31 maio 2012

Alcoolismo - O fundo do poço


O avesso do barato 


A curiosidade matou o gato", diz o dito popular. A droga é uma armadilha fatal que aprisiona o curioso na dependência química e, para sair dessa cela, quase sempre paga-se um preço alto demais, enfrentando o avesso do barato. Para não entrar nessa viagem, que muitas vezes deixa seqüelas irreversíveis no corpo e na mente dos dependentes, é bom saber como atua no organismo o álcool, uma drogada lícita e mortal.





A curiosidade matou o gato", diz o dito popular. A droga é uma armadilha fatal que aprisiona o curioso na dependência química e, para sair dessa cela, quase sempre paga-se um preço alto demais, enfrentando o avesso do barato. Para não entrar nessa viagem, que muitas vezes deixa seqüelas irreversíveis no corpo e na mente dos dependentes, é bom saber como atuam no organismo as drogas mais conhecidas.
É importante saber também que o uso contínuo de drogas afeta o mecanismo natural do sistema imunológico, reduzindo as defesas orgânicas contra infecções. E para quem está, naturalmente, no nível fronteiriço de alguma doença psíquica, qualquer droga pode potencializar essa tendência. Nesse caso, instala-se um quadro complexo, de tratamento muito mais difícil.
Álcool – Droga lícita, aceita pela sociedade, no início provoca euforia e desinibição. Quando ingerida regularmente, a impressão de tolerância estimula a beber cada vez mais. A conseqüência física mais imediata é a impotência, seguida de problemas circulatórios, egestivos e neurológicos (o álcool atinge a área frontal do cérebro, região da cognição, causando desde perda de memória até alucinações).
O que caracteriza a dependência do álcool é a necessidade de beber para poder realizar qualquer tarefa. Alguns conseguem manter a abstinência de segunda a quinta-feira e passam de sexta a domingo bebendo. Na segunda, talvez faltem ao trabalho.
A progressão do alcoolismo é bem delimitada: no início, o bebedor se sente extrovertido, se exibe e se julga brilhante; na segunda fase, fica mais solto, brincalhão; depois, vira um leão, quente, agressivo após algumas doses, quer brigar, quebrar tudo o que vê pela frente; já completamente dominado pelo álcool, o dependente perde a noção de honestidade e pode roubar a própria família para comprar bebida; entra na fase de perda da auto-estima, deixando até de cuidar da higiene pessoal; e finalmente chega ao fundo do poço, tomando álcool puro e caindo pelas ruas – para ele só resta a internação clínica.


30 maio 2012

Alcoolismo - Por ser Delegada pensa que pode tudo - Vídeo

 - Por Bandnews



Delegada se recusa a fazer o teste do bafômetro no Rio

 




A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da confusão que envolveu uma delegada e fiscais da lei seca, na noite de domingo (22). Além de ter sido detida por desobediência e desacato, a delegada, que coleciona multas, circulava com a carteira vencida




L   A   M   E   N   T   Á   V   E   L   

29 maio 2012

Vanusa : Alcoolismo e Depressão - com Vídeo


Gente

Cantora Vanusa diz que no auge da crise de depressão pensou em se matar





28 maio 2012

Os donos da bola na campanha " Álcool e Volante " - Vídeos


Donos da Bola aderem campanha contra bebida no trânsito

Neto e os craques do Donos da Bola também participam da campanha do grupo Bandeirantes.







Alcoolismo - Padres no Divã

fonte : Isto É independente



Padres no divã

Sacerdotes recorrem à terapia ou a clínicas especializadas para tratar de males como alcoolismo, depressão e estresse (Na realidade o alcoolismo causa os outros sintomas)

RESSURREIÇÃO
O padre Teope ficou um ano internado em uma clínica
paratratar o alcoolismo. “Cheguei a ponto de celebrar bêbado”

Sentado na ponta do banco da igreja praticamente vazia, o pároco passa a tarde com a “Bíblia” aberta sobre o colo, prestando atendimento aos fiéis. Cada palavra sussurrada ecoa pelo templo desocupado. São histórias de aflição, angústia, medo e dor de pessoas que enxergam, na figura do sacerdote, o lenitivo para seus males. Dele se espera a palavra certa, o conforto imediato, a esperança revigorante. O ofício de se ocupar dos outros é feito de graça, mas tem um custo alto. E tanta responsabilidade às vezes cobra seu preço. Muitos padres vão além dos seus limites, na ânsia de se doar, o que os faz mergulhar num mar de angústias que não há consulta com bispo ou oração que surta efeito. Por isso, a Igreja Católica tem pedido socorro à ciência e encaminhado muitos de seus servos para a terapia. 

A questão dos padres e suas aflições de alma têm preocupado tanto a Igreja Católica que a delicada questão foi tema de um congresso, batizado Padre no Divã: Conforto e Desconforto no Trabalho Pastoral, no Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma, na Itália, no mês passado. “Levar a sério o sofrimento psíquico de quem trabalha na pastoral deve fazer parte de uma responsabilidade comum, que também envolve leigos”, disse o padre italiano Giuseppe Crea, que participou do evento. No Brasil, há centros especializados em tratar esses religiosos. Um deles é o Instituto Acolher, de São Paulo, que tem como um dos professores o psicoterapeuta Ênio Brito Pinto, autor de “Os Padres em Psicoterapia – Esclarecendo Singularidades” (Ideias & Letras). “O padre suporta o sofrimento até um limite de muita dor e só então mostra que necessita de ajuda”, afirma. “Ele é educado para não reconhecer limites, o que é uma das falhas da sua educação.” Com 30 anos de experiência em consultório e atendimento prestado a cerca de 100 padres, o autor descreve 12 temas que permeiam o tratamento dos homens de batina. As queixas (leia quadro), só para citar uma peculiaridade, nunca são expressas apenas por eles – o superior hierárquico também se manifesta, quer dar informações e receber orientações do psicoterapeuta. Procedimento que torna o processo semelhante à terapia de crianças e adolescentes, na qual os pais fazem parte do trabalho. 

Responsável pela paróquia Santo Antônio, em Brejões, na Bahia, o padre Antônio Tourinho Neto, 48 anos, recebeu o apoio do bispo ao decidir se afastar de suas funções, depois de viver uma situação traumática em 2000 e passar um mês na unidade de Sergipe da Fazenda da Esperança, uma comunidade terapêutica alternativa que presta assistência espiritual sem abrir mão do auxílio de profissionais de saúde como psicanalistas e psicólogos. Então responsável por outra paróquia, padre Neto prestava atendimento espiritual a um jovem na porta da igreja. Depois de cerca de uma hora e meia de desabafo, ele viu seu interlocutor sacar uma arma e anunciar que iria se matar. 

O sacerdote ainda trocou algumas palavras com o rapaz antes de ele apertar o gatilho e se suicidar. “O choque me pôs em angústia profunda, passei a questionar o porquê de Deus permitir aquilo e fiquei decepcionado com o sacerdócio”, diz Neto. O estresse e o transtorno psicológico do pároco foram tratados por meio de conferências com um psicanalista e terapia em grupo, entre outras atividades. “Entrei lá fraco e abatido e saí forte e gordo”, afirma.

A Fazenda da Esperança, presente também em outros dez países, tem nos dependentes de drogas o seu público-alvo, mas cerca de 3% de seus pacientes são religiosos. Hoje, um de seus missionários, o padre tailandês Dekson Teope, 34, passou um ano em tratamento por conta do alcoolismo. “Cheguei a ponto de Celebrar bêbado”, diz ele, que foi proibido de rezar missas. O padre Teope, porém, encarou o tratamento, livrou-se do vício e, hoje, celebra em uma comunidade brasileira da Fazenda. “Por trabalhar muito, os sacerdotes têm suas relações interpessoais prejudicadas, ao mesmo tempo que lidam mal consigo mesmos. Muitos sucumbem ao alcoolismo ou vivem crises de mau humor”, afirma o psicoterapeuta Pinto.

Temas relacionados à sexualidade também são recorrentes – e espinhosos – durante as sessões. “Em terapia, é bastante comum o padre contar sobre experiências sexuais que já teve, desde namoricos até propriamente relações sexuais”, diz Pinto. Por outro lado, há ainda em grande escala tentativas moralistas de se lidar com o celibato. Isso ocorre quando pacientes apontam a sublimação da sexualidade como uma das saídas para a obrigatoriedade da castidade. “Afetos reprimidos ou supostamente sublimados não são afetos integrados”, escreve Pinto em “Os Padres em Psicoterapia...”. “Por causa disso, tendem a provocar sofrimento e crises de saúde física ou emocional, ou uma vida de aparências, com práticas sexuais escusas, culposas, dissociadas.” Representantes de Deus na Terra para os católicos, mas humanos e, portanto, falíveis e imperfeitos, os sacerdotes tornam-se pessoas melhores quando não esperam a ajuda vir do céu e encaram o diálogo entre a psicoterapia e a religião. 



27 maio 2012

Álcool : " Diabólico Elixir "

"Diabólico Elixir"



Diz o abstêmio:
- Não sabe que beber é uma morte Lenta?
Responde o beberrão:
- Tudo bem... não tenho pressa.

Ambos estão equivocados. Todos nós morremos lentamente.
Programados biologicamente para uma existência aproximada de um século, sofremos lenta, progressivo, inexorável desgaste celular que culminará com o colapso orgânico, transferindo-nos para o além.
Por outro lado, o vício sobrecarrega e compromete o funcionamento de órgãos vitais, o que acelera o processo.
O alcoólatra, portanto, morre mais depressa.

Comparando o corpo como uma máquina que nos é emprestada para a viagem terrestre, imaginemos nosso constrangimento ao sermos informados por mentores espirituais de que arrebentamos com ela, indiferentes à sua preservação...
- Meu filho, lamento dizer que você regressou extemporaneamente. Está incurso no suicídio indireto.
- Não é possível: Há algum engano!... Adorava a existência humana!
- Adorava beber! Nunca se conscientizou de que estava prejudicando seu corpo, embora ele o avisasse, freqüentemente, sinalizando, com males variados. Eram doloridos e ignorados pedidos de socorro de um servo que você estava afogando em álcool.
- E agora?
- É esperar pela reencarnação. Alguns decênios com um fígado sensível, um aparelho digestivo complicado e você esquecerá a bebida, como irrealizável paixão que se esvai com o tempo.
Uma úlcera gástrica obstinada, talvez um câncer depois, o ajudarão a recompor o perispirito ferido pelo vício...

Não é fácil vencer o condicionamento.
Dentre os padecimentos que a morte reserva aos alcoólatras, um surpreende:
Continua sequioso da “água que passarinho não bebe”, porquanto o álcool, além dos estragos no corpo, provoca um condicionamento no corpo espiritual que lhe impõe a mesma premência de beber.
Como se satisfazer se lhe falta o corpo?
Um único meio, não menos espantoso, que ele logo dominará: ligar-se ao psiquismo de um viciado “vivo”, o que lhe permitirá experimentar as sensações da bebida.

Carta para Prudence - Pais que bebem - Vídeo


Carta para Prudence: pais que bebem
Espectador envia e-mail para a apresentadora Prudence para saber como chamar a atenção de sua irmã que teve um filho há um mês e sai para beber todos os sábados com o marido. Já o bebê fica na casa dos avós. É saudável isso? Veja a resposta da especialista.





SEJA RESPONSÁVEL PELO MENOS COM SEUS FILHOS





Adolescentes e Álcool - Áudio

Um a cada cinco adolescentes consome bebida alcoólica









Bebidas alcoólicas, alcoolismo & abuso


O uso de bebidas alcoólicas pelo homem se perde no tempo. A disponibilidade do álcool sempre foi muito grande, na medida em que, sendo o produto da fermentação de açúcares, pode ser facilmente obtido em qualquer região. Este fato é provavelmente parte da explicação da difusão praticamente universal das bebidas alcoólicas.
Embora, o alcoolismo e o uso abusivo do álcool sejam graves problemas de saúde pública em vários países como o Brasil, os seus impactos econômico, médico e social, ainda não foram devidamente apreciados. Assim, nos EUA, a perda econômica é da ordem de 180 bilhões de dólares anuais. Nos EUA, estima-se que 5 a 10% dos homens e 3 a 5% das mulheres tenham determinado grau de dependência ao etanol. Em nosso meio, estima-se que 12,3% da população ativa consumem bebidas alcoólicas em quantidades abusivas (CEBRID, 2008). O seu uso indevido está associado a acidentes de trabalho e de trânsito, como também constitui a principal causa de internação hospitalar nos tratamentos de dependência.

Potencial  dee Abuso  e Dependência. O etanol é citado no livro do Gênesis, na Bíblia, como um líquido extraído do suco da uva fermentado. Egípcios, gregos e romanos, já abusavam do álcool tanto quanto o homem contemporâneo. O etanol está disponível em várias bebidas e é de fácil acesso a todos, em quantidades ilimitadas.
O alcoolismo é um quadro complexo, sendo que é difícil definir critérios que distingam o chamado “beber social” da condição patológica (uso compulsivo). Os limites poderiam ser colocados apenas na frequência e na quantidade de álcool ingerido. Entretanto, no conceito atual de dependência (DMS-IV), além do fato de se ingerir bebidas alcoólicas frequentemente e em grandes quantidades, o que demarca o limite entre o bebedor social e o dependente é a perda do controle sobre o ato de beber. Isto é, quando se bebe, costuma-se levar em conta se a ingestão de álcool naquele momento é adequada; se não vai interferir com alguma atividade profissional ou social. Já para o dependente, esta opção, esta capacidade de decisão, fica perdida. Ele vai beber, independentemente das eventuais implicações para si e para os outros.
Outro aspecto importante do alcoolismo é caracterização de estágios evolutivos em inicial, intermediário, tardio e terminal e suas repercussões nas atividades sociais e ocupacionais dos indivíduos. Com relação à saúde ocupacional, os estudos têm sido centralizados nas doenças causadas pelo etanol e seus efeitos sobre o trabalho, os efeitos do trabalho sobre o consumo de álcool e as interações entre o etanol e os compostos presentes no ambiente de trabalho.
Ao longo da história, os padrões de uso de álcool têm variado entre os membros de diversas culturas. Mais recentemente, a OMS (2000) tem avaliado o consumo total de álcool per capita (vinho, cerveja e destilados) em diversos países, organizando uma escala (ranking), onde a França ocupa a primeira posição com cerca de 12,0 L per capita e em último a Índia com apenas 1,0 L. O Brasil ocupa uma posição intermediária entre os paises com 5,0 L per capita.
Tolerância. O uso crônico de álcool etílico induz algumas formas de tolerância.
A tolerância funcional requer alta alcoolemia (300 a 400 mg/dL) para produzir intoxicação. Em humanos, a tolerância funcional crônica reflete o incremento do consumo de álcool para produzir a intoxicação. Os consumidores crônicos de álcool são menos sensíveis que os abstinentes em testes de coordenação motora. A tolerância comportamental é um tipo de tolerância aprendida, que se refere a redução nos efeitos de etanol, devido a mecanismos compensatórios aprendidos. Um exemplo é o aprendizado de andar em linha reta apesar do prejuízo produzido pela intoxicação alcoólica. Em relação a outras substâncias psicoativas, existe também a chamada tolerância cruzada entre o etanol e os fármacos depressores do SNC. Isso significa que um indivíduo tolerante ao etanol pode apresentar uma diminuição da resposta a esses fármacos. Parece ser aceito, entre os anestesiologistas, que o paciente tolerante ao etanol requer doses maiores de anestésicos gerais. Entretanto, isso só ocorre quando o paciente está sóbrio (abstinente), pois na presença de álcool o efeito final é exatamente oposto, havendo risco de toxicidade letal. A tolerância farmacocinética, é responsável pelo metabolismo do próprio álcool em indivíduo tolerante(30-40 mg/dL/h), quando comparada ao indivíduo não-tolerante (15-20 mg/dL/h).
Síndrome de abstinência. Os sinais e sintomas da síndrome de abstinência do etanol aparecem algumas horas após a última dose e têm duração de aproximadamente 72 horas. Náusea, sudorese, cólica intestinal, fraqueza, tremor, hiper-reflexia, distorção da percepção (alucinações transitórias), hipertensão, distúrbios do sono, ansiedade são os sinais e sintomas iniciais. Após 12 a 48 horas, podem ocorrer crises convulsivas. A remissão ocorre espontaneamente em 5 a 7 dias.
A severidade da síndrome de abstinência depende da quantidade ingerida por dia e do tempo de exposição ao etanol. O desejo intenso pelo etanol é outra característica da síndrome de abstinência. Muitos alcoolistas necessitam ingerir uma dose de etanol pela manhã ou mesmo a noite para restaurar a concentração sanguínea do etanol, que diminuiu durante a noite, e assim evitar o desconforto da abstinência.
Delirium tremensPode ocorrer ainda a síndrome do delirium tremens; essa situação é mais frequente quando o dependente apresenta outros problemas como, p. ex., alterações eletrolíticas, desnutrição ou infecções. A síndrome do delirium tremens se caracteriza por agitação severa, confusão mental, alucinações visuais, febre, sudorese generalizada, naúsea, diarreia, midríase. A ocorrência é de 5% em alcoolistas e o tratamento é realizado com benzodiazepínicos (diazepam) por via oral.
Cabe assinalar que o delirium tremens é uma urgência médica e a internação se faz necessária em todos os casos, pois o risco de morte é de 5 a 15 % para os pacientes não tratados.
Tratamento (desintoxicação). O tratamento do alcoolismo crônico difere do empregado na dependência a hipnóticos barbitúricos, embora ambas as substâncias causem efeitos depressores centrais semelhantes. Em razão da impossibilidade de se diagnosticar a intensidade da dependência física alcoólica, utilizam-se, em todos os casos, fármacos de substituição que apresentam tolerância e dependência cruzada com o álcool etílico. A terapêutica consiste na retirada do álcool e substituição por doses ajustadas e controladas de benzodiazepínicos de meia-vida curta, como oxazepam, para evitar o delirium tremens. O álcool, quando usado crônica e abusivamente, causa deficiência hidroeletrolítica, hipovitaminose e estados de desnutrição, daí a necessidade de se complementar o tratamento com dietas ricas em glicídios e proteínas, vitaminas de complexo B, vitamina C e reidratação associadas às correções eletrolíticas.

Intoxicação Aguda. O álcool pode ser tóxico agudamente ou quando doses altas (overdose) são ingeridas e caracteriza-se por vários sinais, como excitação, loquacidade, comportamento “inadequado”, perturbações da fala (pastosa), amnésia posterior (blackouts), incordenação de movimentos, e, em casos mais graves, por anestesia e coma
Existe uma correlação entre as concentrações plasmáticas de etanol e os efeitos clínicos observados. Contudo, esses efeitos podem ser bem diferentes em indivíduos com igual alcoolemia. A concentração de etanol pode ser obtida diretamente pela determinação no sangue ou, mais frequentemente, pode ser estimada pela concentração no ar expirado (equivale a 0,05 % da presente no sangue), técnica utilizada nos bafômetros. No Brasil, dirigir com alcoolemia superior a 0,2 g/L constitui infração pelo Código Brasileiro de Trânsito (Lei Nº 11.705, 2008).
O tratamento da intoxicação alcoólica aguda é baseado em medidas emergenciais a serem tomadas sobre a gravidade da depressão do SNC e respiratória. Os pacientes comatosos com evidente depressão respiratória devem ser intubados e mantidos em ventilação assistida. A remoção de etanol do organismo é feita com lavagem gástrica, evitando-se aspiração pulmonar do fluxo de retorno. A hemodiálise é usada para remover o álcool do sangue em casos graves.
Em conclusão, O uso abusivo e o alcoolismo estão associados a diversas condições médicas. A OMS admitiu o alcoolismo como problema médico em 1951, e na década de 60 foi reconhecido como transtorno mental pela Associação Psiquiátrica Americana.

Consumo de álcool na América Latina, Europa e Estados Unidos - Vídeo

Publicado em 24/05/2012 às 21h25


fonte UOL Mais


Brasileiros bebem cerca de 6,9 litros de álcool por ano





O consumo de álcool na América Latina é baixo quando comparado com o registrado na Europa e nos Estados Unidos, e se situa em 5,5 litros de álcool puro ao ano por pessoa, embora as diferenças por países e gênero sejam marcadas; no Brasil, por exemplo, esse número sobe para 6,9 litros, segundo o resultado de uma pesquisa inédita sobre o assunto.O consumo na Europa está estimado em 13 litros de álcool puro ao ano, enquanto nos Estados Unidos esse nível cai para 9,8 litros.
Atualizado em 24/05/2012 às 21h26




26 maio 2012

Latino-americanos bebem menos que europeus e americanos

Latino-americanos bebem menos álcool que europeus e norte-americanos

Publicação: 24/05/2012 17:24

Genebra - Nove países latino-americanos consomem menos álcool do que a Europa e a América do Norte, revelou a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso) em um relatório apresentado em ocasião da 65ª Assembleia Mundial da Saúde, principal órgão decisório da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada esta semana em Genebra.

A pesquisa foi feita com base em pesquisas de porta em porta em Brasil, El Salvador, República Dominicana, Costa Rica, Peru, Nicarágua, Venezuela, México e Colômbia e é um trabalho independente sobre padrões de consumo de álcool nos países mencionados, representativos da região latino-americana.

A Flacso, com sede na Costa Rica, foi criada em 1957 com apoio financeiro intergovernamental da América Latina e da Unesco, organização das Nações Unidas para a Ciência, a Cultura e a Educação.

No momento, as conclusões da Flacso mostraram como resultado que seis em cada dez pessoas entre os 18 e os 65 anos consomem álcool nos países latino-americanos pesquisados, levando em consideração "que beberam, pelo menos, uma taça no último ano", informou à AFP o coordenador do estudo, Carlos Sojo.

O consumo per capita médio durante um ano nos nove países citado é, segundo a Flacso, de 5,5 litros de álcool puro (8,9 para os homens e 2,3 para as mulheres).
Esta cifra é inferior à média de 6,7 litros anuais atribuídos pela OMS aos mesmos países, mas em um cálculo feito apenas com números de venda de bebidas alcoólicas, não por entrevistas pessoais.

Estes números da OMS demonstram que o consumo da população adulta na Europa é de 13 litros de álcool por ano e por pessoa, enquanto nos Estados Unidos o nível é de 9,4 litros, e no Canadá, de 9,8 litros, acrescentou a FLACSO.

A Flacso espera ampliar seu raio de investigação em 2012 para outros cinco países latino-americanos: Honduras, Guatemala, Panamá, Equador e Argentina.

Considerando as disparidades entre os nove países pesquisados, a Flacso acrescentou que 74,5% de seus moradores consomem "pouco ou nada de álcool", ao mesmo tempo em que dos 25% restantes, 20% constituem uma população em alto risco de fazê-lo em grandes doses, embora ocasionalmente, ficando os 5% restantes em risco alto de beber muito a longo prazo.

"É necessário desenvolver políticas públicas baseadas na informação, o que estamos fazendo na Flacso, para que se possa combater o consumo nocivo" no segmento de alto risco, disse Sojo.

A prioridade são "os 5% de pessoas que bebem diariamente entre quatro doses (mulheres) e seis (os homens), o que é nocivo para a saúde", afirmou Carlos Sojo.
"Em termos de prevalência de consumo de bebidas alcoólicas, ao menos uma vez nos últimos 12 meses, a situação da América Latina mostra uma prevalência inferior às da Europa, Estados Unidos e Canadá", acrescentou Sojo.

Segundo informações da OMS, a Flacso abordou a pesquisa com o rigor sociológico da objetividade, condição aceita pela organização "Cervejeiros Latino-Americanos", sem fins lucrativos, que reúne a indústria de cerveja do continente e financiou o trabalho, informou à AFP seu secretário-geral, José Manuel Juanatey, presente na assembleia.

A 65ª Assembleia Geral da OMS foi inaugurada na segunda-feira em Genebra e será celebrada até 26 de maio com, com a participação de 3.000 pessoas de 178 países (de um total de 194 Estados-membros da OMS).







Pesquisa e o alcoolismo da população de São Paulo

fonte : Brasil Fator


25/05/2012 



Estudo aponta que 3,6% dos paulistas são dependentes de álcool


Pesquisa inédita aponta o comportamento dos moradores da Região Metropolitana de São Paulo em relação ao consumo da substância
O estudo São Paulo Megacity, realizado com 5.037 indivíduos adultos da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), aponta que mais de 10% dos entrevistados preencheram os critérios para abuso e 3,6% receberam diagnóstico de dependência do álcool. Diferente do esperado, a taxa de abuso foi maior do que a de dependência - o que reforça a necessidade de investimento no diagnóstico precoce e consequentemente resultaria na diminuição dos exorbitantes gastos de saúde com os dependentes.
A pesquisa analisou uma amostra representativa que reúne pessoas de diferentes condições econômicas, educacionais e culturais para identificar a prevalência de uso, abuso e dependência de álcool nessa região, assim como as principais características sociodemográficas relacionadas às transições entre as etapas de uso do álcool. De acordo com a pesquisa, as porcentagens da taxa de uso de álcool pelo menos uma vez na vida (85,8%) e uso regular (56,2%) refletem uma considerável exposição à bebida, assim como a continuação de seu uso em uma proporção significativa da amostra.
O São Paulo Megacity, realizado pelo Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, é o primeiro a investigar as idades de início do uso regular, abuso e dependência, transições entre as etapas do uso de álcool e as possíveis influências de gênero, idade, escolaridade e estado civil. Além disso, é parte de uma pesquisa global da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre estresse, bem-estar e saúde mental (World Mental Health Survey Initiative).
Idade de início do uso -O primeiro uso na vida ocorre entre os 16 e 26 anos de idade, com mais da metade dos usuários tendo experimentado aos 17 anos. O São Paulo Megacity mostra ainda que 54% dos entrevistados apresentaram diagnóstico de abuso antes dos 24 anos, o consumo precoce esteve associado à transição do uso regular para o abuso e que a maioria dos indivíduos desenvolveram a dependência do álcool antes dos 35 anos de idade. A pesquisa ainda apontou que a remissão do abuso e da dependência é menor entre os indivíduos que iniciam o uso regular do álcool mais precocemente na vida. “Esses dados comprovam que as políticas públicas voltadas ao consumo do álcool devem estar orientadas para populações jovens”, analisa a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, autora do estudo.
Nível de escolaridade e situação escolar - Já em relação à situação escolar, estudantes com baixo nível de escolaridade estiveram consistentemente associados às três primeiras transições entre os estágios de uso do álcool: da abstinência ao primeiro uso na vida, depois para o uso regular e finalmente para o abuso.
A importância desta constatação foi confirmada pelo fato de o baixo nível escolar também ter sido o único correlato sociodemográfico associado à transição para a dependência do álcool, bem como para a não remissão do abuso e da dependência, fato que reforça a necessidade de intervenção para evitar o uso prejudicial do álcool entre os estudantes. “Já que o nível de escolaridade tem sido amplamente utilizado como um indicador de status socioeconômico, os resultados também poderiam refletir que indivíduos com menor escolaridade e nível socioeconômico são mais suscetíveis à exposição ao álcool, tanto por viverem em uma região com alta concentração de bares, como por normas sociais menos restritivas com relação ao uso do álcool. Políticas públicas, voltadas para indivíduos com baixa escolaridade e proveniente de lares carentes, trariam provável diminuição na progressão do beber para eles”, diz Dra. Camila.
O fato de o indivíduo ser estudante esteve fortemente associado à transição do uso regular de álcool para o abuso. “O Brasil não tem uma idade mínima legal para o consumo de bebidas alcoólicas, a única restrição relacionada e pouco fiscalizada é a proibição de venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos de idade; nenhuma licença especial é necessária para vender o produto. Além disso, geralmente não há restrições específicas sobre o uso ou venda dentro dos campi universitários, o que reforça o consumo do álcool entre os estudantes”, afirma a psiquiatra. Além disso, de acordo com a Dra. Camila, como o Brasil apresenta uma cultura de consumo de grandes quantidades de álcool em uma única ocasião, beber em locais públicos e não ingerir o álcool com as refeições, os estudantes acabam ficando ainda mais expostos às consequências negativas decorrentes do uso do álcool, como acidentes de trânsito, sexo desprotegido, cardiopatias, doenças gastroesofágicas e à transição para o abuso do álcool conforme demonstrado nesse estudo. Diante do exposto, a psiquiatra conclui que com base no cenário acima, é possível hipotetizar que o padrão de consumo pesado do álcool entre estudantes os leva à transição do uso regular para o abuso.
Estado Civil -O estado civil é outro fator que influencia o consumo de álcool nos brasileiros e apresentou associações distintas para cada um dos estágios de transição. Segundo o São Paulo Megacity, ser solteiro foi preditor para a primeira transição (da abstinência ao primeiro uso na vida) e para a segunda (do uso na vida para o uso regular), sugerindo que ser casado é um fator de proteção. Por outro lado, viúvos ou separados apresentaram maior risco para a segunda transição (do uso na vida para o uso regular) e terceira transição (do uso regular para o abuso) do beber que constituem estágios de maior prejuízo desse comportamento.
Premiação -Recentemente, a Dra. Camila Magalhães Silveira, autora do São Paulo Megacity, conquistou a primeira colocação do Prêmio Psiquiatria FMUSP 2011. O estudo foi nomeado como a melhor tese de doutorado, da área de psiquiatria, de todas apresentadas em 2010 e no ano passado. O estudo foi orientado pela Profa. Dra. Laura Andrade.
São Paulo Megacity -O levantamento é o maior e mais completo estudo sobre a prevalência de transtornos mentais na população adulta da Região Metropolitana de São Paulo (cidade de São Paulo mais 38 municípios). A investigação é parte do estudo global “World Mental Health Survey Initiative (WHMS)”, um consórcio sob os auspícios da Organização Mundial da Saúde (OMS), com colaboração das Universidades de Harvard e Michigan, que engloba estudos epidemiológicos realizados em 28 países representando todas as regiões do mundo. Todos os estudos preenchem uma série de pré-requisitos rigorosos para a obtenção de resultados confiáveis e comparáveis entre os países. No total, o WMHS conta com uma amostra de mais de 170 mil pessoas.
O estudo tem como proposta identificar as taxas de prevalência de transtornos psiquiátricos, avaliar o grau de incapacidade associada a eles e determinar possíveis fatores associados na população residente na Região Metropolitana de São Paulo.
No Brasil, o Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo é responsável pelo estudo São Paulo Megacity, sob coordenação da Profa. Dra. Laura Andrade e da Profa. Dra. Maria Carmem Viana.|MaxPR.


24 maio 2012

Hipnose contra o alcoolismo


O uso da hipnose contra o alcoolismo



O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e duradouro do álcool. É uma dependência considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, podendo levar a conseqüências irreversíveis. A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho.

Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado) e a intoxicação por álcool (embriaguez). Normalmente, o indivíduo pode desenvolver: irritabilidade, insegurança e sentimento de culpa. Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos, no qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada. A síndrome de abstinência torna-se mais perigosa com o surgimento do delirium tremens (tremores pelo corpo, principalmente em mãos).

De acordo com o Dr. Rui Sampaio, à medida que o alcoolismo avança, as repercussões sobre o corpo se agravam. “Na maioria dos casos, pode ocorrer, aumento da pressão arterial, gastrite alcoólica, úlcera gástrica, esteatose hepática (excesso de gordura no fígado), hepatite alcoólica, cirrose hepática e doenças cardiovasculares, são causadas pelo uso exagerado do álcool. Além disso, os alcoólatras estão mais sujeitos a qualquer forma de câncer do que a população em geral”, disse.

Aparentemente, as mulheres são mais vulneráveis que os homens. Com a mesma carga de álcool, os órgãos das mulheres são mais prejudicados do que o dos homens. A idade de maior incidência de alcoolismo feminino está entre 26 e 34 anos, principalmente em mulheres separadas.

Segundo Sampaio, vários tratamentos podem ser usados para combater o alcoolismo. “Nos casos mais graves, o paciente precisa ser internado para a desintoxicação, somado ao tratamento psiquiátrico. Quando não houver o internamento, deve haver o uso de medicamentos para controlar a compulsividade pelo álcool, unindo medicamentos para tratar os transtornos psiquiátricos de base, que pode ser um quadro depressivo ou ansioso. A hipnose por excelência é um ótimo tratamento. A eficácia da hipnoterapia, tanto aliada às técnicas psicodinâmicas para a regressão de memória, em busca das causas psicológicas do alcoolismo, ou da Terapia cognitiva comportamental, no sentido das mudanças de comportamento do individuo, traz bons resultados. Em resumo, é importante o tratamento clínico, psiquiátrico e psicoterapêutico, conforme o caso requer”, finalizou Sampaio. A taxa de recaída é bastante alta, mesmo após a instituição de um bom tratamento. Por isso a importância de um acompanhamento médico e psicoterapêutico por um bom período.

22 maio 2012

Alcoolismo - Falsos conceitos sobre essa patologia

fonte : alcoolice.blogspot.com



Falsos conceitos sobre o álcool e o alcoolismo

A maior parte das pessoas têm uma representação do alcoolismo que não corresponde à realidade. Estes mitos e falsas ideias impedem uma melhor compreensão sobre a doença alcoólica e o seio da família, entre amigos ou no meio laboral.
Os alcoólicos dizem:

“...mas eu bebo apenas cerveja”.
A cerveja também tem álcool. Numa cerveja de 33cl, há tanto álcool como num copo de vinho, ou num cálice de aguardente.

“...mas eu tenho um bom emprego...”
A maioria dos alcoólicos estão ainda inseridos profissionalmente, sejam eles, trabalhadores, quadros técnicos ou independentes. Um bom local de trabalho não impede os problemas com o álcool.

A família pensa :

“... Mas é uma pessoa tão simpática ...”
Muitos alcoólicos são simpáticos e agradáveis. Não existe “uma personalidade alcoólica “.

“Mas o nosso lar é tão afectuoso”
Durante muito tempo os alcoólicos mantêm o equilíbrio familiar.

“Mas ele quase nunca se embriaga”
São raros os alcoólicos que se embriagam. Eles bebem apenas o necessário para se sentirem bem.

No trabalho ouve-se :

“Mas ele é tão inteligente para ser alcoólico...”
Não há qualquer ligação entre o quotidiano e a doença alcoólica.

“Mas eu nunca o vi embriagado...”
As pessoas dependentes do álcool conseguem muitas vezes esconder dos seus colegas e chefias as suas alcoolizações.

“... Mas ele vem trabalhar todos os dias...”
Muitos alcoólicos são assíduos ao trabalho, chegando mesmo a dar a entender que estão em forma, e a dissimular a sua grande apetência para as bebidas.

A sociedade decreta :

“... Mas é um vadio “
A maior parte dos dependentes do álcool é gente normal e respeitável. Só um pequeno número acaba na rua.

“... Mas ele não tem ar de alcoólico...”
Não há um “fácies alcoólico”, e quando existe, muitas vezes é bem disfarçado pelo alcoólico, para não chamar a atenção.

“... Mas ele é de tão boas famílias...”
A doença alcoólica afecta qualquer pessoa, qualquer que seja o estrato social, familiar ou econômico.


20 maio 2012

Vadia embriagada debocha de bafômetro - Cadê a lei pra por essa cadela na cadeia - Vídeo


Motorista embriagada debocha de bafômetro após acidente

 - Por Bandnews

Uma motorista de 22 anos perdeu o controle do carro, capotou e atingiu um ponto de ônibus na zona sul de São Paulo. A jovem que estava embriagada debochou do bafômetro e da equipe de reportagem.





LUGAR DE VADIA IRRESPONSÁVEL É NA CADEIA