27 setembro 2012

Embriaguês e seus estágios

CONHEÇA CADA ESTÁGIO DA EMBRIAGUÊS !

Para relaxar aos finais de semana e em datas especiais, além dos parentes e amigos, outro convidado de honra sempre presente é o álcool. O referido não se trata do produto que auxilia a acender a churrasqueira, mas das cervejas, vinhos, champanhes, cachaças, uísques e afins. Uma roda de pessoas bebendo, por vezes, é mais animada e engraçada do que quando a bebida não está no meio, mas exagerar na dose pode causar uma ressaca no dia seguinte, ou pior, encerrar a festa com uma tragédia.
As mortes por ingestão de álcool de forma exagerada são maiores do que as pelas drogas. Além disso, as cerca de 60 doenças relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas tiram a vida de 47 pessoas por dia, em média, de acordo com o Ministério da Saúde. O álcool provoca uma intoxicação com início nas cavidades orais, seguindo para o estômago onde ele é absorvido e jogado na corrente sanguínea. Depois, a bebida segue direto para o cérebro, onde começa a fazer alterações no indivíduo.
" Quanto mais a pessoa beber, mais ao interior do cérebro vai chegar até afetar as funções vitais", disse a neurologista da Academia Brasileira de Neurologia, Márcia Chaves. " Quando alguém entra em coma por outros motivos, a reação das pessoas é de preocupação, mas quando é por causa da bebida parece que não dão muita importância, sendo que o estado de saúde é tão grave quanto ", alertou.
De acordo com a psiquiatra, especialista em álcool e drogas, Florence Ker Corrêa, os jovens são o principal alvo destes problemas. " Nas festas da faculdade, trotes de calouros, entre outros eventos, eles costumam beber demais e depressa, porque ainda não sabem beber ", disse. Um alerta de Florence é manter o controle nas festas open bar. " Um homem que beber cinco drinks em duas horas já está embriagado, para a mulher, quatro já a deixa bêbada ", afirmou. Uma pessoa que esteja sonolenta por causa do álcool não deve beber mais nada, segundo Márcia, pois corre risco de entrar em coma.

PRIMEIRO  ESTÁGIO
De acordo com a neurologista Márcia Chaves, o álcool é uma substância com efeito inibidor, que atinge determinado receptor e inibe a função dele. Os primeiros Mls na corrente sanguínea atingem a parte cortical no cérebro, que envolve o órgão. A pessoa tem o comportamento alterado, pode ficar mais extrovertida ou introvertida. " Funções complexas como racicínio ficam comprometidas ", disse a neurologista.
No primeiro estágio, impulsos primitivos também ficam mais fortes. "O controle comportamental é inibido ", explicou. A pessoa pode tomar atitudes que não tomaria se não tivesse bebido e fica mais eufórica. As persepções de distância e velocidade ficam comprometidas.

SEGUNDO ESTÁGIO
O grau de vigilância diminui, assim como a persepção do campo visual. O controle cerebral relaxa, dando sensação de calma e satisfação. A pessoa fica tranquila e com os músculos relaxados.

TERCEIRO ESTÁGIO
O terceiro nível de embriaguês acontece quando as habilidades motoras são afetadas. " A pessoa não consegue pegar coisas pquenas ", exemplificou a neurologista Márcia Chaves. Nesta fase, o indivíduo tem dificuldade, por exemplo, de colocar a chave na fechadura. Ações como cruzar as pernas, pegar copos ou a carteira no bolso ainda são feitas são alteração, informou Márcia.

QUARTO ESTÁGIO
Se a pessoa continua a beber, o álcool atinge a parte do cérebro que controle a coordenação motora. " A pessoa levanta e perde o equilíbrio, não consegue andar em linha reta ou acertar o copo na boca ou a maçaneta ", detalhou a neurologista Márcia Chaves. Ocorre retardo dos reflexos, dificuldade de adaptação da visão a diferenças de luminosidade, superestimação das possibilidades, minimização de riscos e tendência à agressividade.

QUINTO ESTÁGIO
O álcool atinge estruturas cerebrais com funções básicas, como a de manter a pessoa acordada, segundo Márcia Chaves. " Ela entra em estado de estupor ", disse. Alguém nesse nível troca as palavras, diz coisas sem nexo e fica em um estado dorme e acorda. A pessoa tem dificuldades em controlar automóveis, falhas na coordenação e dupla visão.
A partir desta taxa, as quantidades de bebidas variam de acordo com o metabolismo, com o grau de absorção e com as funções hepáticas de cada indivíduo. Uma pessoa pode chegar a esse estágio com qualquer copo a mais do consumido após atingir o nível de embriaguês anterior. " Se é habituada a beber pode ficar mais tempo em estado da sonolência, beber bastante mais, é muito variável. Já uma pessoa que não tem costume de ingerir bebidas alcoólicas pode entrar no quinto estágio com apenas um gole de álcool a mais", explicou Márcia.

SEXTO ESTÁGIO
Este nível é o de apagão. O embriagado dorme e ninguém consegue despertá-lo. Ele entra em uma embriaguês profunda, não responde a estímulos ou a sons.

SÉTIMO ESTÁGIO : COMA
Mesmo que a pessoa durma e, consequentemente, pare de beber, é possível que ainda existe quantidade significativa no estômago dela, que será absorvida, explicou Márcia. Neste caso, o álcool pode atingir as funções vitais do embriagado dormindo e provocar uma parada cardiorrespiratória.
" No momento em que o cara apagou, se ele não responder mais, o ideal é procurar ajuda médica, pois não se sabe quanto de álcool ele ainda tem no estômago para ser absorvido ", alertou a neurologista. " Se a pessoa respirar menos de oito vezes por minuto, deve ser levada ao hospital, porque ela está intoxicada e corre risco ", aconselhou a psiquiatra Florence. Palidez e temperatura abaixo do normal também são sinais alarmantes.

'Sem Limites' Consumo de álcool por via anal e vaginal

Adolescentes têm assutado pais e médicos com consumo exagerado de álcool via anal, vaginal e até pingando no olho

Consumo de álcool por vias anal e vaginal preocupa médicos


Além de consumir bebida via anal, vários jovens no mundo têm assustado pais e médicos com métodos nada convencionais de se embriagar. Nos Estados Unidos e Europa, vídeos se espalharam na internet com adolescentes pingando vodca nos olhos, método chamado por eles de "vodka eyeballing". Meninas que encharcam absorventes internos de álcool e os colocam na vagina também tem parecido uma prática difundida, além de beberem álcool em gel.
Segundo a Dra. Zila Van Der Meer Sanchez, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), da Unifesp, os adolescentes que chegam aos prontos-socorros alcoolizados usam menos destas práticas no Brasil do que em outros países, apesar de casos terem sido registrados.
“Os riscos para quem consome álcool desta maneira são exatamente os mesmos de métodos convencionais. O que conta é a quantidade de álcool ingerida, porque independente de onde for, o corpo vai absorver do mesmo jeito”, explicou ao Terra.
O clínico geral do Hospital das Clínicas, Dr. Arnaldo Lichtenstein, também alerta para o uso cada vez maior de álcool. “O grande problema é o uso abusivo do álcool, independente da via”.
No entanto, além do comportamento extremamente invasivo ao corpo, o ânus, por exemplo, tem mais terminações nervosas e mucosas mais expostas, o que causa uma absorção mais rápida e compromete a percepção da quantidade ingerida.
“Se for tomando de pouquinho em pouquinho, a pessoa vai sentindo e consegue identificar mais fácil a hora de parar. Mas, mesmo assim, depois de parar ainda há uma grande quantidade de álcool no estômago para ser metabolizado e, neste ponto é comum as pessoas passarem mal, vomitarem e colocarem para fora o que ainda não foi absorvido. No entanto, nestes casos de consumo por outras vias, a substância vai ficar ali até ser completamente absorvida”, informou.
Além do estômago e intestino, o álcool é mais rapidamente absorvido pelas mucosas do corpo, desde a boca até o ânus e a vagina. “A absorção é muito grande pelas mucosas. Se você bebe uma taça de vinho e demora uma hora ou duas para ser processado, o consumo pela mucosa leva minutos”, explicou o Dr. Arnaldo Lichtenstein.
“O problema é que o álcool é irritante. Do mesmo modo que irrita o estômago, vai irritar o olho e causar uma conjuntivite, no ânus e na vagina vai acontecer a mesma coisa e pode gerar problema sérios a curto, médio e longo prazo”, esclareceu o clínico do HC.
Os adolescentes que bebem álcool em gel podem ter reflexos no fígado. “Você vai sobrecarregar seu fígado com as substâncias que têm no produto, além do álcool. Pode intoxicar e vai retardar o metabolismo”, informou a Dra. Zila Van Der Meer.
Vale ainda esclarecer que a exceção é pingar bebida no olho, prática que não tem efeito nenhum. “Esta história de pingar nos olhos, teria que ser um caminhão de álcool para deixar bêbado. Nesta região não tem nenhuma relação fazer isto”, comentou a especialista.
Em relação ao consumo via anal, ela esclareceu ainda: “pode dar uma concepção de violência sexual. Vai além do álcool, pode ter caráter de uma agressão sexual”.
O Dr. Arnaldo Lichtenstein ressaltou que a procura pelo prazer sexual também vem junto nestas práticas. “Isto é a busca pelo prazer mais rápido que está sendo misturado com sexualidade. São duas grandes sensações de busca de prazer”, explicou .
Ele alertou ainda que estas práticas não muito comuns acontecem há bastante tempo, mas o que mais preocupa é a quantidade exagerada de álcool que tem sido colocado em questão. “Esta busca desenfreada por sensações de euforia e anestesia é muito preocupante. Alguns pacientes falam em anestesia e usam estes meios mais rápidos para conseguir não só a desinibição que o álcool produz”, concluiu.

26 setembro 2012

Alcoolismo : Caso real e cotidiano no mundo

Homem morde enteada e atira para o alto em briga de família

Suspeito foi detido com um garrucha e 19 munições
Juliana Ferreira, do R7 MG | 26/09/2012

Um homem foi preso após agredir a família e atirar para o alto, na madrugada desta quarta-feira (26). A polícia foi chamada depois que o suspeito partiu para cima da enteada de 14 anos. A irmã, de 19, tentou intervir, mas teve o polegar mordido pelo padastro. A briga começou quando a mulher de Paulo Eustáquio Machado, de 39 anos, reclamou dos problemas de alcoolismo do marido.
Em seguida, o homem subiu a varanda de casa, no bairro Taquaril, na região oeste de BH, e disparou uma garrucha calibre 32 para cima. Com ele, a polícia também apreendeu 19 munições. Machado foi detido, mas negou que a arma seja sua.
Ele foi encaminhado para a Delegacia de Mulheres e responderá pela agressão às duas meninas.

Escravos das bebidas alcoólicas recomendamos Jesus

AOS ESCRAVOS DAS BEBIDAS ALCOÓLICAS RECOMENDAMOS JESUS – “VINDE A MIM...”( Mateus 11:28-30)

alcoólicos pelo ser humano não é hábito recente: é tão antigo quanto o próprio homem das cavernas. Seja qual for o período histórico e em que sociedade com a qual se relacionou ou a cultura que recebeu, o homem tem bebido. Há 3700 anos “Código de Hamurabi” já trazia normativos sobre as situações, lugares e pessoas que podiam ou não fazer a ingestão de bebida alcoólica.  Há 2500 anos  os chineses perdiam – literalmente – a cabeça por causa da bebida alcoólica: a prática era punida com a decapitação.  Sendo, assim, um costume extremamente antigo e que vem persistindo por milhares de anos.
Paulo  escreveu para os cristãos de Efésio: “e não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito.” O álcool é a droga “lícita” mais consumida no mundo contemporâneo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda de acordo com a OMS, a bebida alcoólica é a droga legalizada de escolha entre crianças e adolescentes e estima-se que o uso desse tóxico tenha início (aos) entre 10 (ou) a 12 anos. Os males gerados pelo alcoolismo são a terceira causa de morte no mundo.
Estudos encontrados na literatura científica mostravam que os homens bebiam mais que as mulheres em todas as faixas etárias e que jovens consumiam mais álcool do que idosos. Porém, outras pesquisas apontam para o aumento anual, no Brasil e no mundo, do porcentual de mulheres dependentes. No passado, pontuam os especialistas, para cada cinco usuários problemáticos de álcool existia uma mulher na mesma condição. Atualmente, demonstra o estudo, a razão comparativa é de 1 para 1. Elas já bebem tanto quanto eles, mas concentradas em fases distintas. É mais recente a aceitação social do uso do álcool pelas mulheres. Realmente antes, elas não bebiam tanto. Com isso, o foco das campanhas preventivas ficou muito centrado nos homens. As mulheres ficaram negligenciadas desta abordagem. Raros são os ginecologistas, por exemplo, que questionam se as suas pacientes bebem.
As grandes vítimas são os filhos, envolvidos numa rotina de restrições e constrangimentos. Filhos de mulheres que consomem álcool em excesso durante a gravidez estão sujeitos à síndrome alcoólica fetal, que pode provocar sequelas físicas e mentais no recém-nascido. Crianças e adolescentes filhos de pais com o vício estão mais sujeitos a desequilíbrios emocionais e psiquiátricos. Normalmente, o primeiro problema identificado é um prejuízo severo na autoestima, com repercussões negativas sobre o rendimento escolar e as demais áreas do funcionamento mental. Esses adolescentes e crianças tendem a subestimar suas próprias capacidades e qualidades.
Os dados atuais sobre alcoolismo  são devastadores. Segundo pesquisa  realizada pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas (HC) de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde , mais de 9% dos idosos paulistanos consomem bebida alcoólica em excesso.  O levantamento feito com 1.563 pessoas com 60 anos ou mais apontou que 9,1% dessa população abusa do álcool, o equivalente a 88 mil idosos da capital paulista.
Demonstrado cientificamente que o álcool é pernicioso em qualquer faixa etária, seus danos entre os adolescentes são manifestas, sobretudo, durante a fase escolar, uma vez que o uso sucessivo da substância impede o rendimento, além de provocar  desordem mental, falta de coordenação, problemas de memória e de aprendizado. Consequentemente, esse processo resulta também em dores de cabeça, alteração do ciclo natural do sono, da fala e do equilíbrio.
A dependência ao álcool pode ser hereditária, havendo uma predisposição orgânica do sujeito para o seu desdobramento, no qual o Espírito imortal traz em seu DNA perispiritual as marcas e consequências do vício em outras experiências reencarnatórias, sendo compreensível, então, o alcoolismo transmissível de pais para os filhos. As matrizes dessas disfunções estão no passado, quer seja hereditariamente, quer seja espiritualmente, em decorrência de experiências infelizes, remanescentes de pregressas existências.
Segundo André Luiz “ao reencarnarmos trazemos conosco os remanescentes de nossas faltas como raízes congênitas dos males que nós mesmos plantamos, a exemplo, da Síndrome de Down, da hidrocefalia, da paralisia, da cegueira, da epilepsia secundária, do idiotismo, do aleijão de nascença desde o berço.”  “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual”.  Em “Evolução em dois Mundos”, o mesmo autor espiritual revela-nos que “os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.”(4) Portanto, a ação do álcool no perispírito é letal, criando fuligens venenosas que saturam no perispírito, danificando tanto as células perispirituais quanto as células físicas.
As substancias dos alcoólicos ingeridos caem na corrente sanguínea e daí, chegam ao cérebro, atacam as células neuronais; estas refletirão nas províncias correlatas do corpo perispiritual em configuração de danos e deformações apreciáveis que, em alguns casos, podem chegar até a desfigurar a própria feição humana do perispírito.
Infelizmente a liberalidade de muitas famílias com o álcool é um dos maiores problemas para a prevenção:- É mito considerar que maconha leva os jovens a outras drogas. São as bebidas alcoólicas que fazem esse papel. Nefastamente é a azada família que estimula a ingestão dos “inofensivos destilados e/ou fermentados”. Não são poucos que começaram a beber quando o patriarca (pai) , orgulhoso do filho que virava homem, os atraíam para os drinques dos “machões”.
Vício de beber cria rotinas que envolvem cúmplices encarnados e desencarnados que compartilham do mesmo hábito e manias. Bares, restaurantes, lanchonetes, clubes sociais, avenidas estão repletas de jovens que, displicentemente, fazem uso, em larga escala e abertamente, das tragédias engarrafada ou enlatada. A instalação do alcoolismo envolve três características: a base genética, o meio e o indivíduo. Filhos de pais alcoólatras podem ser geneticamente diferentes, porém, só desenvolverão a doença se estiverem em um meio propício e/ou características psicológicas favoráveis.
Os infelizes “canecos  carnais” não só desfiguram e arrasam o corpo como agridem e violentam o caráter e deterioram o psicossoma  através das obsessões, acendidas por espíritos beberrões  que compartilham junto do beberrão os mesmos vícios e se alimentam através dos vapores alcoólicos expelidos pelos poros e boca numa simbiose mortificante. É precisamente esse vampirismo incorpóreo que ilustra o motivo de o alcoolismo ser avaliado como moléstia progressiva e de certo modo incurável. É verdade! Parar de beber, dizem membros do AA’s (alcoólico anônimos) , é a vitória maior para o dependente, mas a doença não acaba. Se ele voltar a dar uns goles, em pouco tempo recupera um ritmo igual ou até maior do que o mantido antes da pausa.  “Não existe ex-alcoolista nessa história”, sustentam os frequentadores dos AA’s.
Essas são razões suficientes para que nas celebrações e festejos com amigos nos bares da vida, fugir do  compromisso da vã tradição da bebedeira a fim de divertir-se . O oceano é constituído de pequenas moléculas de H2O, e as praias se formam com incontáveis grânulos de areia. É indispensável, portanto, desatar-se daquele clichê do “é só hoje” e quando arrastados a comportamentos para “distrair”, não se deve aceitar a perigosíssima escapadela  do "só um golinho", até porque não se pode esquecer que  uma miúda picada de cobra peçonhenta, conquanto em acanhada porção, pode produzir a morte imediata, portanto ao invés de se distrair vai se destruir.
Sem dúvida que é mais fácil é evitar-lhes a instalação do que lutar depois pela supressão do vício (como dizem os membros dos AA’s: não há ex-alcoólatra).  A questão assenta raízes densas na sociedade, provocando medidas curadoras e profiláticas nos círculos religiosos, médicos, psicológicos e psiquiátricos, necessitando de imperiosa assistência de todos os segmentos sociais para (quem sabe!) minimizar seus efeitos flagelantes. Destarte, faz-se urgente assentar a questão da alcoolfilia no foco dos debates públicos. Até porque o problema da consumação alcoólica precisa ser atacado sem trégua, a fim de que sejam encontradas soluções para complexa epidemia do “tóxico legal”.
Para todos  jugulados pelos vícios recomendamos  Jesus. Sim! O Messias que  prometeu:  “vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”


25 setembro 2012

Alcoolismo, Eu Quero parar : A luta contra a dependência alcoólica - Vídeo

O drama de milhares de pessoas que lutam para se livrar do vício. O repórter Carlos Dornelles entrevistou brasileiros que tentam parar com as drogas, álcool, remédios, cigarro e jogo. Na primeira reportagem veja como vencer o alcoolismo. Uma  DOENÇA crônica que não tem cura e é responsável por acidentes, perdas financeiras e afetivas. 


24 setembro 2012

Descubra se você é alcoólatra !

GEBALDO JOSÉ DE SOUSA


Alcoolista há muitos anos.

Quando ébrio — e era esse seu estado natural —, não possuía consciência do tempo, dos fatos, da vida. Não chegou a essa situação de uma hora para outra. Começou bebendo socialmente com os “amigos”, que nessa fase ainda existem. Pouco a pouco, foi aumentando a sede, as doses e a periodicidade dos tragos foi encurtando. Os “amigos” foram sumindo, a pouco e pouco.

Deixava uma garrafa aqui, outra ali, sempre à mão, meio escondidas, pela consciência, pela certeza do erro que cometia. Sofria a família: a mulher, os filhos, os pais, os irmãos e os verdadeiros amigos.

Mas ele não percebia isso. E negava, quando lhe diziam que estava bebendo demais. Ele, um alcoólatra? De jeito nenhum! Sabia beber. Bebia socialmente. Hoje bem sabe que “Alcoolismo é também doença da negação”. O alcoolista não admite que é dependente do vício que, por isso, o domina e maltrata, submetendo-o às consequências que dele advem, para si e para seus dependentes. Mas, ao contrário do que dizia, excedia-se e ficava agressivo, verbal e fisicamente, ironizando os demais, agredindo-os, humilhando-os, menosprezando-os.

Assim agindo, afastava a todos. Foi ficando cada vez mais só. Nova desculpa para beber mais e mais.

Perdera muitos empregos e agora era impossível obter outro. Sua postura e seu hálito desaconselhavam qualquer contratação, não obstante ser profissional competente, quando sóbrio. 

Um acidente de trabalho levara-lhe dois dedos da mão direita, ao operar simples máquina. A saúde já não era a mesma. Tremiam-lhe as mãos, estava pálido, abatido e precocemente envelhecido. Não possuía mais carro. Estava livre de provocar acidentes por suas mãos. Mas várias vezes fora acidentado, ao atravessar ruas. Lesões, fraturas e internações, eram, amiúde, o resultado. 
O primeiro casamento fora destruído. As privações que impunha à família, os maus tratos, a má conduta, a desonra, as humilhações e o embrutecimento próprio tornaram-lhes insuportável sua companhia. 

Ainda bem que os filhos não lhe seguiram os maus exemplos, reconhece hoje!
Internado várias vezes em clínicas, inutilmente. Tornara-se peso para a família e para a sociedade. A segunda esposa desistira de recuperá-lo. Nem ligava para sua vida; ao que fizesse ou deixasse de fazer. Quando tinha problemas mais sérios com ele, chamava seu filho mais velho, que vivia em outra parte. Uma noite, acorda caído no chão, dentro de casa, e o filho estava lá — amava e ama esse filho, que o olhava com um misto de amor, angústia e impotência. Não esquecerá jamais aquele olhar, que lhe pesou na alma, tocando-o no íntimo do ser.

Para sair daquela posição incômoda, no chão, inventou que havia escorregado. Com vergonha, mentira. Vergonha imensa. Queria sumir. Em realidade, levantou-se e foi beber mais. Mas conseguiu, um dia, parar.

E foi aquele incidente — aquele olhar de compaixão e dor, do filho, ao vê-lo caído no chão — que despertou nele a necessidade de mudar; que o levou a admitir que era um alcoólico, dependente do vício,
enfermo, gravemente enfermo, carente de auxílio. Levado por um amigo, compareceu, alcoolizado, sem escutar e sem entender muita coisa, à sua primeira reunião nos Alcoólicos Anônimos. Mas fez planos de sair dali e ir beber mais, imediatamente. Deixaria de beber no dia seguinte. 
Outro incidente, ocorrido naquela primeira reunião, foi fundamental para sua recuperação. Um baixinho feio, pobre, desdentado, desafiou-o, até de forma antifraterna — o que é incomum no A.A., onde todos são tratados com absoluto respeito e muito amor —, afirmando-lhe:

 — Você é ou não é homem para ficar sem beber 24 horas?

Para mostrar-lhe, àquele pilantra, de que era capaz, por vaidade, afinal, desde então não mais bebeu. Isto há vários anos. Recuperou-se com a ajuda de Alcoólicos Anônimos. Agradece a Deus, ao filho e àquele “baixinho” que o libertaram do vício. Hoje, tem o amor dos filhos; o respeito deles e por eles.
 Amor e respeito que são fatores fundamentais, sublimes, para recuperar quem se acha caído.
Por Cristina A. MarquesO que destingue quem bebe socialmente, de quem está se tornando alcoólatra e de quem já é alcoólatra?

Segundo o doutor Winfred Overholser, superintendente do St. Elizabeth’s Hospital, em Washington, “…as linhas que separam os que bebem socialmente daqueles que estão se tornando alcoólatras e os que já são alcoólatras é difícel de ser definido pois o mecanismo biológico do alcoolismo ainda é incerto. O que sabemos com segurança é que está interrelacionado com questões pessoais de predisposição genética, saúde emocional e ambiente social. No entanto, em termos genericos, podemos afirmar, com pouca margem de erro, que:

a) O bebedor social - bebe ocasionalmente; não procura motivos para beber; para de beber quando sente que já atingiu seu limite; às vezes vai a alguma evento social e não bebe nada – mesmo com muitos bebendo em sua volta; etc.

b) O provável futuro alcoólatra – bebe com frequência (seja diária ou mesmo só em finais de semanas); procura motivos para beber; têm dificuldade de parar depois do primeiro gole; acredita que pode parar de beber quando desejar; se irrita quando dizem que estar bebendo muito; ocasionalmente diz para si mesmo que vai parar de beber, mas volta a beber na primeira ocasião; troca de bebida (!?); costuma dizer que não é bom misturar bebidas (!?); procura beber depois das 12:00 Horas, mas ocasionalmente bebe antes do almoço; começa a faltar ou chegar atrasado no trabalho por causa de ressacas; iniciar a ter apagões (se lembrando ou não do que ocorreu antes; ocasionalmente esconde bebidas; etc.
c) O alcoólatra – bebe com frequência (independente de horas, locais ou motivações); não luta mais contra o vício; acha que alcoolismo não é doença; bebe tudo que contém álcool; apaga com frequência, nada lembrando ou lembrando-se pouco do que ocorreu antes; etc.
Como saber se você é alcoólatra?


O questionário guia utilizado pelo Alcoólicas Anônimos (organização internacional com mais de 2 milhões de membros – alcoólicas em recuperação – em mais 157 países), quando aplicado por especialistas da saúde ou mesmo se respondido com sinceridade quando auto-aplicado, nos mostra em que ponto do caminho do alcoolismo nos encontramos.

Apesar da simplicidade os 12 pontos abordados neste questionário possui margem de acerto superior a 97,8%. Vale a pena conferir:

1. Já tentou parar de beber por uma semana (ou mais), sem conseguir atingir seu objetivo?

Muitos de nós “largamos a bebida” muitas vezes antes de procurar ajuda. Fizemos sérias promessas aos nossos familiares e empregadores. Fizemos juramentos solenes. Nada funcionou. Agora não lutamos mais. Não prometemos nada a ninguém, nem a nós mesmos. Simplesmente esforçamo-nos para não tomar o primeiro gole hoje. Mantemo-nos sóbrios um dia de cada vez.

2. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?

Muitas pessoas tentam ajudar bebedores – problema. Porém, a maioria dos alcoólicos ressente-se com os “bons conselhos” que lhes dão. (não impomos esse tipo de conselho a ninguém. Mas, se solicitados, contaríamos nossa experiência e daríamos algumas sugestões práticas sobre como viver sem o álcool).

3. Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando uma bebida alcoólica por outra?
Sempre procurávamos uma fórmula “salvadora” de beber. Passamos das bebidas destiladas para o vinho e a cerveja. Ou confiamos na água para “diluir” a bebida. Ou, então, tomamos nossos goles sem misturá-los. Tentamos ainda beber somente em determinadas horas. Porém, seja qual for a fórmula adotada, invariavelmente acabamos embriagados.

4. Tomou algum trago pela manhã nos últimos doze meses?

Estamos convencidos (por experiência própria) de que a resposta a esta pergunta fornece uma chave quase infalível sobre se uma pessoa está ou não a caminho do alcoolismo, ou já se encontra no limite da “normalidade” no beber.

5. Inveja as pessoas que podem beber sem criar problemas?

É óbvio que milhões de pessoas podem beber (às vezes muito) em seus contatos sociais sem causar danos sérios a si mesmos, ou a outros. Você parou alguma vez para perguntar-se por que, no seu caso, o álcool é, tão frequentemente, um convite ao desastre?

6. Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?

Todos os fatos médicos conhecidos indicam que o alcoolismo é uma doença progressiva. Uma vez que a pessoa perde o controle da bebida, o problema torna-se pior, nunca desaparece. O alcoólico só tem, ao fim, três alternativas: beber até morrer, ser internado num manicômio ou afastar-se do álcool em todas as suas formas. A escolha é simples.
7. A bebida já criou problemas no seu lar?

Muitos de nós dizíamos que bebíamos por causa das situações desagradáveis no lar. Raramente nos ocorria que problemas deste tipo são agravados, em vez de resolvidos, pelo nosso descontrole no beber.

8. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?

Quando tínhamos de participar de reuniões deste tipo, ou nos “fortificávamos” antes de chegar, ou conseguíamos geralmente ir além da parte que nos cabia. E, frequentemente, continuávamos a beber depois.

9. Apesar de prova em contrário, você continua afirmando que bebe e para quando quer?

Iludir a si mesmo parece ser próprio do bebedor problema. A maioria de nós que hoje nos encontramos., tentou parar de beber repetidas vezes sem ajuda de fora. Mas não conseguimos.

10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses, por causa da bebida?

Quando bebíamos e perdíamos dias de trabalho na fábrica ou no escritório, frequentemente procurávamos justificar nossa “doença”. Apelamos para vários males para desculpar nossas ausências. Na verdade, enganávamos somente a nós mesmos.

11. Já experimentou alguma vez ‘apagamento’ durante uma bebedeira?
Os chamados “apagamentos” (em que continuamos funcionando sem contudo poder lembrar mais tarde do que aconteceu) parecem ser um denominador comum nos casos de muitos de nós que hoje admitimos ser alcoólicos. Agora sabemos muito bem quais os problemas que tivemos nesse estado “apagado” e irresponsável.

12. Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais a vida, se não bebesse?

Não podemos resolver todos os seus problemas. Porém, no que se refere ao alcoolismo, podemos mostrar-lhe como viver sem os “apagamentos”, as ressacas, o remorso ou o desconsolo que acompanham as bebedeiras desenfreadas. Uma vez alcoólico sempre alcoólico. Portanto, evitamos o “primeiro gole”. Quando se faz isto, a vida se torna mais simples, mais promissora e muitíssimo mais feliz.

Resultado

Se respondeu SIM a quatro ou mais questões, sinto dizer-lhe, mas ou você já é um alcoólatra ou brevemente o será! Esta categórica afirmação não é mera teoria, mas resultado de milhares de estudos, observações e experiências realizadas com alcoólicos recuperados.

23 setembro 2012

Alcoolismo : Saiba como reconhecer a doença - Vídeo

Alcoolismo: saiba como reconhecer a doença e ajudar uma pessoa a se tratar

Conheça os tratamentos e veja como ficar longe do vício


22 setembro 2012

João Carlos de Oliveira (João do Pulo) vitíma do alcoolismo e depressão



João do Pulo


"Enquanto foi do pulo, foi João, aplaudido com honra da Pátria; depois que teve a carreira encerrada no seu auge, por causa de um acidente de carro que provocou a amputação de sua perna direita, dez centímetros abaixo do joelho, o João não pôde mais pular e caiu no esquecimento. "Sic transit gloria mundi" e João, não teve força de superar esta ingratidão que sempre é uma injustiça.
Disse um jornal: João do pulo de 1,86m foi vítima do alcoolismo, da depressão, do abandono e da sorte...

A reviravolta na vida de João do Pulo Carlos de Oliveira, como conseguiu registrar em cartório, começou em Dezembro de 1981. O acidente de carro pôs fim a carreira do atleta. As amizades por conveniência ficaram claras depois que não se elegeu deputado. Sozinho viu como suas tentativas de virar empresário, falharam.
A vida sentimental também foi sempre agitada para João do Pulo. Solteirão, sempre esteve cercado por mulheres. Depois de um longo romance com uma delas, o ex-recordista teve uma filha. No ano de 1998, por não pagar R$800,00 (Oitocentos Reais, cerca de 500 dólares, na época) da pensão da filha, reconhecida oficialmente, acabou preso.
Havia naquela época também, na justiça, outro processo, pedindo o reconhecimento de paternidade de um menino da cidade de Queluz...
João Carlos de Oliveira, virou João do pulo, quando se transformou em atleta de sucesso e bateu o recorde mundial de salto triplo, em 1975, na cidade do México. Chegou a ter os recordes brasileiros e sul-americanos em saltos em distância e dos 100 metros rasos, além do mundial triplo com a marca de 17,89m recorde que resistiria por 10 anos. Ganhou medalhas de ouro no Pan Americano do México e de Porto Rico, o tri campeonato mundial e duas medalhas olímpicas de bronze.
João Carlos de Oliveira, morreu às 22hs do dia 29 de Maio, sábado, no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.
A causa: falência múltipla dos orgãos, em consequencia de uma cirrose hepática e infecção generalizada.
Sepultado a 30 de Maio de 1999."