29 março 2014

Delirium Tremens

fonte : Blog CUIDAR 

O Delirium Tremens é um distúrbio cerebral provocado pelo alcoolismo

Delírio, também conhecido como um estado de confusão, é uma perturbação mental que resulta de distúrbio cerebral de causa orgânica. 
  
                                     

Caracteriza-se por confusão de pensamento, desorientação tempero-espacial, agitação e outros sintomas. Delirium tremens, o delírio do estremecimento tem características especiais próprias. 

                                          

Afeta pessoas em abstinência alcoólica após um longo período de alcoolismo.

Causas 
                    
                                                   

Quando uma pessoa se habituou perfeitamente a níveis altos de álcool, uma descida brusca nos níveis de ingestão de álcool pode causar perturbação grave das funções cerebrais.

Sinais e sintomas 

                                               

Após um período de dois ou três dias depois de ter deixado de beber surge a irritabilidade, agitação, falta de concentração e insônia ou perturbação do sono com pesadelos. Em cerca de ¼ dos casos, em consequência, há um ataque grave de epilepsia – apoplexia. A pessoa afetada começa a demonstrar sinais de aflição e perplexidade. Há movimentos desconcertados do corpo, instabilidade, tremuras (daí a designação), conversação permanente, por vezes incoerente, e sinais de grave contrariedade e a percepção de sentir-se em perigo.

                                          

A conversação vulgar é de difícil compreensão dando a entender um estado paranóico e há alucinações intensas, normalmente muito desagradáveis. A pessoa afetada pode ter visões aterradoras (alucinações visuais), sentir odores horrendos (alucinações olfactivas), sentir toda a espécie de toques perturbadores (alucinações tácteis) ou ameaças auditivas ou sons assustadores, incluindo de linguagem (alucinações auditivas). No início há lapsos no contacto com a realidade, mas isto passa rapidamente e o estado é alcançado no ponto em que as alucinações são contínuas e a pessoa torna-se inacessível a qualquer pergunta e profundamente desorientada. Após dois ou três dias todos estes sintomas começam a diminuir e a recuperação, por vezes, é repentina.

Diagnóstico 
                                           

Este baseia-se no histórico clínico e nas características dos sintomas e sinais.

Prevenção – Cuidados 
O delirium tremens é um grave sinal de alcoolismo. Pode prevenir-se pelo corte na ingestão de álcool ou deixando completamente de beber. Não é provável que se consiga sem a ajuda de profissionais especializados.

Riscos e Complicações

                                                 

Em cerca de 10% dos casos, um ataque de delirium tremens está relacionado com graves distúrbios físicos, tais como colapsos circulatórios, excepcionalmente a febre alta – hipertermia, lesão mental, falha do fígado, transtornos metabólicos e derivados de pneumonia que podem conduzir à morte.

Tratamento 

                                     

No caso de a pessoa estar desidratada são ministrados líquidos. O delírio agudo é controlado com sedativos, tais como as benzodiazepinas. O medicamento haloperidol é utilizado habitualmente no delírio grave. Uma vez que o estado de delírio tenha sido ultrapassado, verifica-se o estado de nutrição da pessoa e são corrigidas as deficiências, especificamente, de vitamina B. A partir de uma fonte não alcoólica são fornecidas calorias. A ingestão de álcool ou é totalmente cortada ou reduzida a um nível muito moderado. Em seguida, é necessária uma análise completa do estado de saúde geral da pessoa, incluindo exames da atividade do fígado.


28 março 2014

Dossier Álcool

São inúmeras e graves as doenças provocadas pelo álcool. Normalmente é o fígado o primeiro órgão a queixar-se, mas outros podem ser igualmente afetados, com maior ou menor gravidade. Vejamos:

FÍGADO GORDO
Fígado gordo – Provoca mal-estar abdominal e dificuldades nas digestões. É provocado pela ingestão de álcool, mesmo em doses moderadas, desde que isso aconteça durante vários anos. É o primeiro estado das alterações hepáticas induzidas pelo álcool.

HEPATITE 
Hepatite – Vem na sequência do anterior e consiste na destruição das células do fígado, podendo levar à morte. Pode não provocar dores e o diagnóstico é feito a partir do aparecimento de icterícia, falta de apetite e falta de forças.

FIBROSE HEPÁTICA 

Fibrose hepática –  Também na sequência do fígado gordo, provoca mal-estar, sensação de peso abdominal. Acontece quando as células normais do fígado degeneram em fibras.

CIRROSE

Cirrose – Trata-se de uma evolução da fibrose hepática. Resulta de uma alteração irreversível da estrutura do fígado, provocando a compressão das células e dos vasos sanguíneos e conduzindo à morte.

CANCRO DO FÍGADO 

Cancro do fígado – Origina emagrecimento, falta de apetite, perda das defesas normais do organismo e conduz à morte em pouco tempo.

GASTRITE

Gastrite – Provoca dores, azia, náuseas e vômitos, resultantes de uma inflamação do estômago.

PANCREATITE 

Pancreatite – Inflamação do pâncreas que provoca febre e dores abdominais, requerendo um tratamento urgente. Constitui grave risco para a vida.

ANEMIA 


Anemia – Resulta da incapacidade de absorção pelo organismo de vitamina B12. Os doentes sentem falta de apetite, fraqueza, dores de cabeça e apresentam uma palidez invulgar.

TROMBOSE 

Trombose – Por deficiente contração do músculo cardíaco.

ATROFIA CEREBRAL 

Atrofia cerebral – O consumo excessivo de álcool mata as células cerebrais provocando perda de memória e perturbações mentais. A continuação pode conduzir à loucura.

IMPOTÊNCIA 

Impotência – Perda de ereção e da libido, provocadas pela ação do álcool sobre as glândulas sexuais. Pode haver ainda alterações graves dos espermatozóides.

Depois do cancro do pulmão, o cancro da próstata está em segundo lugar como causa de morte por cancro no homem.
O álcool também aumenta o risco de cancro do cólon, que é a terceira causa principal de morte por cancro.10 Mesmo quando não mata, desfigura e afeta a qualidade de vida. Os tratamentos incluem a remoção de parte do cólon e o uso, temporário ou permanente, de um saco para recolher as fezes.
O álcool é a principal causa de cancros da boca, pescoço e garganta,11 que são dolorosos e desfigurantes. Limitam o que o paciente pode comer e alteram o sabor da comida. Ver um doente com cancro da garganta pode causar muita impressão. Como a laringe pode ter de ser removida, podem não ter possibilidades de falar sem a ajuda de um aparelho. A comida não tem sabor e a radiação pode tornar a sua boca e garganta muito sensíveis. E estes são os casos que são considerados bem sucedidos.

18 março 2014

SEJA UM DOADOR DE ÓRGÃOS - Paulo Macedo (cirrose) salvo pelo transplante - Vídeo

A história do autônomo Paulo Macedo, de 59 anos, é repleta de conquistas. Ele fez uma bateria de exames de rotina, e já pensando na morte devido à cirrose hepática, conseguiu um fígado. Foram cerca de cinco meses na fila de espera, sempre ao lado da mulher, que o ajudou do começo à nova vida. 

Já a comerciante Mary Barbosa, 52 anos, teve uma trajetória mais complicada. Ela precisava de rins, mas teve um problema de coração. Conta que iniciou o tratamento cardíaco e hemodiálise ao mesmo tempo, até ficar bem. Em seguida, recebeu o órgão da irmã, que era compatível. 

PARA QUEM VAI É SÓ UM ÓRGÃO. PARA QUEM FICA É UMA VIDA. 






Motorista de van escolar consome álcool antes de buscar crianças - vídeo


Depois de deixar as crianças na escola, o motorista é flagrado bebendo cerveja em um bar em Foz do Iguaçu, onde ele passa aproximadamente três horas por dia. Depois de beber, o motorista dirigiu a van para buscar os alunos no colégio e levá-las para casa. No primeiro flagrante a equipe de reportagem acionou a polícia que não tinha bafômetro para atender a ocorrência. No segundo flagrante, a Guarda Municipal foi acionada e o teste do bafômetro confirmou que o motorista estava embriagado.





17 março 2014

Primeiro Simpósio Internacional de AMIGOS dos Alcoólicos Anônimos - Vídeo







Hepatite Alcoólica


Fonte : Dra. Eloiza Quintela

HEPATITE   ALCOÓLICA 
Hepatite Alcoólica 
Hepatite alcoólica:
É a inflamação do fígado relacionada ao uso abusivo de qualquer bebida alcoólica, sendo a quantidade necessária variável de pessoa para pessoa. Quanto maior o tempo de ingestão, maior o risco de hepatite ( inflamação ) e cirrose ( dano permanente ao fígado).
O alcoolismo é um problema comum que afeta milhares de brasileiros . Os homens são mais atingidos que as mulheres. Jovens do sexo masculino com história de alcoolismo na família e dificuldade de relacionamento fazem parte da população de risco para o alcoolismo.
Dose de álcool nociva homens x mulheres
 Atualmente, considera-se que a dose de etanol necessária para causar lesão hepática depende da susceptibilidade do indivíduo. Assim, o consumo poderá variar de 20g/dia para mulheres e 40g/dia para homens até 160g/dia de etanol.
Geralmente 80% dos pacientes com Hepatite Alcoólica têm história de consumo de álcool por mais de 5 anos. A possibilidade de desenvolver a hepatite e cirrose é aumentada quanto maior a dose e o tempo de consumo de etanol.
Coinfecção com hepatites virais B ou C também aumentam a severidade da doença hepática de origem alcoólica.
 As principais lesões hepáticas pelo etanol são esteatose, hepatite alcoolica, cirrose e fibrose.
A esteatose é causada pela deposição de gorduras dentro das células do fígado, os hepatócitos, sendo consideradas lesão predisponente para à hepatite alcoólica e, esta é considerada lesão pré-cirrótica.
    As manifestações clínicas da hepatite alcoolica podem variar da forma assintomática até a  formas graves.
Sinais e sintomas mais comuns são: aumento do fígado, icterícia( amarelão), anorexia(perda do apetite), tumores, emagrecimento, febre e dor abdominal.
    Além das lesões hepáticas, o álcool pode afetar outros órgãos como coração, pâncreas e sistema nervoso, podendo levar a arritmias cardíacas, pancreatite crônica e atrofia testicular.
A hepatite  alcoólica e cirrose alcoólica desenvolve-se em aproximadamente 15 a 20% dos alcoólatras. Grosseiramente quer dizer que 1 em cada 5 alcoólatras vão ter problemas de saúde grave relacionadas ao alcool. Estas pessoas poderão morrer de insuficiência hepática (fígado para de funcionar) , causado por uma hemorragia digestiva , infecção , ou insuficiência renal (rins param de funcionar). O transplante de fígado só é permitido a pacientes que se afastam do álcool por um período superior a 6  meses.
o abuso de álcool aumenta o risco de pancreatite (inflamação do pâncreas) , miocardiopatias ( doença do músculo do coração) , traumas ( secundários a acidentes por embriagues) e o desenvolvimento inúmeras doenças em recém nascidos de mães alcoólatras.

QUANTO DE ALCOOL É NECESSÁRIO PARA CAUSAR DANOS AO FÍGADO?
A quantidade de álcool é bastante variável . Algumas pessoas são extremamente sensíveis aos efeitos do álcool enquanto outras parecem ser completamente imunes. Em regra geral quanto maior a quantidade e o tempo de consumo, maior a chance de desenvolver danos ao fígado.
Consumos diários em torno de 20-40 gramas de álcool em mulheres e 80 gramas em homens levam ao desenvolvimento de cirrose em aproximadamente 10 anos.

PORQUE AS MULHERES SÃO MAIS SENSÍVEIS QUE OS HOMENS?
Sabe-se que as  mulheres tem níveis menores de uma enzima conhecida como desidrogenase lática. Esta enzima é responsável pela "digestão" do álcool diminuindo a quantidade de álcool que chegará a corrente sangüínea. Por isso que a maioria das mulheres sentem os efeitos do álcool com menor quantidade ingerida.

 DOENÇAS CAUSADAS PELO EXCESSO DE ÁLCOOL
1.ESTEATOSE HEPÁTICA (ACÚMULO DE GORDURA NO FÍGADO)
Pode ocorrer em pessoas que fazem consumo constante de bebidas alcoólicas e não são obrigatoriamente alcoólatras. Existe um acúmulo de pequenas bolsas de gordura no tecido hepático levando a um aumento do volume do fígado. Exames de sangue podem identificar danos precoces ao fígado. Quando a ingestão de álcool é interrompida, a esteatose hepática desaparece e o fígado se recompõe totalmente.

2.HEPATITE ALCOÓLICA
Esta é uma condição grave onde o fígado foi bastante danificado pelos efeitos do álcool. A doença é caracterizada por fraqueza, febre, perda de peso, náusea, vômitos e dor sobre o local do fígado. O fígado está inflamado causando a morte de múltiplas células hepáticas. Diferente da esteatose, a hepatite alcoólica após curada , deixa cicatrizes permanentes no fígado chamada de fibrose. A hepatite alcoólica é uma doença pode oferecer risco de vida e requer hospitalização. Com o tratamento adequado a hepatite alcoólica melhora, porém as cicatrizes permanecem para sempre.

3.CIRROSE HEPÁTICA 
A cirrose é uma forma de dano permanente e irreversível ao fígado. Esta fibrose leva a uma obstrução à passagem do sangue pelo fígado impedindo o fígado de realizar funções vitais como purificação do sangue e dos nutrientes absorvidos pelo intestino. O resultado final é uma falência hepática. Alguns sinais de insuficiência hepática incluem acúmulo de líquido no abdômen - ascite (barriga d’água), desnutrição, confusão mental (encefalopatia) e sangramento intestinal   Algumas destas condições podem ser contornadas por medicações, dietas e procedimentos especializados, mas o retorno a normalidade não é possível, exceto opte-se pelo transplante de fígado.

COMO SE SABE SE A PESSOA TEM ESTEATOSE, HEPATITE ALCOÓLICA OU CIRROSE?
A ultrassonografia muitas vezes é capaz de visualizar a presença de esteatose ou cirrose hepática. Exames de sangue  são bastante úteis para determinar se o fígado apresenta suas funções básicas comprometidas, porém a biópsia hepática é o exame de eleição para se saber o grau de comprometimento e determinar a causa da doença. A biópsia hepática é um procedimento que pode ser realizado em clínicas ou ambulatórios não necessitando o internamento do paciente. Realizado com anestesia local , o paciente é liberado após 4 a 6 horas para retorno as suas atividade habituais recomendando-se apenas que evitem fazer qualquer esforço físico.

EXISTEM COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS A DOENÇA HEPÁTICA ALCOÓLICA?
Sim, aproximadamente um terço  dos pacientes com cirrose hepática têm história de infecção pelo vírus da hepatite C e cerca de 50% terão pedras na vesícula. Pacientes com cirrose tem maior chance de desenvolver diabetes, problemas nos rins, úlceras no estômago e duodeno e infecções bacterianas severas.

QUAIS OS TRATAMENTOS DISPONÍVEIS?
O mais importante é parar de beber. Algumas vezes o fígado apresenta uma pequena recuperação, suficiente para manter as suas funções vitais permitindo a pessoa ter uma vida normal.
Quando a cirrose evolui para seu estágio final a única solução é o transplante hepático. Somente pessoas que pararam de beber por longo prazo e estão em programas de reabilitação para alcoólicos anônimos e em abstinência superior a  6 meses são considerados candidatos para o transplante.

Dieta 
Hoje sabemos que há uma interação entre a toxicidade do álcool e fatores nutricionais. Por exemplo, deficiências vitamínicas podem diminuir a proteção hepática frente a exposição ao álcool.

Infeção pelo vírus da hepatite C
A infecção pelo Vírus do Hepatite C aumenta o risco e pode influenciar na progressão de lesões hepáticas em indivíduos alcoolistas.

Café e tabaco
Alcoolistas que fumam mais de um maço de cigarro por dia apresentam um risco de cirrose 3 vezes maior do que indivíduos não tabagistas.
De maneira contrária, alcoólatras que consomem mais do que 4 xícaras de café por dia apresentam uma incidência 5 vezes menor de cirrose do que os que não tomam café.

Conclusões
O consumo intenso e crônico do álcool predispões à doença hepática em indivíduos susceptíveis. Contudo, o fato de apenas uma proporção destes indivíduos desenvolverem hepatite ou cirrose, indica a importância de outros fatores como a hereditariedade, gênero, dieta e outras formas de doenças do fígado influenciando o risco para a doença hepática alcoólica.

PARA  DE  BEBER  JÁ  ! 


Humor Negro - Verdade ou Mito: álcool cria resistência contra a dor ? Vídeo

Verdade ou Mito: álcool cria resistência contra a dor ?
Para desvendar se a teoria é real ou não, um dos integrantes da dupla ficou bêbado e sofreu com verdadeiras sessões de tortura. 




NÃO   SEJA   MANIPULADO !!!!!!!!!!!!

DIGA  NÃO  PARA  O  ALCOOLISMO 

Amigo bêbado é levado para casa arrastado - Vídeo

Na Rússia, amigo bêbado é levado pra casa arrastado
Na Rússia se você beber de mais com os amigos, não se preocupe. Eles te levarão para casa. Mas como provavelmente também beberam e não podem dirigir, e também provavelmente gastaram todo o dinheiro em cerveja, a melhor e mais segura maneira de levar você para casa é...arrastando !





15 março 2014

Governo quer que mãe alcoólatra indenize filho

fonte : UOL notícias SAÚDE 


Governo quer que mãe alcoólatra indenize filho que nasceu com problemas de saúde







  • PA
    Beber demais na gravidez causa deformidade facial, falta de memória, entre outros problemas ao filho
    Beber demais na gravidez causa deformidade facial, falta de memória, entre outros problemas ao filho
A Justiça britânica deve julgar em breve se uma mulher que bebeu em excesso durante a gravidez pode ser punida pelos problemas de saúde infligidos a seu filho.

Um governo local do noroeste da Inglaterra, que não pode ser identificado por razões legais, argumenta que nesse caso a criança deve receber uma indenização por ser vítima de um crime.

A Câmara Administrativa de Recursos deu nesta semana autorização para que o caso seja julgado, mas a data da próxima audiência ainda não foi marcada.

A criança, cujo nome também não pode ser revelado, foi diagnosticado com síndrome alcoólica fetal (SAF) no momento do nascimento. Ela agora tem seis anos e vive com os pais adotivos.

Durante uma audiência prévia, a mãe foi acusada de ter "administrado veneno de forma maliciosa, de modo a pôr em perigo a vida ou causar danos corporais graves" - um crime previsto na legislação britânica.

Especialistas em saúde dizem que apenas a ingestão regular de álcool provoca o nascimento de bebês com SAF, que pode causar deformidades faciais, problemas no desenvolvimento físico e emocional, falta de memória ou deficit de atenção.

O caso levantou um debate mais amplo sobre a ética de potencialmente criminalizar mulheres grávidas que bebem.

Susan Fleisher criou uma organização para ajudar as pessoas a lidar com a doença, após descobrir que sua filha, adotada com três anos, tinha SAF.

A mulher de 67 anos, cuja filha Addie hoje tem 25, acredita que beber durante a gravidez nunca deve ser considerado um crime.

"Nenhuma mãe deliberadamente aponta uma arma para a cabeça de seu filho", disse Fleisher.

"Eu sabia que algo estava errado com Addie quando eu não consegui encontrar um capacete de bicicleta que coubesse em sua cabeça. Ela era muito menor do que a média", contou. "Foi depois disso que eu a levei para o hospital e ela foi diagnosticada com a síndrome."

'Problema generalizado'

Fleisher acredita que o problema é mais comum do que os especialistas percebem, e culpa serviços de saúde inconsistentes. As diretrizes atuais no Reino Unido não proíbem explicitamente o consumo de álcool por mulheres grávidas.

Um documento do Departamento de Saúde da Grã-Bretanha diz que "as mulheres que estão grávidas ou tentando engravidar devem evitar o álcool completamente." Em seguida, no entanto, observa que "se escolherem beber, para minimizar o risco para o bebê, recomendamos que não devem ingerir mais de uma ou duas unidades (que equivalem a até dois copos de cerveja de 250 ml ou uma taça de vinho do mesmo tamanho), uma ou duas vezes por semana". Mulheres grávidas "não devem ficar bêbadas", orienta ainda.

O Instituto Nacional de Saúde e Assistência também admite que há "incerteza sobre a quantidade de álcool que é segura para beber durante a gravidez".

No entanto, no caso da menina de seis anos de idade que será julgado, a mãe não seguiu nem de perto essas restrições. Uma audiência anterior da Justiça descobriu que ela tinha "consumido quantidades excessivas de álcool" e "usado drogas".

Os documentos judiciais também relatam que a mãe "frequentou serviços de maternidade" e "não tinha dificuldades de aprendizagem (...) ou outras questões que afetassem sua capacidade de compreender os perigos para o bebê de beber durante a gravidez".
Precedente

O caso já se arrasta há quatro anos. O procurador Neil Sugarman, que representa o governo local, diz que pode ser criado um precedente, caso o juiz decida pela indenização.

"Este é um caso incomum e terrível", disse ele. "A questão é se seria crime beber durante a gravidez, sabendo que isso afeta o bebê."

Sr. Sugarman disse que sua equipe de advogados está representando outras 80 crianças que sofreram danos físicos e mentais porque suas mães beberam durante a gravidez.

Janet Fyle, do sindicato das parteiras do Reino Unido, disse que a SAF não é comum, mas pode ter efeitos devastadores.

Ela disse que as parteiras devem mostrar às gestantes os benefícios de um estilo de vida saudável - incluindo não fumar ou beber grandes quantidades - em vez de julgá-las por suas escolhas.

"É errado uma grávida consumir grandes quantidades de álcool. Mas vamos fugir do julgamento moral. Ele é vendido no balcão, assim como os cigarros. E a lei diz que o feto não tem status legal, uma vez que não pode viver de forma independente da mãe", disse.

Elas estão bebendo demais

fonte : Isto É

São jovens, mulheres e estão ficando dependentes. Neste grupo, o consumo excessivo de álcool cresceu 36%. Um drama que ainda permanece sem a devida atenção

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RISCO
Hoje a mulher tem uma vida social intensa. E, em 
algumas situações, bebe mais que os homens
Juliana Silva começou a beber aos 16 anos. Solitária, a paulistana encontrou na pinga com refrigerante o alento que buscava. Em menos de um ano, porém, a mesma bebida que parecia lhe trazer conforto se transformou em vício. Juliana virou alcoólatra. Não era incomum que chegasse em casa às quatro horas da manhã sem se lembrar do que tinha feito na noite anterior. Foram oito anos de bebedeira até procurar ajuda. Hoje, com 26 anos, depois de dois anos de tratamento intensivo no Alcoólicos Anônimos, ela se sente curada. “Mas o cuidado com a bebida vai ser para sempre”, afirma. A história de Juliana é um exemplo doloroso do crescimento do alcoolismo entre as mulheres, um drama que cresce sem freio, mas que continua sem receber o cuidado devido no Brasil.

Em levantamento apresentado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deu uma dimensão do tamanho do problema e de seu aumento. No estudo, que analisou variações entre 2006 e 2012, ficou comprovada uma elevação de 36% no número de mulheres (particularmente as mais jovens) que praticam o que os especialistas chamam de “binge” – a ingestão de pelo menos quatro doses de álcool em menos de duas horas. Foi um crescimento maior do que o registrado entre os homens que bebem dessa maneira, que ficou em 29,4%. Quando o binge vira hábito, o caminho está aberto para a dependência. “E ainda não temos uma política sequer de controle do alcoolismo para a mulher”, diz Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria da Unifesp, diretor do levantamento e uma das maiores autoridades no assunto do País. “Hoje, a única ação de desestímulo ao álcool no Brasil é a ‘se beber, não dirija’”, afirma.
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Ignorar o problema ou tratá-lo apenas como um apêndice da grande questão que é o abuso do álcool no Brasil é um engano. Só as especificidades do corpo feminino (leia quadro) já justificariam um protocolo e uma atenção diferentes. “As mulheres têm necessidades e carências muito peculiares”, explica a psicóloga Raquel Barros, fundadora da ONG Lua Nova, uma exceção no panorama brasileiro. A entidade tem financiamento da Secretaria Nacional Antidrogas para prover assistência exclusiva a mulheres. A ajuda se estende a familiares e filhos. A ong atualmente atende oito Estados e planeja expansão para outras capitais e criação de centros de atendimento junto ao Ministério da Saúde. Espera-se que, com a situação exposta pela pesquisa da Unifesp, as carências sejam finalmente suplantadas em larga escala.
Fonte: Ronaldo Laranjeira, professor titular de psiquiatria da Unifesp e diretor do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (2006-2012)

14 março 2014

Descubra se você é alcoólatra

Fonte : Mensagem do Dia 


GEBALDO JOSÉ DE SOUSA


Alcoolista há muitos anos.

Quando ébrio — e era esse seu estado natural —, não possuía consciência do tempo, dos fatos, da vida. Não chegou a essa situação de uma hora para outra. Começou bebendo socialmente com os “amigos”, que nessa fase ainda existem. Pouco a pouco, foi aumentando a sede, as doses e a periodicidade dos tragos foi encurtando. Os “amigos” foram sumindo, a pouco e pouco.

Deixava uma garrafa aqui, outra ali, sempre à mão, meio escondidas, pela consciência, pela certeza do erro que cometia. Sofria a família: a mulher, os filhos, os pais, os irmãos e os verdadeiros amigos.

Mas ele não percebia isso. E negava, quando lhe diziam que estava bebendo demais. Ele, um alcoólatra? De jeito nenhum! Sabia beber. Bebia socialmente. Hoje bem sabe que “Alcoolismo é também doença da negação”. O alcoolista não admite que é dependente do vício que, por isso, o domina e maltrata, submetendo-o às consequências que dele advem, para si e para seus dependentes. Mas, ao contrário do que dizia, excedia-se e ficava agressivo, verbal e fisicamente, ironizando os demais, agredindo-os, humilhando-os, menosprezando-os.

Assim agindo, afastava a todos. Foi ficando cada vez mais só. Nova desculpa para beber mais e mais.

Perdera muitos empregos e agora era impossível obter outro. Sua postura e seu hálito desaconselhavam qualquer contratação, não obstante ser profissional competente, quando sóbrio. 

Um acidente de trabalho levara-lhe dois dedos da mão direita, ao operar simples máquina. A saúde já não era a mesma. Tremiam-lhe as mãos, estava pálido, abatido e precocemente envelhecido. Não possuía mais carro. Estava livre de provocar acidentes por suas mãos. Mas várias vezes fora acidentado, ao atravessar ruas. Lesões, fraturas e internações, eram, amiúde, o resultado. 

O primeiro casamento fora destruído. As privações que impunha à família, os maus tratos, a má conduta, a desonra, as humilhações e o embrutecimento próprio tornaram-lhes insuportável sua companhia. 

Ainda bem que os filhos não lhe seguiram os maus exemplos, reconhece hoje!
Internado várias vezes em clínicas, inutilmente. Tornara-se peso para a família e para a sociedade. A segunda esposa desistira de recuperá-lo. Nem ligava para sua vida; ao que fizesse ou deixasse de fazer. Quando tinha problemas mais sérios com ele, chamava seu filho mais velho, que vivia em outra parte. Uma noite, acorda caído no chão, dentro de casa, e o filho estava lá — amava e ama esse filho, que o olhava com um misto de amor, angústia e impotência. Não esquecerá jamais aquele olhar, que lhe pesou na alma, tocando-o no íntimo do ser.

Para sair daquela posição incômoda, no chão, inventou que havia escorregado. Com vergonha, mentira. Vergonha imensa. Queria sumir. Em realidade, levantou-se e foi beber mais. Mas conseguiu, um dia, parar.

E foi aquele incidente — aquele olhar de compaixão e dor, do filho, ao vê-lo caído no chão — que despertou nele a necessidade de mudar; que o levou a admitir que era um alcoólico, dependente do vício,
enfermo, gravemente enfermo, carente de auxílio. Levado por um amigo, compareceu, alcoolizado, sem escutar e sem entender muita coisa, à sua primeira reunião nos Alcoólicos Anônimos. Mas fez planos de sair dali e ir beber mais, imediatamente. Deixaria de beber no dia seguinte.

Outro incidente, ocorrido naquela primeira reunião, foi fundamental para sua recuperação. Um baixinho feio, pobre, desdentado, desafiou-o, até de forma antifraterna — o que é incomum no A.A., onde todos são tratados com absoluto respeito e muito amor —, afirmando-lhe:

 — Você é ou não é homem para ficar sem beber 24 horas?

Para mostrar-lhe de que era capaz, por vaidade, afinal, desde então não mais bebeu. Isto há vários anos. Recuperou-se com a ajuda de Alcoólicos Anônimos. Agradece a Deus, ao filho e àquele “baixinho” que o libertaram do vício. Hoje, tem o amor dos filhos; o respeito deles e por eles.
 Amor e respeito que são fatores fundamentais, sublimes, para recuperar quem se acha caído.



  Por Cristina A. Marques

O que destingue quem bebe socialmente, de quem está se tornando alcoólatra e de quem já é alcoólatra?

Segundo o doutor Winfred Overholser, superintendente do St. Elizabeth’s Hospital, em Washington, “…as linhas que separam os que bebem socialmente daqueles que estão se tornando alcoólatras e os que já são alcoólatras é difícel de ser definido pois o mecanismo biológico do alcoolismo ainda é incerto. O que sabemos com segurança é que está interrelacionado com questões pessoais de predisposição genética, saúde emocional e ambiente social. No entanto, em termos genericos, podemos afirmar, com pouca margem de erro, que:

a) O bebedor social - bebe ocasionalmente; não procura motivos para beber; para de beber quando sente que já atingiu seu limite; às vezes vai a alguma evento social e não bebe nada – mesmo com muitos bebendo em sua volta; etc.

b) O provável futuro alcoólatra – bebe com frequência (seja diária ou mesmo só em finais de semanas); procura motivos para beber; têm dificuldade de parar depois do primeiro gole; acredita que pode parar de beber quando desejar; se irrita quando dizem que estar bebendo muito; ocasionalmente diz para si mesmo que vai parar de beber, mas volta a beber na primeira ocasião; troca de bebida (!?); costuma dizer que não é bom misturar bebidas (!?); procura beber depois das 12:00 Horas, mas ocasionalmente bebe antes do almoço; começa a faltar ou chegar atrasado no trabalho por causa de ressacas; iniciar a ter apagões (se lembrando ou não do que ocorreu antes; ocasionalmente esconde bebidas; etc.

c) O alcoólatra – bebe com frequência (independente de horas, locais ou motivações); não luta mais contra o vício; acha que alcoolismo não é doença; bebe tudo que contém álcool; apaga com frequência, nada lembrando ou lembrando-se pouco do que ocorreu antes; etc.



Como saber se você é alcoólatra?


O questionário guia utilizado pelo Alcoólicas Anônimos (organização internacional com mais de 2 milhões de membros – alcoólicas em recuperação – em mais 157 países), quando aplicado por especialistas da saúde ou mesmo se respondido com sinceridade quando auto-aplicado, nos mostra em que ponto do caminho do alcoolismo nos encontramos.

Apesar da simplicidade os 12 pontos abordados neste questionário possui margem de acerto superior a 97,8%. Vale a pena conferir:

1. Já tentou parar de beber por uma semana (ou mais), sem conseguir atingir seu objetivo?

Muitos de nós “largamos a bebida” muitas vezes antes de procurar ajuda. Fizemos sérias promessas aos nossos familiares e empregadores. Fizemos juramentos solenes. Nada funcionou. Agora não lutamos mais. Não prometemos nada a ninguém, nem a nós mesmos. Simplesmente esforçamo-nos para não tomar o primeiro gole hoje. Mantemo-nos sóbrios um dia de cada vez.

2. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?

Muitas pessoas tentam ajudar bebedores – problema. Porém, a maioria dos alcoólicos ressente-se com os “bons conselhos” que lhes dão. (não impomos esse tipo de conselho a ninguém. Mas, se solicitados, contaríamos nossa experiência e daríamos algumas sugestões práticas sobre como viver sem o álcool).

3. Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando uma bebida alcoólica por outra?

Sempre procurávamos uma fórmula “salvadora” de beber. Passamos das bebidas destiladas para o vinho e a cerveja. Ou confiamos na água para “diluir” a bebida. Ou, então, tomamos nossos goles sem misturá-los. Tentamos ainda beber somente em determinadas horas. Porém, seja qual for a fórmula adotada, invariavelmente acabamos embriagados.

4. Tomou algum trago pela manhã nos últimos doze meses?

Estamos convencidos (por experiência própria) de que a resposta a esta pergunta fornece uma chave quase infalível sobre se uma pessoa está ou não a caminho do alcoolismo, ou já se encontra no limite da “normalidade” no beber.

5. Inveja as pessoas que podem beber sem criar problemas?

É óbvio que milhões de pessoas podem beber (às vezes muito) em seus contatos sociais sem causar danos sérios a si mesmos, ou a outros. Você parou alguma vez para perguntar-se por que, no seu caso, o álcool é, tão frequentemente, um convite ao desastre?

6. Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?

Todos os fatos médicos conhecidos indicam que o alcoolismo é uma doença progressiva. Uma vez que a pessoa perde o controle da bebida, o problema torna-se pior, nunca desaparece. O alcoólico só tem, ao fim, três alternativas: beber até morrer, ser internado num manicômio ou afastar-se do álcool em todas as suas formas. A escolha é simples.

7. A bebida já criou problemas no seu lar?

Muitos de nós dizíamos que bebíamos por causa das situações desagradáveis no lar. Raramente nos ocorria que problemas deste tipo são agravados, em vez de resolvidos, pelo nosso descontrole no beber.

8. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?

Quando tínhamos de participar de reuniões deste tipo, ou nos “fortificávamos” antes de chegar, ou conseguíamos geralmente ir além da parte que nos cabia. E, frequentemente, continuávamos a beber depois.

9. Apesar de prova em contrário, você continua afirmando que bebe e para quando quer?

Iludir a si mesmo parece ser próprio do bebedor problema. A maioria de nós que hoje nos encontramos., tentou parar de beber repetidas vezes sem ajuda de fora. Mas não conseguimos.

10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses, por causa da bebida?

Quando bebíamos e perdíamos dias de trabalho na fábrica ou no escritório, frequentemente procurávamos justificar nossa “doença”. Apelamos para vários males para desculpar nossas ausências. Na verdade, enganávamos somente a nós mesmos.

11. Já experimentou alguma vez ‘apagamento’ durante uma bebedeira?

Os chamados “apagamentos” (em que continuamos funcionando sem contudo poder lembrar mais tarde do que aconteceu) parecem ser um denominador comum nos casos de muitos de nós que hoje admitimos ser alcoólicos. Agora sabemos muito bem quais os problemas que tivemos nesse estado “apagado” e irresponsável.

12. Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais a vida, se não bebesse?

Não podemos resolver todos os seus problemas. Porém, no que se refere ao alcoolismo, podemos mostrar-lhe como viver sem os “apagamentos”, as ressacas, o remorso ou o desconsolo que acompanham as bebedeiras desenfreadas. Uma vez alcoólico sempre alcoólico. Portanto, evitamos o “primeiro gole”. Quando se faz isto, a vida se torna mais simples, mais promissora e muitíssimo mais feliz.

Resultado

Se respondeu SIM a quatro ou mais questões, sinto dizer-lhe, mas ou você já é um alcoólatra ou brevemente o será! Esta categórica afirmação não é mera teoria, mas resultado de milhares de estudos, observações e experiências realizadas com alcoólicos recuperados.