30 dezembro 2012

Alcoolismo e pelagra


Pelagra


Pelagra é uma doença causada pela falta de niacina (ácido nicotínico ou vitamina B3 ou vitamina PP) e/ou de aminoácidos essenciais, como o triptofano. É conhecida por seus três sintomas que começam com a letra D. São eles: o aparecimento de uma cor escura na pele (Dermatite), que fica seca e áspera e mais tarde provoca o aparecimento de crostas. Mais tarde aparecem ( Diarréias) e alterações mentais (Demência); também conhecida como doença dos três "Ds". O nome 'vitamina PP' faz referência à ação Preventiva à Pelagra. Na antiga Europa esta doença propagou-se quando a farinha de milho começou a substituir a de trigo, por volta de 1700. A vitamina PP não se faz presente na farinha de milho. Atualmente é uma afecção infreqüente, sendo a causa mais comum o alcoolismo.






Álcool : Um passo para a morte

ÁLCOOL, UM PASSO PARA A MORTE
A bebida alcoólica carrega um detalhe interessante, qual seja, o de ser uma das mais poderosas e destruidoras drogas a infelicitar o ser humano, mas que, no entanto, tem livre curso o seu uso no seio da sociedade terrena. Ela é uma droga que ataca o sistema nervoso, desequilibrando-o, tal como o fazem o crack, a maconha, o LSD, a cocaína e todas as demais drogas psicoativas.
Ela está ao alcance do bolso de qualquer pessoa, pois que se apresenta muito cara ou bem barata. E tudo de forma LEGAL! É incrível, mas é a verdade, e as nossas autoridades ainda não acordaram para tal fato, ou estão aguardando que medidas proibitivas sérias sejam tomadas, inicialmente pelos chamados países do primeiro mundo, para que só assim se disponham, também, por um rígido controle ou pela proibição em nosso país, já tão cumulado de miséria de todos os tipos.
Ora, é do conhecimento público que o governo arrecada milhões de reais com os impostos taxados sobre as bebidas alcoólicas, esquecidos dos outros milhões gastos com a manutenção dos hospitais públicos que atendem, por determinação governamental, milhões de pessoas com enfermidades que têm as suas origens no uso do álcool. São empresas multinacionais e nacionais que se enriquecem em cima da desgraça do semelhante, provocando, queiram ou não, a lei de ação e reação, ou o carma, como quiserem.
A desculpa esfarrapada, infantil de que "bebe quem quer" não atenua o erro de quem é responsável pela fabricação da bebida alcoólica. Têm culpa, sim, o fabricante e os distribuidores. Eles haverão de responder perante a lei de causa e efeito, proporcionalmente ao grau de participação no ato faltoso, logicamente contrário à lei de Deus.
O álcool, como todos devem saber, é conseguido graças à fermentação de sumos de origem vegetal, tais como da uva e da cana-de-açúcar, ambas possuidoras de glicose. Esta fermentação é conseguida pela interferência de fungos ou bactérias chamadas saprófitas. aquelas que se alimentam de substância em decomposição oriunda de outro ser vivo. (1)
Um dos mais tristes aspectos nisso tudo é que terras férteis, que poderiam estar sendo utilizadas para a produção de alimentos saudáveis, estejam prestando-se à produção de bebidas destruidoras da saúde física e moral do ser humano.
O organismo começa a absorção de uma pequena parcela de álcool pelo estômago e a maior parte pelo intestino delgado. O álcool atravessa o fígado e penetra na corrente sangüínea, alcançando o seu efeito máximo no organismo,e principalmente no cérebro, mais ou menos uma hora após a sua ingestão, variando de conformidade com os organismos e seus funcionamentos. O efeito estonteante perdura por várias horas.
Os efeitos do álcool provocam sobre o organismo, uma grande carência de vitaminas (a chamada avitaminose), o que gera doenças como o raquitismo, que é carência de vitamina D, a pelagra, carência de vitamina B, e beribéri, carência de vitamina B1.
O uso do álcool, pelo ser humano, gera muitos contra-tempos, como: acidentes de trânsito, de trabalho e no lar; faz a pessoa alegre, galhofeira, desinibida, tornando-a digna de escárnio pois que ela não só perde o senso do ridículo mas também o limite de seus atos; faz do homem tímido e fraco um valentão que, invariavelmente, costuma partir para a briga, não obstante, em muitas ocasiões, mal se equilibra em pé; o ébrio costuma cair ao tropeçar nas próprias pernas; torna-se inconveniente, insensível, apaga-se e... morre para os amigos, porque passa a ser intolerável a sua presença. Em suma, o ébrio é digno da nossa compaixão.
O tóxico aqui tratado, malgrado se esconda dentro de garrafas, rótulos e de embalagens sofisticadas, envenena a criatura humana, provocando-lhe danos físicos , muitos deles irreversíveis, além dos males morais que, na maioria dos casos, são motivos para a desestruturação de famílias, desajustes conjugais, desavenças com os filhos...
O álcool afeta o sistema nervoso, provocando depressão, perda de memória, perda de senso da realidade, neurites e morte. Os vários aparelhos orgânicos passam a sofrer os seguintes males: o respiratório - pneumonia, angina de peito, ou angina pectóris; o digestivo - perda do paladar, úlceras gástricas, hemorróidas, hepatite, cirrose, barriga d'água e irritação da mucosa pancreal; o reprodutor - impotência, nefrite ou "Mal de Bright", gota, uricemia; o circulatório- anemia, hipertensão, hipercolesterolemia, arteriosclerose e dilatação dos vasos.
As conseqüências do alcoolismo são o surgimento de problemas nas áreas familiares, sociais, psicológicas e orgânicas, estas já vistas aqui. No lar, os membros da família se desagregam em decorrência de situações grotescas provocadas pelo alcoolizado. Na área social ocorre o fracasso pela perda do convívio sadio, com reflexos, também, no âmbito profissional. Psicologicamente é costume aparecer, e de forma acentuada, o complexo de culpa cada vez que o alcoólatra se embriaga. A baixa auto-estima toma proporções alarmantes, desgastando intimamente o viciado.
O ser humano bebe porque já traz do passado propensão ao vício de beber, e como se mostra, nesta reencarnação, ainda fraco de caráter, desajustado socialmente, sem possuir uma explicação lógica para a vida, busca motivos para o seu alcoolismo em vários fatores que não correspondem à verdade, Alegam, por exemplo, os viciados, que bebem por causa de um amor não correspondido, por perda de emprego, pelos desajustes familiares que enfrentam, pelos problemas financeiros com que se defrontam, pelos momentos de angústia que se vêem obrigados a passar, etc, etc. Nós, espíritas, sabemos que nada disso explica o alcoolismo, e sim o desajuste do espírito reencarnado que, por ignorância com respeito aos valores morais da vida, buscam uma saída através do alcoolismo. Desejam esconder-se, fugir da vida e se perdem ainda mais por não saberem usar a mente racional em vez da emocional.
O alcoolismo pode e deve ser prevenido, bastando que se não o comece em casa, que a sociedade se esforce por não justificá-lo com o "beber socialmente", e que se ofereça a todos uma vivência religiosa que fale, com logicidade, ao entendimento. Só estes fatores quando bem trabalhados, podem curar o alcoolismo da vida terrena. O alcoólatra necessita de esclarecimento, precisa conhecer as verdadeiras origens de sua compulsão ao álcool, as suas limitações e saber que se pode integrar à vida, levar uma existência feliz, ser uma pessoa alegre sem o álcool circulando em suas veias. Sem a busca do auto-conhecimento, sem a compreensão da vida em seu duplo aspecto - material e espiritual -, fica muito difícil a pessoa deixar o vício. Acima de toda iniciativa para que o alcoólatra deixe o vício, necessário trabalhar sua vontade, o querer livrar-se do vício. A sua participação no processo de cura é fundamental.

27 dezembro 2012

Motorista bêbada bate o carro e fica descontrolada - Vídeo


Motorista que empurrou PM após acidente paga fiança e é solta

Exame mostrou que ela estava embriagada; dentro do carro havia cerveja.





26 dezembro 2012

Os sintomas do alcoolismo - resumo



  • Desejo intenso ou compulsão para ingerir bebidas alcoólicas.
  • Tolerância: necessidade de doses cada vez maiores de álcool para atingir os mesmos efeitos obtidos com doses anteriormente inferiores.
  • Abstinência: síndrome típica e de duração limitada que ocorre quando o uso do álcool é interrompido ou reduzido drasticamente, levando à agitação, confusão mental, tremores, suor frio, dentre outros sintomas. Dentro deste mesmo princípio, o indivíduo pode passar também a ingerir bebidas alcoólicas para aliviar os próprios sintomas de abstinência.
  • Aumento do tempo empregado em conseguir, consumir ou recuperar-se dos efeitos da substância; abandono progressivo de outros prazeres ou interesses devido ao consumo do álcool. 
  • Desejo de reduzir ou controlar o consumo do álcool com repetidos insucessos.
  • Persistência no consumo de álcool mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado ou apesar de provas evidentes de prejuízos, tais como, lesões hepáticas causadas pelo consumo excessivo de álcool, humor deprimido ou perturbação das funções cognitivas (memória e juízo) relacionadas ao consumo do álcool.


21 dezembro 2012

Medo de Álcool !

por : Patricia Maldonado

Medo de álcool!

Oi, gente!
Sempre que alguém me pergunta qual é o meu maior medo quando penso no futuro das minhas filhas, eu respondo sem pestanejar: meu medo é do álcool.
Claro que eu tenho medo que elas se envolvam com amizades erradas, com namorados perigosos, com drogas. Mas o álcool, ultimamente pelo menos, vem antes disso tudo.
Fico besta de ler notícias, cada vez mais freqüentes, de adolescentes (quase adultos) que morrem em viagens ou em repúblicas por causa do excesso de álcool. E nessa época de festas de final de ano, isso se torna ainda mais comum.
E fico mais chocada ainda quando algum amigo me conta alguma história como a que eu vou contar pra vocês agora.
Meu amigo em questão tem um filho que acaba de completar 13 anos. O adolescente disse ao pai que tinha uma festa de um vizinho no salão do prédio em que eles moram. O pai autorizou o filho a ir  festa as 19h e voltar as 23h, já que a festa era dois andares abaixo de casa e ele conhecia os pais do aniversariante - que garantiram que nenhum menor seria servido com bebidas alcóólicas. Só que as 22h o menino e um amigo entraram no apartamento do meu amigo correndo e foram para o quarto. O pai estranhou e foi atrás. Ao abrir a porta, cheiro de vômito e álcool. Não deu outra: o amigo do filho dele tinha bebido muito e passado mal, por isso eles voltaram para a casa. Mas como eles tinham bebido se os pais do aniversariante garantiram que não teria álcool para menores de idade na festa? Simples! Eles disseram que bebiam restos dos copos que os adultos deixavam nas mesas. Resultado: um porre, ressaca e um castigo daqueles.
O que fazer pra isso não acontecer? Conversar, conversar e conversar sempre. E isso resolve? Claro que não! O adolescente pode querer experimentar a sensação de se embriagar mesmo assim. E eles tem essa vontade cada vez mais cedo.
Fico preocupada, embora faltem muitos anos pras minhas filhas me darem esse tipo de trabalho. Sei que até lá outros medos vão me afligir, mas essa é hoje uma das principais causadoras das minhas rugas e cabelos brancos!




Risco de acidentes em idosos é ligado ao alcoolismo


Risco de acidentes em idosos é ligado ao alcoolismo

Mais de 13% das pessoas com mais de 60 anos abusam do álcool

Um estudo realizado por Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, avaliou a associação entre o risco de quedas e o consumo de bebidas alcoólicas em idosos de mais de 60 anos. A pesquisa analisou 432 pessoas da Região Metropolitana de São Paulo.
Um total de 24,5% relatou tombos no último ano, sendo que entre essas pessoas, 45,2% afirmaram serem consumidoras frequentes de álcool. Os pesquisadores concluíram que, apesar de ser frequente, os problemas relacionados ao álcool ainda ainda são um mistério na vida dos idosos. Eles são menos propensos a acidentes de carro e brigas, mas tem mais chances de ter outras consequências, como quedas, pois são acidentes que costumam ocorrer em casa. E elas podem resultar tanto em fraturas graves, quanto no maior medo de cair.
Em geral, o consumo de álcool é menor entre idosos quando comparado aos mais jovens, porém, suas consequências negativas podem ser altas, devido as mudanças no organismo de quem está na idade avançada. Os mais velhos apresentam aumento de gordura corporal e redução de água, assim como uma diminuição do metabolismo do fígado - associado ao consumo de álcool. Assim, os níveis de álcool no sangue aumentam e a pessoa começa a experimentar efeitos adversos da ingestão de bebidas alcoólicas.
Os resultados da pesquisa indicaram que, em relação ao uso do álcool, 50,9% dos entrevistados nunca haviam feito uso, 25,5% não beberam no último ano e 23,4% consumiram bebidas alcoólicas. Entre os que bebiam, 13,7% tiveram um uso abusivo. Além disso, foram encontradas diferenças no consumo de álcool entre homens e mulheres. As taxas de consumidores regulares foram maiores entre os homens (38%) do que entre mulheres (17,5%). Também foram notadas diferenças em relação ao contexto de consumo: 40% dos homens disseram beber álcool durante as refeições, enquanto somente 18,9% das mulheres fazem o mesmo.



19 dezembro 2012

Você sabe reconhecer um alcoólatra ?


Você sabe reconhecer um alcoólatra?

Beber demais é só um dos sintomas deste grave mal

Você é do tipo que não dispensa uma cervejinha nos finais de semana? Bebe goles a mais nos happy hours da empresa? Será que está virando um dependente da bebida? Melhor responder com calma, porque não é nada simples diferenciar o bebedor comum do alcoólatra (ou alcoolista). O que define o alcoolismo é a perda de controle no padrão de consumo das bebidas.

É isso mesmo: de acordo com os especialistas, 

nem sempre quem bebe demais é um alcoólatra."O dependente é aquele que pretende beber um determinado tanto, mas não consegue parar" ,explica o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, da Unifesp, de São Paulo, especialista em dependência química. 

Sintomas 
É aí que a compulsão pela bebida torna-se um dos sintomas mais evidentes da doença. O alcoólatra ainda pode ser identificado quando passa a deixar relações profissionais e afetivas em segundo plano;demora mais tempo para ficar embriagado, 

pois começa a se acostumar com o efeito do álcool, além de apresentar tremores e alucinações.

Fatores de risco 
O fator genético, quando há incidência de casos de alcoolismo em parentes próximos, a depressão, ansiedade e problemas familiares são considerados os principais desencadeadores da doença. 

"Está comprovado que o componente genético existe. Mas não é possível medir qual é seu peso como fator de risco" , diz Silveira. No entanto, especialistas afirmam que ele é menos decisivo do que a personalidade e as influências do ambiente. 

Em uma pesquisa feita pelo psiquiatra na Unifesp, ele demonstrou que, em um grupo de 100 dependentes, 77 já tinham ansiedade ou depressão antes de se tornarem alcoólatras. Essas pessoas procuram no álcool uma forma de automedicação, seja para relaxar ou sentir prazer , explica.

O problema pode aparecer em qualquer faixa-etária, mas atinge com mais freqüência jovens entre 20 e 30 anos. O estudante Carlos começou a beber aos 13 anos de idade. "Antes de ir para as aulas do cursinho pré-vestibular, aos 17 anos, meu café-da-manhã era um copo de vodka" , relembra. 

Hoje Carlos está com 24 anos e sóbrio há um ano e meio. Mas a ficha demorou a cair. Foram longos anos, investidas em outras drogas e uma internação com tratamentos (sem uso de remédios) antes da consciência bater. A reeducação no seu modo de viver é algo fundamental. "Nem a salada que eu como é temperada com vinagre" , conta.

Tratamentos O alcoolismo é, por definição, uma doença crônica e que pode dar origem a outras inúmeras complicações para o dependente. A lista de problemas é enorme, considerando não apenas os associados ao alcoolismo, como a depressão. 

O próprio uso abusivo da bebida acarreta uma série de graves transtornos, como a cirrose alcoólica (inflamação crônica do fígado), pancreatite alcoólica (inflamação do pâncreas), hepatite, gastrite, hipertensão, problemas no coração e síndrome de abstinência, que pode levar o paciente à morte. 

Para quem quer dar um basta na embriaguez existem terapias, substâncias que provocam mal-estar em contato com o álcool, homeopatia, e medicamentos. As drogas podem ter dois princípios: tirar a vontade de encher o copo ou eliminar o prazer de degustar um drinque. Mas o que conta muitos pontos a favor do alcoólico é a velha e boa força de vontade. 

Desde que saiu da clínica de reabilitação, Carlos freqüenta religiosamente, ao menos uma vez por semana, as reuniões do Alcoólicos Anônimos e dos Narcóticos Anônimos. "Nosso lema é Só por Hoje . Os grupos de apoio são importantes porque o convívio com os nossos semelhantes, com dramas parecidos, nos fazem lembrar o tempo todo que temos uma doença incurável que vai nos acompanhar para o resto da vida, mas que pode ser controlada. Nossa forma de encarar isso é viver um dia de cada vez" , explica. 

Copo na medida certa Veja qual é o patamar máximo recomendado de ingestão de bebidas alcoólicas para não correr o risco de desenvolver o alcoolismo. 

Mulheres: 8 doses por semana 
Homens: 12 doses por semana 
Não se deve beber mais de 3 doses de uma só vez -- quantidade que varia de acordo com a bebida, como apresentamos abaixo: 

1 dose de uísque ou 45 ml 
1 lata de cerveja ou 350 ml 
1 taça de vinho ou 170 ml

Como lidar com um membro da família que precisa de tratamento? 
Pode ser muito difícil conviver com um familiar que tem problemas com bebida. Ao invés de tentar controlar esta pessoa ou encobrir o problema, o melhor é encorajá-la a buscar tratamento médico. Ainda que seu familiar se recuse a pedir socorro, pode ser importante você ir atrás de ajuda e suporte para você mesmo.