álcool. As chances de o segundo ficar bêbado, inclusive, eram maiores.
Mas os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos para entender essa relação e tirar outras dúvidas.
Entre elas, entender se pessoas que bebem muito naturalmente andam juntas, ou então se o histórico familiar de alcoolismo também influencia a escolha de parceiros.

Álcool apresenta diferentes reações entre mulheres e homens

Nas últimas décadas, observamos cada vez mais a discussão sobre quais os efeitos do álcool em nosso organismo.
Mas um fator importante está sendo deixado praticamente em todo o mundo: o álcool age de diferentes formas no sexo feminino e no masculino.
Junto com a independência das mulheres, pode-se observar também um maior consumo de álcool nessa parcela da população.
Mediante tal cenário, é imprescindível explanar que as mulheres apresentam características fisiológicas que as tornam mais susceptíveis aos efeitos do álcool do que os homens.
Segundo o psiquiatra e especialista do Minha Vida Arthur Guerra, mesmo levando-se em consideração as diferenças entre os gêneros com relação ao peso corporal, uma mesma quantidade de álcool afeta as mulheres mais rapidamente do que os homens.
Isso ocorre porque elas possuem menor quantidade de água no organismo - o que faz com que o álcool fique mais concentrado - e menores níveis das enzimas hepáticas aldeído desidrogenase e álcool desidrogenase, responsáveis pelo metabolismo dessa substância.
"Sendo assim, elas tornam-se mais expostas às consequências do uso de álcool do que os homens, inclusive maior risco de desenvolver abuso ou dependência alcoólica", diz ele.

Durante a gestação

Quando falamos sobre o uso dessa substância pelas mulheres, sempre surge o questionamento sobre os efeitos do álcool durante a gestação.
Por atravessar a placenta, ele pode causar efeitos deletérios no feto, incluindo hiperatividade, déficits de atenção, aprendizado e memória.
Uma vez que não há estudos científicos que definam um limite "seguro" de consumo de álcool, ou seja, que não afete o bebê, a abstinência é a melhor e única recomendação para mulheres grávidas ou que estejam tentando engravidar. Elas não devem, em hipótese alguma, beber.
Independentemente do gênero, o álcool está associado a 60 tipos de doenças e lesões, incluindo prejuízos agudos, como acidentes de trânsito, e crônicos - por exemplo, doenças cardíacas, hepáticas e transtornos relacionados ao uso de álcool (abuso ou dependência).
?Para as mulheres, ainda vale à pena enfatizar algumas consequências do uso nocivo dessa substância: suscetibilidade de sofrer abuso sexual, sexo desprotegido e violência?, conta Arthur.
Nos últimos 20 anos, também tem sido explorada a relação entre o consumo de álcool e o risco de desenvolver câncer de mama, motivo de grande preocupação entre as mulheres.
Pesquisas científicas indicam que mesmo o consumo de 10 g de álcool por dia (aproximadamente o equivalente a 285 ml de cerveja, 120 ml de vinho, ou 30 ml de destilado) aumenta o risco de câncer de mama, sendo que, quanto maior o consumo de álcool, maior o risco.
Segundo Arthur Guerra, as mulheres ainda sofrem um enorme preconceito e são muito mal compreendidas na sociedade - motivo pelo qual geralmente procuram menos serviços de tratamento do que os homens.
"Além disso, comorbidades psiquiátricas são mais comuns em mulheres, isso significa que a dependência alcoólica ocorre concomitantemente a outro transtorno mental, como a depressão, síndrome de pânico ou transtornos alimentares", diz.
Considerando os dados expostos, torna-se evidente que atenção especial deve ser direcionada às diferenças entre os gêneros com relação ao uso de álcool (em especial, as mulheres, mais vulneráveis aos efeitos dessa substância) - tanto em programas de prevenção até o atendimento por profissionais ou serviços especializados


Álcool e Homicídio


Relação entre álcool e homicídio é maior no centro


O Estado de S Paulo
O mapeamento das vítimas de homicídio feito pelo Departamento de Medicina Legal da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a maior correlação entre assassinato e consumo de bebida alcoólica está na área central da capital paulista. Os resultados acabam de ser publicados e a explicação para o fenômeno ser mais visível no cinturão entre os Jardins e a República do que em áreas periféricas - endereços recorrentes das mortes violentas - é que os casos com intenção de matar no centro obedecem lógica diferente do restante da cidade.
Túlio Kahn, coordenador de Planejamento da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo - e um dos autores da pesquisa da USP -, cita algumas especificidades dos homicídios na região central. A área é o local em que há o maior número de casos de morte por arma branca (27% contra 5% na zona sul). Nos dados da pesquisa da USP foi evidenciado que 60% das vítimas dos assassinados por porretes, faca ou qualquer outro objeto estavam alcoolizadas. Já os mortos por arma de fogo com alcoolemia positiva chegaram a 40%. "As mortes por arma branca tendem a ser mais impulsivas e, portanto, mais relacionadas ao álcool", afirmou Gabriel Andreuccetti, outro autor do estudo da USP.
Outra característica dos homicídios no centro é que 12% dos mortos são mulheres, três vezes mais do que no restante da cidade, uma evidência da "passionalidade" dos crimes da região. Além disso, 35% dos que morrem nessas áreas não moram por lá e residem em distritos afastados. "E os bares na região central ficam abertos por mais tempo, alguns 24 horas, diferentemente da periferia, em que uma hora fecham. Por isso, existe uma maior probabilidade de associação entre álcool e vítima", disse Kahn.
Há quase 900 dias, a família e os amigos de John Clayton Moreira Batista convivem com a dor, por causa desse perfil de criminalidade. Foi um bar na esquina da Alameda Lorena com a Rua da Consolação que serviu de cenário para o assassinato de John, na época com 19 anos. Ele tomava uma cerveja com os amigos, em 22 de junho de 2007, quando foi atacado a facadas por um grupo de jovens de mesma idade que costumavam "aterrorizar" a região. John não estava embriagado. O promotor do Ministério Público de São Paulo (MP) Maurício Antônio Ribeiro Lopes - que conduz o caso de John - informou que o julgamento dos cinco agressores indiciados pelo crime está marcado para 13 de janeiro.
Júlia Toro, de 24 anos, e Tony Marlon, de 25 anos, dois ativistas que participam de uma série de projetos para também conter a criminalidade juvenil, avaliam que os jovens enxergam tanto as armas como as bebidas alcoólicas (e as outras drogas em geral) como um caminho para ganhar status. "Quando há problemas com a autoestima, a arma e a droga são sedutores", diz. "O álcool e a violência são intimamente ligados porque dão a falsa ideia de poder. Isso é ainda mais perigoso em uma sociedade carente de oportunidades."
A pesquisa da USP mostrou que, em toda cidade e independentemente da idade, 43% das vítimas de homicídio tinham bebido na noite em que foram assassinadas. Entre os menores de 18, o índice é de 17%. Em 91% dos casos, os mortos apresentaram concentração de álcool no sangue acima de 0,6 g/l, dosagem que na legislação de trânsito rende prisão. "Não pensar em políticas efetivas para conter o uso nocivo e o acesso ao álcool é facilitar outras formas de violência além do homicídio, como acidentes de carro e agressões domésticas", diz Andreuccetti.



27 fevereiro 2012

Álcool, Carnaval, Volante e Morte - Vídeo


Consumo de álcool provoca acidentes em estradas no Carnaval 


Boa parte dos acidentes em estradas, durante o Carnaval, são provocados pela combinação de consumo de bebidas alcoólicas e imrpudência dos motoristas.






Álcool, Moto e Morte - Vídeo


Jovem de 16 anos morre ao cair da garupa de moto


Uma adolescente de 16 anos, que estava na garupa de uma moto, morreu em um acidente na zona leste de São Paulo. O rapaz que pilotava a motocicleta não possuía carteira de habilitação. Segundo a polícia, o condutor confessou que havia ingerido bebida alcóolica.






25 fevereiro 2012

Álcool , Jovens e Cinema

fonte : Exame.com



Álcool no cinema incentiva o consumo de bebida por jovens

Segundo estudo americano, a grande exposição a cenas com consumo de álcool gera uma probabilidade maior de que os adolescentes consumam bebidas

Segundo o estudo, adolescentes que assistiram a mais filmes contendo álcool estavam duas vezes mais predispostos a começar a beber

Paris - Astros que consomem uísque, vinho ou cerveja em um filme são uma força invisível, mas potente no incentivo ao consumo de álcool por jovens, sugeriu um estudo feito nos Estados Unidos.
Grande exposição a cenas com consumo de álcool em filmes gera uma probabilidade maior de que os adolescentes consumam álcool do que pais que bebem ou fácil acesso à bebida em casa, afirma.
Sem precedentes em seu alcance, a pesquisa foi feita por meio de ligações confidenciais com mais de 6,5 mil americanos escolhidos aleatoriamente com idade entre 10 e 14 anos, que foram então entrevistados mais três vezes ao longo dos dois anos seguintes.
Os adolescentes foram perguntados sobre que grandes filmes haviam assistido com cenas envolvendo álcool ou propagandas de bebidas, e também sobre sua personalidade, escola e vida familiar.
Uma lista com 50 filmes foi usada na entrevista a partir de uma escolha aleatória entre 500 sucessos recentes de bilheteria e mais outros 32 filmes que tinham arrecadado pelo menos 15 milhões quando o primeiro levantamento foi realizado.
Os pesquisadores avaliaram a exposição do álcool em filmes, baseado no consumo ou aquisição, real ou implícito, da personagem.
Eles descobriram que os jovens ficaram, em média, expostos por quatro horas e meia. Muitos viram um total de mais de oito horas.
Durante os dois anos de duração do estudo, a percentagem dos que passaram a consumir álcool cresceu de 11 para 25%. A proporção dos que começaram a beber excessivamente, definido como cinco ou mais drinks consecutivos, subiu de 4 para 13%.
Dentre os 20 maiores fatores de risco para essas atividades, o principal era o consumo de álcool entre os colegas.
Mas a grande exposição ao álcool em filmes foi o terceiro maior incentivador da ação, e quarto maior em relação a estimular o consumo excessivo.
Era um risco ainda maior do que ter pais ausentes ou pais que bebem, ter muito dinheiro em mãos, ou ainda ter álcool disponível em casa.
"Exposição a álcool no cinema foi responsável por 28% do início do consumo de álcool e 20% da transição para o seu uso constante.", afirma o estudo.
Após reunir os fatores que foram levados em consideração, adolescentes que assistiram a mais filmes contendo álcool estavam duas vezes mais predispostos a começar a beber do que aqueles que viram menos. Eles também estavam 63% mais predispostos a avançar para o seu consumo excessivo.
Por que isso ocorre?
"No cinema, o álcool é tipicamente associado a situações positivas, sem efeitos negativos, e frequentemente são exibidas as marcas das bebidas, o que promove nos jovens tanto a identificação quanto a lealdade à marca", demonstrou o estudo.


23 fevereiro 2012

Whitney Houston - Mistura fatal

22/02/2012
fonte : folha ilustrada



Mistura de Valium, Xanax e álcool matou Whitney, diz site

A causa da morte da cantora Whitney Houston teria sido a mistura dos remédios Valium e Xanax com álcool, segundo site "RadarOnline.com".
A polícia encontrou os dois medicamentos no quarto onde Whitney foi encontrada morta com o rosto embaixo d'água na banheira de uma suíte do hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, no dia 11.
"Whitney tinha tomado Valium, Xanax e álcool, que levou à morte. O legista está esperando os resultados finais de toxicologia para determinar qual dos três foi o principal fator de sua morte", afirmou uma fonte próxima do caso ao site.
"O legista vai examinar atentamente o álcool presente no sangue de Whitney no momento em que ela morreu também. Os sedativos e o álcool são quase certamente a causa da morte, e não afogamento. Seu coração parou de bater porque o seu sistema respiratório foi suprimido pelos medicamentos ansiolíticos, e combinado com a bebida, o que provavelmente aconteceu muito rapidamente."
Ainda segundo o site, os últimos dias da cantora foram marcados pela briga que ela se envolveu com uma mulher em uma boate em Hollywood. A cantora achou que a mulher estava dando em cima de seu namorado, Ray J.
A diva pop saiu da boate naquela noite despenteada, embriagada e com sangue escorrendo pela perna. Testemunhas disseram que Whitney estava bebendo muito na área VIP.




22 fevereiro 2012

Energético com álcool


Mistura de energético com álcool pode causar morte súbita

Para prolongar os efeitos dos destilados, os jovens brasileiros têm utilizado, a combinação de energéticos e substâncias alcoólicas. Não é incomum observar o consumo desenfreado dessa mistura que, como consequência, potencializa o álcool no organismo e eleva as chances do desenvolvimento de problemas cerebrais, além de doenças cardíacas como a arritmia, crises de pressão alta e até mesmo a morte súbita.
“A associação entre bebida e energético funciona como uma bomba”, afirma o Dr. Sergio Timermam, cardiologista do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo. O especialista revela que os fãs deste mix são, especialmente, os jovens com o desejo de mascarar o gosto da vodca, por exemplo, ou para prolongar a noite e manter a falsa sensação de “concentração”, visto que a bebida é um estimulante que diminui o sono e aumenta a vigília dos adolescentes.
Entretanto, é falsa a impressão de repentina energia que a substância provoca. Ainda que o energético contenha propriedades estimulantes como a cafeína, os efeitos da ingestão alcoólica continuam os mesmos, inclusive, com a diminuição dos reflexos em decorrência do álcool. Outro debate que envolve os energéticos se dá pela eliminação dos efeitos depressivos da bebida, o que é uma inverdade, segundo o cardiologista. “Se uma pessoa já apresenta pré-disposição à depressão ou já é diagnosticada com a doença, ela sofrerá os mesmos efeitos da mistura e da patologia. O que muda é a ausência da lentidão provocada pelo álcool”, justifica.
Alguns dos sintomas da explosiva combinação são indícios de alerta para aqueles que consomem a bebida. Para aqueles que já apresentam uma sensibilidade à cafeína, a probabilidade de aumentar a aceleração dos batimentos cardíacos, episódios de pressão alta e até o mesmo óbito são as decorrências nocivas do problema. Além do aumento da ansiedade, os jovens podem sentir insônia, dores estomacais, tremedeira e até mesmo intoxicação por cafeína. Vale ressaltar que para os indivíduos suscetíveis à mistura, qualquer quantidade da bebida pode desencadear males à saúde.
É fato comprovado que qualquer excesso é prejudicial ao organismo e com a junção do energético e álcool não é diferente. O abuso no consumo certamente manifestará seus sintomas quase que imediatamente e o especialista alerta para o consumo do energético não apenas com bebidas alcoólicas, mas com outras drogas e lamenta esse comportamento do jovem. “Infelizmente essa associação vai vitimar muitas pessoas, principalmente os adolescentes que bebem cada dia mais. A família deve tomar uma atitude e proibir o uso de qualquer bebida danosa, seja o energético ou o álcool”, diz o Dr. Sergio Timerman.
Se o estrago já foi feito e os sintomas de palidez, tremores, oscilação da pressão ou aumento da frequência cardíaca não desapareceram, o jovem deve ser encaminhado imediatamente ao atendimento profissional para que os especialistas façam o prognóstico e direcionem o paciente à melhor forma de tratamento imediata. Na maioria dos casos, os batimentos cardíacos e a pressão arterial são controlados, mas os adolescentes saem do hospital com a recomendação dos médicos para não mais fazer uso da combinação.
Diga não aos filhos
Mesmo que a comercialização do energético tenha sido aprovada em 1998 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alguns alertas estão explícitos nas embalagens dos produtos, como a forte concentração de cafeína e a recomendação para não misturar a substância com o álcool. Por isso, os melhores orientadores nesses casos são os pais, que podem conversar e direcionar os filhos e mantê-los sob controle e atentos aos males causados pela combinação.
Fonte: Saúde em Pauta Online


Álcool - Droga mais danosa diz estudo



Álcool é a droga mais danosa para as pessoas 

Um estudo britânico que analisou os danos causados aos usuários de drogas e para as pessoas que os cercam concluiu que o álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack. Segundo o relatório, parentes, amigos e colegas do viciado sofrem mais com esse tipo de dependência. 

O estudo, divulgado na revista científica Lancet, classifica os danos causados por cada substância em uma escala de 16 pontos. 

Os pesquisadores concluíram que a heroína e a anfetamina, conhecida como "crystal meth", são mais danosas à saúde mental e física dos usuários. No entanto, quando são computados também os danos às pessoas em volta do usuário, no topo das substâncias mais nocivas estão, em ordem decrescente, o álcool, a heroína e o crack. 

O cigarro e a cocaína são considerados igualmente nocivos também quando se leva em conta as pessoas do círculo social dos usuários, segundo os pesquisadores. Drogas como LSD e ecstasy foram classificadas entre as menos danosas.

Alcoolismo e suas consequências

fonte UOL boa saúde


A crise econômica, o desemprego, os problemas emocionais, entre outros fatores, têm levado um número cada vez maior de pessoas a buscar refúgio no álcool. O alcoolismo é considerado na atualidade, um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo. São crescentes os números sobre doenças graves provocadas pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, bem como a incidência de mortes decorrentes destas doenças. O álcool também assusta como causa básica de acidentes de trânsito, crimes e suicídios.

O alcoolismo está entre as drogas de maior relevância no Brasil, pois o álcool exerce influencia sobre 12% da população. De qualquer maneira, estima-se que 90% das pessoas ingerem álcool de alguma forma. Normalmente as primeiras experiências acontecem na adolescência, quando se bebe para ficar desinibido. O problema é que para jovens com tendência para o alcoolismo fica difícil saber quando parar ou mesmo perceber quando a pessoa deixa de ser um bebedor de fim de semana para se tornar um bebedor habitual.

Conseqüências
cirrose hepática é uma das doenças mais comuns provocadas pelo alcoolismo. A bebida é metabolizada através do fígado e quando se usa álcool em grandes quantidades e por longo período, podem surgir alterações no órgão. O álcool provoca infiltração de gorduras no fígado, pode gerar a hepatitealcoólica e, mais grave, a cirrose hepática. A cirrose se caracteriza pelo endurecimento do fígado, provocaascite (barriga d'água) e formação de varizes no esôfago. Além do fígado, outras partes do organismo podem ser afetadas pela bebida. No cérebro, a intoxicação aguda - mesmo em não alcoólatras - pode provocar acidentes, agressões e suicídio. O álcool interfere no funcionamento do aparelho digestivo, desenvolve irritações na boca e esôfago, além de provocar distúrbios gástricos que acabam agravando doenças já existentes, como a úlcera. O intestino também pode sofrer com diarréias e dificuldade de absorção de alimentos, provocando a desnutrição. O uso constante de bebida também agrava diversas outras doenças infecciosas, como tuberculose e pneumonia.

O tratamento da doença é complexo, pois não pode ser desvinculado das complicações orgânicas e psíquicas, por isso apresenta múltiplos aspectos. O primeiro passo no tratamento é a desintoxicação e para isso a pessoa é internada. Nesta fase pode acontecer a síndrome de abstinência, que é caracterizada por uma série de sintomas que aparecem quando a pessoa pára de beber. Entre estes sintomas estão os tremores, alucinação e alteração do comportamento.

Muitas pessoas que sofrem do alcoolismo escondem o problema, se afastam de amigos e familiares e são incapazes de buscar ajuda ou se auto-ajudarem. Existem métodos alternativos como os Alcoólatras Anônimos e o CVV (centro da valorização da vida) onde os dependentes do álcool e drogas falam de seus problemas a pessoas dispostas a ouvir e ajudar. De qualquer maneira, a vontade própria é o requisito básico para deixar o vício.

Opinião
Para a médica Célia Bagno Cruz, que atual no Hospital Psiquiátrico, Galba Veloso, um dos maiores de Minas Gerais, que possui atendimento nos casos de alcoolismo, beber compulsivamente leva o individuo a um dos maiores problemas da atualidade, ou mesmo beber ocasionalmente mas chegando a se embriagar.

O álcool é uma droga socialmente permitida. Os benefícios e danos ao organismo são imensamente discutidos. Muitas drogas já foram utilizadas para minimizar os efeitos não desejados do álcool seja a curto ou longo prazo. Existe a frase do AA - Associação dos Alcoólatras Anônimos, se você esta preocupado com a sua maneira de beber ou de algum amigo ou conhecido, procure-nos. Até o ano passado este era o melhor caminho para o indivíduo que queria uma maneira de parar de beber, destaca a médica.

Dra. Célia comenta ainda que as terapias ajudavam e as drogas como os benzodiazepinicos, por exemplo, também auxiliavam no tratamento. Alguns medicamentos como o Antabuse, que provocavam vômito quando a pessoa fosse beber, também eram utilizados. Atualmente foi colocada no mercado, uma nova droga pelo laboratório Cristalia (cloridrato de Naltrezona) que ocupa no cérebro o lugar do prazer que o álcool daria fazendo com que o individuo que bebe não sinta o prazer, perdendo assim o interesse pela bebida. Este medicamento está muito bem indicado para alcoólatras crônicos que querem parar. Se eles não conseguem, o medicamento será utilizado por por aproximadamente três meses, com um comprimido diário. Assim passará a vontade de beber.

Aumento da Dependência
Segundo a maioria dos médicos brasileiros, o problema do consumo alcoólico tem solução, apesar do aumento do número de dependentes ser cada vez maior no país. O alcoolismo é responsável por quase 75% de todos os acidentes de trânsito com mortes, 39% de ocorrências policiais e 40% das consultas psiquiátricas, além disso, 15% da população do país é alcoólatra. Estes são alguns dados que mostram como o álcool está presente na vida do brasileiro, inclusive entre os mais jovens.

Segundo os especialistas no assunto, a solução para o problema é um comprometimento maior das autoridades para a elaboração e cumprimento de leis sobre a comercialização e consumo das bebidas alcoólicas. Por um outro lado, algumas ações já estão sendo desenvolvidas para levar este problema mais a sério e ser tratado como uma doença. 

A partir da realização do Fórum Antidrogas, que aconteceu durante o mês de maio na cidade de Belo Horizonte, está sendo estudada a elaboração de um programa de diretrizes políticas. De acordo com o Centro de Toxicomania de Minas, a doença é um dos grandes problemas de saúde pública no Brasil, que precisa ser vista não como sintoma. Algumas associações médicas defendem o assunto e pedem que o alcoólatra receba o atendimento primeiro nos ambulatórios e somente depois que ele seja internado.

Para frear a dependência do álcool sempre surgem novas propostas, além de ser um assunto que tem sempre despertado a atenção de grande parte da sociedade. Quando uma pessoa consome regularmente bebida alcoólica, o melhor caminho é o tratamento nas entidades filantrópicas ou rede pública de hospitais, a participação em organizações como a Associação de Alcoólicos Anônimos, entre outros. Recentemente um médico espanhol, Gabriel Rubio do Hospital de Madri apresentou os primeiros resultados de um tratamento feito com o uso de cloridato de naltrexona, nos Estados Unidos e Europa. O objetivo foi tentar reduzir a compulsão pela bebida. Uma boa medida que é defendida por vários profissionais de saúde é a prevenção. A Universidade Federal de Minas Gerais, em conjunto com as universidades do Paraná e Santa Úrsula no Rio de Janeiro defendem esta bandeira.

21 fevereiro 2012

Combinação álcool e outras drogas

20/02/2012
Cerca de 23% da população consome drogas no Brasil
A combinação álcool e outras drogas resultam em diversos perigos para a saúde como o aumento de danos cerebrais

A combinação álcool e outras drogas resultam em diversos perigos para a saúde como o aumento de danos cerebrais, riscos ao fígado, exposição sexual de risco, além, claro, da violência. O Brasil lidera a lista de países com o maior número de acidentes de trânsito do mundo, com um milhão por ano, resultando em 300 mil vítimas. O principal fator para este número é a relação álcool e direção. 

"52% dos brasileiros bebem e aproximadamente 24% bebem de forma preocupante. O uso do álcool está associado claramente a acidentes e violência interpessoal. Nenhuma outra droga produz quadro tão amplo e significativo", afirma o Dr. Carlos Salgado, psiquiatra do Hospital Mãe de Deus de Porto Alegre e conselheiro da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD). 

Tabaco e álcool são as drogas mais consumidas no Brasil, seguido por medicamentos e maconha. "É importante reforçar que as drogas mais importantes para prevenção e tratamento ainda são o tabaco e o álcool e que cabe também aos pais a tarefa de dizer não ao uso de tabaco e álcool por menores", revela. 

Em muitos casos, o uso precoce, a disponibilidade, o fácil acesso as drogas, a negligência de pais e autoridades são fatores que se associam a dependência dos usuários. Esta dependência gera alterações no comportamento dos usuários. "Mudanças na conduta, humor, indisposição para estudo e trabalho, abandono de atividades habitualmente prazerosas, entre outros. Urgência do uso ou fissura é outro sintoma de dependência", completa. 

Para o tratamento destes vícios, o auxílio da família é fundamental para um final feliz. "Mais do que no tratamento, a família também tem importância na prevenção. Um tratamento para dependentes químicos com participação da família tem chance muito maior de sucesso" conclui. 


O mundo irreal e colorido do álcool

Bebidas alcoólicas são vistas no microscópio

A empresa americana Bevshots resolveu registrar microscopias de diferentes bebidas alcoólicas. O resultado são imagens incríveis que parecem, até mesmo, obras de arte.

Com o zoom de até mil vezes, usando um microscópio de alta tecnologia, foi possível mostrar que cada líquido tem formato único. Confira:

                                                                      champanhe vista no microscópio

                                                                               vodca e água tônica

                                                                                                      vodca

                                                                                        vinho tinto

                                                                                                 martini

                                                                                                Uísque

                                                                                              Pina Colada


DEPOIS  DE  ALGUNS  ANOS, ESSE  É  SEU  MUNDO  !

 

19 fevereiro 2012

Pais, filhos e álcool - Proibir ou não ?


19/02/2012
fonte G1





Proibir que seus filhos bebam de fato funciona, aponta estudo

Tendência é notada mais claramente entre os meninos.
Pesquisa foi feita com adolescentes com entre 12 e 16 anos.


Uma pesquisa holandesa publicada online pela revista científica “Alcoholism: Clinical & Experimental Research” mostrou que os adolescentes tendem a beber menos quando os pais impõem regras mais severas sobre o consumo de álcool.
O estudo foi feito com 238 adolescentes com idade entre 12 e 16 anos. Eles responderam a questionários contando como é o comportamento dos pais em relação ao álcool. Os jovens também falaram quanto álcool eles próprios tinham consumido no último mês.
Além disso, os pesquisadores testaram o impulso dos adolescentes em relação ao álcool. Isso foi feito por meio de um sistema conhecido como memória de trabalho, que analisa a resposta de cada um a um estímulo específico – como garrafas ou cheiro de bebida.
A tendência é notada mais claramente entre os meninos. Quando proibidos, eles bebem menos que as meninas da mesma idade. No entanto, quando os pais permitem, o consumo de álcool deles é maior que o delas.
“Em resumo, a relação entre a imposição de regras por parte dos pais e o uso de álcool na adolescência está bem estabelecido”, disse a autora Sara Pieters, em material divulgado pela Universidade Radboud, em Nijmegen.
Ela indicou que, anteriormente, outros estudos já indicavam essa relação, mas que essa foi a primeira pesquisa a mostrar que o impulso dos jovens também é influenciado.



Álcool e direção - Água e Óleo não se misturam ! Vídeo


19/02/2012

Consumo de álcool provoca acidentes em estradas

Boa parte dos acidentes em estradas, são provocados pela combinação de consumo de bebidas alcoólicas e imprudência dos motoristas.
UOL notícias







Pesquisa nos EUA revela situação de menores que vivem com pai ou mãe alcoólatra


fonte : UOL notícias - Ciência e Saúde

17/02/2012

Um em cada 10 menores vive com pai ou mãe alcoólatra nos EUA, revela estudo

Sete milhões e meio de jovens americanos, ou um em cada 10 menores de 18 anos, vivem com pai ou mãe alcoólatra, revela um estudo publicado na última quinta-feira (16), segundo o qual estes menores são mais propensos a sofrer de depressão, ter baixo rendimento escolar ou sofrer abusos.
Também correm quatro vezes mais riscos do que outros jovens de virarem alcoólatras, segundo pesquisas feitas entre 2005 e 2010 para a agência governamental contra a dependência (Administração de Saúde Mental e Abuso de Substâncias, SAMHSA).
Cerca de 1,4 milhão de menores nos Estados Unidos moram com um dos pais, que é alcoólatra. Nestes lares monoparentais, 1,1 milhão vive com a mãe e 300.000, com o pai, revelou o estudo, publicado por ocasião da campanha de prevenção dedicada aos filhos de alcoólatras, celebrada entre 12 e 18 de fevereiro.
"Este imenso problema de saúde pública vai além destes números terríveis, porque os estudos mostram que os filhos de alcoólatras não tratados têm maior risco de desenvolver dependência ao álcool", disse a chefe da SAMHSA, Pamela Hyde, em um comunicado.