31 janeiro 2013

Ter amigo que bebe é fator de risco para jovem experimentar álcool

fonte : Veja


Álcool

Ter um amigo que bebe é o principal fator de risco para jovem experimentar álcool

Estudo mostrou que amigos têm mais influência do que histórico de alcoolismo na família na hora de um adolescente dar o primeiro gole de bebida alcoólica

Um novo estudo da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, mensurou a influência que os amigos têm na hora de um adolescente experimentar bebida alcoólica. Segundo a pesquisa, ter um colega que bebe dobra o risco de um jovem dar o primeiro gole de álcool — e a influência das amizades nesse sentido é mais forte do que possuir histórico de alcoolismo na família, por exemplo. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira na revista Pediatrics.
De acordo com Samuel Kuperman, que coordenou o estudo, o que o motivou a realizar esse trabalho foram os resultados de um levantamento que indicou que um terço dos estudantes americanos de 13 a 14 anos afirmou já ter experimentado bebida alcoólica. Entre os jovens de 15 anos, mais da metade relatou já ter bebido e, entre adolescentes de 16 a 17 anos, essa prevalência foi de mais de 70%.
Para entender o que está levando cada vez mais jovens a experimentarem bebida alcoólica, Kuperman e sua equipe se basearam em dois estudos sobre o consumo de álcool entre adolescentes. Os pesquisadores concluíram que os principais fatores que podem predispor um adolescente a começar a beber são: problemas de comportamento, histórico de alcoolismo na família, baixo nível socioeconômico e ter amigos que bebem. A partir dessa conclusão, a equipe avaliou 820 jovens de 14 a 17 anos.
Influência — Entre todos os fatores de risco, ter um amigo de consome bebida alcoólica foi o mais determinante para que um adolescente começasse a beber — quatro em cada dez jovens que relataram já ter bebido afirmaram que seu melhor amigo também consumia bebida alcoólica. Além disso, segundo o estudo, ter algum parente alcoólatra não necessariamente influi no primeiro gole de álcool do adolescente, mas sim no quão ele vai beber ao longo da vida.
“Quando uma pessoa começa a beber, mesmo crianças que possuem algum familiar alcoólatra, ela geralmente não obtém o primeiro gole de álcool de algum parente, mas sim de um amigo. Se o jovem tem um amigo que possui acesso à bebida alcoólica, então será mais fácil de experimentá-la”, diz Kuperman.



30 janeiro 2013

Embriaguez em serviço dá justa causa, alcoolismo crônico não

fonte : Mídia News


EMBRIAGUEZ EM SERVIÇO DÁ JUSTA CAUSA, ALCOOLISMO CRÔNICO NÃO

A justiça do trabalho entende que a embriaguez em serviço é falta grave

A Justiça Trabalhista tem analisado nos últimos anos diversos casos envolvendo empregados que acabaram demitidos por causa do uso de álcool. Apesar de ainda não existir legislação específica, a maioria das decisões reconhece o alcoolismo como doença crônica, que não pode motivar uma demissão por justa causa.

Foi o que ocorreu em um processo julgado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) no fim de 2012, que analisou o caso de um carteiro contra a ECT (Empresa de Brasileira de Correios e Telégrafos). Segundo o empregado, ele foi demitido.

Em depoimento, o empregado disse que estava confuso quando ofendeu os colegas de trabalho. Ele afirmou que o comportamento foi resultado da ingestão de remédios controlados e álcool.

Para o relator do processo no TST, o ministro Augusto César de Carvalho, o carteiro não podia ter sido dispensado porque era portador de alcoolismo crônico, que está no Código Internacional de Doenças. Ele ainda destacou que o empregado estava de licença para tratamento de saúde.

Segundo análise técnica, o empregado, que tem antecedentes hereditários de alcoolismo, preenchia seis critérios do DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

A decisão dos juízes foi descaracterizar a justa causa nesse caso.

Por outro lado, a Justiça do Trabalho entende que a embriaguez em serviço é uma falta grave. Ou seja, o empregado saudável – que não é alcoólatra – que vai trabalhar bêbado pode sim ser demitido por justa causa.

Alcoolismo
A pesquisa “Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira” apontou, em 2007, que 52% dos brasileiros acima de 18 anos faz uso de bebida alcoólica pelo menos uma vez ao ano. Entre os homens adultos, 11% bebem todos os dias e 28 % de 1 a 4 vezes por semana.

A admissão como doença do alcoolismo crônico foi formalizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). O mal foi classificado pela entidade como síndrome de dependência do álcool, cuja compulsão pode retirar a capacidade de compreensão e discernimento do indivíduo.

Diante do problema, tramita no Senado um projeto que pretende alterar as situações que motivam a dispensa do empregado por justa causa na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). O objetivo é excluir a embriaguez habitual, mantendo-se a embriaguez em serviço na lista.

Além disso, seria acrescentado que, no caso de alcoolismo crônico, a demissão só poderá ocorrer se o empregado se recusar a se submeter a tratamento. O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.



29 janeiro 2013

Tolerância zero de álcool para multas da lei seca

fonte : Estadão.com.br


Contran institui tolerância zero de álcool para multas da lei seca

Motorista que apresentar 0,05 mg de álcool por litro de ar expelido pagará multa de R$ 1.915,40


O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou novos limites de tolerância de álcool para o teste do bafômetro que, na prática, instituíram a tolerância zero no País. Qualquer motorista que apresentar 0,05 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões terá de pagar multa de R$ 1.915,40 (menos de uma lata de cerveja). Até agora, o limite era de 0,2 miligrama.
No caso de o motorista ser submetido a exame de sangue, segundo as novas regras, não será tolerada nenhuma quantidade de álcool no sangue para evitar a multa.
A regulamentação foi uma medida complementar às mudanças na lei seca estabelecidas no fim do ano passado pelo Congresso Nacional e sancionadas pela presidente Dilma Rousseff. Ela foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 29.
Quem for flagrado nos testes com mais de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar alveolar continua sujeito à prisão por crime de trânsito. A pena é de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão do direito de dirigir.
As novas formas de provar a embriaguez do motorista, como testemunhos de policiais e gravações em vídeo também são válidas, segundo a regulamentação. 



28 janeiro 2013

Enduro alcoolizado - com Vídeo


Enduro alcoolizado

As campanhas de combate ao álcool entre motoristas são assunto sério e as peças de propaganda desse tipo geralmente abordam o assunto com ar bastante grave. Mas o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, suavizou o tom e usou um jogo como estratégia para conscientizar condutores de que bebida e direção não combinam.
O hospital colocou no ar em sua página do Facebook um game bastante simples, que lembra o clássico Enduro, do Atari. Basta acelerar e desviar dos demais veículos na pista. A diferença é que, à medida que o jogador avança, ele passa a sofrer os efeitos do álcool e fica mais propenso e provocar um acidente.
A ideia é mostrar que com o volante, não se brinca – só no computador. A página ainda tem links para vídeos e textos ligados à campanha do Albert Einstein.
E lembre-se: se beber, não dirija!




Alcoolismo : Lute e você vencerá - Vídeo


NÃO DIGA QUE NÃO PODE, VOCÊ É MAIOR QUE SEU ALCOOLISMO, LUTE E VENCERÁ ! 






27 janeiro 2013

Bebidas alcoólicas prejudicam ciclos do sono

fonte : UOL notícias


BEBIDAS ALCOÓLICAS  PREJUDICAM CICLOS DO SONO, DIZ ESTUDO 

Um estudo britânico sugere que o consumo de bebidas alcoólicas antes de dormir pode prejudicar a noite de sono.

Segundo o estudo, do Centro do Sono de Londres, o álcool prejudica os ciclos do sono e, se consumido com frequência antes de dormir, pode até causar sérios problemas como apneia e insônia crônica.

Por um lado, o consumo de álcool pode até encurta o tempo necessário para o primeiro cochilo e também levar a um sono profundo, mas, pelo outro, pode anular o ciclo do sono que gera maior descanso, no qual ocorrem os sonhos.

Muitos defendem doses moderadas de bebidas e, em algumas clínicas e asilos, elas são servidas regularmente.

No entanto, Irshaad Ebrahim, diretor-médico do Centro do Sono de Londres e um dos autores da última pesquisa, diz que é preciso cautela em relação a bebidas alcoólicas.

"Devemos tomar muito cuidado com a bebida alcoólica (consumida) regularmente. Um ou dois copos à noite podem ser bons no curto prazo, mas se você continua usando uma dose antes de dormir, poderá causar problemas", afirmou.

"Se você beber é melhor esperar uma hora e meia a duas horas antes de ir dormir, para passar o efeito do álcool."

A pesquisa foi publicada na revista especializada Alcoholism: Clinical & Experimental Research.

MENOS REPOUSO, MAIS RONCO 
A equipe de Ebrahim analisou cerca de cem estudos relativos ao consumo de álcool antes de dormir e então partiu para um exame mais detalhado de 20 pesquisas.

A partir destas análises, eles descobriram que a bebida alcoólica altera o sono de três formas. Primeiro, acelera o início do sono.

Em seguida, faz com que a pessoa caia em um sono profundo.

Estas duas mudanças, idênticas às observadas em pessoas que tomam remédios antidrepressivos, podem parecer boas e até explicam por que pessoas com insônia consomem bebida para poder dormir.

Mas, a terceira e última mudança, a fragmentação dos padrões de sono na segunda metade da noite, é a prejudicial.

As bebidas alcoólicas reduzem o tempo passado no sono REM (em inglês, rapid eyes movement, ou movimento rápido dos olhos), a fase na qual os sonhos geralmente ocorrem.

E, segundo Ebrahim, como consequência, as pessoas tem um sono menos repousante. Além disso, também pode causar o ronco.

"Com doses cada vez maiores, a bebida alcoólica suprime nossa respiração. Pode transformar pessoas que não roncam em pessoas que roncam e estas em pessoas com apneia, quando a respiração é interrompida", afirmou Ebrahim.

Para Chris Idzikowski, diretor do Centro do Sono em Edimburgo, na Escócia, bebidas alcoólicas não são úteis para se conseguir uma noite mais tranquila.

"O sono pode começar mais profundo, mas então é interrompido. Além disso, o sono mais profundo provavelmente vai levar ao ronco e piorar a respiração", afirmou.

Idzikowski também alerta para o fato de o álcool deixar a pessoa desidratada e fazer com que ela acorde para ir ao banheiro.

"Muita comida ou álcool, principalmente tarde da noite, antes de dormir, podem causar uma confusão com os padrões de sono", acrescentou.



24 janeiro 2013

Alcoolismo é uma forma de religião, dizem psicanalistas

fonte : Folha de São Paulo


Alcoolismo é uma forma de religião, dizem psicanalistas

O que define o alcoólatra não é a dependência química, afirmam os psicanalistas Antônio Alves Xavier e Emir Tomazelli, autores de "Idealcoolismo" (Casa do Psicólogo, 282 págs.).
Baseados em dez anos de pesquisa com mais de 5.000 pessoas em tratamento para alcoolismo, os autores chegaram à conclusão de que o alcoólatra é, antes de tudo, um fanático de uma religião individual e autocentrada.
Em entrevista à folha, os dois explicam sua teoria e o tratamento para alcoolismo que criaram a partir dela.
Folha - Por que os srs. comparam o alcoólatra a um fanático religioso?
Antonio Alves Xavier - Porque ele transforma a bebida em uma substância divina. Ao beber o 'deus álcool', comunga com essa substância e acredita que vira deus, não tem que enfrentar as limitações e frustrações de ser humano. Vira todo-poderoso e se entrega a esse ídolo que o faz se sentir onipotente.
No livro, isso é definido como uma forma de religião degradada. O que significa?
Xavier - Não há uma distância entre o crente e seu deus. Quando alguém toma a si próprio ou a alguma coisa existente no mundo como deus, cria uma religião degradada: a pessoa adora falsos ídolos, que, no caso do alcoólatra, é a bebida. Então acaba sendo uma idolatria.
A medicina trata como dependência química...
Xavier - A forma segundo a qual vem sendo tratada a questão do álcool e das drogas tem sido muito útil, mas é uma maneira sobretudo biologicista e medicinal de abordar o problema. Aprendemos muito com a medicina e as pesquisas farmacológicas, mas a nossa proposta é entender o papel da cultura e do psiquismo na construção do vício.
Emir Tomazelli - Não adianta, para o tratamento, pensar apenas que o corpo se vicia num sistema químico. O que interessa, para nós, é o que a pessoa faz, do ponto de vista psíquico, com a substância química que ingeriu.
O que o alcoólatra faz?
Tomazelli - Deixa de ser humano, de se responsabilizar pelo que faz com sua vida -a culpa é do álcool, não dele. E acaba perdendo sua parte ética, porque fica submerso em sua individualidade, sem considerar o outro.
Xavier - Ele é um indivíduo extremamente narcisista, não entra em contato e, vamos falar português claro, é um chato. Mas nós gostamos muito de trabalhar com alcoólatras, porque encontramos uma técnica de tratamento fundamental para a doença.
Qual é essa técnica?
Xavier - Chamamos de choque de humanidade. Tentamos dar referências concretas para ele perceber que é humano, limitado, frágil.
Tomazelli - Nós queremos que ele tenha culpa, mas não aquela autocomiseração narcisista de quem acha que não precisa se tratar. É uma culpa responsável. Ele precisa sentir tristeza, isso torna as pessoas mais humanas.
Não há risco de ele entrar em depressão?
Tomazelli - É uma tarefa difícil, mas não estamos falando de uma tristeza insuportável. É fazer a pessoa entrar em contato com pequenas doses diárias da realidade, na qual a alegria é constituída por um pouco de tristeza, ao contrário da euforia produzida pela bebida ou outras drogas.
Xavier - O álcool é uma droga potentemente depressiva. No primeiro momento, é estimulante, causa euforia. A excitação é usada pelo alcoólatra como calmante. Ele não precisa enfrentar suas angústias. O alívio vindo pelo excesso de estímulo faz o sujeito pirar, leva à autopunição e à depressão.
A família é fundamental no tratamento?
Tomazelli - Pode ajudar, mas nossa técnica é uma grande chance de o sujeito tomar sua loucura em suas próprias mãos.
Xavier - Em muitos casos, o alcoólatra é o para-raios da família. Todas as angústias individuais estão projetadas nele. Na hora em que ele vai sarando, os familiares são obrigados a lidar com suas próprias angústias. Por isso, não é incomum a família sabotar o tratamento.
E qual o papel da sociedade?
Xavier - A sociedade que instiga o alcoolismo é a mesma que o reprime. O prestígio que dá às bebidas é uma forma de idolatria. Se prestarmos atenção, prateleiras de bar, muitas com estátuas de santos no meio, são parecidas com um altar.
Tomazelli - Outro problema é que a sociedade é muito complacente, trata o alcoólatra com tapinhas nas costas. A própria ideia da dependência química ajuda a tirar a responsabilidade pessoal, como se o vício fosse uma fatalidade da natureza.



21 janeiro 2013

Bizarro : Após bebedeira mulher fica entalada no cadeirão de seu filho


Mulher fica presa após tentar sentar no cadeirão do filho

Ser mãe não é fácil. Diante disso, momentos de tranquilidade são tão aguardados para finalmente descansar e se divertir. Foi o que a inglesa Serena Curtis fez, porém, com um pouco de imprudência. Após beber com sua amiga, a mulher de 31 anos decidiu se sentar no cadeirão de seu filho e precisou do Corpo de Bombeiros para ser resgatada.
Em entrevista ao jornal “The Sun”, Curtis confessou ter tomado duas garrafas de vinho com sua amiga, Jade Dickerson, pouco depois de colocar seus filhos para dormir. 

Já alterada, a inglesa decidiu tentar sentar-se no cadeirão de um de seus filhos, quando ficou presa. Após uma hora de tentativas (registradas com bom humor pela amiga), Serena teve que pedir ajuda aos bombeiros locais. 

A inglesa admitiu nunca ter sentido tanta vergonha após a chegada da equipe de resgate. “Estava com tanta vergonha. Estava usando apenas um roupão, mas consegui me vestir e pelo menos parte da cadeira cobriu meu rosto”, disse. “Fico feliz que a brigada de incêndio tenha percebido que foi apenas um acidente”, concluiu.



Alcoolismo : Inconsciência nacional


Alcoolismo, uma inconsciência nacional

Principal causa de morte em jovens: acidentes de viação, provocados pelo álcool!
Principal causa de invalidez nos jovens: acidentes de viação, provocados pelo álcool!
Principal causa de homicídios: situações ligadas ao consumo de álcool!
Basta estar atento à comunicação social, por detrás dos “tiros e facadas”, quase sempre, estão situações ligadas ao consumo de álcool.
Os tribunais entupidos… com situações ligadas ao consumo de álcool.
As cadeias hiperlotadas… por situações ligadas ao consumo de álcool.
Centros de saúde e hospitais a abarrotar de consultas médicas, porque um alcoólico na família faz adoecer os restantes familiares.
Quantas famílias destruídas (desestruturadas, como agora se diz, magoa menos) por terem, no seu seio, um alcoólico?!…
Quantas centenas de milhares de bebedores excessivos, que mais tarde serão alcoólicos, sem se aperceberem?!…
O que é o alcoolismo?
Histórica e culturalmente, é encarado como um hábito social inofensivo, um prazer, um vício. Tudo muito engraçado, até nos rimos das piadas dos etilizados. No fundo, o alcoolismo é uma doença grave e crônica, que, como qualquer dependência, não tem cura, mas tem tratamento.
Acabemos com os mitos: o álcool não mata a sede, não aquece, não relaxa. O álcool deve ser bebido com moderação e, sobretudo, saboreado.
Será que tem havido sensibilidade dos diversos poderes para lidar com esta problemática?
Será que tem havido informação e formação dos técnicos de saúde e dos familiares para lidar com estas situações?
Será que os governos, pelos vistos, só agora preocupados com as finanças públicas, fizeram contas ao que este país ganharia se se preocupasse realmente com este flagelo e o enfrentasse? Em vez de se preocupar tardiamente com as suas consequências, por exemplo, os tribunais e cadeias entupidos.
Será que este país, como qualquer sociedade minimamente racional e inteligente, se tem preocupado com a prevenção e o tratamento, em vez de jogar dinheiro para cima dos seus efeitos? Será que tem havido suficiente investimento na sua prevenção, por exemplo, com a informação nas escolas?

Pessoalmente, não conheço nada mais eficaz para prevenir o alcoolismo do que a ocupação saudável dos tempos livres dos jovens e desporto, muito desporto!
Quanto este país ganharia, em vidas humanas, em bem-estar da população e finalmente em dinheiro (de todos nós), se se preocupasse com a essência da questão – combate ao alcoolismo?!…
Pistas: Qual seria o português que não concordaria com uma maior taxação fiscal sobre o álcool e, simultaneamente, com a diminuição da taxação no pão, no leite, em frutas e legumes?! Em qualquer estabelecimento, uma cerveja é tão cara como uma garrafa de água.
Qual seria o português que não concordaria que se investisse na investigação e formação dos técnicos de saúde nesta área?
Qual seria o português que não concordaria que se investisse na informação e na formação das famílias dos alcoólicos para aprenderem a lidar com esta situação? Porque o busílis do tratamento da doença parece tão fácil, mas não é: o alcoólico reconhecer a sua doença. Quando tal acontece, é meio tratamento.
No fundo, pedia só um bocadinho de mais consciência para esta inconsciência coletiva. Será pedir muito?

Francisco Amaral – Médico em Portugal



20 janeiro 2013

Motos e bebidas : Mistura fatal

Se não mostrar a realidade, muita gente ainda vai fazer parte desse drama, ás vezes precisa ser duro por não haver outra forma de falar.