28 novembro 2013

Alcoolismo é responsável por mais de 100 mortes na Paraíba


fonte : G1 27/11/2013

Alcoolismo é responsável por mais de 100 mortes em 2013 na PB

Nos últimos quatro anos, foram registradas 514 mortes no Estado.
Grupos de Alcoólicos Anônimos ajudam no combate à doença.


O número de mortes causadas pelo alcoolismo na Paraíba já chega a 101 casos em 2013. De acordo com uma pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde, nos últimos quatro anos, já foram registradas 514 mortes no estado decorrentes da doença. A pesquisa aponta também 1.771 mortes neste mesmo período, relacionadas a cirrose e doenças crônicas do fígado, sendo 383 delas registradas este ano.
Em Campina Grande, grupos de Alcoólicos Anônimos (AA) se reúnem no município para buscar restaurar a dignidade de homens e mulheres que precisam de ajuda para combater este problema. De acordo com um voluntário do AA, que preferiu não se identificar, o atendimento às pessoas é feito através de terapia grupal. “Nossa maior dificuldade é conseguir recrutar mais pessoas para a irmandade. Não é fácil para quem está no alcoolismo se dispor da bebida e buscar ajuda”, disse o voluntário.
No município, 22 grupos atuam no centro da cidade, se reunindo quatro vezes por semana para o compartilhamento de experiências. O voluntário do AA explica que para fazer parte do grupo, o principal requisito é a vontade de parar de beber e que o serviço de alcoólicos anônimos é gratuito. “As pessoas que notam que realmente precisam de ajuda procura nosso grupo ou é convidado através de uma abordagem feita por outro companheiro e ao chegar ao AA, entende como funciona o grupo e a doença e é neste ponto que começa o tratamento”, completa o voluntário.



27 novembro 2013

Você sabe o que é Al-Anon ?


O Al-Anon é:
              - Uma associação de homens e mulheres cujas vidas foram afetadas pela maneira de beber de um
                familiar ou amigo, sendo este o único requisito para ser membro.
              - Autossuficiente, e se mantém através das contribuições de seus próprios membros, não aceitando
          doações de fora.
        - Alheio a movimentos e controvérsias; não é profissional e não está ligado a nenhuma seita, religião,
          movimento político, organização, clínica ou instituição.
        - Um programa de vida que proporciona mudanças de atitudes que levam à conquista da auto-estima e
          da serenidade.
        - Não é uma organização religiosa, nem de assistência social; e sim grupos de auto-ajuda, cujos
          membros respeitam o anonimato uns dos outros.

O Al-Anon funciona:
        - Através de reuniões em que os membros compartilham experiências, forças e esperanças, a fim de
                solucionar os problemas que têm em comum.
        - Através da troca de experiências baseada nos princípios do programa, os membros adquirem
          conhecimentos sobre a doença do alcoolismo e de si mesmos, e aprendem a se desligar
          emocionalmente do problema.
        - Como parte do Al-Anon que se destina aos adolescentes, o Alateen, realiza reuniões que seguem o
          mesmo programa e os mesmos princípios, sempre com orientação de dois membros adultos do Al-
          Anon.


Alcoolismo : Causas e Consequências - Dr. Drauzio Varella


CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

ALCOOLISMO

Drauzio Varella
Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool, na qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada.
Fatores genéticos
Sem desprezar a importância do ambiente no alcoolismo, há evidências claras de que alguns fatores genéticos aumentam o risco de contrair a doença.
O alcoolismo tende a ocorrer com mais frequência em certas famílias, entre gêmeos idênticos (univitelinos), e mesmo em filhos biológicos de pais alcoólicos adotados por famílias de pessoas que não bebem.
Estudos mostram que adolescentes abstêmios, filhos de pais alcoólicos, têm mais resistência aos efeitos do álcool do que jovens da mesma idade, cujos pais não abusam da droga.
Muitos desses filhos de alcoólicos se recusam a beber para não seguir o exemplo de casa. Quando acompanhados por vários anos, porém, esses adolescentes apresentam maior probabilidade de abandonar a abstinência e tornarem-se dependentes.
Filhos biológicos de pais alcoólicos criados por famílias adotivas têm mais dificuldade de abandonar a bebida do que alcoólicos que não têm história familiar de abuso da droga.
Intoxicação Aguda
O álcool cruza, com liberdade, a barreira protetora que separa o sangue do tecido cerebral. Poucos minutos depois de um drinque, sua concentração no cérebro já está praticamente igual à da circulação.
Em pessoas que não costumam beber, níveis sangüíneos de 50mg/dl a 150 mg/dl são suficientes para provocar sintomas. Esses, por sua vez, dependem diretamente da velocidade com a qual a droga é consumida, e são mais comuns quando a concentração de álcool está aumentando no sangue do que quando está caindo.
Os sintomas da intoxicação aguda são variados: euforia, perda das inibições sociais, comportamento expansivo (muitas vezes inadequado ao ambiente) e emotividade exagerada. Há quem desenvolva comportamento beligerante ou explosivamente agressivo.
Algumas pessoas não apresentam euforia, ao contrário, tornam-se sonolentas e entorpecidas, mesmo que tenham bebido moderadamente. Segundo as estatísticas, essas quase nunca desenvolvem alcoolismo crônico.
Com o aumento da concentração da droga na corrente sanguínea, a função do cerebelo começa a mostrar sinais de deterioração, provocando desequilíbrio, alteração da capacidade cognitiva, dificuldade crescente para a articulação da palavra, falta de coordenação motora, movimentos vagarosos ou irregulares dos olhos, visão dupla, rubor facial e taquicardia. O pensamento fica desconexo e a percepção da realidade se desorganiza.
Quando a ingestão de álcool não é interrompida surgem: letargia, diminuição da frequência das batidas do coração, queda da pressão arterial, depressão respiratória e vômitos, que podem ser eventualmente aspirados e chegar aos pulmões provocando pneumonia entre outros efeitos colaterais perigosos.
Em não-alcoólicos, quando a concentração de álcool no sangue chega à faixa de 300mg/dl a 400 mg/dL ocorre estupor e coma. Acima de 500 mg/dL, depressão respiratória, hipotensão e morte.
Metabolismo do álcool
O metabolismo no fígado remove de 90% a 98% da droga circulante. O resto é eliminado pelos rins, pulmões e pele.
Um adulto de 70kg consegue metabolizar de 5 a 10 gramas de álcool por hora. Como um drinque contém, em média, de 12 a 15 gramas, a droga acumula-se progressivamente no organismo, mesmo em quem bebe apenas um drinque por hora.
O álcool que cai na circulação sofre um processo químico chamado oxidação que o decompõe em gás carbônico (CO2) e água. Como nesse processo ocorre liberação de energia, os médicos recomendam evitar bebidas alcoólicas aos que desejam emagrecer, uma vez que cada grama de álcool ingerido produz 7,1 kcal, valor expressivo
diante das 8kcal por grama de gordura e das 4kcal por grama de açúcar ou proteína.
Usuários crônicos de álcool costumam nele obter 50% das calorias necessárias para o metabolismo. Por isso, frequentemente desenvolvem deficiências nutricionais de proteína e vitaminas do complexo B.
Tolerância e alcoolismo crônico
A resistência aos efeitos colaterais do álcool está diretamente associada ao desenvolvimento da tolerância e ao alcoolismo.
Horas depois da ingestão exagerada de álcool, embora a concentração da droga circulante ainda esteja muito alta, a bebedeira pode passar. Esse fenômeno é conhecido como tolerância aguda.
O tipo agudo é diferente da tolerância crônica do bebedor contumaz, que lhe permite manter aparência de sobriedade mesmo depois de ingerir quantidades elevadas da droga. Doses de álcool entre 400mg/dl e 500 mg/dl, que muitas vezes levam o bebedor ocasional ao coma ou à morte, podem ser suportadas com sintomas mínimos pelos usuários crônicos.
Diversos estudos demonstraram que as pessoas capazes de resistir ao efeito embriagante do álcool, estatisticamente, apresentam maior tendência a tornarem-se dependentes.
Síndrome do blackout e da abstinência
Pode ocorrer em bebedores esporádicos ou crônicos e caracteriza-se por amnésia que pode durar horas, sem perda de consciência da realidade durante a crise. O blackout (ou apagamento) acontece porque o álcool interfere nos circuitos cerebrais encarregados de arquivar acontecimentos recentes. O quadro, de certa forma, lembra o perfil de memória das pessoas idosas, capazes de contar com detalhes histórias antigas, mas que não conseguem recordar o cardápio do almoço.
O álcool é uma droga depressora do Sistema Nervoso Central. Para contrabalançar esse efeito, o usuário crônico aumenta a atividade de certos circuitos de neurônios que se opõem à ação depressiva. Quando a droga é suspensa abruptamente, depois de longo período de uso, esses circuitos estimulatórios não encontram mais a ação depressora para equilibrá-los e surge, então, a síndrome de hiperexcitabilidade característica da abstinência.
Seus sintomas mais frequentes são: tremores, distúrbios de percepção, convulsões e delirium tremens.
Reconhecimento da dependência e reabilitação
Uma das características mais importantes do alcoolismo é a negação de sua existência por parte do usuário. Raros são aqueles que reconhecem o uso abusivo de bebidas, passo considerado essencial para livrarem-se da dependência.
As recomendações atuais para tratamento do alcoolismo, envolvem duas etapas:
a) Desintoxicação – Geralmente realizada por alguns dias sob supervisão médica, permite combater os efeitos agudos da retirada do álcool. Dados os altíssimos índices de recaídas, no entanto, o alcoolismo não é doença a ser tratada exclusivamente no âmbito da medicina convencional.
b) Reabilitação – Alcoólicos anônimos – Depois de controlados os sintomas agudos da crise de abstinência, os pacientes devem ser encaminhados para programas de reabilitação, cujo objetivo é ajudá-los a viver sem álcool na circulação sanguínea.
Para que o tratamento tenha sucesso é fundamental a participação dos familiares e amigos próximos.


22 novembro 2013

Menores compram bebidas alcoólicas livremente em São Paulo - Vídeo


fonte : UOL mais

Foram dez estabelecimentos nas diversas regiões da capital paulista. E o resultado foi desanimador. Em todos os locais, duas jovens, de 15 e 17 anos, conseguiram comprar bebida alcoólica sem nenhuma restrição. A lei anti-álcool proíbe a venda de bebidas para menores, mesmo que eles estejam acompanhados.





17 novembro 2013

COMPORTAMENTO: Vulgaridade e decadência alcoólica feminina vem desde a Antiguidade.

fonte : Conexões inevitáveis

COMPORTAMENTO: Vulgaridade e decadência alcóolica feminina vem desde a Antiguidade.

Às vezes fico refletindo sobre o conceito de mulher vulgar. Será que de fato o conceito existe ou se trata apenas de uma definição arbitrária do senso comum?Será que a vulgaridade atribuída aos atos e gestos de algumas mulheres não é fruto de mais um dos sorrateiros expedientes machistas da dominação masculina? Bem! Talvez, de fato, o conceito de mulher vulgar só sirva propriamente às mulheres, pois a elas interessa mais do que aos homens qualificar uma conduta de sua semelhante de gênero como vulgar. Afinal de contas, mulheres são ou não são desunidas entre si?

Passei a refletir sobre isso, do alto de minha barbicha coçada à exaustão,quando penso em escrever minhas litanias virtuais, tendo em conta recente episódio, tristemente testemunhado por mim, por estes olhos meus que a terra há de comer, quando, recentemente, visitei um agradável barzinho, ao lado de um amigo meu, colega de profissão. Nós, como dois professores almejando o santificado chopinho de fim de expediente após a labuta das aulas, dirigimo-nos ao  nosso suntuoso templo da cevada (alguns mais gaiatos, incluindo eu, chamam de "escritório") e lá, além da grata presença de amigos queridos, encontramos também três ex-alunas desse meu colega de vida boêmia, e o que poderia até se transformar num papo agradável, acabou me soando como a antesala do inferno (não meu, porque como diria Sartre: "o inferno são os outros!"). Quando uma das moçoilas nos abordou, esta, assim como suas colegas, parecia visivelmente alcoolizada. Até aí, tudo bem!Afinal de contas, quem é que não bebe mais da conta de vez em quando, não é mesmo?! O problema é que o estado alcoolizado das ditas estudantes universitárias no período noturno e trabalhadoras do setor terciário durante o dia, passou dos limites, quando o grupo passou a dar sinais de que sua farra poderia se transformar, facilmente, numa cena de hospital ou caso de polícia. E não foi o que ocorreu?

Entre galhofas, esbarrões, frases desconexas, babadas, cuspidas, puxões de cabelos entre elas, copos quebrados e amendoins de aperitivo sobrevoando as mesas, pude perceber até que ponto não só o homem, mas também a mulher pode sair de sua altivez feminina, cair do salto e literalmente bater com sua boca carnuda e vermelha de batom no fundo da sarjeta.Espanta ao homem ver uma mulher alcoolizada porque isso o faz comparar a embriaguez feminina com o absurdo da conduta masculina pós-álcool, identificada com a irresponsabilidade do homem ou exercício babaca de macheza ("o macho tem que beber"), contrária à conduta da mulher sóbria; pois, para o homem, as mulheres deveriam ser a encarnação da sobriedade. Na lógica patriarcal de nossa sociedade ocidentalizada, em seus moldes greco-romanos e com forte influência da cultura judaico-cristã, a figura do ébrio é sempre representada pelo homem, enquanto que para mulher compete a imagem da austeridade, da serenidade maternal que a tudo acolhe e tolera, inclusive os porres do marido. A "mulher honesta" a que aludia Júlio César, para justificar na Roma Antiga seu divórcio de Pompéia, deveria ser aquela mulher do tipo "Amélia" (que me perdoem as detentoras desse nome); ou seja, aquela que fica em casa, costurando ou cerzindo os uniformes do marido a serem usados na guerra, enquanto que o homem-guerreiro, ao voltar das batalhas, teria direito ao porre de comemoração, em tributo a Baco, enquanto que à mulher restaria uma ansiosa espera no lar do marido embriagado, à disposição de seu homem para entregar o seu corpo após a festa masculina, mesmo que tendo de aguentar um desgraçado hálito de vinho. Uma mulher que não se portasse dessa maneira, e, ao revés, provocasse a ira dos deuses, confrontando-os, saindo na balada e bebendo do que seria um líquido reservado aos homens, ou era tachada de bruxa ou prostituta. Parodiando a célebre novela televisa de Manoel Carlos, ao invés de "mulheres apaixonadas", nascia o epíteto da vulgaridade para as nossas "mulheres embriagadas"!

Vulgus, do latim, significa "povo, massa comum", ou simplesmente a palavra" popular". Sêneca já aplicava o termo em Roma para qualificar a turba, o povão, a plebe, aquela categoria social numerosa e distinta da elite, formada por homens e mulheres simples, que fazem da simplicidade sua maneira de ser. Vulgar foi então um termo utilizado para definir algo que seja do povo, do gosto comum, algo distante do que querem ou pensam os sábios, os estudiosos, os letrados, os detentores de conhecimento. Ora, tem coisa mais popular (vulgar) do que a bebida, consumida em larga escala sem distinções de raça, credo ou classe social? Por que as mulheres então seriam tidas como vulgares porque bebem?

A embriaguez para os gregos, definitivamente, não era atributo feminino. Seja no Banquete de Platão, ou nos relatos de Plutarco, Heródoto ou Tulcídides, a hora onde os convivas se regalavam no vinho e bebiam até cair ou vomitar era atributo dos homens, dos senhores das letras e da política, que em tributo a Dionísio, e levando em conta a fartura das colheitas de vinho, deveriam se entregar aos excessos, conduzindo-se a estados cada vez mais delirantes de embriaguez, enquanto competia às criadas ou esposas tão somente recolher  em vasos o vômito de seus senhores. Não raro, figuras influentes da política deixavam-se embriagar na alcova, junto a suas amantes ou prostitutas, porque, na verdade, o compartilhamento da bebida inebriante não deveria ser feito junto às esposas. Na Idade Média, o feudalismo e o advento de uma cultura fundada na religiosidade cristã, com o poderio da Igreja Católica, reforçou os estereótipos e papéis sociais, condenando o álcool e a embriaguez, reservando às mulheres até mesmo a fogueira, se adotassem um comportamento semelhante ao das feiticeiras, estas sim, vorazes consumidoras de bebidas alcóolicas. O delírio, a conduta alucinada de quem bebe, não deveria estar associada à sagrada figura feminina. O cristianismo católico, vinculado ao cânone da santidade de Maria, não poderia admitir que no seio de sua comunidade pudessem existir mulheres depravadas, que destoam do seu ofício natural de mães, contrariando os mandamentos da igreja e se deixando levar pelo álcool. A saída para as cortesãs era o período do Carnaval, festa pagã tipicamente da Renascença, criada com anuência da igreja, no sentido de permitir, ao menos uma vez durante o ano, antes da quaresma, um curto período onde eram permitidas as licenciosidades (inclusive goles de birita tanto para homens e mulheres, desde que bem escondidinhos pelas máscaras carnavalescas).

Mulher alcoolizada passou então a ser tabu na sociedade ocidental, tanto quanto o adultério, o divórcio ou o incesto. Durante séculos os abusos a que estavam sujeitas devido à dominação masculina fizeram com que as mulheres ficassem obrigatoriamente sóbrias. Na segunda metade do século XIX, com o desenvolvimento da psiquiatria e o surgimento da psicologia e posterior advento da psicanálise freudiana, o alcoolismo feminino passou a ser associado com doença, com surtos de histeria ou loucuras decorrentes do estado hormonal, que faziam a mulher tomar uns dois tragos ou mais, ou mesmo tão e simplesmente sinais de decadência moral e física. Quem desposaria uma mulher que leva uma garrafa debaixo do braço? Ter ao seu lado uma mulher alcóolatra era a pior das infâmias, motivo de escárnio ou preces devido a uma maldição causada ao homem por punição divina. Mulher e copo cheio de bebida não correspondiam, ao menos que o whisky, a cerveja, o vinho ou a cachaça fossem sorvidos pelo homem, a fim de alimentar seu apetite sexual e assim, de forma ébria, satisfazer-se sexualmente possuindo uma mulher, em estado de embriaguez preordenada.

Somente no século XX, com os movimentos de libertação da mulher e o surgimento do feminismo, o consumo de álcool e outras condutas tanto adotadas por homens quanto por mulheres, passaram, a meu ver, a serem toleradas na sociedade, não sem um certo tom de crítica e estereótipos traçados pela cultura do período. Até hoje, a visão de uma mulher segurando uma garrafa de bebida alcóolica, pode simbolizar tanto propaganda de cerveja quanto o auge da vulgaridade. No Código Penal, na jurisprudência, e na doutrina jurídica sobre os crimes sexuais, o fato de um homem ter relações sexuais com uma mulher embriagada ainda pode suscitar um processo por crime de estupro, com violência presumida, uma vez que muitos teóricos do direito entendem que a mulher num estado de embriaguez é incapaz de discernir sobre a natureza de seus atos ou de manifestar consentimento. Em função disso, muitos homens alertam os outros da "roubada" de conhecer uma mulher embriagada no meio da noite e com ela ir para a cama, uma vez que no dia seguinte o sujeito pode ter a polícia batendo na sua porta. O álcool ainda pode ser utilizado por muitos como artíficio ou mecanismo para inibir a mulher, tirar dela toda a liberdade de ação, e com isso usar da substância alcóolica como mais uma instrumento de subjugação.

Entre as figuras célebres no meio feminino que popularizam o consumo do álcool e até o utilizaram como marketing involuntário, podemos citar, na contracultura do final dos anos 60, a cantora Janis Joplin, que entre goles e mais goles de whisky, vodka e um quilo de drogas e substãncias  alucinógenas, cantou a alma da mulher ferida entre um trago e outro, cambaleando por vezes no palco com sua embriaguez triste, porém lírica. Décadas antes, Billie Holliday sucumbia ao efeito das mesmas drogas e de doses cavalares de álcool, sem medo de dizer o que sentia ou o que cantava, e dando de bruços às críticas da sociedade conservadora e racista de sua época. O consumo de bebida e a imagem da bad girl passaram a caminhar juntos, e assim como os demais símbolos de contestação, as chamadas "moças de familia" passaram a sair de casa, contrariar seus pais e tomar umas doses de bebida, não sem antes receberem a extremada crítica de que mulher que bebe é mulher vulgar, mulher vadia ou que não tem a cabeça no lugar. Pra reforçar o estereótipo, na década de 80 do século passado, no lugar de Janis Joplin, tivemos o corpo sóbrio, sarado e rebolado de Madonna, dançando freneticante like a virgin, exalando sensualidade, mas sem uma gotinha de álcool, no seu perfil de geração saúde, regado à alimentação macrobiótica, exercícios, plásticas e cabala. Somente no novo século, nesta última década, é que pudemos reviver a estética de estrelas bebuns, como no caso das cantoras inglesas Amy Winehouse ou Lily Allen. No caso da primeira, as estripulias etítlicas serviram de fermento para os paparazi, enchendo os tablóides e alimentando a fama da nova estrela da soul music global, tanto quanto sua música, que esboça o mesmo sofrimento da perda do amor sentido a cada gole da mulher traída ou abandonada, como as idas e vindas das clínicas de reabilitação por consumo de álcool ou drogas de Miss Winehouse; enquanto que no caso da segunda, o consumo excessivo de álcool mais parece uma picardia juvenil pós-adolescente de quem quer aparecer através da birita. É! De qualquer forma, a impressão que fica é que sempre parece feio ver uma mulher encher a cara, e mais feio ainda de ver que nas novas gerações, mais e mais mulheres buscam seus iguais direitos numa sociedade masculinizada, imitando até os vícios dos criticados homens, vindo a beber tanto ou mais que seus antagonistas de gênero. Será que é preciso mesmo beber tanto?

Volto para a cena que vi nesta semana, vendo uma pobre coitada despencar embriagada de uma cadeira, batendo a cabeça no piso do bar, permanecendo inconsciente e desanimada, enquanto uma turba de garçons se apressava a reanimá-la, entre golfadas e mais golfadas de vômito. Pensei que desabava ali não mais apenas uma mulher embriagada, mas também o resto de sua autoestima e credibilidade. Bebemos por vários motivos: ou para comemorar a vitória de nosso time, o novo emprego conquistado, o nascimento do filho, a aprovação no vestibular, um novo emprego ou um aumento de salário; assim como podemos tomar mais uma dose para afastar sentimentos recônditos que odiamos, fugir da tristeza que não cansa de ficar, ou para esquecer amores perdidos. No caso da mulher, parece que a sentença por ter bebido e exagerado parece mais pesada e demasiada do que a dos homens. Não importa só a ressaca física da mulher que beijou a lona após ter bebido demais, mas sim aquela ressaca moral,que insiste em permanecer quando vemos que o fiapo de sedução que a mulher possuía desaparece,quando ao invés de um rosto, um cabelo ou corpo bonito, o que sobra é um corpo flácido e alcoolizado, mais parecendo um saco de batatas do que um objeto do desejo, numa noite perdida em uma mesa de bar. Não sou contra mulheres que bebem, e sou muitas vezes parceiro de uma rodada de chope de muitas de minhas amigas, mas o que percebo tristemente é que mais e mais mulheres desconhecidas vão me aparecer com bafo de whisky, martini ou cachaça, e dessas, com muita certeza, creio que não vou ter muito o que acrescentar. Só posso dizer uma coisa: SE BEBER NÃO DIRIJA! Até o próximo gole!!

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06 novembro 2013

Os males que o álcool pode causar para sua saúde


Os males que o álcool pode causar para a sua saúde

Tomar aquela cervejinha ou uma deliciosa taça de vinho no happy hour é quase um direito constitucional. Para aproveitar aquela balada você vai com tudo também e não precisa se arrepender disso. Mas tome cuidado com os abusos porque uma pesquisa divulgada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostrou que o consumo excessivo de álcool entre as mulheres cresceu 24% este ano, passando de 15% para 18,5% das brasileiras. E esse percentual pode estar diretamente ligado ao aumento de casos de doenças cônicas.

De acordo com o médico Dráuzio Varella, as mulheres que consomem bebidas alcoólicas de forma abusiva estão mais suscetíveis a doenças de fígado, doenças cardiovasculares, câncer de mama, osteoporose, distúrbios psiquiátricos e, ainda, correm mais perigo de sofrer violência.




Isso acontece porque o metabolismo feminino não é igual ao masculino. Se a mesma dose de bebida (ajustada ao peso corpóreo) for administrada para indivíduos do sexo oposto, a mulher apresentará níveis alcoólicos mais altos que o homem. “A fragilidade aos efeitos embriagadores do álcool no sexo feminino é explicada pela maior proporção de tecido gorduroso no corpo das mulheres, por variações na absorção de álcool no decorrer do ciclo menstrual e por diferenças entre os dois sexos na concentração gástrica de desidrogenase alcoólica (enzima crucial para o metabolismo do álcool)”, afirma o médico.

Por isso, as mulheres podem progredir mais rapidamente para o alcoolismo crônico e desenvolver doenças de fígado, por exemplo. Se você toma de 28 a 41 drinques por semana (1 drinque corresponde a 1 copo de vinho, ou 1 lata de cerveja ou 50 ml de bebida destilada) você corre risco de desenvolver cirrose 16 vezes mais do que os homens abstêmios.
E se o consumo aumenta para três drinques diários o risco de sofrer de hipertensão arterial cresce para 40%, com probabilidade de acontecer um derrame cerebral hemorrágico. E ao ingerir até cinco doses diárias você já corre o risco de desenvolver câncer de mama.
Além de doenças graves, Drauzio Varella ressalta que mulheres que bebem excessivamente também estão mais sujeitas a agressões físicas. Isso porque elas geralmente escolhem ou vivem com parceiros que também exageram na bebida.
Então, se for para a balada ou tomar uma cerveja com suas amigas no barzinho fique atenta para não entrar nesse grupo de risco. Isso porque a margem de segurança entre a quantidade benéfica de álcool e a que traz prejuízos à saúde é muito estreita para as mulheres e nem sempre fácil de ser delimitada.
ÁLCOOL DROGA QUE MATA MILHÕES !!!

05 novembro 2013

Ondansetrona pode ajudar no tratamento do alcoolismo - Vídeo



fonte : UOL Mais

Medicamento promete reduzir dependência do álcool
A ondansetrona, substância usada para diminuir náusea, está sendo usada para reduzir o retorno de alcoólatras à bebida, com estatística comprovando sua utilidade.




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