31 janeiro 2014

Paixão por vodka mata milhares de Russos


fonte : REUTERS - 

Paixão por vodka mata russos aos milhares, mostra pesquisa

Um quarto de todos os homens russos morre antes de chegar aos 55 anos e a paixão deles pelo álcool, particularmente a vodka, é a grande culpada, de acordo com uma pesquisa realizada.
Um estudo conduzido com mais de 150 mil pessoas descobriu taxas de mortalidade excepcionalmente altas entre homens russos, alguns dos quais afirmaram beber três garrafas ou mais do destilado por semana.
Não tão surpreendentemente, as mortes entre beberrões são decorrentes sobretudo do envenenamento por álcool, acidentes, violência e suicídio, mas também de doenças como câncer de garganta e fígado, tuberculose, pneumonia, pancreatite, e doenças hepáticas.
"As taxas de mortalidade têm flutuado sem controle pelos últimos 30 anos de acordo com as variações nas restrições ao álcool e estabilidade social sob os governos dos presidentes Gorbachev, Yeltsin e Putin, e o fator principal a conduzir essas flutuações foi... a vodca", afirmou o pesquisador Richard Peto, da universidade britânica de Oxford, que trabalhou no estudo.
Os pesquisadores, incluindo o membro do Centro de Pesquisa sobre o Câncer de Moscou David Zaridze, destacaram que enquanto as taxas de mortalidade britânicas entre 15 e 54 anos têm decaído de maneira constante desde os anos 1980, sobretudo porque a maior parte das pessoas deixaram de fumar, as taxas de mortalidade russas nessa faixa etária flutuaram abruptamente --frequentemente alinhadas com os níveis de consumo de álcool.
Com as restrições ao álcool impostas pelo governo de Mikhail Gorbachev em 1985, o consumo caiu em torno de 25 por cento, mesma variação observada na taxa de mortalidade, disseram os pesquisadores. E quando o comunismo entrou em colapso na Rússia, o consumo de álcool subiu com força, assim como as taxas de mortalidade.
Recentemente, desde que reformas na política russa sobre o álcool foram introduzidas em 2006, o consumo de destilados caiu em cerca de um terço e também caiu o risco de morte antes dos 55 anos, de acordo com os pesquisadores -- embora tal risco "continue substancial".
Para o estudo, publicado no periódico médico Lancet, os pesquisadores perguntaram a 151 mil pessoas o quanto de vodca eles bebiam, e se fumavam, e então as monitoraram por até uma década.
Cerca de 8 mil indivíduos morreram durante a pesquisa, e os resultados mostraram um risco muito maior de morte entre homens que fumavam e também bebiam três ou mais garrafas de meio litro de vodca por semana do que naqueles que fumavam e bebiam menos de uma garrafa por semana.
Zaridze descreveu as relações entre a vodca e as mortes como uma "crise de saúde" na Rússia, mas ressaltou que é algo que pode ser revertido caso as pessoas passem a beber mais moderadamente.
"A queda significativa nas taxas de mortalidade russas após a introdução de controles moderados sobre o álcool em 2006 demonstra essa reversibilidade", disse ele.
"Pessoas que bebem destilados de maneira perigosa tem uma grande redução no risco de morte prematura assim que interrompem (o hábito)."

Sob o efeito de álcool - Vídeo real e forte que irá mudar muitas opiniões sobre alcoolismo


Um documentário, forte - e triste -, sobre um jovem americano, de nome Ryan, dependente de álcool, mais especificamente de vodka. 
Não vou entrar em detalhes aqui, mas posso dizer que dificilmente verei de novo alguém tão devastado pelo alcoolismo.
Só para registrar : 
O rapaz desse documentário, embora tenha procurado ajuda, morreu antes dos 30 anos de idade. 






30 janeiro 2014

Simulador mostra como é dirigir sob efeito do álcool - vídeo


Simulador do Detran promete mostrar como é dirigir sob efeito do álcool

Um simulador do Detran 2014 promete mostrar como os motoristas dirigem sob efeito de bebidas alcoólicas. É possível fazer ajustes como a quantidade de bebida ingerida, sexo e peso do jogador.








29 janeiro 2014

Como ajudar seu cônjuge a vencer a dependência

fonte : Família.com.br

COMO AJUDAR SEU CÔNJUGE A VENCER O ÁLCOOL

A diferença entre um hábito e um vício varia somente no grau de dependência. Uma pessoa que apenas possui um hábito, não terá problemas quando, por exemplo, tiver que interromper o uso de álcool  por recomendação médica. Já o dependente sentirá mais falta do que se esperava, não admite a verdade, e muitas vezes apenas mascara o vício como sendo um hábito. A falta do objeto do vício traz ansiedade, depressão, pensamentos de como transgredir o fato de que é proibido, dor, saudade, pensamento contínuo.

Isso diz respeito ao álcool, ao cigarro e drogas onde o uso constante simplesmente não define um hábito, mas um vício direto.

Algumas dicas de como ajudar nosso cônjuge a vencer os vícios:

1. Você não pode mudar ninguém. Esse reconhecimento precisa fazer parte da sua missão em ajudar seu cônjuge. Vai depender da motivação e do desejo dele querer se livrar do vício, não de você.

2. Cuide de você mesmo. Para ajudar um cônjuge com um vício você precisa estar bem, acima de tudo. Precisará buscar equilíbrio em sua vida de forma que tenha forças, física, psicológica e emocionalmente para lidar com a situação. Mantenha sua vida, seu grupo de amigos e família e seus afazeres diários, a fim de poder ter um escape da situação sempre que precisar.

3. Algumas dicas que podem ajudar:
  • Seja criativo: Não minta, mas encontre formas de comunicar-se com seu cônjuge, de forma que ele possa prestar atenção em suas razões.
  • Escolha o melhor momentoUm momento onde seu parceiro esteja são e de relativo bom humor é a hora para conversarem sobre a relação e o que o vício está fazendo com a convivência entre o casal e a família. Não procure conversar quando ele estiver alterado ou agitado.
  • Peça ajuda: Pessoas que também são próximas de seu cônjuge podem ajudar, como por exemplo, fazerem parte da conversa e puxar o assunto com sutileza e sem muita enrolação. Mas precisa ser alguém que ele confie e respeite.
4. Informe-se. Para você saber o que você vai enfrentar com o cônjuge, você precisa se informar sobre a dependência e as diferentes fases e faces do mesmo. Informe-se também sobre os tratamentos adequados, grupos de apoio, clínicas, entidades públicas. É importante que quando estiver pronto para falar com seu cônjuge sobre o assunto, já tenha meios de apresentar soluções sobre o problema.

5. Acompanhe-o. Depois que identificarem possíveis métodos de tratamento e locais de encontros e terapia, acompanhe-o aos encontros, e tenha certeza de continuar cuidando de si mesmo e do seu lado emocional para suportar a tempestade de emoções que virá pela frente.

6. Cuide de sua segurança. As crises de abstinência bem como o processo todo em si pode colocar sua segurança em risco, bem como outros membros da família que estão tentando ajudar seu cônjuge. Tenha certeza que mantém crianças fora de risco, e também uma lista de telefones de emergência com pessoas que possa contar.

7. Aprenda a dizer não. Uma vez que seu cônjuge pedir ajuda e decidir definitivamente que quer vencer o vício, aprenda a dizer não. Não vá comprar mais garrafas de bebida, nem cerveja para ele. Pare também com as desculpas do porquê seu cônjuge tem determinado vício. Assuma a verdade, que embora dolorida, vai ajudar você a lidar com a situação. Negar só alimenta o vício ainda mais.

8. Tenha paciência. A recuperação não vai acontecer da noite para o dia, nem sua capacidade de lidar com a situação ou o fato dele estar preparado e seguro de que quer se livrar do mesmo. Paciência e perseverança são essenciais para o sucesso. Se achar que não consegue fazer isso, procure ajuda extra, como internações em clínicas e tratamentos diferenciados de acordo com o problema.

Sobre sua decisão em ajudá-lo ou abandoná-lo, dependerá do seu comprometimento com a instituição do casamento. Quais vantagens e desvantagens de estar ao lado de alguém que está sofrendo um problema, que é seu marido ou esposa, e pai ou mãe de seus filhos? Antes de fazer uma decisão é bom lembrar duas coisas:
  • Você fez um convênio de ficar com a pessoa em momentos bons e ruins. Se não fosse este o problema poderia ser outro de igual ou maior proporção, então como faria? Desistir não é a melhor opção.
  • Procure ajuda especializada, principalmente se se sente um fracasso pelo fato do cônjuge ser viciado, ou não sabe como lidar com a situação.
Antes de cuidar de outra pessoa, você precisa cuidar de você. Informe-se sobre a melhor maneira de ajudar o seu cônjuge e peça ajuda se precisar.



QI Médico com Moacyr Scliar

fonte : Revista Seleções Reader's Digest



Para não ter problemas com o álcool
Como alguém pode se dar conta de que corre risco de dependência alcoólica?
O consumo de álcool no Brasil é muito elevado, segundo vários levantamentos, e ultrapassa 10% da população. O problema é mais frequente entre homens e nas regiões Norte e Nordeste. Um dado preocupante é o alto consumo de álcool entre adolescentes. Para que a pessoa possa fazer algo a respeito, a primeira medida é reconhecer o problema. Muita gente simplesmente nega que consome álcool em excesso. Para despertar a consciência, um teste muito simples foi desenvolvido pelo Dr. John Ewing, especialista em Alcoolismo na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
O teste é conhecido pela sigla CAGE, que, em inglês, quer dizer “gaiola”. A expressão é formada pelas iniciais de quatro palavras-chave: cut, cortar; annoyed, aborrecido; guilty, culpado; e eye, olho. As quatro palavras aparecem em perguntas:
  1. Você alguma vez pensou em cortar (cut) a bebida?
  2. Alguém já o deixou aborrecido (annoyed) ao criticar o modo como você bebe?
  3. Alguma vez você se sentiu culpado (guilty) pelo jeito como você bebe?
  4. Você costuma beber logo de manhã cedo para se acalmar ou para diminuir o efeito da ressaca, “abrindo os olhos inchados” (eyes)?
Mais de duas respostas afirmativas sugerem risco de abuso ou dependência. Procure ajuda imediatamente.

LEMBRE-SE que a motivação e o desejo de abandonar a dependência do álcool tem que começar por você, sem isso é impossível alguém ajudá-lo. 

" NUNCA ABANDONE UM DEPENDENTE, VOCÊ PODE SER A DIFERENÇA ENTRE A VIDA E A MORTE ".
Misael Barboza



25 janeiro 2014

Mike Tyson revela que está ' a beira da morte ' - vídeo

“Eu quero viver a minha vida sóbrio. Não quero morrer e eu estou à beira da morte, porque eu sou um alcoólatra viciado. ” Mike Tyson voltou a se referir seus vícios para procurar ajuda.
“Eu estive mentindo para todos aqueles que pensavam que viveu serenamente, mas eu não sou assim. Este é o meu sexto dia sem beber e isso é um milagre “, comentou o lendário boxeador americano.
Após a sua estreia no sábado, quando um promotor de boxe , onde sofreu a perda de seu principal e primeiro tropeço neste negócio, expressou seus desejos para o futuro:
“Eu fiz um monte de coisas ruins e quero ser perdoado, quero mudar minha vida, ter uma vida  diferente a partir de agora “, disse ele em uma conversa com a ESPN .
“Foi uma overdose de drogas após a outra… Cheguei a pensar em suicídio Agora devo um monte de dinheiro, tenho problemas com impostos e gestores que me arruinaram”, disse sobre o seu calvário.




Adriane Galisteu fala da morte do pai por alcoolismo - Vídeo


Adriane Galisteu Fala da Morte do Pai Por Alcoolismo






24 janeiro 2014

Mulher morre de cirrose


fonte : Cabuloso - Fatos da Vida Real 
A mulher morreu de envenenamento por álcool, depois de uma bebedeira ela terminou sua vida na miséria. A coloração marrom escuro das nádegas são matéria fecal misturada com sangue devido ao sangramento gastrointestinal. 







23 janeiro 2014

MULHER : As sequelas da bebida alcoólica

fonte : M de mulher Saúde


As sequelas da bebida alcoólica

Se você vira o copo só de vez em quando, que mal há? Eis uma notícia de causar ressaca: para a sua saúde, a quantidade é mais prejudicial que a frequência.


 "Depois da euforia e da desinibição inicial, a capacidade de tomar decisões sensatas desaba. Quem é impulsivo, por exemplo, fica ainda mais", alerta a psicóloga Neliana Buzi Figlie, diretora da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo. Claro, você não precisa abandonar de vez a cervejinha de que tanto gosta. Desde que fique esperta sobre a diferença entre consumo moderado e abusivo, a fim de não acabar no prejuízo. E não é tarefa fácil, pois o efeito de cada bebida varia de amiga para amiga, pois depende de peso, altura, genética e processos químicos, entre outros fatores. Mas uma coisa é certa: nós, mulheres, somos mais vulneráveis aos danos causados pela bebida que os homens. E mais: nosso corpo tem mais gordura, que retém o etanol, e menos água, o que reduz sua diluição. Ou seja, se você bebe tanto quanto os amigos do sexo oposto, pode se dar mal.

Abuso sorrateiro

Um dos culpados por fazer a gente passar do ponto na balada é a crença de que apenas quem sofre de dependência alcoólica corre perigo. Mas a verdade é: quanto mais bebemos, mais tolerante nosso organismo se torna à bebida, fazendo com que a gente avance sem perceber. "O consumo excessivo é uma porta de entrada para o alcoolismo", ressalta Patrícia Hochgraf, psiquiatra e coordenadora do Programa de Atenção à Mulher Dependente Química do Hospital das Clínicas de São Paulo. Se as informações quanto aos efeitos nocivos imediatos e em longo prazo estão aí, para todo mundo ver, por que viramos um cálice atrás do outro de livre e espontânea vontade? Segundo a psicóloga Jussara Almeida, do Rio de Janeiro, é um dos custos da emancipação feminina. "Como não dependemos mais do dinheiro do marido, nos sentimos à vontade para gastar com o que bem entendermos. Essa liberdade, muitas vezes, nos leva a agir de modo similar ao dos homens a fim de afirmar a igualdade", diz. "Ademais, hoje é socialmente aceitável que uma mulher beba, o que não ocorria no passado", acrescenta.

Pistas antirressaca

Usar o bom senso, então, é fundamental. Quando ele falha, o corpo se encarrega de avisar. Vomitar nada mais é do que uma defesa natural do organismo para expulsar o álcool em excesso. E, quando seu corpo não consegue mais metabolizar o etanol, simplesmente “desliga” algumas atividades, como a retenção de memória. "A amnésia alcoólica é uma constatação de que houve abuso", diz a psicóloga Neliana Buzi. E, vale lembrar: a mulher que bebe além do próprio limite corre mais risco de ser estuprada, fazer sexo desprotegido, sofrer prejuízos financeiros ou acidente de carro.
E não adianta tomar só um tipo de bebida. O senso comum de que misturar fermentados com destilados é que potencializa o efeito ruim não passa de mito. Segundo Neliana, o que interessa é a quantidade de álcool ingerida. "Existe essa falsa percepção porque o teor alcoólico da bebida fermentada, como vinho ou cerveja, é menor do que o de uma destilada, tipo uísque", diz. Dos 38,40% da população que admitiram já ter dirigido alcoolizada, 43% o fizeram em baladas e festas antes de pegar na direção, segundo o Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas e pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, de São Paulo. Não existem estatísticas recentes que relacionem o uso do álcool com mortes no trânsito no Brasil, mas uma pesquisa feita pelo Instituto Médico Legal de São Paulo, em 1999, apontou que cerca de 50% dos casos de morte em acidentes de carro estão relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas. Então, é bom pensar nisso antes de pedir mais daquela margarita inocente na balada, concorda?

Hora de parar

Nem sempre é fácil perceber quando a gente anda passando do ponto. A psicóloga carioca Ana Cristina Souza, especializada em dependência química, lista aqui os indicadores mais comuns:
Você acordou com dor de cabeça, enjôo, boca seca e náusea? Cuidado! Essas reações são mensagens que seu corpo envia para avisar que precisa pegar leve na balada seguinte.
Depois da festa, vem o remorso. Ok, arrepender-se de ter dormido com um cara acontece com várias mulheres, mas, se isso acontece sempre depois de uma bebedeira, é provável que o álcool esteja diminuindo sua capacidade de julgamento.
Seus amigos e familiares dizem que você bebe demais e, não raramente, seu chefe reclama das faltas ao trabalho por causa da ressaca.
Se a balada perde completamente a graça sem algumas taças de prosecco, alerta vermelho. Somente sentir-se bem sob o efeito do álcool é um indício de dependência. Melhor procurar ajuda.

Álcool x Espelho

PELE RESSECADA
Como o álcool desidrata o organismo, você pode ganhar rugas precoces. E, como as veias se dilatam, causam vermelhidão nas áreas onde a pele é mais fina - como bochechas, nariz e olhos - e podem, inclusive, se tornar permanentes.
AUMENTO DE PESO
Uma latinha de cerveja tem 147 calorias; uma caipirinha, 360. Sentiu o drama? Para piorar, a ingestão de álcool costuma aumentar ainda mais a sensação de fome no período pós-consumo.
CABELO EM PERIGO
Além de unhas e dentes. O álcool interfere na absorção de nutrientes, mesmo que você tenha uma alimentação saudável.
CARA DE DOENTE
Hipertensão e problemas cardíacos, além de gastrite, síndrome da má absorção, pancreatite, infertilidade, câncer e danos cerebrais, entre outras, são os males mais comuns.

17 janeiro 2014

Rótulos de bebidas alcoólicas devem estampar fotos de acidentes

fonte : G1

Rótulos de bebidas alcoólicas devem estampar fotos de acidentes em GO

Lei municipal vale para produtos fabricados ou comercializados em Goiânia.
Em 2013, capital registrou 3.170 acidentes com vítimas e 322 mortes.



Indústrias e comerciantes de bebidas alcoólicas avaliam como vão se adaptar à lei municipal nº 9374, sancionada em Goiânia no início deste mês. A legislação determina a exibição, nos rótulos das bebidas, de imagens de acidentes de trânsito envolvendo motoristas embriagados, à semelhança do que já ocorre nas embalagens de tabaco. O objetivo é conscientizar os consumidores das bebidas sobre o risco de misturar álcool e direção.
Além das fotos, é obrigatória a impressão nas garrafas e latinhas das bebidas da frase “Se beber, não dirija” e a indicação de dados estatísticos sobre mortes e lesões graves sofridas no trânsito. Indústrias e comerciantes têm 90 dias para se adequar à norma, prazo que começou no último dia 2, quando a lei foi sancionada. Caso contrário, pagarão multa de R$ 3 mil, que pode ser dobrada em caso de reincidência.
A lei é válida tanto para os produtos fabricados em Goiânia quanto para os comercializados na capital, mas não especifica os padrões para a exibição das imagens nos rótulos. O texto também não define a cargo de quem ficou a escolha dessas imagens, nem qual é o órgão o responsável pela fiscalização. Porém, de acordo com  a vereadora Cida Garcêz (Solidariedade), autora do projeto, a responsabilidade sobre escolha e padrões de imagens é da prefeitura e da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT). Já a fiscalização cabe à  Secretaria Municipal de Saúde.
Procuradas pelo G1, as indústrias evitam falar sobre o assunto. A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) e a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) afirmam que estão analisando a lei. Por nota, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) diz “não estar comentando o assunto”.
Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Goiás aguarda parecer da Abrasel Nacional para alinhar seu posicionamento. A Associação Goiana de Supermercados (Agos) não informou, até a publicação desta reportagem, como a entidade pretende se adaptar à lei.
Conscientização
A autora do projeto Cida Garcêz acredita no impacto positivo que a exibição dessas imagens possa ter na redução dos números de acidentes de trânsito. “Quando a pessoa vê uma imagem pesada daquela, ela terá consciência de que aquilo é perigoso e pode trazer consequências graves. Essa conscientização vem com o rótulo”, defende.
A vereadora, contudo, reconhece que não se ateve às possíveis dificuldades que as indústrias e comerciantes de bebidas teriam para se adequar à lei, como alterações no processo de produção. Ela alega não ter procurado as indústrias porque sabia que não teriam aprovado. Segundo Cida, durante todo o período de tramitação do projeto, apresentado na Câmara de Goiânia em 2008, os produtores e comerciantes não se manifestaram. “Acredito que quem cala consente”, opina.
Segundo dados da Delegacia Especializada em Investigações de Crimes de Trânsito em Goiânia (Dict), em 2013, a capital registrou pelo menos 3.170 acidentes com vítimas, sendo 322 mortes. Três inquéritos foram abertos na delegacia para apurar homicídios no trânsito, quando foi comprovado que motoristas embriagados foram responsáveis por acidentes com morte.
Porém, segundo a delegada adjunta da Dict, Caroline Paim Diaz, esses dados não englobam o total de acidentes com mortes envolvendo motoristas embriagados. “Mais de 70% de acidentes com morte e lesões são com motociclistas e, na maioria das vezes, ele está embriagado. Mas, como eles morrem, não temos como fazer o bafômetro e o laudo que comprova a embriaguez às vezes não chega. Esses casos acabam ficando fora da estatística”, afirma.



15 janeiro 2014

OPS : Álcool mata 80 mil/ano nas américas

fonte : UOL notícias
14/01/2014

Álcool mata 80 mil/ano nas Américas; Brasil tem 5º pior índice

WASHINGTON, 14 Jan 2014 (AFP) - O álcool provoca, em média, 80.000 mortes anuais nas Américas, um problema que coloca o Brasil na quinta posição dos países com maior número de casos por 100 mil mortes, informou nesta terça-feira a Organização Pan-americana da Saúde (OPS).

O estudo "Mortalidade nas Américas por doenças, condições e lesões em que o álcool é causa necessária, 2007-2009", das brasileiras Maristela Monteiro e Vilma Gawryszewski, observou que o álcool é uma causa "determinante" de morte em uma média de 79.456 casos ao ano, segundo comunicado da OPS, representação regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Washington.

Na maioria dos países, as mortes foram consequências de uma hepatopatia alcoólica ou doença do fígado, seguida de distúrbios mentais provocados pela ingestão de bebidas alcoólicas.

As cientistas Vilma Gawryszewski, assessora da OPS em informação e análise sobre saúde, e Maristela Monteiro, especialista em abuso de substâncias, estudaram padrões de mortes entre as quais o álcool era mencionado especificamente - como hepatopatia alcoólica - em 16 países da região entre 2007 e 2009.

As autoras asseguraram que estas mortes representam apenas "a ponta do iceberg de um problema mais amplo" porque o álcool está relacionado a outras doenças como insuficiências cardíacas ou inclusive câncer, além de casos de acidentes de trânsito e armas de fogo.

"É provável que o número de mortes que fazem do consumo do álcool um fator significativo seja muito maior", escreveram Gawryszewski e Monteiro, segundo o comunicado.

Na região, alguns países se destacam com os maiores índices relativos de mortes por álcool. O mais alto é El Salvador, com 27,4 casos por 100.000 mortes, seguido da Guatemala, com 22,3, Nicarágua, 21,3, México, 17,8 e Brasil, com 12,2.

O problema é menos agudo em Colômbia (1,8), Argentina (4,0) e Venezuela (5,5).

Em todos os países, no entanto, o problema é predominantemente masculino, pois 84% dos mortos por consumir álcool eram homens, segundo a OPS.


14 janeiro 2014

Vergonha !


por : Rodrigo Trr - Diário de um alcoólatra

V  E  R  G  O  N  H  A  

A vergonha é algo bem conhecido pelos alcoólatras, talvez poucos tenham uma experiência
tão intensa com ela. Por vezes uma revelação desproposita, um telefonema ou e-mail   feito
na madrugada, uma taradice, histórias inventadas. O ridículo, é isso, a relação do alcoólatra
com o ridículo é forte e intima. Por vezes quando acordo e tento lembrar das coisas que    fiz
e falei, ainda deitado na cama, me parece que o mundo não tem mais ordem, nem gravidade,
nem lógica de funcionamento, as imagens e as pessoas aparecem cortadas em camadas,    as
cores viram e desviram seus negativos, não há mais ordem na minha vida e não há         mais
ordem no mundo. Isso na verdade não vem à cabeça naturalmente, o mais fácil é querer ficar
na cama o resto do dia, sonhando, imaginando, me escondendo, mas pensar no mundo e nas imagens sem a ordem comum dela é uma forma de levantar e tentar fazer as coisas que    pre
cisam ser feitas, que quero fazer. No extremo, o ridículo ajuda a sair do mundo onde eu     sou
apenas aquela personagem. A vergonha, no extremo, faz pensar que é preciso encarar e   que
se foda, já foi feito, ou continuo ou volto a beber. Mas beber tem limites, não se pode beber  a
todo hora, o corpo não aguenta, se quer beber precisa pagar a pinga, precisa estar vivo,     pre
cisa ter corpo. 


Alcoolismo : Uma luta diária

Alcoolismo: uma luta diária

Reconhecer esta dependência é fundamental para o seu controle.
Dizer não a uma taça de vinho ou a um copo de cerveja é um dos maiores desafios de pessoas que lutam contra o alcoolismo, doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada com abstinência. O primeiro passo para superar o vício é reconhecer o problema e aceitar ajuda, especialmente da família.
Tudo começa, geralmente, como um hábito esporádico, que vai ficando frequente. O álcool ajuda muitas pessoas a superarem seus medos, sua timidez e a relaxarem. Mas, com o tempo, o organismo fica tolerante, ou seja, precisa de uma dose cada vez maior para alcançar os mesmos efeitos.
Nessa etapa, algumas pessoas percebem o descontrole perante a bebida e conseguem frear o consumo excessivo. Para outras, o álcool se torna uma compulsão. Os reflexos disso podem levar tempo para aparecer e ser percebidos: abandono da rotina, afastamento do trabalho, dívidas por causa da bebida e mudanças radicais de comportamento. Não é à toa que o alcoolismo esteja relacionado ao desemprego, a acidentes de trânsito e à violência doméstica.
Muitos não superam crises de abstinência
A longo prazo, o álcool intoxica o organismo e causa problemas digestivos, inflamação da mucosa gástrica e cirrose. O alcoólatra pode ficar anêmico e com baixo número de glóbulos brancos, sem falar na diminuição da libido, impotência e até mesmo esterilidade. Com tantas consequências ruins, a maioria dos dependentes tenta abandonar o vício, mas não consegue superar as crises de abstinência.
Entre 12 e 24 horas após a última dose, podem surgir tremores, fraqueza dos membros, sudorese e náuseas. O maior perigo é o dependente chegar ao delirium tremens, quando acontece insônia, pesadelos, desorientação e tremores nas mãos, que se estendem à cabeça e ao resto do corpo. Os sintomas de abstinência são tão desagradáveis que as recaídas tornam-se comuns. É por isso que o acompanhamento médico é tão importante nessa fase.



13 janeiro 2014

Ciclista morre após ser atropelado e arrastado por 6 Km - Motorista bêbado - Vídeo


Ciclista morre após ser atropelado e arrastado por 6 km no PR
Um ciclista de 31 anos morreu na noite de sexta-feira 10/01/14, na região metropolitana de Curitiba, após ser atropelado por uma caminhonete e arrastado por cerca de seis quilômetros sobre o para-brisa do veículo.
O motorista, José Adil Simioni, 58, estava bêbado. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal. O teste do bafômetro indicou que Simioni tinha 2 miligramas de álcool por litro de ar –o limite máximo aferido pelo equipamento.
"Ele estava tão embriagado que não falava coisa com coisa", afirma o superintendente da guarda municipal de Pinhais, José Arildo de Oliveira, que fez o primeiro atendimento à ocorrência.





09 janeiro 2014

Alcoolismo e constelação familiar

artigo escrito por ALEX POSSATO
colaborador do blog Vencendo o Alcoolismo

Alcoolismo e constelação familiar: feliz 2014!


A única forma de você parar de beber definitivamente é dando força à parte de dentro de você que deseja paz, alegria, tesão, tornando-a mais forte do que a parte que está identificada com o sofrimento, o vitimismo, a culpa, o medo… É preciso olhar para o seu “eu alcoólatra”, o seu “eu viciado”… Eu sei que você o ama. Mas será preciso entrar num acordo com ele. E depois, deixá-lo falando sozinho… E vigiar até o final da sua vida. Pois tanto nossa “sombra” como nossa “luz” não perecem nunca: são energias que andam conosco, circulando o nosso “eu real”, que não está identificado com nada disso… nem sombra, nem luz…

Hoje o meu papo é de alcoólatra para alcoólatra. 2014 entrando, você fazendo planos, querendo o sucesso, e talvez não perceba que um dos maiores impedimentos para a sua realização pessoal é o vício (se você não é pinguço, mas está lendo este artigo, perceba alguns dos seus vícios: droga, sexo, jogo, pornografia, pensamentos compulsivos, comida, cigarro, remédios, compras…). Vou ser bem direto: se você quer sentir-se feliz com o que faz, ter relações amigas e verdadeiras, ser sexualmente ativo e mais potente, estar mais conectado com a sua espiritualidade, é necessário fazer um acordo com a “cachaçada” interior.
Antes de mais nada, deixa eu falar uma coisa: eu e você somos viciados. Sou alcoólatra: bebo desde os 15 anos, parei por 10 anos, voltei, parei, voltei, parei… Você entende muito bem como é que é isso, não é verdade? Sou filho de alcoólatras. Neto de alcoólatras. Grande parte dos meus amigos foram alcoólatras. Tive relacionamentos com pessoas que precisavam de um alcoólatra como eu, para sentirem-se úteis. Então, muito do que eu vou falar, você já sabe… eu entendo você e você me entende… Somos iguais, somos irmãos. E algumas coisas, talvez você não saiba… E por isso, peço que você abra principalmente o seu coração, porque o meu foco é acender uma pequena chama de amor e esperança, para que você entenda e tome posse do imenso poder que possui, graças a tanto e tanto sofrimento que viveu (e talvez esteja vivendo).
Você, assim como eu, provocou muita dor a muitos, não é mesmo? Mas principalmente a si mesmo! A sensação de frustração, de não ser alguém decente, de usar os outros, de ser uma escória da humanidade, de não sentir-se merecedor do bem, da paz, do equilíbrio, do prazer sem aditivos, da espiritualidade, incomoda muito, em vários momentos. Principalmente no “day after”, aquele dia após a cachaça, quando você tinha prometido pra si mesmo nunca mais beber. Mas um alcoólatra é um ser humano sensível, muito sensível também.
É bem possível que você sinta um amor imenso, uma conexão tão próxima, mas tão, mas tão, mas tão próxima com o sofrimento, que você daria até a sua vida para acabar com todo o sofrimento da humanidade. E você está dando, porque o corpo não aguenta mais tantas porradas. Porém, o sofrimento da humanidade continua. E o seu, mais ainda. Talvez tenha chegado o momento de parar. Definitivamente. E isso, somente você poderá decidir. Sozinho.
Assumindo a responsabilidade por tudo
Um alcoólatra como eu e você coloca a culpa dos nossos problemas em alguém. Certo? Seja a nossa mãe, que foi uma mocréia, ou nosso pai, irresponsável. A família, que é um saco. Talvez a sociedade burguesa e nojenta. Ou o governo corrupto. Quem sabe a nossa companheira, que se faz de boazinha, quando o que ela mais quer é mostrar-se melhor: eu sei o caminho para você! Coitadinho…
Pois é. Vou te contar um segredo: dentro da nossa mente, existem dois personagens. Um, é um ser totalmente equilibrado, que não se identifica com os sofrimentos nem com os prazeres do mundo. Vou chamar esta parte de Eu Real. O outro ser é esta energia interna, viciada, que precisa do álcool e também de toda a nossa energia para sobreviver. Ela é sofredora, manipuladora, egoísta, às vezes raivosa, às vezes vítima, às vezes bem-humorada… Vou chamá-la de “Zé”. É o “Zé” quem lhe faz beber. É ele que, no último segundo, quando você tinha decidido não colocar um copo de cerveja na boca, com seu jeitinho sedutor e bacana, o convence a dar o primeiro gole. E aí, ferrou, não é mesmo?
Pois então. Você terá que entrar em contato com o seu Eu Real. E dar posse a ele. Entendendo que o “Zé” vai continuar com você… sabe até quando? Até o fim da sua vida! Pode crer! Mas você terá que assumir um acordo com o Eu Real e ir negociando com o “Zé”, até que ele perca a força. Pare de dominar você. Entenda uma coisa: é o “Zé” que ensinou a você que todos em sua volta são culpados pelo seu fracasso, pelo seu insucesso, pelos seus problemas. Ele também fala que você não presta, é ruim, viciado, um pobre-coitado… Por mais que você conquiste, você se sente assim… ou estou errado?
Já o seu Eu Real, não fala nada disso. Sabe que existe sofrimento. Sabe que existe prazer. Sabe que o mundo é como ele é, e você pode viver muito bem neste mundo. O seu Eu Real não o culpa de nada. Mesmo com todas as bebedeiras e cagadas que você fez. Não há culpa. É o “Zé” que também vê culpados e inocentes.
Sei que você sabe do que estou falando. Você sabe muito bem deste “ser” que está dentro de você, te manipulando o tempo todo. Está na hora de dar um basta nisso. E assumir a responsabilidade de tudo o que acontece na sua vida. Você é responsável. E você é capaz de fazê-la algo legal.
O sistema familiar do alcoólatra
O alcoolismo nasce em berços alcoólatras. Se não na própria geração, é só investigar: veremos, via de regra, pais, avós, bisavós, tios, primos, todos eles viciados. E mais: as pessoas que vivem com os viciados, mesmo que não tenham o vício químico, também estão dentro do sistema – geralmente os companheiros de alcoólatras são emocionalmente fracos. Todos estão doentes, sob efeito da química, e das manipulações emocionais e energéticas que um ambiente viciado provoca. Família de alcoólatra é um tal de sofrer aqui, sofrer ali, culpar este e aquele, vítimas e salvadores da pátria jogando um jogo que não acaba nunca… Para quem gosta de espiritualidade, ou tem sensibilidade, entende e percebe o “peso” que circula num ambiente de viciados. É um horror! Como ter um êxtase espiritual num lugar frequentado por energias sugadoras, manipuladores e totalmente ligadas ao sofrimento? Não dá, não é mesmo?
Em geral, a constelação familiar demonstra que nossas dores atuais estão ligadas aos excluídos da nossa família. Pessoas e situações que se perderam no tempo, e que nos influenciam até hoje. Crianças que morreram no passado. Abortos. Mendigos da família que se perderam por aí. Antepassados que quebraram. Mulheres traídas. Gente violentada. Ou pessoas que agrediram, torturaram, mataram e pisaram sobre as vítimas. Dinheiro e poder mal usado. Viciados e compulsivos de todos os tipos. Guerras, catástrofes. Tudo isso existe no nosso sistema familiar.
O alcoólatra tem uma conexão muito forte com o sofrimento. Com este lado sombrio da família. Ele “vê” a todas essas tragédias, e gostaria de salvar a todos. Porém, é uma tarefa impossível. Por isso, ele se anestesia com o álcool. E outras drogas. Por um amor absoluto e insano a algo que reina em sua própria mente inconsciente. E que faz parte do passado. Não tem existência no aqui e agora.
Essa é a parte mais difícil para o alcoólatra. Durante anos e anos, cultuamos o sofrimento e a ligação com este passado de dor, sem saber. E para parar de beber, temos que entender que não há nada a ser feito com este passado. Este sofrimento todo houve, e deve ser deixado.
Por isso, o passo primeiro para o alcoólatra se libertar é olhar para o sofrimento dentro de si. Deixar de querer anestesiá-lo. Parar de se enganar. Este sofrimento não existe no aqui e agora. Não há nada, neste momento, fazendo algum mal para você! E por que o sofrimento? É um eco do passado, só isso. É uma repetição mental e emocional, que fica girando em seu sistema, como a lua orbita em torno da Terra. Vai e volta. Vai e volta. E você, quer dizer, o “Zé”, diz: isso é verdade! Eu sofro! Eu sofro! Preciso beber! Preciso me aliviar…
Querido Eu Real. Olhe para este sofrimento. Olhe para o “Zé”. Olhe bem nos olhos deles. Sinta o sofrimento em si. E amarre-se na cadeira. Evite sair correndo para o bar. Ou a geladeira. Fique aí! Respire. Sinta o sofrimento. Respire mais uma vez. E mais uma vez. É chegada a hora de se libertar. Aos poucos. Se vier choro, tudo bem. Se vier tristeza, mágoa… tudo bem. Raiva? Ok. Você ama estas energias. Nós sabemos disso. Mas elas não têm mais sentido pra você, no aqui e agora. Incline-se profundamente, e sinta como se você estivesse deixando todo o peso que carrega, aos pés destas energias. Deixe tudo. Tudo o que você viveu. Todas as relações perdidas nestes anos, devido ao álcool. Tanto dinheiro gasto… Tanta confusão. Tanta dor. Deixe tudo. Se você tem pai ou mãe ou avós alcoólatras, imagine que está deixando estes pesos aos pés deles. Só na imaginação, ok? Deixe isso para eles. Tudo, tudinho. Diga a frase:
- Deixo para vocês o que pertence a vocês. E fico somente com o que é meu. Eu os liberto. Eu me liberto.
Entenda. Este é o início da sua liberdade. Você terá que se entregar de corpo e alma para dar força ao seu Eu Real, da mesma forma que entregou-se de corpo e alma para a bebida, para o “Zé”. Sua nova vida começou. Eu tenho certeza que você vai conseguir manter-se bem, feliz e sóbrio! Feliz 2014! Brindemos! Com guaraná!


07 janeiro 2014

Alcoolismo é Doença ?

Alcoolismo é doença

Dez por cento da população brasileira sofre com o alcoolismo. Os homens estão à frente nessa estatística com 70% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 30%. "O alcoolismo é a doença mental mais comum no mundo”, afirma Sérgio Nicastri, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein.
Apesar de comum e dos altos índices de adictos, ainda existe muita dúvida e preconceito em torno da doença, o que dificulta o tratamento. “Encarar o problema de frente é um desafio para o doente e para sua família. “Ainda existem pessoas que enxergam o alcoolismo como fraqueza, falta de caráter, e não como uma doença”, avalia o médico.
Esse pensamento tem a ver com a história. Apenas nos últimos trinta anos a dependência passou a ser vista como uma doença, com sintomas e sinais bem definidos. “Ela é uma condição patológica que tira a liberdade do indivíduo de optar pelo consumo ou não de bebida alcoólica”, explica o psiquiatra do Einstein.
Histórico familiar de alcoolismo é um fator importante. Nesse caso a pessoa herda geneticamente a predisposição à dependência e pode apresentar maiores chances de aderir ao vício de bebidas alcoólicas. Entretanto, outros fatores devem ser observados: ansiedade, angústia e insegurança também deixam as pessoas mais vulneráveis à bebida. Além disso, condições culturais, fácil acesso ao álcool e os valores que cercam seu consumo também influenciam na dependência.

Quando é dependência

A medicina trabalha com critérios claros e bem definidos para diagnosticar casos de dependência de qualquer tipo de droga. Essa inovação no diagnóstico ocorreu na década de 80 e pode ser aplicada em qualquer indivíduo. Alguns desses critérios são:
  • Perda de controle: desejo incontrolável de consumo.
  • Tolerância: necessidade de consumir doses maiores para obter o mesmo efeito de quando se bebia menos.
  • Síndrome de abstinência: surgimento de sintomas físicos e psíquicos quando o consumo é reduzido ou interrompido.
  • Tentativa de evitar a síndrome de abstinência: busca pela droga para não sentir os sintomas da abstinência.
  • Saliência do consumo: a droga é mais importante do que tudo o que o indivíduo valorizava.
  • É preciso tratar

  • Os primeiros passos rumo à recuperação são reconhecer-se doente e querer mudar de vida. A partir daí, o dependente deve procurar um profissional da saúde mental (psicólogo ou psiquiatra) que vai avaliar o quadro, examiná-lo e conversar com a família.
    “Toda mudança de comportamento apresenta dificuldade. Por isso, o melhor tratamento é aquele que é decidido em conjunto com o paciente, o médico e a família, pois o dependente precisa de apoio de todas as pessoas que estão à sua volta”, explica o psiquiatra.
    Internar ou não, por quanto tempo e onde são outras etapas que devem ser avaliadas sempre com a ajuda de um médico.
    O medo dos sintomas da abstinência são muito comuns entre pacientes. “O que poucas pessoas sabem é que hoje existem medicamentos que ajudam a diminuir esses sintomas. Além disso, utilizamos estratégias psicológicas que deixam o paciente em estado de alerta e preparado para enfrentar as situações difíceis”, diz o dr. Nicastri.
  • Consumo de baixo risco

    Beber é sempre um risco. Afinal, apenas uma dose de álcool no sangue já é suficiente para diminuir o estado de atenção. Por isso, fala-se em consumo de baixo risco, ou seja, ingestão de quantidades de álcool que não causam dependência.
    Para os homens essa quantidade significa 14 doses por semana e não mais que quatro doses por ocasião. Já para as mulheres, 12 doses por semana e apenas duas por evento. Uma dose corresponde a 10 gramas de álcool, o equivalente a uma latinha de cerveja ou uma taça de vinho bem servida.
    Vale dizer que o alcoolismo é apenas uma das doenças causadas pelo álcool. Uma pessoa pode não desenvolver dependência e ter uma série de outros problemas de saúde, como a cirrose.
  • Atendimento no Einstein

    O Hospital Israelita Albert Einstein oferece o Programa de Tratamento de Dependentes de Álcool e Drogas, o PAD. Uma equipe especializada nessa área desenvolve programas de prevenção e assistência no tratamento.