30 junho 2012

Álcool Mata ao Desacelerar o Sistema Nervoso

Há três maneiras que o álcool pode matar uma pessoa, segundo o médico Ronaldo Laranjeiras, coordenador da unidade de pesquisa em álcool e drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A primeira, como no caso de Amy, é bastante comum. É a chamada morte por “toxicidade aguda”, quando o efeito venenoso do álcool afeta o cérebro ao ponto de desligar as funções vitais. “O álcool causa a depressão do funcionamento do sistema nervoso central. O primeiro efeito pode ser prazeroso: você fica relaxado. Em excesso, pode levar ao coma alcoólico e à morte”.
O chamado “coma alcoólico” ocorre quando o sistema nervoso central é desacelerado a um ponto em que a pessoa acaba perdendo os sentidos. Se o consumo é intenso, o efeito pode fazer parar de funcionar a área do cérebro responsável por controlar a respiração e o coração. Ou seja, pulmão e coração param de funcionar.

No caso da cantora britânica, os efeitos provavelmente foram potencializados pelo estado de saúde fragilizado. “O corpo dela estava bem debilitado, porque já vinha de um uso crônico de álcool e drogas. O coração não aguentou”, explica o médico.
A outra maneira que o álcool pode matar é lentamente, ao longo de anos. “O consumo de álcool crônico mata porque causa problemas cardiovasculares, câncer e doenças no fígado”, diz Laranjeiras. Embora esse último tipo seja o mais lembrado, ele é o mais raro.
“As pessoas pensam sempre em cirrose, mas a doença do fígado corresponde a apenas 15% das mortes dos alcoólatras”, diz o especialista. O mais comum entre esse tipo de pessoa é a morte por problemas cardiovasculares. O álcool causa hipertensão e enfraquece coração, veias e artérias.
Já o câncer é uma doença que as pessoas não associam normalmente ao consumo de bebidas alcoólicas, segundo Laranjeiras, mas que está intimamente ligado ao abuso. “Uma mulher que toma duas taças de vinho todos os dias tem 20% mais chance de ter câncer de mama”, exemplifica.
Por fim, a terceira causa de morte pelo álcool é a mais comum: os acidentes. “O álcool mata mais no trânsito, em homicídios ou em brigas”, explica o médico. “O efeito da bebida no sistema nervoso central afeta a capacidade de julgamento crítico e a coordenação motora. O que causa acidentes e desentendimentos”, explica.


Influência Materna Pode Ser Decisivo no Alcoolismo Feminino


Mulheres alcoólatras aprendem a consumir bebidas com as mães

Influência materna é decisiva em mulheres que desenvolveram o vício, diz estudo

POR MINHA VIDA
pesquisa realizada USP (FMUSP)
Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), que envolveu 62 mulheres com cerca de 40 anos, sendo 32 delas alcoólatras, revelou que o vício do alcoolismo em mulheres é aprendido em casa, principalmente com as mães.

Para os médicos, a maior causa da existência de gerações de alcoólatras em uma mesma família não está na genética, e sim nos hábitos adquiridos na infância por influência das mães que apresentam o vício. 

Após uma avaliação social e psicológica das participantes, constatou-se que em 23,3% dos casos as mulheres alcoólatras tinham mães com o mesmo vício, sendo que em 20% dos casos o companheiro também era alcoólatra. Além disso, observou-se também que na maioria dos casos, a relação entre mães e filhas era conflituosa e as filhas eram obrigadas a tomar pequenos goles diante das imposição das mães alcoolizadas. Desta forma, tanto o corpo quanto a mente destas jovens se tornaram dependentes e como o problema vem da infância, fica ainda mais difícil de tratar. 

alcoolismo é uma doença grave que altera o sistema nervoso da pessoa comprometendo sua saúde física e mental. Para tratar o problema é preciso disciplina e muita paciência, pois, o alcoólatra demora a perceber e aceitar o problema e resiste ao tratamento em função da sensação de prazer, que o álcool causa. 

Mulheres que precisem de ajuda para enfrentar o alcoolismo podem procurar o Programa de Atenção à Mulher Dependente Química (PROMUD) do Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas (HC), da FMUSP. O programa gratuito presta atendimento multidisciplinar destinado exclusivamente à mulheres.




29 junho 2012

Álcool é a Maior Causa de Morte no Brasil

26/06/12

Álcool é a maior causa de morte e doenças no Brasil, diz especialistas

O médico hepatologista Antonio Barros profere palestra no plenarinho da Casa. Segundo ele, o álcool já é a maior causa de adoecimento e morte no Brasil. “Há 20 anos, o álcool era a terceira causa, atualmente passou a hipertensão e o tabagismo no número de mortes. O álcool está presente em metade das mortes violentas no país”, explica.
                                                                 Antonio Barros

O especialista participou no ano passado de uma audiência na Câmara Federal para discutir o tema. E entregou um documento chamado Controle Social do Álcool com propostas já experimentadas em outros países para serem implementadas pelo governo federal.  Entre as principais questões está que as políticas públicas devam começar pelo álcool e não pelo crack como vem acontecendo, já que o crack é uma conseqüência. A outra medida é a restrição das propagandas de bebidas alcoólicas e a colocação de blistzen itinerante para aferir o nível de álcool dos motoristas, além da utilização do termo etilismo de risco seja difundido como uma forma de prevenção. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) um homem que consome de 14 drinks por semana ou quatro drinks por ocasião é considerado um etilismo de risco, e está propenso a ser alcoólatra. Um drink corresponde a 12 gramas de etanol sendo um chopp, uma taça de vinho ou uma dose de bebida destilada.
                                                        Virgínia Sérvio

A presidente da Associação Viva Bem, Virginia Sérvio, afirma que a entidade pretende fazer essa conscientização aos poucos, principalmente nas escolas. “Nossa esperança é que aconteça com o álcool o mesmo que ocorreu com o cigarro, por conta de diversas campanhas as pessoas estão mais conscientes em relação ao cigarro. É preciso alertar os pais porque muitas vezes os adolescentes começam a beber dentro de casa, na companhia dos pais”, declarou. 


25 junho 2012

Álcool : Diferentes Reações Entre Mulheres e Homens


Álcool apresenta diferentes reações entre mulheres e homens

Sexo feminino é afetado com mais intensidade e velocidade pelo álcool

ESCRITO POR:Arthur Guerra
Psiquiatria
Nas últimas décadas, observamos cada vez mais a discussão sobre quais os efeitos do álcool em nosso organismo. Mas um fator importante está sendo deixado praticamente em todo o mundo: o álcool age de diferentes formas no sexo feminino e no masculino. Junto com a independência das mulheres, pode-se observar também um maior consumo de álcoolnessa parcela da população. Mediante tal cenário, é imprescindível explanar que as mulheres apresentam características fisiológicas que as tornam mais susceptíveis aos efeitos do álcool do que os homens. 

Mesmo levando-se em consideração as diferenças entre os gêneros com relação ao peso corporal, uma mesma quantidade de álcool afeta as mulheres mais rapidamente do que os homens. Isso ocorre porque elas possuem menor quantidade de água no organismo (o que faz com que o álcool fique mais concentrado) e menores níveis das enzimas hepáticas aldeído desidrogenase e álcool desidrogenase, responsáveis pelo metabolismo dessa substância. Sendo assim, elas tornam-se mais expostas às consequências do uso de álcool do que os homens, inclusive maior risco de desenvolver abuso ou dependência alcoólica.  
Independentemente do gênero, o álcool está associado a 60 tipos de doenças e lesões, como problemas no coração, hepáticos e dependência química

Durante a gestação

Quando falamos sobre o uso dessa substância pelas mulheres, sempre surge o questionamento sobre os efeitos do álcool durante a gestação. Por atravessar a placenta, ele pode causar efeitos deletérios no feto, incluindo hiperatividade, déficits de atenção, aprendizado e memória. Uma vez que não há estudos científicos que definam um limite "seguro" de consumo de álcool, ou seja, que não afete o bebê, a abstinência é a melhor e única recomendação para mulheres grávidas ou que estejam tentando engravidar. Elas não devem, em hipótese alguma, beber.

Independentemente do gênero, o álcool está associado a 60 tipos de doenças e lesões, incluindo prejuízos agudos, como acidentes de trânsito, e crônicos - por exemplo, doenças cardíacas, hepáticas e transtornos relacionados ao uso de álcool (abuso ou dependência). Para as mulheres, ainda vale à pena enfatizar algumas consequências do uso nocivo dessa substância: suscetibilidade de sofrer abuso sexual, 
sexo desprotegido e violência. Ademais, nos últimos 20 anos, também sido explorada a relação entre o consumo de álcool e o risco de desenvolver câncer de mama, motivo de grande preocupação entre as mulheres. Pesquisas científicas indicam que mesmo o consumo de 10 g de álcool por dia (aproximadamente o equivalente a 285 ml de cerveja, 120 ml de vinho, ou 30 ml de destilado) aumenta o risco de câncer de mama, sendo que, quanto maior o consumo de álcool, maior o risco.  
Por fim, considero importante mencionar algumas diferenças entre homens e mulheres acometidos pela dependência alcoólica. Elas ainda sofrem um enorme preconceito e são muito mal compreendidas na sociedade - motivo pelo qual geralmente procuram menos serviços de tratamento do que os homens. Além disso, comorbidades psiquiátricas são mais comuns em mulheres, isso significa que a dependência alcoólica ocorre concomitantemente a outro transtorno mental, como a depressão, síndrome de pânico ou transtornos alimentares. 
Considerando os dados expostos, torna-se evidente que atenção especial deve ser direcionada às diferenças entre os gêneros com relação ao uso de álcool (em especial, as mulheres, mais vulneráveis aos efeitos dessa substância) - tanto em programas de prevenção até o atendimento por profissionais ou serviços especializados. 

O Abuso de Álcool Pode Influenciar Parceiro (a)


Pessoas que abusam de álcool podem influenciar parceiro

Vício pode estar diretamente ligado ao relacionamento amoroso

POR MINHA VIDA

Um estudo feito pelo departamento de psicologia da Universidade Dalhousie, no Canadá, afirma que pessoas que abusam de bebidas alcoólicas podem levar seus parceiros a fazerem o mesmo.
Para chegar a esses resultados, os autores estudaram 208 casais de namorados, todos na faixa dos 20 anos. Os casais se encontravam, no mínimo, cinco vezes por semana e o tempo de relação era, em média, de dois anos. 
Os pesquisadores acompanharam os casais durante 28 dias. Ao longo desse período, os autores perceberam que, quando um dos cônjuges abusava de bebidas alcoólicas, o parceiro quase que automaticamente também abusava do álcool. As chances de o segundo ficar bêbado, inclusive, eram maiores.  
Mas os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos para entender essa relação e tirar outras dúvidas. Entre elas, entender se pessoas que bebem muito naturalmente andam juntas, ou então se o histórico familiar de alcoolismo também influencia a escolha de parceiros.  

Álcool apresenta diferentes reações entre mulheres e homens

Nas últimas décadas, observamos cada vez mais a discussão sobre quais os efeitos do álcool em nosso organismo. Mas um fator importante está sendo deixado praticamente em todo o mundo: o álcool age de diferentes formas no sexo feminino e no masculino. Junto com a independência das mulheres, pode-se observar também um maior consumo de álcool nessa parcela da população. Mediante tal cenário, é imprescindível explanar que as mulheres apresentam características fisiológicas que as tornam mais susceptíveis aos efeitos do álcool do que os homens. 
Segundo o psiquiatra e especialista do Minha Vida Arthur Guerra, mesmo levando-se em consideração as diferenças entre os gêneros com relação ao peso corporal, uma mesma quantidade de álcool afeta as mulheres mais rapidamente do que os homens. Isso ocorre porque elas possuem menor quantidade de água no organismo - o que faz com que o álcool fique mais concentrado - e menores níveis das enzimas hepáticas aldeído desidrogenase e álcool desidrogenase, responsáveis pelo metabolismo dessa substância. "Sendo assim, elas tornam-se mais expostas às consequências do uso de álcool do que os homens, inclusive maior risco de desenvolver abuso ou dependência alcoólica", diz ele.  
Durante a gestação 
Quando falamos sobre o uso dessa substância pelas mulheres, sempre surge o questionamento sobre os efeitos do álcool durante a gestação. Por atravessar a placenta, ele pode causar efeitos deletérios no feto, incluindo 
hiperatividade, déficits de atenção, aprendizado e memória. Uma vez que não há estudos científicos que definam um limite "seguro" de consumo de álcool, ou seja, que não afete o bebê, a abstinência é a melhor e única recomendação para mulheres grávidas ou que estejam tentando engravidar. Elas não devem, em hipótese alguma, beber. 
Independentemente do gênero, o álcool está associado a 60 tipos de doenças e lesões, incluindo prejuízos agudos, como acidentes de trânsito, e crônicos - por exemplo, doenças cardíacas, hepáticas e transtornos relacionados ao uso de álcool (abuso ou dependência). ?Para as mulheres, ainda vale à pena enfatizar algumas consequências do uso nocivo dessa substância: suscetibilidade de sofrer abuso sexual, sexo desprotegido e violência?, conta Arthur. 
Nos últimos 20 anos, também tem sido explorada a relação entre o consumo de álcool e o risco de desenvolver câncer de mama, motivo de grande preocupação entre as mulheres. Pesquisas científicas indicam que mesmo o consumo de 10 g de álcool por dia (aproximadamente o equivalente a 285 ml de cerveja, 120 ml de vinho, ou 30 ml de destilado) aumenta o risco de câncer de mama, sendo que, quanto maior o consumo de álcool, maior o risco.  

Segundo Arthur Guerra, as mulheres ainda sofrem um enorme preconceito e são muito mal compreendidas na sociedade - motivo pelo qual geralmente procuram menos serviços de tratamento do que os homens. "Além disso, comorbidades psiquiátricas são mais comuns em mulheres, isso significa que a dependência alcoólica ocorre concomitantemente a outro transtorno mental, como a depressão, síndrome de pânico ou transtornos alimentares", diz. 
Considerando os dados expostos, torna-se evidente que atenção especial deve ser direcionada às diferenças entre os gêneros com relação ao uso de álcool (em especial, as mulheres, mais vulneráveis aos efeitos dessa substância) - tanto em programas de prevenção até o atendimento por profissionais ou serviços especializados. 




24 junho 2012

Mix Energético e Álcool


Mix energético e álcool causa 3 vezes mais embriaguez

Estudo da Flórida comprovou os riscos da mistura para os jovens

POR MINHA VIDA 

A combinação entre energéticos e bebidas alcoólicas pode causar três vezes mais embriaguez, em comparação com o consumo exclusivo de álcool, segundo um estudo da Universidade da Flórida (EUA), publicado no periódico Addictive Behaviors.

Outros estudos já haviam descoberto que 73% dos universitários americanos e 85% dos estudantes de medicina italianos consumiam essa perigosa mistura. Nesta pesquisa mais recente, foram entrevistados mais de 800 frequentadores de bares com idade universitária, que responderam sobre seus hábitos de ingestão de bebidas. 

Além de concluir que a taxa de embriaguez aumenta em até três vezes, as análises também sugerem que os consumidores da mistura álcool e bebidas energéticas tendem a permanecer mais tempo nos bares, pois com mais "gás", dado pela cafeína e os outros estimulantes do energético, ficam empenhados em beber por um período de tempo maior. Em segundo plano, também foi verificado que os jovens que relataram consumir bebidas energéticas misturadas com álcool têm 4,26 vezes mais chances de conduzir um veículo automóvel após sair do bar.
Um dos motivos da popularidade da combinação álcool-energéticos é a crença de que ingerir cafeína com uma bebida alcoólica, o efeito estimulante da cafeína neutraliza o efeito depressor do álcool. O que não é verdade: a cafeína simplesmente reduz a sensação de sonolência causada pelo álcool, mas não a "lerdeza" causada pela embriaguez. Outro mito é que, por ser uma bebida, os energéticos hidratariam o corpo - enquanto são, na verdade, diuréticos. 




23 junho 2012

Álcool na Gravidez Pode Causar Retardo Mental


Álcool na gravidez pode levar a retardo mental do bebê

Problema é uma das conseqüências da síndrome de abstinência fetal

POR MINHA VIDA

Por incrível que pareça, o impacto do álcool na gravidez foi conhecido há relativamente pouco tempo. Foi só na década de 1970 que pesquisadores observaram características específicas de recém-nascidos, filhos de mães alcoólatras. Batizaram esse conjunto de problemas de síndrome de abstinência fetal, que inclui baixo peso ao nascer, atraso no desenvolvimento, problemas neurológicos, malformações de vários tipos, retardo mental, além de deficiências na aprendizagem e memória.
 

O impacto do álcool na formação e desenvolvimento do bebê depende de vários fatores, como a concentração da bebida no sangue, do momento da gestação e da periodicidade com que a mãe bebe. O curioso é que estudos mostram um grande poder teratogênico do álcool, capaz de levar a malformações graves, mas nem todo bebê de mãe alcoólatra apresenta todos os sintomas, nem na mesma intensidade. 


Os efeitos estariam mais relacionados à concentração no sangue do que à dose ingerida pela mãe. Ao que parece, as primeiras duas a oito semanas depois da concepção seriam o período mais crítico. Mas antes que você se apavore com aquela taça de vinho que tomou quando nem suspeitava da gravidez, os médicos tranqüilizam: pequenas doses ingeridas ocasionalmente, mesmo no início da gestação, não fariam mal nenhum ao feto. Mas claro, como regra geral, fique longe do álcool se estiver esperando um bebê.

Nesta fase, o consumo de medicamentos é muito restrita. Se você enfrenta o problema ou conhece uma grávida que precisa de ajuda, vale sugerir tratamentos alternativos. Veja abaixo algumas opções (mas não deixe de falar com seu médico antes de tomar qualquer decisão):

Acupuntura 
A acupuntura tem sido usada para o tratamento de abuso do álcool e dependência. Ainda que possa ser útil para muitas pessoas, não existe comprovação científica dos benefícios que esta técnica traz a quem tem problemas com bebidas. 

Técnicas para reduzir o estresse 
Embora existam poucos estudos que relacionem essas técnicas com maiores chances de uma pessoa se manter sóbria, sabe-se que elas melhoram a sensação de bem-estar geral 

Exercícios: atividades físicas regulares são uma das melhores formas de se reduzir o estresse e a ansiedade 

Escrever: pesquisas mostram que expressar-se através da escrita pode ser uma forma de terapia, de autocontrole e conhecimento 

Faça o que lhe dá prazer: eleja uma atividade ou hobby 

Relaxe: faça atividades que busquem o relaxamento como exercícios de respiração, massagem, meditação, ioga e exercícios chineses, como tai chi chuan 

Alcoolismo - Risco de Derrame Dobra


Risco de derrame dobra na primeira hora após consumo de álcool

Na segunda hora, risco continua 60% maior do que o normal, diz estudo

POR MINHA VIDA

O exagero no consumo de bebidas que contenham álcool como cerveja, vinho ou licor, pode dobrar o risco de derrame durante a primeira hora e continuar elevado depois de duas horas, de acordo com um estudo publicado no jornal Stroke. Os pesquisadores entrevistaram 390 pessoas três dias após elas terem um derrame. 

O tipo mais comum de derrame, o acidente vascular cerebral (AVC), ocorreu quando o fluxo sanguíneo para o cérebro foi bloqueado por um coágulo. Pessoas que tiveram sua habilidade de falar prejudicada pelo derrame não foram incluídas nesse estudo. Durante a entrevista, 14 pessoas falaram que consumiram bebidas alcoólicas uma hora antes do derrame, 104 disseram que tinham bebido nas últimas 24 horas, e 248 disseram que tinham bebido no último ano. 
O risco de AVC foi duas vezes mais alto durante a primeira hora depois de consumir álcool e continuou 60% maior do que o normal na segunda hora. É considerado elevado o consumo acima de 500 mililitros de cerveja ou 100 mililitros de vinho por dia.

O resultado da pesquisa se manteve igual mesmo após os cientistas levarem em conta outros fatores que aumentam a chance de problemas vasculares como diabetes, obesidade ou maus hábitos alimentares. Estudos anteriores já mostraram que um consumo moderado de álcool, 500 mililitros de cerveja ou 100 mililitros de vinho por dia, pode ser benéfico para a saúde, diminuindo o risco do desenvolvimento de doenças do coração.  
Ainda não se sabe exatamente por que isso ocorre, mas o álcool pode aumentar a pressão sanguínea e ajudar na formação de um coágulo. "Essas mudanças acontecem rapidamente e podem ser as responsáveis pelo aumento da chance de ter uma hemorragia. Depois de algumas horas, as alterações causadas pelo álcool desaparecem", diz Murray A. Mitlleman, da Harvard Medical School, em Boston.

"Nós sabemos que, mesmo ocasionalmente, ter uma taxa alta de álcool na corrente sanguínea traz problemas para o corpo", diz Mitlleman. "Pessoas que consomem múltiplas doses de álcool por dia tem mais chances de ter problemas cardíacos, além de desenvolver outras complicações como câncer de mama e câncer de garganta." 

O que se deve saber sobre derrames


Os derrames podem ocorrer como um ataque repentino, ou podem ser um processo de várias horas, com piora progressiva do paciente. Os coágulos sanguíneos (ou trombos) que causam o derrame podem ser dissolvidos ou desintegrados, para que o sangue volte a circular pelo cérebro.

Por isso, o socorro imediato pode significar a diferença entre um dano leve e uma incapacidade maior. Com o uso de medicamentos, stents e outras tecnologias, os médicos podem interromper o derrame antes que se espalhe e limitar bastante os danos. Os sintomas do derrame incluem:

- Dormência repentina, debilidade, paralisia do rosto, braço ou perna, normalmente em um lado do corpo
- Dificuldade repentina para falar ou entender uma conversação (afasia)
- Visão subitamente embaçada, dupla ou debilitada
- Vertigem, perda repentina de equilíbrio ou de coordenação.
- Dor de cabeça grave, súbita, sem explicação ou incomum, que pode vir acompanhada de rigidez do pescoço (torcicolo), dor facial, dor entre os olhos, vômito e consciência alterada
- Confusão ou problemas com a memória, orientação espacial ou percepção 
NÃO ESPERE O PIOR, PROCURE MÉDICO

21 junho 2012

Alcoolismo e Câncer Colorretal


Abuso de álcool aumenta riscos de câncer colorretal

Chances de desenvolver a doença aumentam em até 52%

POR MINHA VIDA

Um estudo feito pelo Centro Médico da Universidade de Boston (EUA) provou que o consumo moderado a excessivo de álcool aumenta as chances de câncer colorretal - que afeta o intestino grosso - no indivíduo.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores fizeram uma análise de casos-controle e de 61 estudos sobre consumo de álcool e incidência de câncer colo retal, feitos em países da Ásia, Austrália, Europa Ocidental e América do Norte. 

O documento fornece evidências de que o álcool, quando consumido em níveis maiores que um copo por dia, está associado a um aumento no risco de câncer colorretal. Pessoas que consumiam bebida alcoólica moderadamente ? média de 49,9g de álcool ? tiveram um aumento das chances de sofrer de câncer em 21%. Aqueles que faziam uso excessivo do álcool ? 50g ou mais por dia ? tiveram o risco aumentado em 52%. 

Apesar de a análise ter sido satisfatória, os pesquisadores não divulgaram os resultados levando em conta os tipos de bebida que estavam sido consumidos. Os membros do fórum revisor do estudo, porém, concordaram que os dados atuais indicam que a ingestão excessiva de álcool está diretamente associada a um aumento no risco de câncer colo retal. 

Futuros estudos são necessários para determinar se existe um nível mínimo de álcool para a pessoa começar a sofrer os riscos de câncer, se existem diferenças por tipo de bebida e se o padrão de consumo (regular ou consumo excessivo apenas aos finais de semana) afeta o risco.
Saiba como cada parte do seu corpo sofre com o excesso de álcool
Cerveja, chope, whisky, vodka, caipirinha. Antes de encher, é bom saber de algumas informações valiosas sobre os efeitos do exagero do álcool no seu corpo. Você sabia que os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que os brasileiros consomem 18,5 litros de álcool puro por ano, sendo, portanto, o quarto país que mais consome álcool das Américas? E as pesquisas não param por aí. 

Confira agora por que o excesso de bebidas alcoólicas causa tantos danos ao nosso organismo e quais partes do nosso corpo são mais afetadas com essa prática: 
Sistema gastrointestinal 
Quando bebemos uma cerveja ou uma caipirinha, o álcool logo é absorvido pelo nosso sistema gastrointestinal. Ele irrita as mucosas do esôfago e do estômago, alterando as membranas do intestino, prejudicando a absorção.

Os resultados podem ser esofagite, gastrite e até diarreia. Já no fígado, o álcool vai alterar a produção de enzimas, aumentando este conjunto de substâncias que serão responsáveis pela metabolização. "É como se o álcool forçasse o trabalho do fígado, que fica sobrecarregado", diz a médica psiquiatra Ana Cecilia Marques, pesquisadora da Unidade de Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp e especialista em dependência química da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). "O fígado passa a produzir mais enzimas para metabolizar o etanol e isso culmina com uma inflamação crônica e hepatite alcoólica, podendo evoluir para cirrose", completa. 

Outro órgão afetado pelo excesso de bebidas alcoólicas é o pâncreas, responsável pela fabricação de insulina e de enzimas digestivas. O álcool pode causar uma inflamação no pâncreas, e essa inflamação pode evoluir para uma pancreatite. A pancreatite é uma doença que causa uma forte e repentina dor abdominal, perda de apetite, náusea, vômito e febre. O tratamento é feito em hospitais e inclui medicações para a dor e antibióticos.

Sistema nervoso central 
Quando abusamos das bebidas alcoólicas, o sistema nervoso, ou seja, nosso cérebro é afetado logo após a ingestão da segunda dose. Homens apresentam alterações na percepção da realidade e do comportamento logo após a segunda dose, e mulheres já na primeira. 

De acordo com a especialista Ana Cecilia, os sintomas decorrentes da presença de álcool no sistema nervoso são: problemas de atenção, perda da memória recente, perda de reflexo, perda do juízo crítico da realidade. Com o aumento da dose, sonolência, anestesia e, no grau mais elevado, o coma alcoólico.

"O coma é um grau de intoxicação grave, por ação direta do etanol no sistema nervoso central e em outros sistemas orgânicos", diz Ana Cecilia. Quando isso acontece, é muito importante procurar socorro médico. Se o corpo não conseguir se recuperar do coma, pode haver parada respiratória, podendo levar à morte. 

A reversão do quadro inclui medidas gerais para manutenção da vida, que vão desde oxigenação, hidratação, correção da glicemia, do magnésio e do zinco, entre outros cuidados que podem variar de caso para caso. 

Sistema renal 
Os rins são responsáveis pela filtração final do etanol, de apenas 6% da substância. Mas quando abusamos das bebidas, o etanol altera a capacidade dos rins de filtrar as substâncias do nosso corpo, causando uma alteração dos hormônios que controlam a pressão arterial, o que culmina em hipertensão arterial. 

Pulmões 
Como o sangue passa pelos pulmões para efetuar as trocas gasosas, nem esse órgão fica livre dos efeitos do álcool. "O etanol deixa as trocas gasosas mais lentas, pois os pulmões recebem um sangue muito sujo", conta Ana Cecilia. O resultado disso é uma respiração mais lenta, fazendo a pessoa sentir dificuldades para respirar. É por isso também que o bafômetro capta o álcool ingerido, que ainda está circulante. 

Sistema cardiovascular 
A ingestão de bebidas alcoólicas favorece a liberação de dopamina no cérebro. Este hormônio neurotransmissor é responsável pela regulação de outras substâncias que, por sua vez, regulam o sistema cardiovascular. Isto significa uma possível alteração da pressão arterial, da frequência cardíaca e depois, dos vasos sanguíneos. A taquicardia e a hipertensão arterial são as consequências mais comuns. 

Sistema muscular 
É o sistema nervoso central o grande responsável por movimentar nossos músculos. A médica especialista da Abead explica que além da alteração central causada pelo álcool, que deixa as mensagens que chegam aos músculos mais lentas, as ligações nervosas periféricas são comprometidas, e a sensação é de relaxamento. 
Sistema hormonal 
Ninguém escapa da ação do etanol e, portanto, as glândulas também têm seus produtos, no caso os hormônios, alterados. Porém, são as pessoas que já apresentam doenças de alteração hormonal, como diabetes, que sentem com mais intensidade os danos físicos pela ingestão de bebidas alcoólicas. 

A principal consequência do abuso de álcool em diabéticos, por exemplo, é uma rápida evolução ao coma alcoólico. Ana explica que o etanol altera a metabolização da glicose pelo fígado e pelo pâncreas, este último já adoecido pelo diabetes. Por conta disso, os danos aparecem mais rápido.

Ressaca 
Além de todas as complicações que o álcool causa enquanto o indivíduo ainda está embriagado e intoxicado, ele ainda deixa seu efeito para o dia seguinte, a famosa ressaca. Dentre os sintomas da ressaca estão enjoo, vômitos, diarreia, tontura, pensamento embaralhado, moleza e até um sentimento de tristeza. 

Álcool e Pancreatite


Consumo de álcool aumenta as chances de pancreatite

Hábito é responsável por 4% das mortes no mundo

Um estudo feito pela Swedish Mammography Cohort encontrou uma relação entre o consumo de bebidas alcóolicas com a pancreatite aguda. Segundo os autores da pesquisa, os riscos podem variar de acordo com o tipo de bebida, como vinho, cerveja e uísque.

Participaram do estudo mais 84 mil pessoas, com idade entre 46 e 84 anos. Os seus hábitos alimentares e estilo de vida foram acompanhados por 10 anos. Durante esse período, 513 participantes desenvolveram 
pancreatite aguda. 

Após analisar todos os dados recolhidos durante a pesquisa, os cientistas descobriram que as chances de pancreatite aguda aumentam em até 52% em pessoas que tomam pelo menos cinco doses de bebidas alcoólicas em festas ou eventos sociais. Segundo os pesquisadores, a variedade de bebidas alcoólicas ingeridas pelos participantes impede que as bebidas mais perigosas sejam apontadas.  
Álcool causa 4% das mortes do mundo
 


Aproximadamente 4% das mortes globais podem estar ligadas ao consumo de 
álcool, segundo outro estudo publicado na revista The Lancet. O percentual de óbitos foi baseado no número de acidentes, consumo abusivo de álcool e de diversas condições de saúde - incluindo alguns tipos de câncer, hipertensão e problemas hepáticos, decorrentes do consumo excessivo. 

"Como o álcool é uma droga lícita, acabam por confundirem com algo inofensivo à saúde, por incrível que possa parecer, mas é assim. Então se no ambiente familiar houver um controle da bebida e não ser um facilitador dela, as mesmas chances de um adulto vir a ser um alcoolista diminuem sensivelmente, pois num momento de dificuldade ou estresse que este indivíduo esteja passsando (quer seja perda de emprego, divórcio, perda de um ente querido), ele buscará uma outra alternativa que não seja o álcool e para relaxar, ter prazer ou mesmo evitar algum tipo de dor", explica psicóloga e especialista do MinhaVida, Martha Daúd. 
Os pesquisadores do Centro de Dependência e Saúde Mental, em Toronto, analisaram dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2003, entre outras fontes. Quando os cientistas calcularam as estimativas, eles consideram os riscos para a saúde, os benefícios, assim como seus padrões de consumo nos países. 

As taxas mais elevadas de consumo foram registradas na Europa Oriental e Rússia, enquanto a mais baixa na região Leste do Mediterrâneo, que inclui, principalmente, países do Oriente Médio e Norte da África. A análise também constatou que as mortes são mais comuns entre homens jovens e adultos, mas que o consumo de álcool está aumentando entre as mulheres e na Índia e na China. 

Consumo Moderado de Álcool Também Traz Riscos


Consumo moderado de álcool também pode trazer malefícios

Levantamento mostra que prejuízos podem ser maiores do que os efeitos positivos

POR MINHA VIDA

Um estudo publicado no periódico Addiction revelou que, embora diversas pesquisas já tenham apontado os benefícios do consumo moderado de álcool para a saúde, esses efeitos não valem para todas as pessoas. O trabalho foi desenvolvido pelo Centro de Dependência e Saúde Mental, do Canadá.
Os especialistas se basearam em 44 outros estudos sobre o assunto, totalizando 957.684 pessoas. Dessas, 38.627 morreram por cardiopatia isquêmica. Uma análise mais profunda mostrou que os efeitos do álcool variam muito. Nem sempre pessoas que ingeriam uma ou duas doses diárias tinham proteção do coração, como alguns especialistas indicavam.
Para os pesquisadores, portanto, não é possível estabelecer uma relação positiva entre álcool e saúde cardiovascular sem considerar outros aspectos ligados à saúde do paciente. Indivíduos com doença hepática alcoólica, cirrose hepática, triglicérides alto, pancreatite, úlcera, insuficiência cardíaca e arritmia cardíaca devem evitar ao máximo o consumo de álcool. Já pessoas com problemas psiquiátricos, gastrite e diabetes podem consumir a bebida desde que permitido por seus médicos e, mesmo assim, em doses pequenas.

Bebida alcoólica e risco de câncer

Outro estudo, publicado no The Journal of the American Medical Association, aponta que beber rotineiramente, ainda que em quantidade moderada, pode aumentar o risco de câncer de mama. A análise foi liderada por pesquisadores da Brigham and Women's Hospital and Harvard Medical School, nos Estados Unidos.
A pesquisa contou com a colaboração de 106 mil enfermeiras entre 34 e 59 anos, que faziam parte de um dos maiores e mais longos estudos sobre mulheres já realizado nos Estados Unidos. Todas foram entrevistadas oito vezes a respeito dos seus hábitos de ingestão de bebida alcoólica entre os anos de 1980 e 2008.
Os resultados mostraram que beber pouco, mas com certa frequência - cerca de três bebidas alcoólicas por semana -, aumenta em 15% a chance de desenvolver câncer de mama. Já aqueles que bebem pelo menos dois copos de vinho ou cerveja por dia têm uma probabilidade 50% maior de ter a doença.
Estudos anteriores já haviam relacionado o consumo de álcool a um risco aumentado de desenvolver câncer de mama. A novidade do novo estudo é a descoberta de que mesmo a ingestão moderada de bebidas alcoólicas favorece a doença, pois os efeitos da substância são cumulativos.



Beber em Excesso Aumenta Risco de Câncer de Pulmão


Exagerar no álcool aumenta as chances de câncer de pulmão

Mais de três doses por dia aumentam os riscos da doença

POR MINHA VIDA

O consumo pesado de álcool pode aumentar as chances de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão, diz um estudo feito pela American College of Chest Physicians, entidade que desenvolve estudos sobre a saúde dos pulmões. De acordo com os cientistas, a bebida alcoólica também aumenta as chances de o câncer de pulmão se manifestar de uma maneira mais agressiva.

Para realizar a pesquisa, os cientistas recolheram dados de mais de 126 mil pacientes diagnosticados com câncer de pulmão entre 1978 e 1985. Após essa etapa, os autores passaram mais 23 anos detectando os possíveis fatores que poderiam causar câncer de pulmão, como hábito de fumar, fumo passivo e viver em áreas onde o ar é poluído. Eles descobriram que o consumo de mais de três doses de bebida alcoólica por dia está ligado a um leve aumento nos riscos de desenvolver câncer de pulmão. Os cientistas afirmam também, que a cerveja foi a bebida que mais se mostrou relacionada a esse tipo de câncer.

Outros estudos já mostraram que o consumo exagerado de álcool pode trazer malefícios ao organismo, como doenças cardiovasculares e hepáticas, mas a sua relação com o câncer de pulmão ainda não havia sido provada. O cigarro ainda é o maior causador desse tipo de câncer e pode ser relacionado a 90% dos casos. 
Chá e linhaça contra o câncer de pulmão 

Se, por um lado, o consumo de bebidas alcoólicas causa problemas, o 
chá verde pode diminuir os riscos de câncer do pulmão e diminuir o avanço da doença em fumantes. É o que sugere um estudo recente feito pela pesquisadora I-Hsin Lin, da Chung Shan Medical University, em Taiwan. Segundo a pesquisadora, os resultados são visíveis principalmente em fumantes que não são geneticamente suscetíveis ao aparecimento de câncer.

A diminuição dos riscos ocorre por conta dos antioxidantes presentes no chá, que impedem o desenvolvimento de células infectadas. O estudo analisou 170 pacientes com diagnóstico de câncer pulmonar e 340 pacientes saudáveis. Os pacientes descreveram seus hábitos de fumo de cigarro, de ingestão de chá verde e também como era o seu estilo de vida nos cinco anos anteriores à doença. O risco subiu em treze vezes para os fumantes que não consumiam o chá. 

Além do chá verde, investigadores do Instituto Científico para estado da linhaça do Canadá e dos Estados Unidos, têm enfocado sua atenção no rol desta semente na prevenção e cura de numerosas doenças degenerativas. As investigações e a experiência clínica têm demonstrado que o consumo em forma regular de semente de linhaça previne ou cura de doenças como câncer de mama, de próstata, de cólon, de pulmão e vários tipos de tumores. 
Duas colheres de sopa de linhaça por dia, batidas no liquidificador, misturadas em um copo de suco, já são o suficiente para sentir melhoras na saúde. Outro modo de preparo é misturar a linhaça com aveia e iogurte. Todos podem tomar essas receitas desde crianças até idosos. 

A semente de linhaça contém 27 componentes anti-cancerígenos, um deles é a lignina. O alimento contém 100 vezes mais lignina que os melhores grãos integrais. Nenhum outro vegetal conhecido até agora iguala essas propriedades. Além disso, ela traz outros benefícios para o organismo. Nesse artigo, pretendo mostrá-los para que ainda têm dúvidas sobre os efeitos benéficos da linhaça, pense mais uma vez.  


Cirurgia Bariátrica Pode Aumentar Risco de Alcoolismo - Com Vídeo


Cirurgia bariátrica pode aumentar risco de dependência de álcool, diz pesquisa

Procedimento faz com que a bebida seja metabolizada de forma diferente no organismo

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 21/06/2012

Uma pesquisa feita pelo Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, mostra que pessoas submetidas à cirurgia bariátrica têm maior risco de se tornarem dependentes de álcool. A cirurgia reduz o tamanho do estômago e direciona os alimentos para uma área do intestino que absorve menos nutrientes e calorias. Pesquisas anteriores já haviam mostrado que quem faz essa cirurgia passa a metabolizar o álcool de forma diferente, sentindo-se alterado mais rapidamente e levando mais tempo para retornar à sobriedade. 
O estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, envolveu cerca de dois mil pacientes que fariam uma cirurgia bariátrica. Eles foram acompanhados antes do procedimento e dois anos após a operação. Todos preencheram uma pesquisa desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para identificar sintomas de abuso de álcool. 
Os pesquisadores descobriram que 7,6% dos pacientes tinham problemas com álcool antes da cirurgia. Dois anos após a operação, a taxa de alcoolismo subiu para 9,6%. Os pacientes relataram maior frequência de sintomas como necessidade de beber de manhã, perda de memória e sentimento de culpa. O consumo de álcool também aumentou entre os pacientes no segundo ano após a operação, comparado com o pré-operatório e com o primeiro ano. 
De acordo com os autores, esse é o primeiro estudo a mostrar que o aumento da sensibilidade ao álcool pode levar a um aumento no risco de dependência e abuso da bebida. Os especialistas afirmam que o fato de o álcool ser absorvido mais rapidamente pode torná-lo também mais viciante.

Tire suas dúvidas sobre a cirurgia bariátrica

Muito se ouve falar sobre a "milagrosa" cirurgia de redução de estômago. O método se mostra realmente eficaz para pessoas que sofrem de obesidade mórbida, chegando a perder em média 40% de peso, em um ano. No entanto, a operação é indicada e permitida apenas para pacientes com o Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou superior a 40. Caso a pessoa esteja com o IMC entre 35 e 40, a cirurgia só será realizada se outras doenças causadas pela obesidade estiverem colocando sua vida em risco, como por exemplo, a diabetes e a hipertensão.

Quando dieta e exercícios ainda são recomendados

O gastrocirurgião da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Carlos Haruo Arasaki, explica que se a pessoa está com um IMC abaixo de 40, ainda é compensador adotar outras formas de emagrecimento, como exercícios físicos, orientação nutricional, endocrinológica, e até mesmo, psicológica. No entanto, por não terem a exata noção dos riscos envolvidos na cirurgia bariátrica e de todas as restrições que vai enfrentar pelo resto da vida, alguns pacientes acreditam que reduzir o estômago é o método mais fácil para emagrecer. "Algumas pessoas inclusive engordam propositalmente para ter a permissão médica", diz.

Primeiros passos da cirurgia

O tratamento multidisciplinar nas etapas que antecedem e sucedem à operação é fundamental. "O paciente precisa ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por médico cirurgião, gastroenterologista, nutricionista ou nutrólogo, psicólogo e fisioterapeuta, dentre outros profissionais", explica o gastrocirurgião Carlos. O especialista explica que a equipe orienta o paciente para que ele se sinta parte do processo e preparado para todas as etapas do tratamento.

Efeitos colaterais

A grande perda de peso, efeito da cirurgia bariátrica, ocasiona a perda da elasticidade da pele, fato que prejudica não apenas o aspecto estético, mas algumas funções básicas da vida. Os problemas dos pacientes começam com prejuízos à postura e ao equilíbrio, causados pelo excesso de pele. "Depois, podemos citar os problemas de integração social e de relacionamento sexual, além do incômodo causado pelas dermatites localizadas nas dobras de pele", diz Carlos Haruo. "Os pacientes também estão mais sujeitos a alterações como anemia, distúrbios metabólicos, depressão, alcoolismo e uso de drogas", completa.


20 junho 2012

Alcoolismo - Sinais de Alerta


Sinais de alerta do Alcoolismo

Descubra se está bebendo além da conta

Quanto de bebida é considerado além da conta?
Beber pode se tornar um hábito. Provavelmente, você tem amigos e familiares que bebem com freqüência. Isto é visto como algo normal e é socialmente aceito. Você pode até não se dar conta de quanto você bebe e de quão presente é a bebida em sua vida. É possível que você não esteja alerta porque a bebida ainda não lhe traz problemas. Mas, quanto mais você bebe, maiores são os riscos de se tornar viciado em álcool. 
  
Você está bebendo muito se:  
 
É mulher e bebe mais de três drinques em uma   

única vez ou mais de sete drinques na semana 
 
É homem e bebe mais de quatro drinques em uma saída ou mais de quatorze ao longo de uma semana 

Os drinques citados acima podem ser:

Uma lata ou garrafa long neck de cerveja 
Uma taça de vinho
Um drinque que contenha 40 ml de bebida destilada 

Enquanto alguns estudos mostram que o consumo moderado de álcool pode ser bom para a saúde, a

maioria dos médicos não recomenda que você comece a beber porque tem problemas de coração ou alguma outra doença. Os riscos trazidos pelo consumo excessivo do álcool podem ser maiores do que seus benefícios. 
Muitas pessoas que têm problemas com bebidas são bem sucedidas em outras áreas de suas vidas e são capazes de esconder o alcoolismo por anos. 

Quase sempre essas pessoas negam que sejam viciadas e recusam qualquer tipo de ajuda. Mas quando a pessoa consegue admitir para si e para seus amigos e familiares que tem um problema com o álcool, fica muito mais fácil conseguir se livrar da bebida e voltar a ter uma vida saudável. 

Fique atento aos sinais abaixo para identificar a hora certa de pedir ajuda a um médico ou a alguma associação de apoio: 

1. Desenvolvimento de tolerância, ou seja, o aumento da dose para gerar o mesmo efeito 
2. Síndrome da abstinência sem beber, a pessoa tem sudorese excessiva, tremores, insônia, náuseas e vômitos, convulsões, alucinações. Se eles se anulam ao beber álcool, é sinal da síndrome. 
3. Fissura por beber a qualquer momento 
4. Problemas em diversas áreas da vida: no trabalho, nos relacionamentos, na saúde, tudo em função do consumo do álcool. 


Álcool : Cuidado para não se tornar mais uma vítima - Vídeo


Álcool: cuidado !

Consumir duas latinhas de cerveja por dia é considerado um consumo elevado e pode levar ao alcoolismo.


Álcool e Vida


O álcool não determina a vida de ninguém

Os meios para a cura podem ser oferecidos mas sem que a pessoa assim o queira nada poderá ser feito

ESCRITO POR:Martha Daúd
Psicologia
Muito é falado sobre como uma pessoa pode se tornar alcoolista, porém, o fato é que não se pode rotular a situação. Na verdade é todo um contexto que colabora para que o alcoolismo se desencadeie, ou seja, soma-se um acontecimento às predisposições familiares (genéticas), o meio em que esse indivíduo viveu principalmente na infância e adolescência, a base educacional que teve em família, assim como exemplos dos pais. 

Como o álcool é uma droga lícita, acabam por confundirem com algo inofensivo à saúde, por incrível que possa parecer, mas é assim. Então se no ambiente familiar houver um controle da bebida e não ser um facilitador dela, as mesmas chances de um adulto vir a ser um alcoolista diminuem sensivelmente,  
pois num momento de dificuldade ou estresse que este indivíduo esteja passsando (quer seja perda de emprego, divórcio, perda de um ente querido), ele buscará uma outra alternativa que não seja o álcool e para relaxar, ter prazer ou mesmo evitar algum tipo de dor. 
Pode parecer pouco, mas é assim 


mesmo que se evita uma possível dependência. Creio que a família, nesse ponto, desempenha um fator muito importante.

Do meu ponto de vista (e isso quero dizer que é uma forma pessoal minha de pensar e atuar) as pessoas tem determinadas crenças e essas crenças acabam por determinar a vida que essa pessoa possa vir a ter. Por exemplo: meu pai bebia, logo beberei também e terei problemas com a bebida e serei um alcoólatra (alcoolista).. ou não meu pai bebia, logo ficarei longe da bebia para que não venha a ter os mesmos problemas que eles teve pois vai depender das características de cada um. Conhecemos casos de irmãos que tiveram visões diferenciadas, como as que citei agora. Aí é que vêm a crença e onde a terapia irá atuar e ajudar. Posso até ter uma predisposição genética (tendência familiar) que poderá até prever que poderei ter esse problema, mas sou eu quem determina sobre a minha vida. É essa força que na terapia vamos desencadear para que o individuo possa sobrepujar essa doença.

Há estudos científicos em que colocam-se grupos com medicação e um deles recebe placebo (que é uma substância inerte) e mesmo assim os resultados são bons, ou seja, apresentam melhoras consideráveis (redução substancial no consumo de álcool). Podemos perceber nesse momento o quanto o grau de sugestionabilidade das pesssoas e a importância do psiquismo nos sintomas orgânicos. Daí, novamente podemos dizer que a 


expectativa de melhorar depende da crença a respeito do que irá acontecer, e o quanto esse pensamento é fundamental e determinante para o sucesso do processo. Mesmo assim, claro, o uso do medicamento tem um papel muito importante.

É bom reforçar que o trabalho conjunto 


de medicamento e aconselhamento é fundamental, ficando comprovada a eficácia. O Resultado obtido poderá ser excelente à medida que o indivíduo tome a iniciativa e procure o tratamento. Esse primeiro passo deve e tem que ser dele, ou seja, aquela força interna e a crença em sair disso é que impulsionarão ao sucesso. 

Aliás, esse cuidado também deve ser extensivo aos familiares, pois uma vez instalada a questão, todos adoecem e devem ser tratados e amparados.