09 novembro 2012

Alcoolismo tira 20 anos de sua vida !

 O Alcoolismo tira 20 anos da sua vida

As bebidas alcoólicas consumidas em excesso fazem mal a saúde, isso todos sabemos. Um estudo aponta que também aumenta o risco de morte em relação à população em geral, especialmente entre as mulheres. 

Um levantamento feito ao longo de 14 anos pelo Institute of Epidemiology and Social Medicine na University
Medicine Greifswald, na Alemanha, mostra que os homens dependentes de álcool têm duas vezes mais chances de morrer do que pessoas da mesma idade que não bebem em excesso.

 Entre as mulheres, as taxas de mortalidade são 4,6 vezes maiores.

A equipe que realizou a pesquisa estudou prontuários médicos de 4 mil pessoas, selecionadas aleatoriamente, com idades entre 18 e 64 anos. Entre eles, 153 tinham sido classificados como dependentes do álcool e 149 deles (119 homens e 30 mulheres) foram acompanhados clinicamente ao longo de 14 anos.

O estudo detectou um aumento na taxa de mortalidade. Segundo, descobriram que a idade média do óbito era de 60 anos para as mulheres e 58 para os homens, cerca de 20 anos a menos do que a média entre a população em geral. 

Foi verificado que ter feito tratamento para curar a dependência não aumentou a expectativa de vida em comparação com os que não fizeram tratamento algum.

Ulrich John, médico responsável pelo estudo disse que as mulheres tendem a reagir mais a toxinas, como o álcool, do que os homens. 

“Elas também parecem desenvolver doenças ligadas à dependência mais rapidamente”, completou. As informações da pesquisa serão publicadas na edição de janeiro de 2013 da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research.

E você, caro leitor, como tem se comportado em relação ao consumo de bebidas alcoólicas? No Brasil muitas pessoas morrem em acidentes causados por embriaguez, e quem bebe em excesso está mais sujeito a ter várias doenças, pois o álcool enfraquece as defesas naturais do corpo.
 
 
 

07 novembro 2012

Embriagues ao Volante - Vídeo com cenas fortes

fonte : Não foi Acidente
O convívio com as famílias enlutadas pela perda de entes queridos nos leva a refletir, até quando vidas serão ceifadas pela irresponsabilidade de outrem ?

http://naofoiacidente.org/blog/assine-a-peticao

05 novembro 2012

Sintomas de Alcoolismo : Fique atento !

Sintomas de Alcoolismo

A palavra alcoolismo é conhecida de todos. Porém, são poucos os que sabem exatamente o seu significado. Portanto, vamos lá.
O alcoolismo, também conhecido como "síndrome da dependência do álcool", é uma doença caracterizada pelos seguintes elementos:
  • Compulsão: uma necessidade forte ou desejo incontrolável de beber
  • Perda de controle: a inabilidade frequente de parar de beber uma vez que a pessoa já começou
  • Dependência física: a ocorrência de sintomas de abstinência, como náusea, suor, tremores e ansiedade, quando se pára de beber após um período bebendo muito. Tais sintomas são aliviados bebendo álccol ou tomando outra droga sedativa
  • Tolerância: a necessidade de aumentar as quantias de álcool para sentir-se "alto".
(Nem todos estes problemas precisam ocorrer juntos)
O alcoolismo tem pouco a ver com o tipo de álcool bebido por uma pessoa, há quanto tempo a pessoa bebe, ou até mesmo exatamente quanto álcool bebe. Porém, tem muito a ver com a necessidade incontrolável por álcool. Esta descrição do alcoolismo nos ajuda a entender o porquê de a maioria dos dependentes de álcool não conseguir se valer só de "força de vontade" para parar de beber. Estas pessoas estão sob a forte compulsão do álcool, uma necessidade que se mostra tão forte quanto a sede ou a fome.

O alcoolismo venceu Adriano, ele está pedindo ajuda em praça públíca !

fonte : Cosme Rímoli - R7 - publicado em 03/11/2012

O alcoolismo venceu Adriano. O Flamengo tem a obrigação de dispensá-lo. É uma questão de humanidade. Ele está doente, pedindo ajuda em praça pública. Precisa salvar a sua vida…

"Gente...
Eu estou aqui para representar...
Todo mundo aqui sabe o amor que eu tenho pelo Flamengo, né?
Mas, tipo assim...
Obrigação minha, de coração...
Aí, uma coisa que ninguém vai tirar...
Eu sou da favela, porra!!!
Podem falar o que quiser de mim, parceiro.
Papo reto!
Fui nascido e criado na Penha!
Eu vim pro céu!
Graças a vocês hoje eu tô na minha profissão, entendeu?
Mas tipo assim, hoje eu tô meio firme.
Eu quero falar para todo mundo aqui que eu amo a minha nação.
Amo meu Flamengo.
Se, de repente acontecer alguma coisa na internet, eu tô aqui ó!
Eu sei que amanhã eu vou sair na internet.
É eu sei que amanhã eu vou sair na internet!
Eu sou favelado, porra!
Amo vocês, obrigado de coração!
Tem muito jogador que tem medo.
Tem muito jogador que tem medo!
Eu sou mais o Mengão de coração!
Não tenho medo de falar, de explicar para ninguém, não!
Sujeito homem eu sou pra caralho!
Podem me cobrar."
Essas foram as palavras de Adriano na madrugada de sexta-feira.
Desconexas, duras, recheadas de palavrões.
Ele estava alterado, a voz pastosa, comum nas pessoas alcoolizadas.
Subiu no palco onde cantou Belo.
Encarou os vários celulares que o filmavam.
Tinha certeza que um deles chegaria a uma redação de portal, jornal, televisão.
Chegou ao Lancenet.
O que Adriano está fazendo não é mostrar o quanto é irresponsável.
Já passou desse ponto há muito tempo.
O que ele fez foi um pedido de ajuda.
"Adriano está doente.
Precisa de ajuda médica.
Eu o conheço há anos.
Ele nunca se recuperou da morte do pai em 2004.
E desde então tem se punido.
Ele precisa de ajuda médica urgente.
Porque ficará cada vez pior."
Essas palavras me foram ditas pelo ex-procurador de Adriano, Gilmar Rinaldi.
Ele me disse quando o jogador estava acertando sua ida para o Corinthians.
Em março de 2011.
Gilmar virou ex-procurador porque o queria internado em uma clínica de reabilitação.
Reabilitação para dependentes do álcool.
A minha primeira entrevista do blog, no R7, foi com Adriano.
Ele revelou abertamente sua relação com o álcool ainda na Inter de Milão.
Assumiu que o clube italiano o defendia.
A diretoria sabia que ele chegava bêbado, virado da madrugada no clube.
E o deixava dormindo na enfermaria.
Informava aos jornalistas que estava fazendo tratamento médico.
Foi assim, com essa proteção dos clubes que Adriano continuou a matar sua carreira.
Mais do que isso, se afundar no alcoolismo.
Foi por esse motivo que o São Paulo o devolveu à Inter de Milão.
Esgotado com tanta pressão no futebol italiano e suas noitadas, Adriano resolveu abandonar a carreira.
Veio para o Rio.
Se enterrou na Vila Cruzeiro.
No Rio fez tudo o que queria.
Ainda com energia de sobra, graças ao físico privilegiado, conseguiu o inesperado.
Fez o Flamengo ser campeão do Brasil em 2009.
A direção da Roma acreditou que estivesse recuperado e o contratou.
Logo se arrependeu.
O brasileiro chegou lá com 15 quilos a mais.
Adriano é apaixonado por cerveja e o metabolismo de quem se aproximava dos 30 anos não o perdoava.
Os músculos logo ganharam uma capa de gordura.
Os quilos a mais se transformaram em uma mochila que dificultam a sua movimentação.
Ficou lerdo, sem explosão muscular.
Facilmente marcado.
Fez oito jogos na Roma, nenhum gol.
Voltou para o Brasil.
Ronaldo acreditou que o Corinthians poderia recuperá-lo.
A camisa 9 da seleção era o grande atrativo.
Mas Adriano não aceitou ser profissional de novo.
Sempre acima do peso.
Era controlado no clube, mas fora, não.
Suas farras recomeçaram.
Tite não o suportou e percebeu que poderia perder a Libertadores se o deixasse no elenco.
Poderia contaminar o grupo com suas regalias.
O contrato foi encerrado com apenas oito partidas e dois míseros gols.
Lógico que o caminho da Gávea era o mais indicado.
Ele só não havia voltado para o Flamengo porque Luxemburgo garantiu que ele não era mais jogador de futebol.
Patricia Amorim o ouviu na época.
Mas, como Luxemburgo havia sido demitido, o caminho estava aberto.
A presidente havia prometido que as portas da Gávea sempre estariam escancaradas para ele.
Acontece que, desde 2009 até 2012, a decadência física e psicológica de Adriano foi enorme.
Logo Dorival Júnior assumiu que o problema não lhe pertencia.
Não o queria, mas não assumiria publicamente.
Aprendeu com a demissão do Santos por causa de Neymar.
Adriano até queria voltar a jogar pelo clube que ama.
Só que não consegue.
Sua ligação com o álcool o está vencendo.
E já desmoralizou Patricia Amorim e Zinho.
O clube lhe deu a chance de poder faltar a três treinos.
Já faltou a seis.
O clube se desobrigou de pagar os R$ 50 mil mensais pelo direito de imagem.
Quem pagaria um centavo para ter sua imagem ligada a um jogador que não sai da farra?
Que patrocinador pensaria em ter Adriano como garoto-propaganda?
Patricia não o queria demitir porque acreditava que ele lhe traria votos na luta improvável pela reeleição.
Mas foi finalmente convencida por pessoas de sua confiança, como o capitão Léo e Zinho, que a hora chegou.
O melhor que o Flamengo tem a fazer é liberar Adriano para que ele vá tratar de sua doença.
Chega a ser uma maldade o que Patricia Amorim faz com o jogador.
Está mais do que claro que ele não tem forças e muito menos condições para ser um atleta profissional.
A cúpula flamenguista decidirá neste fim de semana o destino de Adriano.
A tendência é que o dispense na segunda ou terça-feira.
Que Patricia use o seu instinto maternal que tanto alega ter.
E veja Adriano como um doente que está usando o Flamengo como escudo.
Um paliativo para que não encare a sua terrível relação com o álcool.
Se o Flamengo quiser salvar não uma carreira, mas uma vida tem de dispensá-lo.
Ele está agonizando, pedindo ajuda em praça pública.
Adriano está se acabando com o aval de Patricia Amorim.
Passou até da hora de dar um basta!
Não há campeonato ou eleição que valha tanta degradação.
O clube está acobertando uma pessoa dominada pelo álcool.
Quanto mais adia o fim do contrato, mais a vida de Adriano se acaba.
Esse suicídio não pode mais ter o Flamengo como cúmplice...
(Repito abaixo a entrevista que fiz com Adriano.
Ela saiu em setembro de 2009.
Foi uma das mais verdadeiras, reveladoras que fiz no R7.
Ela repercutiu em dezenas de países.
Foi reproduzida até pelo site da Fifa.
Fica a triste constatação.
Adriano perdeu a batalha que acreditou haver vencido há três anos...)
A fragilidade por trás dos músculos.
A prova do que a tristeza pôde causar na vida de um dos melhores jogadores do mundo.
Na entrevista exclusiva ao blog, ele abriu o coração e contou, sem meias palavras, tudo que viveu.
Foi um depoimento duro, sincero.
No Rio de Janeiro, na Gávea, no clube que tanto ama, Adriano não teve vergonha de ser Adriano.
E jura que nunca esteve mais forte na vida.
Desceu ao inferno e voltou.
Você sabe o que significa ao futebol brasileiro?
Você não tinha o direito de fazer tudo o que fez com você mesmo...
Não concordo. Precisava passar pelo que passei para ser quem sou hoje. Eu tenho plena noção do que represento. Era um ídolo. Mostrei o que é superação, dar a volta por cima. As crianças, as pessoas olham para mim e me veem como um exemplo.
Como assim?
Eu fiz muita coisa errada e consegui superar. Se eu pude, as outras pessoas também podem. Vou contar o que eu enfrentei. Eu enfrentei uma depressão que
foi de 2005 até 2009. Só eu sei o quanto sofri. A morte do meu pai deixou um buraco enorme na minha vida. Ele morreu em agosto de 2004. Foi a pessoa que
me fez quem eu sou. Devo tudo a ele e a minha família. Eu acabei ficando muito sozinho, me isolando quando ele morreu. Foi a pior coisa. Me vi sozinho, triste, deprimido na Itália.
Foi quando surgiu o problema de alcoolismo?
Foi. E vou ser bem sincero para você entender o que vivi. Eu passei a beber, só me sentia feliz bebendo. Eram festas todas as noites. E bebia o que passava
pela frente: vinho, uísque, vodca, cerveja... muita cerveja. A situação ficou fora de controle. Eu só conseguia dormir bebendo. Acordava e não sabia nem onde estava. Era jogador de um dos maiores times do mundo. Comecei a ter problemas com o treinador, o Mancini, com os companheiros.
Eles perceberam?
Não tinha como não perceber. Eu chegava bêbado para os treinos da manhã. Com medo de perder a hora dormindo, eu ia bêbado mesmo. Isso aconteceu várias vezes. Eu ia dormir no departamento médico e diziam para a imprensa que eu estava com dores musculares. A direção da Inter foi sensacional comigo,
tentou me ajudar de todos os jeitos. Eu passei a me dar mal com o Mancini, o técnico. A situação ficou insuportável. Eu não parava de beber, tive de
sair da Inter. O São Paulo me ajudou muito a consertar a minha vida.
Como assim?
Olha, a ideia de vir para o São Paulo por empréstimo foi do meu empresário, Gilmar Rinaldi. Quando eu cheguei havia um esquema preparado para a minha recuperação. Me deram psicólogo, carinho, acompanhamento 24 horas. Eles se propuseram a salvar a minha carreira. Tive várias conversas com os
dirigentes, com o Muricy. Conversas de apoio e até conversas duras. Eu fui percebendo o mal que estava fazendo para mim. A carreira estava indo
embora. E passei a perceber o quanto estava mal cercado de amigos. Amigos que só me levavam para as farras, mulheres, bebidas Não eram meus amigos,
eram pessoas que queriam usufruir do que eu poderia proporcionar. Foi a direção do São Paulo que me abriu os olhos. Sinto que poderia ter retribuído mais ao
São Paulo. Deveria ter feito mais por tudo que fizeram para mim.
Por que você voltou para a Inter de Milão?
Porque o Mourinho assumiu e o Mancini tinha ido embora. Só que quando me vi novamente na Itália, me senti sozinho, sem o apoio que precisava. Voltei a
beber. Lembrando hoje, fico até com pena do Mourinho. Ele queria demais me ajudar, ficou brigando com a diretoria, que queria me mandar embora. O fundo
do poço foi quando eu tinha voltado para o Brasil, parado de treinar e bebido muito. A Inter mandou o preparador físico ao Rio para me ver. Eu estava um boi
de tão gordo, de tão inchado. Quando vi a cara do preparador físico me olhando, eu senti: cheguei no fundo. Decidi encerrar o meu contrato com a Inter.
Não queria voltar para lá. Não tinha forças para superar. Se tivesse voltado, seria o fim da minha carreira.
Mas você tinha mais um ano e meio de contrato.
Era um dos jogadores mais bem pagos do mundo.

Muita gente diz que você foi louco e rasgou dinheiro.
Vou ser bem sincero com você. Eu não rasguei dinheiro. O que eu fiz foi comprar a minha felicidade. Não tem milhões de euros que compense eu ter voltado para o Brasil.
Foi nessa época que Gilmar Rinaldi quis te internar?
Sim. Essa história eu agora posso falar que foi verdadeira. Ele queria de todo o jeito me internar para acabar com meu problema com o álcool. Ele e o meu
assessor, o Flávio Pinto, cuidaram de mim como puderam. Mas me recusei. Sabia que a cura para o alcoolismo estava em mim, na minha infelicidade. Voltei
ao Brasil, à comunidade, à favela da Vila Cruzeiro, onde cresci. E me vi forte, confiante, cercado da minha família e dos meus verdadeiros amigos. Isso me
fez voltar a ser eu mesmo e sair da depressão.
O que você fez quando sumiu na favela da Vila Cruzeiro?
Até hoje é um mistério...
Eu fui ser o Adriano de verdade. O que gosta de andar só de bermuda, sem camisa, com os pés no chão. Fiquei conversando, brincando com meus amigos,
convivendo com a minha família. Falaram até que eu estava morto. Eu tenho raiva dessa parte irresponsável da imprensa que fica espalhando mentiras por aí.
Essa gente irresponsável que se esquece que o jogador tem família, mãe, avó. Minha mãe, minha vó ficaram apavoradas quando ouviram isso
Mas você ficou convivendo com traficantes?
Olha, eu vou ser direto com você. Eu tenho amigos na comunidade que são traficantes, trabalhadores, policiais. Para mim, dá no mesmo. Se são meus
amigos, eu vou dar a mão, conversar, brincar. Não vou virar as costas porque seguiram pelo lado que acho errado na vida. Mas não é por isso que vou ficar
cheirando cocaína, como muita gente acha. Sou um jogador profissional, não uso e não quero saber de drogas.
Você não usou cocaína nesta crise?
Não. E não tenho porque mentir. Hoje estou bem. Poderia falar que usei e hoje me recuperei. Mas não usei. O meu problema era com o álcool. Eu não me
controlava. Fui forte e superei. Mas não sou hipócrita, na minha folga bebo uma cerveja, um vinho, como todo jogador faz. Bebo uma cerveja e acabou. No
dia seguinte estou treinando, correndo até mais forte. Sei o que é a minha carreira e dei valor para ela como nunca.
A religião o ajudou a se fortalecer?
Sim. Minha avó é evangélica. Ela me levou para várias missas. Ouvi, prestei atenção no que ouvi nas missas. Me senti mais em paz, fortalecido. Não me converti, mas gosto da paz que a religião me traz.
Qual conselho você daria a um jogador que fica deprimido e mergulha no alcoolismo?
Primeiro que confesse a ele mesmo que tem um problema. Você só sara quando assume para você o problema. Não para os outros, para você, que é muito
mais duro.E depois peça ajuda. Até médica se for preciso. Não tenha vergonha. Eu não me internei, mas tive ajuda para superar a minha depressão e o
alcoolismo.
Como é ser Adriano?
Não é fácil. Ser observado, ser cobrado todos os dias. São vários convites, várias armadilhas. Você precisa ter uma estrutura psicológica muito forte. E graças a Deus, agora eu estou forte o suficiente para ser Adriano...