26 fevereiro 2014

A tragédia do álcool


fonte : Gazeta do Povo 

A tragédia do álcool
Em nosso país, como em quase todo o mundo, é cultural beber. As pessoas acham isto natural e até bonito

Poucos são os que compreendem de modo claro a tragédia humana produzida pelo consumo de bebidas alcoólicas. Em nosso país as carteiras de cigarro ostentam fotos de doentes terminais e frases como “fumar pode causar doenças do coração e derrame cerebral”. Por outro lado e, de modo quase hipócrita, as garrafas de bebidas alcoólicas vêm acompanhadas de comentários como “aprecie com moderação”. Por que essas garrafas não trazem fotos de vítimas de acidentes causados por motoristas embriagados?

Ao contrário do que muitos acreditam, a tragédia do álcool se estende muito além dos cerca de 10 milhões de alcoólatras no Brasil. Dos demais 180 milhões de brasileiros a maciça maioria bebe; alguns um pouco, outros bastante. Muitos não dependentes se embriagam com frequência.

O álcool afeta de modo grave a autocrítica. Assim, sob efeito dessa droga, perde-se grande parte da capacidade de discernimento e tomam-se decisões estúpidas como assassinar alguém, aceitar uma carona suspeita ou dirigir a 190 km/h dentro da cidade. Sim, sob efeito do álcool as pessoas fazem tudo isso e muito mais.

Qual é a minha proposta? Mantenha distância do álcool, simplesmente não consuma bebida alcoólica nenhuma e isso inclui a cervejinha. Radicalismo de minha parte, alguns dirão. Mas eu vou dizer a você amigo o que eu penso que é radical.

Radical é ver diariamente pessoas serem dilaceradas porque inconsequentes se embriagaram antes de dirigir. Radical é ver dois jovens de 20 e 26 anos, em minha cidade, terem suas vidas ceifadas em tão tenra idade por um motorista alcoolizado. Radical é ver as vidas de quatro pessoas serem eliminadas na esquina da rua de meus pais por outro motorista que se recusou a fazer o teste do bafômetro. Radical são 35 mil mortos por ano no trânsito brasileiro. Metade dessas pessoas foi morta pela vulgar cachaça, pelo “elegante” vinho ou pela “inocente” cervejinha consumidas pelo inconsequente motorista. Então meu amigo? Será a minha proposta de defesa da vida radical?

É inconcebível que se permita a venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina. É inconcebível que em uma festa de escola sirva-se álcool aos professores. Eu sempre pensei assim? Não. Quando jovem consumi e presenteei pessoas com álcool. Mas percebo hoje a gravidade de meu erro. A tragédia do álcool é profunda na vida de suas vítimas e extensa por envolver literalmente dezenas de milhares de pessoas anualmente. Essa tragédia não envolve apenas o trânsito, mas a violência nas ruas e nas casas, as doenças causadas pelo álcool e a redução de produtividade.

Sensibilizar as pessoas para a terrível ameaça, dor e destruição causada pelo álcool não é fácil. Em nosso país, como em quase todo o mundo, é cultural beber. As pessoas acham isto natural e até bonito.

A indústria de bebidas gera empregos, divisas e riquezas para o país, isso é inegável. Mas, se vamos falar em economia, façamos as contas de quanto essa droga nos custa em destruição de veículos, tratamentos caríssimos para as dezenas de milhares de feridos, redução da força de trabalho pela morte de dezenas de milhares de pessoas em idade produtiva, redução de produtividade no trabalho, absenteísmo nas empresas porque o trabalhador estava de ressaca e um sem fim de outros prejuízos. Não é preciso ser economista ou gênio da matemática para concluir que o álcool nos custa muito caro.

Quanto aos empresários e pessoas envolvidas nessa indústria, é preciso que compreendam que seu negócio mata pessoas diariamente. Vale a pena? Sim, o vinho tinto em doses moderadas é bom para o coração, mas o exercício físico e o suco de uva também são. É evidente que o álcool tem aspectos positivos, mas e daí, a guerra também tem. O importante a considerar é que o saldo é negativo, em ambos os casos.

Consumir álcool é quase tão estúpido quanto fazer guerra. Ambos matam e destroem. E o que eu e você podemos fazer por um mundo mais consciente, mais sóbrio, mais seguro? Comece pelo exemplo. Não beba! Vamos compartilhar a vida de cara limpa, sóbrios e conscientes de nosso papel como agentes de um amanhã melhor.

23 fevereiro 2014

Doenças relacionadas ao alcoolismo


Doenças relacionadas ao alcoolismo
☻Mais de 75.000 pessoas morrem todos os anos nos Estados Unidos como conseqüência do consumo excessivo de álcool.
☻O abuso do álcool causa 350 doenças físicas e psíquicas.
☻Alcoolismo é a 3º doença que mais mata no mundo.
☻No Brasil, 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de drogas acontecem devido ao álcool.
☻O álcool é a droga que mais detona o corpo (tanto como cocaína e crack), é a que mais faz vítimas e é a mais consumida entre os jovens no Brasil.
☻O usuário de álcool não sente muita, ou nenhuma, fome, por isso não come. Acontece uma diminuição da oferta de substancias usadas na constante reconstituição dos tecidos. E assim o corpo do alcoólatra começa a se consumir. Esse processo leva a desnutrição.
☻De acordo com OMS, no ano 2000 o álcool foi responsável por 4% do peso global sobre as doenças, com países emergentes como a China tendo nessa substância o maior fator de risco à saúde.
☻Conseqüências Corporais: 
- À medida que o alcoolismo avança, as repercussões sobre o corpo se agravam. Os órgãos mais atingidos são: o cérebro, trato digestivo, coração, músculos, sangue, glândulas hormonais. Como o álcool dissolve o ‘mucus’ do trato digestivo, provoca irritação na camada externa de revestimento que pode acabar provocando sangramentos. - A maioria dos casos de ‘pancreatite’ aguda (75%) é provocada por alcoolismo. As afecções sobre o fígado podem ir de uma simples degeneração gordurosa à cirrose. Os alcoólatras tornam-se mais susceptíveis a infecções porque suas células de defesas são em menor número.
- O álcool interfere diretamente com a função sexual masculina, com infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona, e diminuição dos hormônios masculinos. O predomínio dos hormônios femininos nos alcoólatras do sexo masculino leva ao surgimento de características físicas femininas como o aumento da mama.  

- O álcool pode afetar o desejo sexual e levar a impotência por danos causados nos nervos ligados a ereção. Nas mulheres o álcool pode afetar a produção hormonal feminina, levando diminuição da menstruação, infertilidade e afetando as características sexuais femininas.


Doenças Causadas pelo Alcoolismo

 1. Esteatose Hepática (acúmulo de gordura no fígado): Pode acontecer em pessoas que fazem uso constante de bebidas alcóolicas e não são obrigatoriamente alcóolatras. Pode ser diagnosticado em exame de sangue.

2. Hepatite Alcóolica: Esta é uma doença grave, que se caracteriza por fraqueza, febre,perda de peso, nausea, vômitos e dor sobre a área do fígado. O fítgado fica inflamado, causando a morte de multiplas células hepáticas. A doença pode oferecer risco de vida e requer hospitalização. Com tratamento adequado a doença melhora , porém as cicatrizes permanecem para sempre no fígado.

3. Cirrose Hepática: Este é o estágio final de doença pelo álcool ao fígado.
Esta fibrose leva a uma destruição da passagem do sangue pelo fígado, impedindo o fígado de realizar funções vitais como purificação do sangue e depuração dos nutrientes absorvidos pelo intestino. O resultado final é uma falência hepática.
Alguns sinais de insuficiência hepática incluem acúmulo de líquido no abdômen, destruição, confusão mental e sangramento intestinal.
Aproximadamente um terço dos pacientes com cirrose hepática t~em história de infecção pelo vírus da hepatite C, e cerca de 50% terão pedras na vesícula. Pacientes com cirrose tem maior chance desenvolver diabetes, problemas nos rins, úlceras no estômago e duodeno e infecções bacterianas severas.
Tratamentos
De todos os tratamentos para a doença alcoólica hepática, o mais importante é parar de beber. Algumas vezes o fígado apresenta uma pequena recuperação, suficiente para manterás suas funções vitais permitindo ter uma vida normal. Quando a cirrose evolui para seu estágio final, a única solução é o transplante hepático.


11 fevereiro 2014

Cirurgia de redução de estômago pode levar ao ALCOOLISMO

fonte : Terra 10/02/2014


Cirurgia de redução de estômago pode levar ao alcoolismo, diz estudo


​Cirurgias de redução do estômago e outros procedimentos usados como tratamento para a obesidade podem fazer com que os pacientes se tornem alcoólatras, dizem pesquisadores. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Cientistas noruegueses estão prestes a começar um estudo com 30 pacientes que estão passando por tratamentos do tipo para avaliar se são capazes de mudar a reação do corpo com relação ao álcool. Eles suspeitam que este tipo de cirurgia pode alterar a química do organismo, fazendo com que o álcool pareça mais satisfatório e gratificante. Diversos pacientes já admitiram que passaram a beber consideravelmente mais após o procedimento e um estudo feito na América em 2012 sugeriu que este hábito pode dobrar o risco de alcoolismo.
Magnus Strommen, da St. Olav’s University, que está à frente do estudo, disse que algumas complicações relacionadas ao procedimento já são conhecidas, “mas o aumento do risco do desenvolvimento de alcoolismo nos pegou de surpresa”. “Parece que ela aumenta a disponibilidade do álcool no sangue. Além disso, normalmente uma concentração de álcool atinge seu pico em cerca de 30 minutos, mas, após a cirurgia, o auge pode ocorrer nos primeiros 5 ou 10 minutos”, observa. Ele afirma, ainda, que conheceu diversos pacientes que se tornaram alcoólatras após a cirurgia. “Eles não são mais obesos, mas têm que lidar com um problema novo e sério.” 
O desvio gástrico, procedimento em que o estômago é reduzido e os pacientes se sentem saciados mais rapidamente, é um dos mais populares para combater a obesidade e cerca de 5.400 pessoas se submetem ao tratamento pelo Sistema Nacional de Saúde britânico por ano. Geralmente, os pacientes perdem cerca de metade ou dois terços do peso. No mês passado, pesquisadores do Imperial College London afirmaram que 2 bilhões de britânicos são obesos o suficiente para serem qualificados aptos à cirurgia. As pessoas mais propensas são mulheres aposentadas ou com qualificações educacionais e nível socioeconômico baixos.


04 fevereiro 2014

Ian Thorpe - Depressão e Alcoolismo

fonte : Yahoo Brasil - Esporte Interativo - 03/02/2014


O alcoolismo não escolhe indivíduo, cor, classe social ou sexo, pense nisso ! 

Ian Thorpe é detido pela polícia e levado a hospital de Sydney


A polícia australiana deteve o ex-nadador olímpico Ian Thorpe enquanto ele perambulava perto da casa

Sydney, 3 fev (EFE).- A polícia australiana deteve o ex-nadador olímpico Ian Thorpe enquanto ele perambulava perto da casa de seus pais no sul de Sydney e mais tarde o levou a um hospital para uma avaliação médica, informaram nesta segunda-feira veículos de imprensa locais.
Os motivos da detenção não foram detalhados, mas, segundo a emissora local "ABC", Thorpe, ganhador de cinco medalhas olímpicas de ouro, estava perturbado e desorientado.
A polícia australiana divulgou que não foi apresentada nenhuma queixa oficial contra Thorpe e não são previstas outras ações contra ele, acrescentou a fonte.
Na semana passada, os veículos australianos informaram que Thorpe havia sido internado em um hospital particular de Sydney para se tratar de problemas de depressão e abuso de álcool, mas seu representante negou dizendo que seria para uma cirurgia no ombro.
Após suas vitórias nos Jogos de Sydney 2000 e Atenas 2004, Thorpe retornou às piscinas em 2011 após se aposentar da competição desde novembro de 2006.
O nadador, um dos australianos mais premiados no mundo do esporte, tentou participar dos Jogos de Londres, mas não conseguiu se classificar.
Thorpe, que voltou a Sydney para passar as festas de fim de ano com seus pais após morar 18 meses na Suíça, já havia sofrido de depressão e alcoolismo como ele mesmo reconheceu em sua biografia publicada há dois anos.
Além das cinco medalhas de ouro, três na Austrália e duas na Grécia, também conquistou três de prata e uma de bronze durante suas competições em jogos olímpicos.
Thorpe se tornou o primeiro nadador a ganhar seis medalhas de ouro em um mesmo mundial de natação (Fukuoka 2001). EFE.