30 abril 2012

Alcoolismo : Essa doença tem cura ?


Alcoolismo e outras dependências químicas, a oportunidade de Vida, existe.

O tratamento pode ser aplicado em pessoas com doenças provocadas ou agravadas pelo abuso uso de álcool ou outras drogas.


Alcoolismo não tem cura, mas pode ser controlado pela abstinência. A noção da “nunca mais” é, talvez, o fator que mais influa na disseminação da doença. O objetivo maior do alcoólatra é poder beber como as outras pessoas. Estabelecer um limite.
Métodos de tratamento dos mais variados são conhecidos. Desde o tratamento psicológico ambulatorial quanto os tratamentos com internação e uso de medicamentos para atenuar a síndrome da abstinência.
Aqui apresentamos um tratamento alternativo de grande eficácia, desenvolvido por uma Clínica Médica de São José do Rio Preto, município do Oeste de São Paulo, e que vem obtendo excelentes resultados também com outros tipos de dependência. Esqueça o que você já conhece, se permita outra metodologia.

Pesquisas mostram que 40% dos jovens brasileiros consomem álcool regularmente, e este número tem crescido nas adolescentes do sexo feminino. Também mostram que o torpor provocado pelo consumo da substância leva os jovens a praticarem o sexo sem preservativo, expondo-os ao mundo das drogas ilícitas ou às doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce.
Mas pesquisas não vivem a sofrida realidade do alcoólatra que reflete com igual intensidade e dor naqueles que o rodeiam, em especial seus familiares. Sejam eles adultos ou jovens, perdem o controle de suas vidas, que passa a ser guiada pela bebida. Deixam de ser seres humanos comuns e se tornam apenas “Dependentes”.
Da mesma forma as drogas ilícitas, maconha, cocaína, heroína, crack, merla, extasy e outras menos comuns, que envolvem suas vítimas, arrasam suas finanças, suas profissões e empregos, e arrastam consigo toda uma família e o universo de parentes.
O medo do “nunca mais vou poder beber (ou fazer uso de outra substância) enquanto viver”, e a ideia de isolamento do grupo social é menor apenas que o desejo contido, íntimo, de conseguir superar esta doença, ou vício como é definido com mais frequência e menos lógica
O enfrentamento
Em que pese todo o fator psicológico, mesmo quando em tratamento, a dependência tem um forte fator físico/químico que impele o dependente a “tomar só uma”. E todos sabem que a “uma” não tem fim.
Para esta edição, entramos em contato com o Dr. José Toufik Rahd, médico da Clínica Médica Dr. Toufik Rahd, de São José do Rio Preto, SP, que desenvolve um programa medicamentoso de ótimos resultados na dependência por álcool e também de outras substâncias psicoativas. Pacientes revelam que logo após o início do tratamento, cessa a necessidade de ingestão da substância, restando, então, tratar os aspectos psicológicos.
A(s) doença(s)
Alcoolismo é uma doença controlável. Um mal cujo avanço pode ser impedido através da abstinência, isto é, interrupção do consumo de bebidas alcoólicas. Mesmo após longos períodos de abstinência, o contato inicial com quantidades mínimas de bebida pode levar à pessoa a ingerir quantidades de bebida iguais ou maiores aos mesmos níveis de consumo anteriores à abstinência.
O que a Clínica oferece não é uma “vacina”, como é dito por tantos quantos foram tratados por este método. Os medicamentos utilizados no tratamento da “síndrome de dependência” podem funcionar com bloqueadores dos efeitos da substância no cérebro ou provocar aversão pelos efeitos causados pela interação de medicamentos e bebida alcoólica.
O tratamento
O método é ambulatorial, realizado usualmente em três fases, com intervalos de 60 dias entre as consultas. Inclui diversos atendimentos clínicos, priorizando a manutenção da abstinência e aquisi-ção de habilidades para lidar com situações de risco. O atendimento é feito na parte da manhã em apenas um dia, a cada fase.
O tratamento abrange síndrome de dependência de substâncias psicoativas como álcool, morfina, maconha, haxixe, skank, sedativos ou hipnóticos (ansiolíticos e indutores do sono), co-caína, crack, pasta base, estimulantes (anfetaminas, anorexígenos) , ecstasy, LSD, tabaco, cola, benzina, éter.
Apesar da eficácia, este tratamento não descarta o acompanhamento psicológico, inclusive o recomenda maciçamente. “Sabemos que os resultados mais efetivos no tratamento da dependência química são alcançados através da combinação terapêutica de tratamento médico e psicológico cognitivo-comportamental”, explica o Doutor Toufik.
O mais importante a ressaltar é que este tratamento pode ser aplicado em pessoas com doenças provocadas ou agravadas pelo abuso uso de álcool ou outras drogas ou com comorbidades a psicoterapia é também recomendada.
Questionado a respeito da possibilidade de estender o atendimento a outras cidades, o Doutor Toufik Rahd esclarece que: “Para atender em outras cidades, eu e minha equipe teríamos de nos locomover periodicamente, o que é inviável. Outra hipótese seria a abertura de franquias, mas esse não é o meu ramo e o código de ética médica é claro em seu artigo 9º. Do capítulo I, que a medicina não deve ser exercida como comércio.”
 Informações mais detalhadas podem ser obtidas pelos telefones (17) 2139-2699; ou pelo site www.clinicadrtoufikrahd.com.br.


Alcoolismo - Números alarmantes


Doenças Causadas

Doenças relacionadas ao alcoolismo
☻Mais de 75.000 pessoas morrem todos os anos nos Estados Unidos como conseqüência do consumo excessivo de álcool.
☻O abuso do álcool causa 350 doenças físicas e psíquicas.
☻Alcoolismo é a 3º doença que mais mata no mundo.
☻No Brasil, 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de drogas acontecem devido ao álcool.
☻O álcool é a droga que mais detona o corpo (tanto como cocaína e crack), é a que mais faz vítimas e é a mais consumida entre os jovens no Brasil.
☻O usuário de álcool não sente muita, ou nenhuma, fome, por isso não come. Acontece uma diminuição da oferta de substancias usadas na constante reconstituição dos tecidos. E assim o corpo do alcoólatra começa a se consumir. Esse processo leva a desnutrição.
☻De acordo com OMS, no ano 2000 o álcool foi responsável por 4% do peso global sobre as doenças, com países emergentes como a China tendo nessa substância o maior fator de risco à saúde.
☻Conseqüências Corporais: 
- À medida que o alcoolismo avança, as repercussões sobre o corpo se agravam. Os órgãos mais atingidos são: o cérebro, trato digestivo, coração, músculos, sangue, glândulas hormonais. Como o álcool dissolve o ‘mucus’ do trato digestivo, provoca irritação na camada externa de revestimento que pode acabar provocando sangramentos. - A maioria dos casos de ‘pancreatite’ aguda (75%) é provocada por alcoolismo. As afecções sobre o fígado podem ir de uma simples degeneração gordurosa à cirrose. Os alcoólatras tornam-se mais susceptíveis a infecções porque suas células de defesas são em menor número.
- O álcool interfere diretamente com a função sexual masculina, com infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona, e diminuição dos hormônios masculinos. O predomínio dos hormônios femininos nos alcoólatras do sexo masculino leva ao surgimento de características físicas femininas como o aumento da mama.  
- O álcool pode afetar o desejo sexual e levar a impotência por danos causados nos nervos ligados a ereção. Nas mulheres o álcool pode afetar a produção hormonal feminina, levando diminuição da menstruação, infertilidade e afetando as características sexuais femininas.

Doenças Causadas pelo Alcoolismo

 1. Esteatose Hepática (acúmulo de gordura no fígado): Pode acontecer em pessoas que fazem uso constante de bebidas alcóolicas e não são obrigatoriamente alcóolatras. Pode ser diagnosticado em exame de sangue.

2. Hepatite Alcóolica: Esta é uma doença grave, que se caracteriza por fraqueza, febre,perda de peso, nausea, vômitos e dor sobre a área do fígado. O fítgado fica inflamado, causando a morte de multiplas células hepáticas. A doença pode oferecer risco de vida e requer hospitalização. Com tratamento adequado a doença melhora , porém as cicatrizes permanecem para sempre no fígado.

3. Cirrose Hepática: Este é o estágio final de doença pelo álcool ao fígado.
Esta fibrose leva a uma destruição da passagem do sangue pelo fígado, impedindo o fígado de realizar funções vitais como purificação do sangue e depuração dos nutrientes absorvidos pelo intestino. O resultado final é uma falência hepática.
Alguns sinais de insuficiência hepática incluem acúmulo de líquido no abdômen, destruição, confusão mental e sangramento intestinal.
Aproximadamente um terço dos pacientes com cirrose hepática t~em história de infecção pelo vírus da hepatite C, e cerca de 50% terão pedras na vesícula. Pacientes com cirrose tem maior chance desenvolver diabetes, problemas nos rins, úlceras no estômago e duodeno e infecções bacterianas severas.
Tratamentos
De todos os tratamentos para a doença alcoólica hepática, o mais importante é parar de beber. Algumas vezes o fígado apresenta uma pequena recuperação, suficiente para manterás suas funções vitais permitindo ter uma vida normal. Quando a cirrose evolui para seu estágio final, a única solução é o transplante hepático.


Alcoolismo - Mulheres precisam tirar o pé do acelerador

fonte : Diário de S.Paulo
29/04/2012
LUCIANO MOURA/AGÊNCIA BOM DIA


Mulheres estão bebendo cada vez mais



Em Rio Preto, número de atendimentos relacionados ao consumo de álcool aumentou em 28% na rede pública.

A vendedora Maria (nome fictício), de 32 anos, acordou com bolhas e machucados nos pés. E o pior é que não fazia a menor ideia de como isso tinha acontecido. Além do gosto amargo de cabo de guarda-chuva na boca, a cabeça doía e o teto do quarto não parava de girar. Enquanto procurava o celular se perguntava como havia chegado em casa. 

Com muito esforço, conseguiu encontrar o aparelho e foi desesperada ver os torpedos  enviados. Havia mensagens  para ex-namorado, paquera, amigos e até para o gerente da loja de onde trabalha. Ela perdeu as contas de quantas vezes acordou sem lembrar do que havia acontecido na noite anterior.  

Dessa vez, concluiu que as bolhas se formaram porque a bota que usa estava apertada e os machucados foram causados por ir para casa descalça. Mas essa não foi a situação mais constrangedora que Maria passou quando resolveu “encher a cara” com as amigas em um barzinho. “Teve uma vez que um ficante parou três vezes o carro para eu vomitar. Nunca mais ele atendeu minhas ligações”, disse a vendedora. Mas o pior, para ela, é faltar ao trabalho por causa da ressaca.
“No dia em que não consegui ficar em pé para ir trabalhar percebi que precisava de ajuda”, disse a vendedora.

Já a empresária Carla (nome fictício), de 42 anos, que frequenta há 2 anos a Associação Antialcoólica, teve de bater o carro em um poste para “acordar”  e pedir ajuda. “O mais difícil é a mulher assumir para si mesma que é alcoólatra e precisa de tratamento. Demorei, mas consegui”, disse ela. 

É fato incontestável que, com o passar do anos, as mulheres alcançaram ou até mesmo estão superando os homens na competição social. Entretanto, elas também estão bebendo cada vez mais. Pelo menos é o que aponta um levantamento da Secretaria de Saúde de Rio Preto. Em 2010, foram 556 atendimentos de mulher com dependência química. No ano passado, este número de atendimentos saltou para 708, ou seja, um aumento de 28%.
No município, o dependente químico possui três linhas de tratamento à disposição - redução de danos, internações para desintoxicação e grupos de apoio com palestras e depoimentos.

Pesquisa
Uma pesquisa divulgada em março pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo também vem comprovar este aumento de alcoolismo entre mulheres. 

O estudo revela que há 15 anos a proporção do consumo de bebida alcoólica era de duas mulheres para cada dez homens. Hoje, são oito para cada dez. Quanto maior o grau de instrução das mulheres, maior o risco de beberem. “Este aumento está relacionado com as mudanças do papel da mulher na sociedade. E se ela tem uma melhor educação terá consequentemente  melhor renda. Isso faz com que ela tenha maior possibilidade de beber com as amigas”, diz a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, uma das organizadoras da pesquisa do HC e coordenadora do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool). 

De acordo com ela, o recomendado é que a mulher tome uma dose de bebida alcoólica um dia sim, e outro não. “Não adianta a mulher ficar sem beber seis dias e depois tomar sete doses em um único dia”, alerta a psiquiatra. 

O consumo abusivo de bebida alcoólica pode causar problemas como gastrite, complicações na vesícula ou no fígado, câncer, hepatite e cirrose. “Por questões fisiológicas, todas essas doenças se desenvolvem mais rapidamente em mulheres do que em homens que bebem”, afirma o hematologista Luis Carlos Santana.

Segundo o Cisa, para chegar a uma cirrose, por exemplo, as mulheres têm de passar pelo menos 20 anos consumindo diariamente um litro de cerveja, meio litro de vinho ou 120 mililitros de alguma bebida destilada. Já  para os homens a quantidade dobra.

Segundo o hematologista, essa diferença acontece porque o metabolismo da mulher digere o álcool de maneira muito mais rápida do que o dos homens. “O corpo feminino tem menor volume de água e mais tecido adiposo, o que resulta em ficar bêbada mais rápido e por mais tempo”, afirma ele. 

40% do álcool vendido no Brasil é consumido pela população de até 35 anos, segundo dados do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool).

2 doses diárias de bebida alcoólica aumentam em 20% as chances de se ter câncer de mama depois de um ano de consumo, segundo Ministério.
da Saúde.


27 abril 2012

22 abril 2012

Alcoolismo : A doença da negação


Alcoolismo: a doença da negação


Um problema global e de gravidade cada vez mais evidente na sociedade é adependência a substâncias psicoativas. Milhões de pessoas usam drogas, lícitas ou ilícitas, como álcool, crack, maconha e cocaína, entre outras. Entretanto, a mais difundida, principalmente, entre os jovens, ainda é o álcool, segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde.
alcoolismo é uma doença grave, embora muitos dependentes, seus familiares e a própria sociedade neguem o problema, daí ser conhecida como a “doença da negação”, e requer tratamento especializado.
Em alguns casos, o dependente pode ser acompanhado de forma ambulatorial, ou seja, o tratamento é feito nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, os CAPSad. Nestes, são oferecidos, gratuitamente, serviços extra-hospitalares por uma equipe multiprofissional – psicólogo, psiquiatra, assistente social, terapeuta ocupacional, clínico geral, enfermeiro, entre outros profissionais. Mas, há os que o abuso do álcool é tão exagerado que o paciente apresenta perigo iminente de auto-agressão ou de ferir os que o cercam. Para estes, a internação hospitalar é a única forma de recuperação.
dependência química é também uma doença bastante dispendiosa para o país. Muitos pacientes tornam-se improdutivos e um número significativo desenvolve outras patologias, como doenças neurológicas e psiquiátricas, requerendo assim acompanhamento periódico.
Os gastos na área de saúde pública no Brasil, decorrentes de problemas gerados peloalcoolismo, são quatro vezes maiores do que o representado por todas as outras drogas, conforme dados do Ministério da Saúde. E, embora o custo relacionado ao abuso de drogas seja elevado, a rede pública disponibiliza tratamento adequado e mantém investimentos altos em campanhas de orientação e prevenção.

Calouro fica em coma alcoólico após trote - Vídeo


Calouro fica em coma alcoólico durante trote em SP

Calouro ficou em coma após ser obrigado a beber durante um trote universitário, no interior paulista.