11 dezembro 2014

ÁLCOOL EM VÍTIMAS DE SUICÍDIO EM SÃO PAULO



CONTEXTO : 
A tendência a comportamentos violentos e impulsivos é aumentada após o consumo de álcool, sendo importante para a etiologia de mortes por causas externas. Nesse contexto, os suicídios aparecem como uma atitude impulsionada pelo consumo de álcool, ou como uma expressão da mesma patologia que leva ao abuso de substância.

OBJETIVOS : 
Como carecemos de dados nacionais sobre suicídios sob a influência de álcool, o objetivo do presente estudo foi analisar a prevalência do consumo de álcool previamente ao suicídio.

MÉTODOS :
Leitura direta de 632 laudos necroscópicos de vítimas de suicídios necropsiadas no Instituto Médico-Legal do Estado de São Paulo no ano de 2005.

RESULTADOS :
Dos 632 casos analisados, 33,1% apresentaram alcoolemia positiva, sendo essa prevalência maior para os homens (37,1%) do que para as mulheres (20,1%). Os enforcamentos apresentaram a maior prevalência de alcoolizados, com 38,9% dos casos; as intoxicações apresentaram a maior média, com 1,78 g/L.

CONCLUSÕES :
Os resultados mostram que cerca de um terço dos suicídios na amostra foram cometidos subsequentemente ao consumo de álcool, com diferenças entre os diversos métodos.

Fonte : Revista de Psiquiatria Clínica

VOCÊ DECIDE - VIVER OU MORRER ?


Uma mulher inglesa apareceu num programa televisivo dedicado aos perigos do alcoolismo e contou a sua experiência, um caso sério de dependência que por muito pouco não a levou à morte. Patricia Murphy, 45 anos, natural de Surrey, chegou a consumir cinco garrafas de vinho por dia, até ao dia em que uma insuficiência hepática a deixou em coma no hospital. Quando recuperou os sentidos e viu a sua fotografia com a face amarela, nunca mais tocou na bebida. Patricia começou a beber aos 17 anos, em bares e discotecas, mas aos 28 passou a beber em casa, pois "não conseguia ficar suficientemente bêbada" quando saía. Esteve internada três vezes em clínicas de reabilitação, mas voltava sempre a beber, porque "fazia sentir-se bem", o que lhe viria custar o emprego e cair numa espiral de alcoolismo que a deixaram marginalizada da sociedade. Patricia diz que a experiência lhe poderá ter custado anos de vida, e não espera viver muito mais, mas cada vez que se recorda do estado em que o álcool a deixou, sente-se enjoada ao pensar em beber um copo. Um caso que dá que pensar. Até onde nos pode levar a droga socialmente aceite?

Fonte : Bairro do Oriente

ALCOOLISMO - QUEM É CODEPENDENTE ?



CODEPENDENTE é aquele que se sente sobrecarregado por assumir funções que o alcoólatra deixou aos poucos, e culpado por não conseguir ajudar o familiar ou amigo dependente alcoólico.

O CODEPENDENTE precisa ter coragem para ROMPER ESTE CÍRCULO VICIOSO e, se não conseguir, procurar ajuda de um especialista.


FIM DE ANO - CUIDADO COM RECAÍDAS



Esta é uma época do ano em que muitos pacientes que estão limpos há algum tempo acabam recaindo. Por quê?
As festas podem aumentar a vulnerabilidade dos pacientes de risco. Um número enorme de recaídas ocorre nos supostos “momentos bons da vida”. Quando a pessoa está numa celebração, festa ou quando recebe uma notícia boa. A oferta do álcool acaba sendo maior e isto cria uma situação de risco.

O alcoolismo não é somente uma questão de falta de força de vontade. É um processo bioquímico.
Porém, muitas vezes os próprios familiares acham que podem oferecer ao alcoólatra meia taça de champanhe ou vinho só na hora do brinde do natal ou do final do ano, sem entender o processo da dependência. Porém, isto é extremamente maléfico ao dependente químico. A molécula de etanol entra nas papilas gustativas e o cérebro já é alertado. Conforme o álcool começa a circular no organismo, o cérebro vai pedindo mais. É irrefreável. Para quem já perdeu o controle antes, é tudo ou nada. Por isto é importante que a família do dependente químico esteja alerta e tenha feito também o tratamento familiar.

Para que o dependente químico não recaia é necessário observar todos os passos de prevenção contra a recaída. Como isto funciona?

As estratégias de prevenção á recaída devem ser observadas ainda nas clínicas logo após a desintoxicação e continuar na família, por TODA A VIDA. Isto mesmo, por TODA A VIDA.

Elas têm o objetivo de ajudar o dependente a lidar com as situações em que há possibilidade de recair no uso do álcool.

A primeira e mais importante estratégia é estimular o dependente alcoólico a fugir dos lugares, dos hábitos e das pessoas com quem ele usava a bebida. O prazer de usar o álcool fica registrado na memória corporal – independentemente de sua vontade. Os lugares, os hábitos, os odores, trazem à tona lembranças da “ativa” e isto pode ser letal para a recuperação.

O alcoólatra (não existe ex-alcoólatra,doença sem cura) deve se afastar das situações que provoquem seu desejo. Deve-se evitar falar sobre bebidas ou assistir reportagens e filmes em que há cenas de uso. Cada um, dentro de sua nova maneira de viver, deve desenvolver formas ou habilidades para trabalhar com estas situações, porque elas aparecerão sempre, durante toda a vida. O fato é que o usuário nunca mais se desvinculará da dependência. Então ele deverá manter-se atento à sua fragilidade. É como um paciente diabético, ele sempre será diabético, mas não precisa padecer com a diabetes, se seguir o tratamento. Porém deverá ficar em alerta total para o resto da vida.

É importante que o dependente refaça e renove o compromisso consigo mesmo do “Só por hoje”. Procurar, só por hoje, viver este dia apenas, sem tentar resolver, de imediato, todos os problemas de sua existência.

É comum os pensamentos do dependente se voltarem para a bebida e nestas festas, levando-o a algumas lembranças de falsas “alegrias” passadas, sensações de prazer.
Hoje, seus pensamentos devem ser de recuperação e não mais de “ativa”. E cada pensamento que ele cultiva pode levá-lo a um sentimento e comportamento de igual força, contribuindo para o impulso de beber.

É sabido que os pensamentos negativos nos convidam para sentimentos também negativos e desconfortáveis. Por isso, pensar de forma positiva, afirmativa e pró-ativa sobre si próprio e sobre todo o seu processo de recuperação é muito importante.

Por último, a espiritualidade e qualidade de vida (honestidade, mente aberta e boa vontade) é de suma importância para a prevenção à recaída. Sem ela, não existe recuperação e com ela fica mais fácil vencer os obstáculos na caminhada rumo ao crescimento pessoal e à sobriedade. A disciplina também é uma ferramenta poderosa que o dependente pode ter em mãos.

Nesta época de final de ano, além de cuidados com a recuperação já recomendados, sugerimos que o dependente químico procure estar sempre ciente das dificuldades que irá enfrentar. Pode-se participar das festividades, mas reconhecendo que há possibilidade de ter recaída, voltando a ser o que era ou até pior. Portanto deve-se por toda a vida evitar o primeiro gole. A abstinência é fundamental no tratamento da dependência química.

Em situações de emergência, o dependente não deve vacilar. É importante ficar pouco na festa ou local de risco e procurar não se testar. Se encontrar dificuldades, então dever compartilhar de imediato com seu grupo de apoio, com seu padrinho, lembrando-se que o silêncio é a pior resposta para quem está em recuperação.

Nos primeiros meses ou anos iniciais a fase de recuperação é importante que a família evite o uso de álcool em comemorações festivas, pois o dependente ainda está iniciando seu processo de recuperação e ainda não enfrentou grandes situações de exposição e risco. É necessário que haja preparação emocional para esses tipos de riscos e situações, às vezes inevitáveis. E que haja ainda, um “despertar” consciente de que tais situações ou pressões podem afetar os pensamentos, os sentimentos e, conseqüentemente, o comportamento, deixando o dependente bastante vulnerável.

Tenham em mente também que todo dia que um dependente químico fica sóbrio antes de uma recaída é extremamente valioso, tanto para o indivíduo quanto para sua família. Porém, se ocorre uma recaída, é muito importante voltar a procurar tratamento e obter o apoio necessário para não beber mais.

ALCOOLISMO TEM CURA ?



Alcoolismo não tem cura, diante de pesquisas e diagnósticos levantados ao longo dos anos por profissionais das mais diversas áreas da saúde se constatou que alcoolismo é uma doença crônica de fundo emocional que não tem cura, porem é estacionável, um exemplo prático para entendermos melhor os fundamentos da doença do alcoolismo é que o dependente é como o individuo que possui diabetes na questão de ser uma doença crônica também, o diabético só terá saúde e terá um tratamento efetivo quando parar de ingerir substâncias que causam sua degradação, ou sua morte lenta, abordando de forma simples, podemos dizer que o diabético quando parar de ingerir açúcar gorduras e outros alimentos terá uma vida normal, assim da mesma forma o alcoolista terá uma vida normal se estacionar o uso de álcool e lembrando que para isto ocorrer o alcoólatra terá que ser diagnosticado por profissionais da área da saúde capacitados e especializados na área para compor um tratamento para atender a necessidade do paciente, cada caso é especifico, todos tem sua individualidade e o tratamento tem que ser personalizado para promover um tratamento adequado a cada paciente. Lembre se que ALCOOLISMO É UMA DOENÇA e deve ser tratada como tal, por profissionais da área da saúde que tenham capacitação e especialização nas áreas competentes ao tratamento.

NEM POR DINHEIRO, NEM POR STATUS, FAÇO POR CONSCIÊNCIA !



Mostrar uma linha de expressão, após lutar por anos contra o alcoolismo não é vergonha e sim conquista, pois tem história. Não faço por grana nem status, mas sim pela consciência limpa e em dia de estar ajudando pessoas e suas famílias que lutam contra essa patologia terrível chamada ALCOOLISMO. O que me importa de verdade é que esse modesto trabalho possa conscientizar e salvar vidas, isso é o que realmente me importa.

Misael Barboza