29 julho 2012

Alcoolismo um passo largo para a morte


ÁLCOOL, UM PASSO PARA A MORTE
A bebida alcoólica carrega um detalhe interessante, qual seja, o de ser uma das mais poderosas e destruidoras drogas a infelicitar o ser humano, mas que, no entanto, tem livre curso o seu uso no seio da sociedade terrena. Ela é uma droga que ataca o sistema nervoso, desequilibrando-o, tal como o fazem o crack, a maconha, o LSD, a cocaína e todas as demais drogas psicoativas.
Ela está ao alcance do bolso de qualquer pessoa, pois que se apresenta muito cara ou bem barata. E tudo de forma LEGAL! É incrível, mas é a verdade, e as nossas autoridades ainda não acordaram para tal fato, ou estão aguardando que medidas proibitivas sérias sejam tomadas, inicialmente pelos chamados países do primeiro mundo, para que só assim se disponham, também, por um rígido controle ou pela proibição em nosso país, já tão cumulado de miséria de todos os tipos.
Ora, é do conhecimento público que o governo arrecada milhões de reais com os impostos taxados sobre as bebidas alcoólicas, esquecidos dos outros milhões gastos com a manutenção dos hospitais públicos que atendem, por determinação governamental, milhões de pessoas com enfermidades que têm as suas origens no uso do álcool. São empresas multinacionais e nacionais que se enriquecem em cima da desgraça do semelhante, provocando, queiram ou não, a lei de ação e reação, ou o carma, como quiserem.
A desculpa esfarrapada, infantil de que "bebe quem quer" não atenua o erro de quem é responsável pela fabricação da bebida alcoólica. Têm culpa, sim, o fabricante e os distribuidores. Eles haverão de responder perante a lei de causa e efeito, proporcionalmente ao grau de participação no ato faltoso, logicamente contrário à lei de Deus.
O álcool, como todos devem saber, é conseguido graças à fermentação de sumos de origem vegetal, tais como da uva e da cana-de-açúcar, ambas possuidoras de glicose. Esta fermentação é conseguida pela interferência de fungos ou bactérias chamadas saprófitas. aquelas que se alimentam de substância em decomposição oriunda de outro ser vivo. (1)
Um dos mais tristes aspectos nisso tudo é que terras férteis, que poderiam estar sendo utilizadas para a produção de alimentos saudáveis, estejam prestando-se à produção de bebidas destruidoras da saúde física e moral do ser humano.
O organismo começa a absorção de uma pequena parcela de álcool pelo estômago e a maior parte pelo intestino delgado. O álcool atravessa o fígado e penetra na corrente sangüínea, alcançando o seu efeito máximo no organismo,e principalmente no cérebro, mais ou menos uma hora após a sua ingestão, variando de conformidade com os organismos e seus funcionamentos. O efeito estonteante perdura por várias horas.
Os efeitos do álcool provocam sobre o organismo, uma grande carência de vitaminas (a chamada avitaminose), o que gera doenças como o raquitismo, que é carência de vitamina D, a pelagra, carência de vitamina B, e beribéri, carência de vitamina B1.
O uso do álcool, pelo ser humano, gera muitos contra-tempos, como: acidentes de trânsito, de trabalho e no lar; faz a pessoa alegre, galhofeira, desinibida, tornando-a digna de escárnio pois que ela não só perde o senso do ridículo mas também o limite de seus atos; faz do homem tímido e fraco um valentão que, invariavelmente, costuma partir para a briga, não obstante, em muitas ocasiões, mal se equilibra em pé; o ébrio costuma cair ao tropeçar nas próprias pernas; torna-se inconveniente, insensível, apaga-se e... morre para os amigos, porque passa a ser intolerável a sua presença. Em suma, o ébrio é digno da nossa compaixão.
O tóxico aqui tratado, malgrado se esconda dentro de garrafas, rótulos e de embalagens sofisticadas, envenena a criatura humana, provocando-lhe danos físicos , muitos deles irreversíveis, além dos males morais que, na maioria dos casos, são motivos para a desestruturação de famílias, desajustes conjugais, desavenças com os filhos...
O álcool afeta o sistema nervoso, provocando depressão, perda de memória, perda de senso da realidade, neurites e morte. Os vários aparelhos orgânicos passam a sofrer os seguintes males: o respiratório - pneumonia, angina de peito, ou angina pectóris; o digestivo - perda do paladar, úlceras gástricas, hemorróidas, hepatite, cirrose, barriga d'água e irritação da mucosa pancreal; o reprodutor - impotência, nefrite ou "Mal de Bright", gota, uricemia; o circulatório- anemia, hipertensão, hipercolesterolemia, arteriosclerose e dilatação dos vasos.
As conseqüências do alcoolismo são o surgimento de problemas nas áreas familiares, sociais, psicológicas e orgânicas, estas já vistas aqui. No lar, os membros da família se desagregam em decorrência de situações grotescas provocadas pelo alcoolizado. Na área social ocorre o fracasso pela perda do convívio sadio, com reflexos, também, no âmbito profissional. Psicologicamente é costume aparecer, e de forma acentuada, o complexo de culpa cada vez que o alcoólatra se embriaga. A baixa auto-estima toma proporções alarmantes, desgastando intimamente o viciado.
O ser humano bebe porque já traz do passado propensão ao vício de beber, e como se mostra, nesta reencarnação, ainda fraco de caráter, desajustado socialmente, sem possuir uma explicação lógica para a vida, busca motivos para o seu alcoolismo em vários fatores que não correspondem à verdade, Alegam, por exemplo, os viciados, que bebem por causa de um amor não correspondido, por perda de emprego, pelos desajustes familiares que enfrentam, pelos problemas financeiros com que se defrontam, pelos momentos de angústia que se vêem obrigados a passar, etc, etc. Nós, espíritas, sabemos que nada disso explica o alcoolismo, e sim o desajuste do espírito reencarnado que, por ignorância com respeito aos valores morais da vida, buscam uma saída através do alcoolismo. Desejam esconder-se, fugir da vida e se perdem ainda mais por não saberem usar a mente racional em vez da emocional.
O alcoolismo pode e deve ser prevenido, bastando que se não o comece em casa, que a sociedade se esforce por não justificá-lo com o "beber socialmente", e que se ofereça a todos uma vivência religiosa que fale, com logicidade, ao entendimento. Só estes fatores quando bem trabalhados, podem curar o alcoolismo da vida terrena. O alcoólatra necessita de esclarecimento, precisa conhecer as verdadeiras origens de sua compulsão ao álcool, as suas limitações e saber que se pode integrar à vida, levar uma existência feliz, ser uma pessoa alegre sem o álcool circulando em suas veias. Sem a busca do auto-conhecimento, sem a compreensão da vida em seu duplo aspecto - material e espiritual -, fica muito difícil a pessoa deixar o vício. Acima de toda iniciativa para que o alcoólatra deixe o vício, necessário trabalhar sua vontade, o querer livrar-se do vício. A sua participação no processo de cura é fundamental.


Alcoolismo é patologia grave, mas pode ser tratado - Vídeos

por Band Notícias



Alcoolismo é problema grave, mas pode ser tratado

Estudo revela que metade dos dependentes de álcool começou a beber por influência da família. Veja casos de pessoas que perderam tudo por causa da bebida e conheça algumas clínicas que tratam do problema.




Empresas oferecem tratamento contra o alcoolismo

Metade das faltas e 40% dos acidentes de trabalho, no Brasil, estão ligados à dependência química, principalmente do álcool.

Para solucionar o problema, em vez de demitir, muitas empresas oferecem aos funcionários serviços de prevenção e tratamento.




A luta contra o alcoolismo

Nas reuniões do AA, homens e mulheres compartilham experiências para superar a doença.




Mulheres resistem a tratamento por medo de engordar - Vídeo

Em entrevista a Jairo Bouer, a psicóloga Silvia Brasiliano, coordenadora do Programa Mulher Dependente Química do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, falou sobre um programa de tratamento para o atendimento exclusivo de mulheres com diagnóstico de Transtorno de Dependência de Substâncias Psicoativas. Segundo ela, os resultados de um tratamento exclusivo são mais satisfatórios do que tratamentos mistos. 






28 julho 2012

Álcool e Medicamentos não Combinam


Álcool pode acentuar em até três vezes efeito de remédios, diz estudo

Interação de enzimas e de outras substâncias corporais é prejudicada.
Ao menos 5 mil medicamentos vendidos têm efeitos alterados pelo álcool.


Ingerir bebida alcoólica enquanto há uso de medicamentos pode ser mais perigoso do que se imagina, afirma um estudo divulgado no jornal científico “Molecular Pharmaceutics”.
De acordo com os pesquisadores, o álcool pode aumentar em até três vezes a dose original de medicamento e seu efeito no corpo.
Segundo Christel Berstrom, autor do estudo, o álcool pode alterar a interação de enzimas e de outras substâncias corporais quando entra em contato com ao menos 5 mil medicamentos disponíveis no mercado, vendidos com ou sem prescrição médica.
Alguns desses remédios não se dissolvem totalmente no trato gastrointestinal – especialmente no estômago e no intestino. Os pesquisadores testaram então se com o álcool, essas drogas poderiam se dissolver mais facilmente e descobriu-se que a combinação intensificava o efeito do medicamento.
Foram testados 22 remédios e 60% deles apresentaram mostras que teriam os efeitos superdimensionados. Alguns tipos de substâncias, principalmente as ácidas, são as mais afetadas – como o anticoagulante varfarina ,o tamoxifeno, usado para tratamento de cânceres e o naproxeno, responsável por aliviar dores e inflamações.
Combinação de álcool com medicamentos pode acentuar efeito dos remédios em até três vezes, segundo os cientistas.

27 julho 2012

Alcoolismo - Questão de Saúde Pública - Vídeo


Empresas oferecem tratamento contra o alcoolismo


Metade das faltas e 40% dos acidentes de trabalho, no Brasil, estão ligados à dependência química, principalmente do álcool. Para solucionar o problema, em vez de demitir, muitas empresas oferecem aos funcionários serviços de prevenção e tratamento. 






23 julho 2012

Você sabe o que é BERIBÉRI ?


BBERIBÉRI É FREQUENTE EM INDIVÍDUOS MALNUTRIDOS E ALCOÓLICOS CRÔNICOS

por : paulo onzon monteiro da silva I É


 FREQÜENTE EM INDIVÍDUOS MALNHoje o beribéri ocorre em regiões da Ásia, da África, da América do Sul e, de modo geral, em todos os países nos quais parte da população tem fome e é malnutrida. Outro grupo de portadores está por toda parte, mesmo nas maiores e mais ricas cidades. São os alcoólicos crônicos, que bebem em excesso e, por essa razão, se alimentam mal ou, nos casos mais graves, nem se alimentam.

A vitamina B1, também conhecida como tiamina, está presente em muitos alimentos. Os principais são: cereais integrais como arroz, amendoim e trigo; germe e outros derivados do trigo; batatas; peixes; carnes suínas; fígado de animais e aves; nozes, verduras e cerveja.
O beribéri, ou avitaminose B1, pode se manifestar em qualquer pessoa. Aparece em geral após meses de carência na substância. Caracteriza-se por uma inflamação nas bainhas dos nervos sensitivos e motores dos membros inferiores. O primeiro sintoma normamente é formigamento nas pernas. Outras indicações são: dormência nas pernas, fraqueza e dificuldade para andar. Doentes apresentam ainda falta de apetite e emagrecimento, o que pode ser fatal.
Se o beribéri não é diagnosticado e tratado, existe o risco de atingir o coração e o cérebro. No primeiro caso, danifica o miocárdio (músculo cardíaco), que perde a capacidade de contrair e distender, levando freqüentemente à insuficiência do órgão, o que também pode ser fatal. Os sintomas são: inchaço nas pernas, falta de ar, cansaço, palpitações e aceleração dos batimentos do coração. No cérebro, de outro lado, provoca atrofia dos tecidos, com perda de energia, falta de memória e até mesmo demência. Nesse último caso, a situação é grave e difícil de reverter.

Pessoas com sintomas de beribéri devem ser levadas logo a um médico especializado em clínica geral. O diagnóstico é basicamente clínico: o especialista conversa e faz uma avaliação do paciente com o objetivo de identificar a doença. Também pede que faça movimentos como levantar as pernas: portadores de beribéri em geral têm dificuldade ou não conseguem fazêlo. Em alguns laboratórios das capitais e grandes cidades já é possível dosar os níveis de tiamina no sangue, que devem ser de 83 a 180 nmol/litro. Quando os doentes estão muito debilitados, são internados para que se possa cuidar melhor do quadro e evitar o óbito. Nessa situação, além de hidratação e outros cuidados básicos, recebem suplementação de vitamina B1. Nos casos mais simples, porém, basta o consumo de alimentos ricos na substância por alguns dias que a doença começa a desaparecer. O alcoólico crônico, naturalmente, ainda precisará fazer tratamento para se livrar da dependência de bebidas. Hoje, as grandes universidades sobretudo nas capitais e grandes cidades já dispõem de serviços específicos nessa área.UTR


IDOS E 

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COÓLICOS CRÔNICOS

Cardiopatia Alcoólica



cardiopatia alcoólica


Um transtorno difuso do músculo do coração, observado em indi­víduos com uma história de consumo arriscado de álcool, geralmente de no mínimo 10 anos de duração. Os pacientes caracteristicamente apresentam insuficiência cardíaca biventricular; os sintomas mais comuns incluem: diminuição do fôlego durante esforço e em repouso (dispnéia noturna), palpitações, edema de tornozelos e distensão abdominal (devida à ascite). É comum o transtorno do ritmo cardíaco; a fibrilação auricular é a arritmia mais freqüente.
A cardiopatia alcoólica deve ser diferenciada do beribéri cardíaco e de uma forma da “cardiomiopatia dos bebedores de cerveja”, causada pelo envenenamento por cobalto.



Fornecer bebida alcoólica para crianças e adolescentes é CRIME e não contravenção penal



Fornecimento de bebida alcoólica para crianças e adolescentes é crime, jamais contravenção penal

Em tempos de discussão acerca das conseqüências do advento da chamada Lei Seca, aliada a divulgação pela imprensa dos efeitos da bebida alcoólica em menores de idade, tem-se, na contramão das finalidades do legislador pátrio e, por que não dizer, da sociedade brasileira como um todo, o crescimento dos defensores da corrente jurídica que tenta emplacar a tese de que o fornecimento de bebida alcoólica a crianças e adolescentes não seria crime; mas, sim, mera contravenção penal.
O que causa maior preocupação é ver que referida tese, de argumentos impróprios e de terríveis conseqüências práticas (pena irrisória, prescrição de ações em curso, sentimento de impunidade etc.), não apenas está sendo adotado por defensores de acusados e réus, como também vem cada vez mais sendo acatada por magistrados e tribunais.
Deste modo, eis o presente estudo, com fito de demonstrar a inconsistência de referida tese, demonstrando que a nefasta prática de fornecer bebida alcoólica a menores de idade constitui crime e, assim, deve ser severamente repreendido, como forma não apenas de se dar efetividade aos ditames protetivos da Constituição Federal aos infantes, como seres em desenvolvimento, como também estabelecer a reprovação e prevenção de sua ocorrência, nos moldes do Código Penal.


A Constituição Federal, em seu art. 227, caput e § 4º, estabelece:


"Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado, assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de coloca-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
§ 1º a 3º - omissis;
§ 4º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente."








19 julho 2012

Alcoolismo e Medicina


ALCOOLISMO E MEDICINA

A medicina investiga as causas do alcoolismo. Alguns pesquisadores levantam a hipótese de faltar determinada enzima na célula daquelas pessoas com tendência a essa compulsão. Seja como for, tudo é muito inconcluso e está muito distante o dia da descoberta de uma substância que “cure” o alcoolismo. Até lá muito alcoólatra vai morrer de cirrose, acidente de trabalho ou de trânsito. E, se não destruir sua vida física – o que é raro deixar de acontecer – , vai destruir sua vida amorosa, familiar e profissional. Internação, tranquilizante, vitamina, tapinha nas costas ou sermão não curam alcoolismo.
Existem aqueles supostos tratamentos, na realidade, precursores dos DOI-CODI: enfia-se uma pílula debaixo da pele, e ela libera aos poucos uma substância que incompatibiliza o organismo com a bebida. Se a pessoa beber, ficará cheia de urticária e vomitando sem parar.
Esse tipo de tratamento não só é brutal e quase punitivo – olha o preconceito contra o alcoolismo se infiltrando! - como pouco eficaz. É quase como querer tratar alcoolismo com tortura.
E depois de tudo isso, quando acaba a pílula, se o alcoólatra tomar um golezinho da bebida mais fraquinha que tiver, a compulsão etílica retorna. Com força redobrada.

ALCOOLISMO E PSICANÁLISE

A psicanálise – é claro – estuda o alcoolismo há muitos anos. Estudá-lo, contudo, é uma coisa; curá-lo é outra. Minha experiência com pacientes alcoólatras em psicanálise e a leitura e observação do trabalho de outros psicanalistas me levaram à seguinte conclusão: com psicanálise o alcoólatra vai se entender muito melhor, vai expandir várias de suas potencialidades, vai até entender bastante a sua compulsão, mas... vai continuar bebendo. E muito. Vai se tornar um bêbado psicanalisado, porém bêbado.
Não se veja nisso nenhuma restrição ao valor da psicanálise. Simplesmente, como qualquer prática humana, ela não é onipotente, nem miraculosa. Embora sirva para muitas coisas, e serve, não serve para todas as coisas. Por exemplo, não serve para “amansar” a fúria da compulsão alcoólica e fazer um alcoólatra beber moderadamente.
Freud sempre nos advertiu para a resistência de certos sintomas à transformação. Por mais que o psicanalista localize e compreenda, por mais que trabalhe sobre ele, ele não se transforma. Parece até feito de uma substância dura, uma rocha, um granito: são regiões da mente que ficaram cristalizadas, produzindo efeitos por toda a vida.
Muitas compulsões são feitas desse material resistente. A psicanálise entende como se constituíram e o que pretendem, entende sua motivação e sua lógica de funcionamento, possui excelentes teorias para explicá-las, mas não consegue transformá-las em desejos moderados e passíveis de controle espontâneo pela vontade.
Daí, por exemplo, a dificuldade de se tratar psicanaliticamente a obesidade (compulsão por comer), a toxicomanias (compulsão às drogas) e o tabagismo (compulsão por cigarro). Nunca vi alguém que fuma desbragadamente fazer análise e passar a fuma moderadamente – um cigarrinho de vez em quando, em datas especiais...
Aliás, há aqui uma coisa intrigante. Jamais um psicanalista tenta tratar psicanaliticamente a compulsão ao cigarro. Não estou dizendo que não trabalhe vários pontos dela. Porém, na hora da decisão, não há outra saída senão: “Evite a primeira tragada”. Quem não cortar de vez o cigarro não vai conseguir parar de fumar, nem ir diminuindo “naturalmente” sua vontade de fumar. Pelo contrário: cigarro puxa cigarro e quanto mais se fuma mais se tem vontade de fumar. Aquele que já parou de fumar sabe que, se um belo dia der uma tragadinha inocente, voltará a ser possuído por aquela irresistível fissura. Todo psicanalista parte desse princípio provado e comprovado pela evidência dos fatos. Entretanto, quando chega a vez do alcoolismo, muitos psicanalistas adotam uma posição bem mais otimista, admitindo ser possível, graças à psicanálise, deixar de ser alcoólatra e continuar bebendo, só que moderadamente. Com o cigarro, sito não é possível e, com o álcool, é!? Essa nem Freud explica...
Por isso, para os Alcoólicos Anônimos, ou o alcoólatra pára de beber ou beberá desbragadamente até morrer. Se é assim com a relação entre o fumante e o cigarro, com muito mais razão há de ser assim com a relação muito mais explosiva que se trava entre o alcoólatra e o álcool.

Eduardo Mascarenhas.


Kristin Davis e o medo de morrer antes dos 30 anos



Kristin Davis, conhecida por sua atuação na série "Sex and the City", teria admitido seu medo de morrer por alcoolismo, segundo o jornal "The Sun".
De acordo com a publicação, a atriz pensava que poderia vir a falecer antes dos 30 anos. "Eu realmente achei que não fosse passar dos 30. Eu bebia demais quando era adolescente", comentou ao jornal.
Ela ainda teria contado que parou de beber aos 22 anos de idade depois de uma passagem por um centro de reabilitação por conta do abuso a bebida.
Hoje Kristin teria dito que o alcoolismo sempre esteve presente nos hábitos de sua família e tem vontade de beber alcóolicos. "Eu sinto falta. Você não vai a uma reabilitação e o vício simplesmente vai embora", desabafou.


16 julho 2012

Cirrose : Doença Exclusiva de Bêbados ?


Doença exclusiva de bêbados?
Definitivamente não. Óbvio que a exposição exagerada e a longo prazo ao álcool potencializa o aparecimento de cirrose hepática, mas isso varia muito de acordo com o tempo, a quantidade de álcool ingerida e a predisposição genética. Inclusive, a maioria das pessoas com cirrose hoje em dia não são alcoolistas, e sim portadores de algum tipo de hepatite (mais comumente a C). Outras causas menos comuns também podem levar à cirrose hepática, como a hepatite B, algumas medicações tóxicas ao fígado e portadores de inflamações crônicas no órgão. O importante é salientar que não são todos os alcoolistas que desenvolverão a patologia e que não há uma maneira específica de prever quais as pessoas com doença de fígado que terão cirrose.
Sintomas
A doença se desenvolve lentamente e há casos em que os primeiros sintomas aparecem após muitos anos. Isso se deve ao fato de o fígado ser um órgão funcional, ou seja, só quando ele estiver extremamente comprometido que os sintomas vêm à tona.
Resolvi listar os sintomas de acordo com duas alterações: alterações hormonais e alterações sanguíneas no fígado.
ALTERAÇÕES HORMONAIS:
  • Perda de interesse sexual
  • Impotência
  • Interrupção menstrual
  • Ginecomastia
  • Esterilidade
ALTERAÇÕES SANGUÍNEAS NO FÍGADO:
  • Hemorragias no esôfago e estômago (podendo evoluir para hemorragias graves)
  • Aumento do baço
  • Barriga d’água (ascite) em casos muito graves
  • Pele e olhos amarelos (icterícia)
                                                                                        Ascite (barriga d'água)
Outros sintomas como desnutrição,  fraqueza, tremores, cãimbras, sonolência, e confusão mental também são muito comuns nesses indivíduos.
Como fazer o diagnóstico?
Daí o leitor pergunta: se é tão difícil perceber os sintomas, como vou saber diagnosticar a doença na sua fase inicial? Simples, procure ajuda médica. Pode até parecer meio óbvio, mas se o paciente apresenta uma predisposição à cirrose hepática (alcoolistas e portadores de hepatites) o auxílio médico se torna indispensável.
Em muitos casos, quando o paciente chega ao consultório seu quadro clínico já mostra indícios da doença, e uma avaliação complementar do tipo exame sanguíneo e endoscopia digestiva já são suficientes para acusar a cirrose hepática. Contudo, o diagnóstico definitivo de cirrose é feito por biópsia hepática (obtida por punção do fígado com agulha especial) e análise microscópica do material obtido nesse exame.
                                                                 Punção no fígado com agulha especial
Atente-se aos fatores de risco
Conforme dito, a cirrose não é uma doença exclusiva de bêbados, então é bom não dar mole né, amigão. A patologia em si, não é contagiosa, mas os fatores de risco que desencadearam a mesma podem ser. Portanto, fique esperto e não vacile.
FATORES DE RISCO:
  • Histórico familiar (a chamada predisposição genética)
  • Etilismo (geralmente>50g/dia)
  • Hiperlipidemia, diabetes e obesidade
  • Transfusão sanguínea e exposição parenteral (forma muito comum de se adquirir hepatites B e C)
  • Homossexualismo masculino (fator de risco para hepatites B)
  • Medicações
  • Histórico de hepatites
Prevenção
Aproveitando-se dos fatores de risco, a maneira mais conclusiva de se evitar a cirrose de origem viral é a vacinação contra a hepatite B. Outros métodos, como rigorosos critérios de controle do sangue usado em transfusões, uso de preservativos nas relações sexuais e uso individualizado de seringas pelos usuários de drogas injetáveis, são medidas que minimizam a cirrose causada pelas hepatites B e C.
No caso do álcool, deve-se evitar o seu uso excessivo. Apesar de apenas uma minoria das pessoas que bebem demais terem cirrose, o risco aumenta proporcionalmente à quantidade e ao tempo de consumo.  
“De cirrose não morro…bebo, bebo e não fico bêbado…”
Com certeza você já ouviu alguém dizer isso. Realmente, existem pessoas mais resistentes aos efeitos do álcool, mas uma coisa é certa: em se tratando de cirrose, isso não quer dizer absolutamente NADA!
Os chamados “resistentes” ao álcool (ou seja, aqueles que bebem e não se embreagam facilmente) podem até ter o organismo pronto para grandes quantidades de bebida, mas talvez seu fígado não seja assim tão preparado e ele venha a desenvolver a doença sem nunca ter tomado um porre na vida (triste, não!?).
Não é possível precisar que quantidade de álcool causará cirrose em determinada pessoa, entretanto, doses acima de 20g de álcool por dia, o equivalente a duas latas de cerveja ou duas taças de vinho, ou duas doses de destilado, são suficientes para, em certos homens, causar doença. Em mulheres, a metade desta dose, ou seja, 10 gramas de álcool por dia, já pode provocar cirrose.
Doença sem tratamento
Infelizmente a cirrose hepática em seu estado mais avançado não tem tratamento. Sendo assim, a única opção do paciente é um transplante de fígado. A cirrose é uma doença consequente de um fígado há tempos agredido, e que deve ser tratado antes de uma possível evolução da patologia. Alguns tratamentos estão sendo estudados para evitar a progressão da doença, mas os resultados científicos são conflitantes, portanto, não há comprovação suficiente que permitam sua prática.
Um dado alarmante, é o crescente número de casos de cirrose secundária por pacientes que buscam terapias alternativas, os chamados “remédios naturais”. Algumas plantas, como o Noni (Morinda citrifolia), a Senna (Senna alexandrina Nill) e a Cascara Sagrada (Rhamnus purshiana D.C) possuem antraquinonas que podem causar hepatites tóxicas. Sendo assim, cuidado com a medicina natural. Uma erva pode tanto curar quanto matar, dependendo de sua administração.
                                                                            Cascara Sagrada
O triste martírio das filas de transplante
Angústia, sofrimento, dor…esses são apenas alguns dos sentimentos que um portador de cirrose hepática e seus familiares sentem ao esperarem o tão necessitado órgão nas filas de transplante. Cerca de 2000 pessoas aguardam por um transplante de fígado e só no primeiro semestre de 2011 aproximadamente 700 cirurgias foram realizadas.
Conseguir um fígado é um processo lento, onde a posição na qual o nome do paciente se encontrará depende diretamente do grau de evolução da sua doença, ou seja, quanto mais enfermo mais rápido o transplante. Em raros casos há “furos” na fila, salvo as exceções em que um indivíduo de risco potencial recebe um órgão antes que outro, cujo avanço da doença é menor.




15 julho 2012

Alcoolismo na Terceira Idade


Alcoolismo na terceira idade é preocupante

por Dra. Larriany Giglio

A prevalência de transtornos relacionados ao uso de álcool entre idosos é maior do que se imaginava. Dados recentes revelam que o problema não costuma ser diagnosticado na terceira idade devido aos sintomas do alcoolismo serem atribuídos a outras doenças crônicas como demência e depressão ou, muitas vezes, ao próprio envelhecimento. 

Em um país em que a população está vivendo 25 anos a mais, comparado à década de 60, é este o momento certo para abrir uma discussão sobre o assunto. Transtornos relacionados ao álcool são comuns entre idosos e são muitas vezes subdiagnosticados, uma vez que os instrumentos de rastreamento mais utilizados e os critérios de diagnósticos atuais são voltados para pessoas mais jovens, e ainda, devido ao pouco preparo dos profissionais de saúde em abordar o problema nesta faixa etária. Sendo assim, ignoram evidências e questionamentos que ajudam a diagnosticar a dependência e, quando percebem o abuso do álcool, tratam como tolerável e não encaminham o paciente ao tratamento adequado.

Parece pouco, mas os efeitos da bebida nessa faixa etária também são graves: o fígado exibe redução da metabolização, o tubo digestivo diminui a capacidade de absorção, o estômago reduz a absorção de vitamina B12 e o pâncreas torna-se mais propenso aos quadros de pancreatites aguda e crônica. A polifarmácia e a utilização de medicamentos de venda livre aparecem como outros complicadores, podendo inclusive resultar em morte por associação de substâncias, como benzodiazepínicos e álcool.

O que leva os idosos a serem mais vulneráveis ao uso de álcool do que os jovens são os riscos maiores de efeitos adversos que eles apresentam, mesmo consumindo em doses baixas. É lamentável que o problema seja pouco avaliado e conhecido. A gravidade das alterações comportamentais e físicas torna extremamente importante a realização de estudos que compreendam esta faixa etária para que se possa conhecer a real extensão do problema por meio de medidas preventivas específicas e tratamento adequado.




12 julho 2012

Álcool e Disfunção Erétil - Vídeo

Álcool e drogas podem causar disfunção erétil?





SERÁ  QUE  VALE  O  RISCO ? Pense Nisso !



Alcoolismo : " TERAPIA DO TERROR " Vídeo

SBT Brasil reportagem especial revela a “terapia do terror”


Com a banalização das drogas, hoje qualquer um abre uma clinica para suposto tratamento de dependentes quimicos e alcoólicos, porque gera uma renda muito grande, e não tem quem fiscalize, a ANVISA ESTA MAIS CORROMPIDA DO QUE O DNIT, E OUTROS ORGÃOS DO GOVERNO, e é mais facil abrir uma clinica do que abrir uma micro empresa, eles nomeiam próprios internos para serem monitores, cuidas da alimentação, vigiar, e castigar os internos rebeldes, mantem a todos dopados para não darem trabalho, dai esses monitores são recompensados pelo uso de drogas dentro da propria clinica ou comunidade, era assim na clinica elshadai de Bragança Paulista e em muitas outras acontece a mesma coisa. Acho que os priprietarios vibram com o aumento dos viciados e dependentes.






11 julho 2012

Tratamento do Alcoolismo


O alcoolismo é um mal que atinge muitas pessoas. Uma boa parte destas não admite o problema ou crê que realmente não passou de um bebedor social para um alcoólatra, o que significa ter virando dependente do álcool. As bebidas alcoólicas são permitidas no mundo inteiro e os jovens começam cada vez mais cedo a consumi-las, e até que descubram que precisam de ajuda, o álcool já causou muitos danos para o corpo.
O alcoolismo não tem cura, uma vez dependente do álcool precisa passar por um tratamento para controlar o vício, mas o doente estará sempre sujeito a ter uma recaída. O primeiro passo para se livrar desta droga é aceitar que se tornou um dependente. A negação é normal vinda de um alcoólatra, e é a primeira etapa a ser vencida.
Passado por ela, o segundo passo é conscientizar o paciente dos problemas que ele irá enfrentar para controlar o vício, porque ele precisa ser forte para suportar a abstinência.
Na maioria dos casos, é preciso uma internação inicial para que o paciente passe por uma desintoxicação, é um momento muito delicado. Neste etapa, também são feitos tratamentos comportamentais cognitivos, com o objetivo de tornar o paciente mais forte para que ele consiga ter autocontrole em meio a sociedade.
Um dos tratamentos mais indicados e usado é aquele adotado pela instituição AA,  os Alcoólicos Anônimos. O programa é baseado no que eles definem como 12 passos, que se iniciam quando o paciente aceita a doença, consegue enfrentar o problema, chegando a prevenção e a recaída, que é muito normal no caso dos alcoólatras.
Os médicos são unânimes em afirmar que, para a recuperação do doente, é fundamental o apoio da família em todo o processo de tratamento. Foi verificado que pacientes que recebem a ajuda dos familiares apresentam resultados mais rápido e satisfatório.
Na fase de desintoxicação, o médico faz um acompanhamento para evitar os problemas que a abstinência causa. Uma vez controlados os efeitos agudos da retirada do álcool do organismo do doente, inicia-se reabilitação, que é feita também com internação ou simplesmente atendimento ambulatorial. Nesta fase, o paciente começa a frequentar o AA, que serve para ajudá-lo a manter-se longe do vício.
A família de um alcoólatra sofre tanto com o vício quanto aquele que é viciado, e durante o tratamento também precisa estar preparada para as recaídas, que são muito normais e podem acontecer mais de uma vez. Neste caso, os familiares devem evitar recriminar o doente. Se livrar de um vício é muito difícil, pois uma vez viciado, mesmo depois de um tratamento, uma pessoa está sempre predisposta a ter uma recaída. O melhor que se a fazer é não começar.




08 julho 2012

Alcoolismo na Família !

Alcoolismo na família: Que fazer?


Se tens amigos, vizinhos ou colegas do trabalho que sofrem por problemas ligados ao álcool, já se apercebeu, com certeza da gravidade das suas dificuldades. O alcoolismo não atinge unicamente as pessoas dependentes do álcool, mas tem também repercussões na família, no seu conjunto, nas relações profissionais e privadas, assim como na sociedade em geral. Mas há, no entanto, soluções meios e pessoas que poderão ajudar os doentes alcoólicos e as suas famílias a sair dos seus problemas e reencontrar a esperança para todos.
            O processo de resolução deste problema é constituído por 3 etapas:Informação sobre a doença alcoólica; conhecimento e compreensão do papel de cada um no seio da família com problemas ligados ao álcool; procura de ajuda por si próprio e restantes elementos envolvidos no sistema família



            A coisa mais importante a saber: O Alcoolismo não é uma fraqueza de carater, nem um vicio, mas sim uma doença. O alcoolismo é caracterizado por uma dependência do álcool ( etanol ), do ponto de vista físico e psíquico. O indivíduo dependente perdeu a liberdade de se abster no consumo de bebidas alcoólicas,  não conseguindo controlar o seu consumo; a necessidade de beber ocupa os seus pensamentos, modificando o seu comportamento.
            Considera-se que se trata de uma doença complexa, em que as causa são múltiplas:
no indivíduo: no plano biológico genético e psicológico; no meio circundante: a nível social e a nível cultural. A dependência do álcool conduz a uma necessidade física de beber, provocada pela falta de álcool. A isto bem juntar-se a necessidade psicológica de consumir: O indivíduo dependente tem a ideia de não conseguir viver sem álcool.


O problema do alcoolismo não diz respeito apenas à pessoa que consome bebidas alcoólicas. Os membros da sua família, as pessoas mais próximas, são particularmente atingidas no plano afectivo e no seu quotidiano, sentindo-se tão desamparados como o doente alcoólico.
A dependência atinge toda a família, divide-a e isola-a do resto do mundo. Os sentimentos, os pensamentos e os comportamentos de cada membro da família são dirigidos para o consumo de bebidas alcoólicas pelo familiar dependente.
 O alcoolismo é portanto, mais que um problema individual, na medida em que atinge a família no seu conjunto.
Considera-se muitas vezes “ doença do sistema familiar “: uma vez que cada um esta envolvido, quer no processo de desenvolvimento do problema, quer na sua resolução. Para se sair da dependência do álcool, é preciso aprender a conhecer esta doença e desfazer mitos, falsos conceitos e ideias pré-concebidas.


Muitos dos consumidores sentem imediatamente efeitos agradáveis logo que ingerem bebidas alcoólicas: prazer, desinibição e conviabilidade.
No entanto a maior parte das pessoas que as consomem com moderação conseguem-no fazer deste modo durante toda a vida.
Para se beber sem perigo é indispensável a moderação. Consumir moderadamente é beber de modo a não ter problemas, nem os criar nos outros.
Mas o álcool é uma droga que atua de maneiras diferentes, de indivíduo para indivíduo. Em certas situações e em certas pessoas, uma pequena quantidade de álcool basta para fazer desequilibrar no sentido da dependência.


A dependência física e psíquica caracterizam a doença alcoólica. Esta dependência só fica claramente visível quando se instala. Conhecer as diferentes etapas da doença pode ajudar a família a melhor compreender  o que é o alcoolismo e tornar eficaz a ajuda a prestar ao doente e a ela própria.


Por razões diversas certas pessoas perdem o controle do consumo de álcool. Eles encontram no álcool efeitos tão particulares e vantagens tão importantes de ponto de vista psíquico e/ou social, que não conseguem prescindir dele. Daí resulta um consumo de risco. D e fato o organismo habitua-se ao efeito do álcool, assim como a vida social; muitas vezes arranjam inúmeros pretextos para beber em sociedade.


Quanto mais o álcool influenciar a vida do consumidor, mais facilmente se instalará a dependência. A tolerância aumenta, e ele bebe cada vez mais para sentir os seus efeitos. Vai-se afastando pouco a pouco dos outros e começa a perder interesse pelas coisas. Bebe diariamente, muitas vezes ás escondidas e luta para controlar o consumo. Alguns tentam definir os seus limites e conseguem deste modo viver alguns períodos de abstinência. Infelizmente estes períodos são geralmente de curta  duração. Nesta fase o consumo começa a influenciar negativamente a vida do indivíduo, as suas responsabilidades e o seu ambiente familiar e profissional. Há assim um sério risco de alcoolismo.


O álcool domina a vida do indivíduo que se tornou totalmente dependente do álcool. Nesses casos bebe, para não sentir os efeitos da sua falta; o seu organismo tem necessidade de álcool para funcionar “normalmente”. O alcoólico perde as suas ambições, a dependência torna-o inseguro. As suas faculdades intelectuais diminuem, e tem medos não habituais, tornando-se desconfiado e retraído. A família sofre também as consequências dessa mudança.


O abuso do álcool, com o decorrer dos anos, vai causando inúmeros desgastes na saúde. O álcool é um tóxico para o organismo, destruindo células. Grandes doses, bebidas durante um longo período de tempo podem danificar a maior parte dos órgãos vitais.
A dependência instala-se de modo lento e insidioso. Ela pode, mesmo antes de ser reconhecida, ter já causado inúmeros danos, e até provocar em alguns casos, a morte. Esta degradação do corpo é felizmente reversível, ou pelo menos controlável, se o indivíduo parar de beber.


O cérebro é o órgão mais vulnerável: a percepção, a coordenação e as funções motoras deterioram-se. O indivíduo pode perder a memória. 


Um alcoolismo de longa duração afeta o cérebro, o fígado, o coração e o pâncreas; aumenta o risco de cancro, e atinge também o sistema imunitário: as defesas orgânicas diminuem, tornando o indivíduo vulnerável a doenças graves.


Graves lesões orgânicas, cancros, doenças infecciosas, acidentes e suicídios podem conduzir a uma morte prematura.


As pessoas alcoólicas têm uma constante necessidade de justificar os seus excessos relativamente às bebidas. Desenvolvem um mecanismo de defesa, a negação, que lhes permite ignorar que se tornaram dependentes do álcool. Podem assim afirmar que não têm problemas com as consequências desse consumo.  A negação é uma forma de esconder o problema a si próprio e aos outros. Com efeito ele faz batota com a realidade. É por isso que se ouve dizer que “...os alcoólicos são mentirosos“.
A negação é uma atitude muito comum, mesmo admitindo a existência de um problema, os alcoólicos atribuem a causa a tudo, menos ao consumo de álcool.
Por exemplo: “tenho problemas com o meu chefe, mas é porque ele não gosta de mim...” Eles confundem muitas vezes as causas e as consequências:”...se nós não discutíssemos tanto, eu beberia menos”, assim, enquanto o alcoólico encontrar desculpas para continuar a beber, ele não conseguirá abordar o seu verdadeiro problema.