25 abril 2014

Dependência do álcool destrói família - vídeo


A dependência dessa droga que é vendida em toda parte, livremente, gera marcas não só no alcoólatra, mas principalmente na família -- nos filhos e na esposa. O caso que você vai ver agora mostra como o álcool consegue destruir um lar.





24 abril 2014

Este é o Raciocínio - Ruy Castro - Escritor e Jornalista


ESTE   É   O   RACIOCÍNIO 
Muito cuidado quando utilizar o significado EX-ALCOÓLATRA


A morte do ator Philip Seymour Hoffman, em Nova York, por uma overdose de heroína e de outras substâncias, sacudiu as pessoas que lutam contra a dependência química e tentam se manter sóbrias. Hoffman estava há 23 anos sem beber ou se drogar, e se orgulhava disso. Mas foi encontrado morto ao lado de 50 papelotes de heroína e remédios de uso "controlado" e com uma seringa espetada no braço. Por quê?

Tinha 46 anos, era famoso, disputado e cheio de prêmios em teatro e cinema, inclusive um Oscar de melhor ator. Sabia que devia sua carreira à sobriedade --a que chegou aos 23 anos, depois de uma juventude em que usou tudo que lhe passava pela frente. Por que, então, recaiu? Alguns atribuirão isso a forças internas, inconscientes, que deviam assolá-lo por algum motivo intangível e etéreo. Já os dependentes --como eu-- têm outra explicação.

Grande parte das recaídas acontece por excesso de confiança. É o que leva um dependente a se considerar ex-dependente apenas porque está há anos afastado da bebida ou da droga. Ou a acreditar que, com tantos anos de abstinência, pode voltar a consumi-la, sob controle, "só quando quiser". Mas não existe o ex-dependente. Existe o dependente que se abstém do produto, assim como o diabético que se abstém de açúcar. O menor vacilo leva fatalmente à recaída.

Se isso é consolo, a morte de Philip Hoffman será sempre um alerta contra as tentações que rondam o dia a dia dos dependentes. Se alguém como ele pode recair --este é o raciocínio--, preciso me cuidar.

Também sóbrio há 26 anos, faço uma contabilidade própria. Nesse período, troquei a morte certa pela recuperação da saúde, do trabalho, do reconhecimento profissional, do amor das filhas, enfim, da vida. E o que isso me custou e ainda custa? Baratinho. Um simples gole que deixo de tomar.



 

17 abril 2014

Assista a depoimentos emocionantes de vítimas do álcool

Conheça vítimas do vício no álcool, mal que vem atingindo relativa parte dos lares brasileiros e desestruturando famílias e laços sociais. O programa Gente na TV registrou depoimentos emocionantes de pessoas atormentadas após longo tempo de uso da droga.







08 abril 2014

Uma esperança para os alcoólatras


UMA ESPERANÇA PARA OS ALCOÓLATRAS 
Grupos de ajuda mútua, internações e medicamentos são as armas mais confiáveis contra essa doença 
Abril 7, 2014 By LIANA FERNANDES (Jornalista Revista Seleções)

A primeira vez que o Dr. Claudio L. experimentou uma bebida alcoólica foi aos 7 ou 8 anos, na fazenda do avô, em Bemposta, na região serrana do Rio de Janeiro. “Ele me dava cachaça depois de eu pegar chuva, para evitar que eu me resfriasse”, conta. Na adolescência, para espantar a timidez nas festas, bebia. Mas os problemas com o álcool só começaram a surgir quando o sucesso profissional bateu à sua porta. O amor que ele tinha pela medicina, durante muito tempo, o impediu de beber. O aluno dedicado na faculdade tornou-se um famoso cirurgião pediátrico nos anos 1970. Como a rotina profissional muitas vezes exigia noites seguidas no hospital, o Dr. Claudio encontrava na bebida uma forma de relaxar. Aos poucos as doses aumentaram, e, de repente, ele passou a depender cada vez mais do álcool. Com cerca de 60 anos, o cirurgião pediátrico internacionalmente respeitado viu o hábito de ingerir algumas doses socialmente se transformar em doença, afetar sua vida profissional, destruir seu casamento e debilitar a sua saúde. “Aprendi que, com o álcool, é tudo ou nada. O alcoólatra não tem consciência da quantidade que bebe, se está causando algum problema ou não. É preciso honestidade plena consigo mesmo e humildade. Eu não fui humilde, eu pensava: Sou um médico famoso, como posso ser alcoólatra?” Enquanto a ingestão de bebidas alcoólicas entre jovens e adultos é cada vez mais alarmante, a negação da doença é o que mais dificulta o tratamento dos dependentes. De acordo com o mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2011, o abuso do álcool é uma séria ameaça especialmente à população masculina, pois é o principal fator para mortes de homens com idade entre 15 e 59 anos, por conta de lesões e doenças cardiovasculares. Em geral, 6,2% de todos os casos de mortalidade em homens podem ser atribuídos ao álcool, em comparação com 1,1% dos falecimentos de mulheres. “Álcool é droga. E ela entra sorrateiramente nas casas, sem que as pessoas tenham medo”, alerta o Dr. Claudio. Em todo o mundo, 11,5% das pessoas consomem grandes doses de álcool por semana, conforme aponta o relatório da OMS. E o Brasil está entre os países em que a ingestão de bebidas alcoólicas é mais elevada, assim como a África do Sul. Segundo a Dra. Ana Cecília Marques, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), estima-se que, no Brasil, existam 21 milhões de alcoólatras. De acordo com o Dr. Arthur Guerra de Andrade, coordenador do Programa de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria da USP, dados do Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos, feito com 3.153 famílias de pacientes de algum tipo de tratamento contra a dependência química, mostraram que 62% dos pacientes que procuraram auxílio eram usuários de álcool – estando seu uso atrelado ou não a outras drogas. A pesquisa, que foi realizada pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) entre 2012 e 2013 em todo o Brasil, indicou ainda que, após a família ter o conhecimento do uso de álcool, o tempo para os dependentes procurarem ajuda foi de aproximadamente 7,3 anos. Uma das opções de tratamento é a irmandade de alcance mundial Alcoólicos Anônimos (AA), que existe no Brasil desde 1947, e que contribui para a recuperação dos doentes por meio de reuniões de grupo. Existem também os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad), além de ambulatórios em hospitais públicos e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), e a central telefônica disponibilizada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), o Vivavoz (132). O tratamento com medicamentos e prevenção de recaídas, de acordo com a Dra. Ana Cecília, está disponível no Brasil há mais de 30 anos. O Dissulfuram, o Naltrexona e o Acamprosato, por exemplo, foram aprovados pelo Food and Drug Administration (FDA), o órgão responsável pelo controle de medicamentos nos Estados Unidos, em 1951, 1994 e 2004, respectivamente, segundo o Dr. Arthur Guerra. Sobre as internações no país, dados do DATASUS apontam que entre 2012 e 2013 houve cerca de 98.700 por transtornos mentais ou comportamentais devido ao uso de álcool. “Vale lembrar que esses dados correspondem às internações realizadas no SUS, o que exclui os hospitais e clínicas privados”, ressalta. Independentemente do tratamento escolhido, ainda não existe cura para essa doença crônica, que envolve tanto aspectos genéticos, quanto comportamentais, físicos e psicológicos. “Mas a dependência é passível de tratamento e pode ser controlada quando o indivíduo permanece abstinente”, complementa o Dr. Arthur. Sóbrio desde 1997, o Dr. Claudio passou por 5 anos de psicanálise e foi a diversas reuniões do AA, tudo sem sucesso. Mas, quando chegou ao fundo do poço, aos 68 anos, levado pelo filho mais velho novamente ao AA, ficou. O motivo? Não sabe explicar. Em 2012, o Dr. Claudio publicou o livro Alcoolismo – A doença da negação (Editora Lacre), para que a sua história e a de mais pessoas possam ajudar outros alcoólatras. “Foi a maneira que encontrei de alertar e auxiliar quem precisa e a mim também. É uma troca de forças e esperança.” -

fonte : Jornalista Free-Lance Revista Seleções - 
                                                               LIANA FERNANDES