29 novembro 2015

CONSCIÊNCIA ALCOÓLICA !


CONSCIÊNCIA ALCOÓLICA !
Por : Jackson Hartmann
Hoje o álcool não brinca mais com a minha cabeça, não comanda mais os meus atos e definitivamente não desvirtua as minhas vontades.
Não condeno ninguém que faz uso da felicidade instantânea trazida dentro de uma garrafa de Johnnie Walker, ou do charme de um bom vinho e até mesmo de uma cerveja bem gelada.
Mas eu te digo meu amigo, quando perceber que você já ultrapassou os limites do prazer e adentrou no território da dependência, por favor, ligue o sinal de alerta.
Divirta-se, curta bem sua vida, não deixe de brindar os bons momentos. Mas tenha a consciência de que o álcool é uma linha tênue entre o orgasmo transitório e o câncer social.
Eu já bebi até cair, já tive muitas ressacas, fiz coisas que não me lembrei, agi de forma inesperada inúmeras vezes e não me arrependo. Porém hoje eu sei que tive foi é muita sorte, pois saí ileso da minha fase alcoólica, se quer um conselho amigo, comece a prestar mais atenção.
Se puder beber e continuar de boa, beba, mas se você precisar reduzir, reduza e se chegar ao extremo de ter de parar, então pare.
Você ainda precisa estar no comando da sua própria vida, você precisa tomar suas decisões, e não a bebida.

Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

QUEM COMANDA SUA VIDA ?



QUEM COMANDA SUA VIDA ?
É preciso ter muito cuidado com a fragilidade da linha que separa o controle do descontrole. Em alguns casos, a pessoa prefere acreditar que ainda está dominando, não reconhece sua fraqueza e submissão, permanece fingindo para si mesmo que está tudo bem, que aquilo lhe faz bem, lhe dá prazer... mas não enxerga que algo muito mais importante pode estar sendo sacrificado. Algumas vezes, mudar é uma questão de VIDA ou MORTE, em outras, o mal atinge apenas você, ou pode até prejudicar quem menos deveria.
PENSE NISSO !

Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br 

14 outubro 2015

D E S A B A F O !!!!


D E S A B A F O
Em anos de luta que tive, pelas clínicas de recuperação que conheci, com o contato que tenho atualmente com pessoas que sofrem de alcoolismo, por amigos que se perderam e muitos perderam a vida, enfim, é óbvio que ninguém deseja e/ou quer chegar nessa situação. As circunstâncias que leva uma pessoa a se drogar são inúmeras, muitas vezes inexplicáveis e até casos em que pessoas começam a se auto-destruir depois de uma perda muito grande, então aos que se intitulam inatingíveis pela desgraça do vício, seja ela por drogas ilícitas ou lícitas que tomem cuidado com seus julgamentos. A saber, que calmantes também é droga e muitos que se acham acima do bem e do mal tomam de forma indiscriminada não porque precisa, mas porque o medicamento lhe dá algo que ele não consegue com cara limpa. Muito cuidado ao comentar a respeito de álcool e/ou drogas, nunca se esqueça que você também tem família e ninguém está imune a esse problema que é mundial.
Misael Barboza - Abstêmio desde 2007

20 SITUAÇÕES QUE SÓ QUEM NÃO BEBE ÁLCOOL ENCONTRA !



"Mas você não bebe nada, NADINHA mesmo"?


Diferentemente do resto do mundo, eu não bebo álcool. E muitas vezes essa característica minha choca as pessoas ao meu redor: "mas como assim você não bebe?! Nada, nadinha mesmo?". Boa parte da minha vida passei sem entender porque bebia tanto, o que há de tão chocante em não gostar mais de beber - sendo que o que eu realmente acho chocante agora é o nível de bebedeira dos meu amigos!
Pensando nessa vida dedicada a explicar para as pessoas o porquê de eu não gostar mais de beber que reuni 20 situações que só quem não bebe álcool enfrenta. Porque não é pouca coisa não !
1 ) Além do inicial choque, ninguém acredita em você quando você diz que não bebe.
"Como assim você não bebe?! Nada, nadinha mesmo??"
2 ) Depois as pessoas ficam tentando adivinhar seus motivos!
"É por causa de dieta?"
"Ah... Tem algum caso de alcoolismo na sua família?"
"Sua religião não permite?"
"É gastrite?"
"Tá pagando promessa né! Certeza que deve estar pagando alguma promessa..."
3 ) Aí você responde que não gosta do sabor do álcool. Simples - não gosta de beber.
4 ) E sempre tem um para dizer: "Mas você já experimentou tal coisa, que é docinha? Não tem como não gostar!"
5 ) Mas você, que já experimentou tudo alcoólico que existe nesse mundo, sabe que não é esse o problema.
6 ) Aí a indignação da pessoa continua: "Mas como é que você faz para se divertir então?!" - porque para se divertir você necessariamente precisa estar bêbado, né!
7 ) Mal sabem eles como é divertido estar sóbrio e rir das pessoas caindo pelos cantos, falando besteira e fazendo coisas das quais elas claramente vão se arrepender amanhã...
8. Mas claro que nem sempre é divertido - gente bêbada pode ser muito chata e sem noção.
9. Você já perdeu a conta de quantas vezes teve que cuidar dos seus amigos passando mal (já que você era a única pessoa em condições para isso).
10. E você sempre é o motorista da rodada. Sempre! O que é o mais correto e seguro, mas convenhamos que acaba ficando chato.
11. Encontrar alguém que realmente acredita que pode mudar sua opinião sobre o álcool já é comum para você - e inútil!
12. Por isso você até prefere evitar esse assunto! Menos constrangimento e menos reações negativas.
13. Até já passou pela sua cabeça passar a noite com um copo de qualquer coisa - simplesmente para pararem com a implicância!
14. É um pouco constrangedor quando seus amigos resolvem dar um "shot da amizade" juntos - e você fica ali parado só observando. Mas tudo bem.
15. E é claro que sempre tem aquele para dizer: "Mas é só um shot de nada! Vamo aê!"
Se eu não bebo álcool nem misturado, qual a chance de eu tomá-lo puro??
16. Aliás, você fica sempre boiando e meio excluído quando seus amigos começam a ter aqueles "papos de bêbado" típicos... Mas fazer o quê.
17. Muitas pessoas sentem a necessidade de te julgar por você não beber (?) tipo "nossa, ficar sóbrio, que coisa chata, aff".
Desculpa se, diferentemente de você, eu não preciso ficar alcoolizado para me divertir!
18. Infelizmente, muitas vezes você teve até que miar alguma programação com seus amigos - por se tratar de algo exclusivo para encher a cara, sem exceção!
19. Mas no dia seguinte, quando todos eles acordam na pior ressaca de suas vidas, você tem sua consciência tranquila de que era melhor não ter ido mesmo.
20. E todo o dinheiro que eles gastam bebendo final de semana atrás de final de semana você guarda - e gasta com coisas muito melhores:
A MELHOR DIVERSÃO É FICAR SÓBRIO E SABER O QUE ESTÁ FAZENDO, ESSA É A REAL !
Misael Barboza - Abstêmio desde OUT/2007

21 setembro 2015

COMO É SER O CARA QUE NÃO BEBE !




Sou obrigado a dizer que não bebo quando alguém me oferece algo e, assim que o faço, passo exatamente pelo mesmo processo: careta seguida de “por quê?” e, depois, de “mas você nunca bebeu?”. Tenho consciência de que sou o diferente (leia-se estranho) e não ligo de responder, rola até um script: “porque não gosto”, “bebia, sim, na adolescência, mas resolvi parar”, seguido por uma tentativa de mudança de assunto.

Quando não consigo mudar, tenho de dizer que sempre achei cerveja ruim e, em quase todos os casos, ouço que isso é normal, que dificilmente você acha cerveja gostosa no começo, mas depois se acostuma. Espera, você quer dizer que é normal se forçar a fazer algo desagradável porque todo mundo diz que é? Normal pra você, não pra mim. Aí vem o papinho de que sem bebida não tem graça, o que eu acho uma afirmação absurda. Muita gente fica em casa quando não pode beber porque tem certeza absoluta de que não vai se divertir, sendo que me vê fazer isso há anos.

Mesmo quando é notável que estou me divertindo, tem quem insista que eu me divertiria mais se estivesse bebendo, sob justificativa de que eu não estou acompanhando a vibe dos demais. Isso é bem engraçado porque, na verdade, mais do que seguir vibes alheias, eu sou o único ali com condições reais de saber o que se passa no ambiente. Fora isso, sou quem pode dirigir pra casa em segurança e quem não será enrolado pelo caixa que fechar minha comanda…

É de se entender que algumas pessoas dependem de álcool pra se soltar, e mais do que justificável que outras tantas usem pra relaxar. Eu respeito esse direito, por isso, seria legal se respeitassem o meu também.

A maioria dos meus amigos bebem, muitos familiares bebem, não tenho preconceito.

Misael Barboza - Abstêmio desde OUT/2007

28 junho 2015

PARE DE BEBER ANTES QUE A BEBIDA PARE COM VOCÊ !



As pessoas podem até confundir e achar que o álcool é algo que apesar de ser perigoso não pode trazer graves consequências para alguém ou até mesmo acabar com um família inteira, isso acontece por que essa droga, isso mesmo o álcool é considerada uma droga só que lícita, está à disposição de uma maneira tão fácil e rápida onde se pode encontrar sem nenhuma dificuldade, seja nas prateleiras de um supermercado que fica na esquina de casa ou até mesmo em um bar que fica em qualquer ponto da cidade.

Fora que o álcool não parece tão ameaçador assim por que está nas reuniões de famílias, nas grandes festas e até mesmo em quermesses de igreja ou algo do tipo, então desde criança se aprende a olhar o álcool diferente de outras drogas, como cocaína, maconha ou outros entorpecentes que são considerados mais “pesados” e ilícitos.

Sendo assim quando o jovem experimenta o primeiro gole nem imagina que justamente aquele inocente momento em que ele viu tantas vezes os adultos e até mesmo pessoas que para ele são referência, como o pai, os tios, os avôs bebendo, possa causar uma determinada mudança na vida capaz de um pouco mais a frente trazer doenças séries e graves que se não tratadas a tempo podem levar o alcoólatra à morte.

Já a curto prazo os reflexos da bebida também trazem consequências terríveis na vida pessoal e até profissional dessa pessoa, já que à medida que o alcoolismo entra na vida de alguém, ele vai ocupando espaços e ganhando terreno, deixando a pessoa cada vez mais dependente e prejudicando no convívio com a família, trazendo a discórdia para dentro de casa, prejudicando os relacionamentos amorosos, separando casais por brigas que antes do consumo de bebida alcoólica, jamais existiriam, ou até mesmo fazendo com que essa pessoa perca o emprego, já que o alcoolismo passa a atrapalhar diretamente o desempenho profissional.


Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br 

30 abril 2015

MULHER É ABANDONADA PELA FAMÍLIA POR SER ALCOÓLATRA !







ANTES DE ABANDONAR UM DOENTE ALCOÓLICO, ASSISTA ESSA REPORTAGEM E REFLITA.
De todos os medos que nos assombram durante a vida, nenhum é tão marcante quanto o do abandono. E quando se mergulha na bebida, cai na sarjeta e a doença bate no peito, como fica a vida se não tiver ajuda da família ?

O SOFRIMENTO DA FAMÍLIA POR CONTA DO ALCOOLISMO !

25 abril 2015

A AGONIA DA INSÔNIA DE UM ALCOÓLATRA


Como eram longas, as noites de insônia. Longas noites indormidas. O estômago embrulhado. A sede. Levantar. Abrir a geladeira. Tomar um copo de leite. Voltar, deitar, rolara na cama e continuar desperto. Ver o último filme de televisão sem assisti-lo. Ó noites longas, sem fim. Quantas vezes, nessas noites intermináveis, desejei morrer? Mas até a morte era avara comigo naquelas infindáveis noites de insônia e ressaca. Toda a família dormia. Todos os canais de televisão já tinham encerrado as suas programações. Ligava o rádio. Não conseguia me ligar na música. Um locutor falava coisas imbecis para os notívagos. O corpo cansado pedia repouso. Mas o sono não vinha. Fechava os olhos. Assumia a atitude de quem dorme. Respirava fundo,. Tentava enganar-me. Fingia dormir. Mas o sono fugia. Procurava relembrar o itinerário da última bebedeira. O primeiro copo de cerveja. Os amigos. A conversa inicial, o garçon, o tira-gosto. E, de repente, a memória falhava. Já não lembrava nada. Tinha entrado em “apagamento” Não sabia por onde tinha andado, como tinha voltado para casa, com quem tinha conversado, o que tinha dito ou feito. Nada. Tudo era uma grande interrogação. Enchia-me de medo. O que teria feito? Onde teria estado? Teria perdido mais um amigo ou conquistado um inimigo? A quem teria ficado devendo? Abria um livro. Tentava ler. Os olhos passeavam pelas letras simetricamente enfileiradas mas a mente não digeria as idéias. As letras pareciam um imenso exército de soldados minúsculos. Aqui e ali algumas maiúsculas. Eram os comandantes, às vezes eles se misturavam se embaralhavam. A página se enchia de manchas claras e escuras. O exército liliputiano estava guerreando. Os olhos ardiam. Fechava o livro. Examinava a roupa usada na véspera. Estava suja, amarrotada e mal cheirosa. Parecia que tinha estado em algum chiqueiro. Não havia dinheiro na carteira. Vários cheques tinham sido destacados do talão. Não havia anotado os valores dos cheques nem sabia a quem os tinha entregue. A boca amargava. Sentia náuseas. Queria vomitar, mas não conseguia. Ia ao sanitário. As fezes queimavam. Acendia um cigarro atrás do outro. A garganta, inflamada, doía. E o sono cada vez mais longe. O corpo tremia. A cabeça rodava. Apoderava-se de mim um insuportável sentimento de culpa. E a noite passando vagarosamente, com calma, sem pressa, aos poucos, machucando, batendo, castigando, matando-me, minuto a minuto, segundo a segundo de desespero e de vergonha. Como eram tristes, terrivelmente tristes, aquelas noites que nunca acabavam. Noites angustiadas, intranquilas, cheias de temores. Desesperadas madrugadas em busca de uma aurora sem esperança. Lívido amanhecer com sabor de crepúsculo. Encontro de um novo dia, alvorecer sombrio de novas bebedeiras. E a minha consciência me acusando, reclamando, apontando, me endoidando. Numa noite de insônia, ninguém pode fugir da própria consciência. A mão amiga de A.A. devolveu-me o direito de dormir. Mostrou-me nova maneira de viver. Sem álcool, sem ressaca, sem desespero. Uma vida plena, de encontro diário comigo mesmo em paz com a minha consciência.
Fonte : Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos

Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

DEPOIMENTO DE UMA JOVEM DE 21 ANOS !


DEPOIMENTO DE UMA JOVEM DE 21 ANOS, FILHA DE UM DEPENDENTE ALCOÓLICO.
Nossa vida era terrível quando estava alcoolizado. Quando ele saía para buscar mais bebida, não sabíamos o que poderia acontecer, nem se voltaria vivo. Ele não atendia o telefone e saíamos pela cidade a sua procura. Vivíamos preocupados, noites sem dormir, dias em pânico pensando no que poderia acontecer, não tínhamos sossego. Esse processo aconteceu inúmeras vezes durante nossas vidas.
Sabíamos que ele havia bebido quando voltava tarde do trabalho, sua face avermelhada e o cheiro de álcool confirmava o que havia acontecido. A partir daí, ele passava os dias em casa, trancado no quarto bebendo, faltava o trabalho, saía apenas para comprar mais bebida. Às vezes, desaparecia sem dar notícia, pois de tanto beber não conseguia retornar para casa. Quando o corpo já não suportava mais a falta de alimento, enfraquecido pela expulsão do que restava em seu organismo, gemendo de dor dia e noite a fio, sem condições de sair comprar mais bebida, insistia para que minha mãe fosse fazendo chantagem emocional. Daí ele aceitava fazer o tratamento apenas quando já estava quase agonizando.
Por isso não devemos julgar o próximo, pois só quem passa por essas situações conhece o verdadeiro amargo da vida e o que é a doença do alcoolismo. Agora, há um ano em sobriedade, nossa vida mudou sim, para melhor. Mas depois de tantas recaídas, ainda temos receio de que a qualquer momento isso volte a acontecer".
Fonte : Jornal Semanal e AA

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FAÇO PLANO PARA 24 HORAS





Alcoólatra é quem ainda faz uso do álcool. Alcoólico é quem está se recuperando, e mantendo-se em sobriedade. Sou um alcoólico, que durante anos fui alcoólatra. Bebia porque estava feliz e até quando ficava triste. Eu sempre tinha uma razão para beber. O álcool é um momento. É como uma droga, que dá uma sensação boa, naquele instante. Mas depois vem a depressão, a ressaca. E a única saída é voltar a beber de novo.
Se não tivesse parado de beber, eu teria perdido a minha família e à vida. Conheço companheiros que depois de 30 anos de sobriedade tiveram recaída. Outros, foram à ruína e perderam tudo, família, emprego, dinheiro. Alguns chegaram ao fundo do poço, decaíram e tiraram a própria vida. É muito triste conviver com o alcoolismo.
Considero que o maior problema é ter a doença e não admitir. Eu não admitia. Todo o alcoólatra não aceita isso.
Hoje comemoro uma nova vida. Não tem coisa melhor que chegar em casa e a minha família me esperar de braços abertos. Vejo minha esposa, filhas e demais familiares felizes. Percebo hoje o quanto minha família sofreu como eu sofri, por isso fico feliz em ajudar outras pessoas. Faço planos para 24 horas. A meta é manter a sobriedade dia após dia e continuar lutando para ver as pessoas longe do álcool".
Misael Barboza - Abstêmio desde OUT/2007

Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br 

14 abril 2015

APÓS COMA POR CONTA DO ÁLCOOL, LÍDER DO SUM-41 FALA DA QUASE MORTE



APÓS COMA POR CONTA DO ÁLCOOL, LÍDER DO SUM-41 FALA DA QUASE MORTE " NUNCA FIZ NADA SÓBRIO ".
Derryck Whibley, vocalista e guitarrista do grupo, teve falência de fígado e um rim por conta do excesso de bebida, com colapso em abril do ano passado. "Estou reaprendendo a andar".
Um ano após ter ficado entre a vida e a morte por conta do CONSUMO EXCESSIVO DE ÁLCOOL, o roqueiro Derryck Whibley, 35, vocalista e líder da banda Sum 41 falou sobre as sequelas que sofreu por conta do uso abusivo de bebida.
"Ainda estou reaprendendo a andar", contou ele, em entrevista ao site de música Noisey. Em abril de 2014, houve falência do fígado e de um rim de Derryck, o que fez com que ele fosse imediatamente hospitalizado. Lá, médicos o induziram ao coma, deixando-o internado por um mês.
O roqueiro, que é ex-marido da cantora Avril Lavigne, ainda teve fotos divulgadas em maio, que mostravam o seu estado físico por conta do alcoolismo. Ele explicou que agora está bem melhor de saúde e no caminho certo para a recuperação total. "Ficar em um hospital por todo aquele tempo, tudo 'murcha'. Meus músculos, tudo. Eu fiquei sem andar por muito tempo e ainda estou reaprendendo a andar normalmente", explicou ele.
Porém, Derryck percebe que o estrago do coma poderia ter lhe deixado sequelas ainda piores. "Eu poderia ter ainda mais problemas de saúde, mas meu fígado está bem. Tudo falhou antes que qualquer outro dano pudesse acontecer. Andar por aí, vivo, sem cirrose ou depender de transplantes, você sabe que poderia ter sido pior. Os médicos disseram que tenho sorte de estar vivo", completou.
Derryck ainda relembrou seu passado de dependência do álcool. "Festejar era normal. É muito estresse, um estilo de vida pesado. Eu bebia para acordar e conquistava aquela energia falsa. Havia muitas vezes que eu nem queria beber, mas eu me sentia tão cansado que uns shots de Jack [Daniels, o uísque] era tudo que eu conseguia no palco".
O vocalista e guitarrista, pelo visto, aprendeu a lição. "Nem mentalmente eu quero beber novamente. Eu cheguei ao limite e nem era divertido. Nunca fiz nada sóbrio. Desde os 17 anos eu era um beberrão, sem nunca tirar uma folga. Percebi que existem coisas que ainda não fiz na vida", finalizou ele.
Fonte : QUEM Acontece - 09/04/2015

13 abril 2015

DIÁRIO DE UM ADOLESCENTE - Filme Completo

UM FILME BASEADO EM FATOS REAIS ! ASSISTA !!!!!!!!!!
Numa das melhores atuações de LEONARDO DI CAPRIO.

USO de drogas desde heroína ao álcool. Para aquelas pessoas que se iniciaram no uso indevido de drogas, a educação brinda um caminho para uma intervenção e um tratamento com êxito, para sensibilizá-las sobre os riscos e perigos do uso indevido e continuado de drogas e/ou álcool, e lhes ajudar a deixar seu uso, assistam à esse filme e reflitam !









07 abril 2015

ALCOOLISMO - UMA TRAGÉDIA EM TODOS OS SENTIDOS



ALCOOLISMO - UMA TRAGÉDIA EM TODOS OS ASPECTOS !
O álcool produz dependência tanto psicológica como física. O alcoolismo geralmente interfere com a capacidade de se relacionar e de trabalhar e determina muitos comportamentos destrutivos. Os alcoólatras costumam estar intoxicados diariamente. A embriaguez pode alterar as relações familiares e sociais e provoca frequentemente divórcios. O absentismo extremo ao trabalho pode conduzir ao desemprego. Os alcoólatras frequentemente não conseguem controlar o seu comportamento, tendem a conduzir veículos tendo bebido e sofrem lesões físicas por quedas, brigas ou acidentes automobilísticos. Alguns alcoólicos podem também tornar-se violentos.
A causa do alcoolismo é desconhecida, mas o consumo de álcool não é o único fator. Aproximadamente 10 % das pessoas que bebem álcool tornam-se alcoólatras. Os familiares consanguíneos dos alcoólatras têm uma incidência mais alta de alcoolismo do que a população em geral. O alcoolismo tem também mais probabilidades de se desenvolver nos filhos biológicos dos alcoólatras do que nos adotados, o que sugere que o alcoolismo implica um defeito genético ou bioquímico. Algumas investigações sugerem que as pessoas em risco de ser alcoólicas se embriagam com menos facilidade do que os não alcoólicos; isto quer dizer que os seus cérebros são menos sensíveis aos efeitos do álcool.
Para além de um possível defeito genético, existe um certo substrato e traços de personalidade que podem predispor uma pessoa para o alcoolismo. Os alcoólatras geralmente provêm de famílias desfeitas e as relações com os pais estão frequentemente alteradas. Os alcoólatras tendem a sentir-se isolados, sós, tímidos, deprimidos ou hostis. Podem exibir comportamentos autodestrutivos e ser sexualmente imaturos. Contudo, o abuso e a dependência do álcool são tão frequentes que os alcoólatras podem encontrar-se entre as pessoas com qualquer tipo de personalidade.
Fonte : Manual Merck

Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

NEM POR DINHEIRO, NEM POR STATUS, FAÇO POR CONSCIÊNCIA !




NEM POR DINHEIRO, NEM POR STATUS, FAÇO POR CONSCIÊNCIA !
Mostrar uma linha de expressão, após lutar por anos contra o alcoolismo não é vergonha e sim conquista, pois tem história. Não faço por grana nem status, mas sim pela consciência limpa e em dia de estar ajudando pessoas e suas famílias que lutam contra essa patologia terrível chamada ALCOOLISMO. O que me importa de verdade é que esse modesto trabalho possa conscientizar e salvar vidas, isso é o que realmente me importa.
Misael Barboza - Limpo desde Outubro de 2007

Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

02 abril 2015

QUANDO SE QUER BEBER Á INÚMERAS DESCULPAS PARA ISSO !



O MITO : Um copo de vinho ao dia prolonga a vida ?

Errado. O relatório do "British Medical Journal" aponta falhas técnicas nos estudos anteriores que aconselhavam o consumo alcoólico moderado. Como eles não distinguiam entre não bebedores e os menos saudáveis ex-bebedores, os antigos cálculos não são confiáveis. Portanto, a forma mais saudável de beber, É MESMO NÃO BEBER UMA SÓ GOTA.

Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

17 março 2015

MUSSORGSKI E O ALCOOLISMO !

Mussorgski 


Eis aí, o ALCOOLISMO! Mussorgski soçobrou num mar de vinho, conhaque e vodca, a ponto de transformar-se, de cavalheiro refinado em vadio anti-social. – Salomon Volkov –
Mussorgski passou a atravessar os dias e as noites nas mais degradantes tavernas da cidade, onde caminhava a passos largos no caminho da destruição. Seu trabalho como compositor, passou a ser relegado a um segundo plano. O alcoolismo o fez perder o emprego e a maioria das amizades. A saúde do músico deteriorou-se rapidamente. Suas condições físicas e mentais eram assustadoras. Os poucos amigos sempre o encontravam totalmente embriagado, os olhos ardendo em loucura, as roupas transformadas em farrapos. Todos os bens que possuía haviam sido consumidos com a bebida. O torturado Mussorgski acabou internado no Hospital Nikolaev, aonde a morte o esperava.
No dia em que comemorava seus 42 anos, ele subornou um enfermeiro, para que lhe comprasse uma garrafa de conhaque. Consumida em poucas horas, ela representou a última etapa do processo de autodestruição do jovem músico, que iria morrer uma semana depois, no dia 28 de março de 1881.
Fonte : Revista Digital / www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

IDOSO ALCOÓLATRA É ESPANCADO !



Eis um fato desconhecido por muitos; alcoolismo é uma doença grave, vista como má conduta pela maioria da população. Um outro fato, que todos conhecem, mas insistem na prática; violência propaga mais desgraça e selvageria. E por ultimo, quando um fato é consumado, há sempre os dois lados da questão. O nome do agredido é Nelson, de idade de 62 anos, e idoso, foi espancado até seus olhos ficarem vermelhos de sangue. Não sou um membro da justiça para julgá-los, o objetivo aqui é tentar causar-lhes a reflexão, ou tentar pelo menos.
Não, não se deve agredir um alcoólatra. Essa prática, comum à muitos humanos envolvidos nessa massa socialmente falida, não resolve nada. Do contrário, só gera mais violência.
Temos dentro nós instintos perigosos, mas para viver em sociedade, devemos controlá-los. É inaceitável quando um idoso sem a plena capacidade física, embriagado, seja espancado dessa maneira. Alcoolismo é uma DOENÇA GRAVE meus caros, e não uma escolha. Ele estava incomodando o agressor sim, mas é para isso que existe os órgãos competentes para resolver a questão da forma correta. Ele necessariamente devia ter chamado a polícia, para levá-lo. Só que por outro lado, o agredido já havia irritado o agressor por mais de uma vez. Ele foi paciente, por tê-lo deixado de lado em muitos momentos. Porém, perdeu o controle, em um ato de PURA SELVAGERIA. Ele também tem suas convicções para ter feito isso, mas a questão principal é que o erro foi sim do agressor. Ele não detinha nas mãos um direito superior de espancar Nelson. Agora é comum exaltar uma conduta de alguém, para tentar substituir o papel da justiça, ou simplesmente desabafar uma revolta. O fato é uma história muito triste. O que podemos fazer ? Continuar com esse sentimento de revolta, aguardando que nossa cidade não presencie outros tantos atos de violência. Respeitem os outros, conheça suas qualidades e fraquezas, mas não julgue-os.
Fonte : Gaúcha Opina / www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

NÃO É BEM ASSIM !



" ELE BEBE PORQUE QUER, É UM PROBLEMA MORAL ".
Opa, calma aí! Antes de julgar alguém é importante perceber que o alcoolismo e outras dependências são causadas por uma série de fatores, e o apoio da família e dos amigos é essencial para a pessoa sair dessa o quanto antes.
“Só tem um jeito de a família ajudar: ela se tratar também!”.
“É uma doença que atinge a família: ela adoece também”. Mesmo que, por hora, a pessoa não aceite ou peça ajuda, buscar profissionais pode ajudar as pessoas mais próximas a saberem como agir: “Essa é a recomendação para a família: busque ajuda, mesmo que o paciente não queira se tratar, você busca primeiro ajuda, como família. Consiga sua estabilização, seu entendimento do processo, e aí vai ser muito mais fácil inclusive ajudar o dependente”.
Fonte : Boa Vontade

Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br 

11 março 2015

O QUE TEM A DIZER O MINISTÉRIO DA SAÚDE ?


O QUE TEM A DIZER O MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE O EXAGERADO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS ?
Publicidade de bebidas de todos os tipos, principalmente de cerveja mostrando lindas mulheres, figuras publicas, da sociedade, dos esportes, do meio artístico "saboreando" a geladinha!
Porque as autoridades da saúde não obrigam a industria de bebida alcoólica a publicarem imagens como a mostrada aqui, evidenciando um figado deteriorado com cirrose por causa do consumo de ÁLCOOL como e feito nos maços de cigarro ?


DESAFIO !



Faço um desafio a qualquer clinica especializada para comprovar que mesmo desenganado por inúmeros médicos, inclusive médicos conceituados do Hospital das Clinicas de São Paulo a verificarem todos os exames realizados no período de 2007, onde me condenaram à morte sem dó nem piedade. Exames que guardo até hoje, para provar que muitas vezes uma dose de profissionalismo e boa vontade pode sim salvar vidas.
Atualmente fiz exames completos (rotina) e mais uma vez os mesmos que diziam que nem transplante de figado e pâncreas salvariam a minha vida, acreditam em milagre, diziam que não existia chance alguma para minha sobrevivência. Estou aqui sem sequela alguma, figado perfeito, não sou diabético, pâncreas mais saudável que muitos médicos (alcoólatras) que me condenaram à morte sem ao menos tentarem o que há de melhor na medicina moderna.
Documentos todos guardados e a inteira disposição para quem quiser comprovar, tanto exames que diziam que eu iria morrer, como exames atuais onde consta saúde abdominal perfeita. Isso já faz oito anos e nem remédio eu tomo. Com a palavra os senhores "médicos" que me condenaram. Vale ressaltar também que fui salvo por uma equipe de médicos corajosos que resolveram "arriscar" a ultima cartada drenando todo líquido que existia em meu abdomen (com autorização de meu irmão Ademir) e aplicar um medicamento importado intravenoso deixando bem claro que o risco era enorme de morrer na mesa cirúrgica.
Ou seja, se você tem 1% de chance que essa chance seja tentada e não simplesmente te deixarem morrer por que acreditam não valer a pena o risco e também a aplicação de um remédio caro (importado) num simples mortal.
Misael Barboza - Limpo desde 2007


22 fevereiro 2015

TICO SANTA CRUZ - DIÁRIO DA DESINTOXICAÇÃO / 52 DIAS SEM ÁLCOOL



São 4 e pouco da manhã e escolhi vir para o meu quarto do hotel tentar descansar um pouco. A festa continuou, mas estou melhor aqui. Nesse momento é isso que quero viver e é o que me cabe.
Algo mudou nesses dois dias que passaram. Consegui fazer os shows e me divertir, de uma forma diferente mas não menos divertida. Acredito que tenha encontrado uma equalização que esteja me proporcionando essa sensação boa.
Já tem 52 dias que não uso nada. Em 52 dias vim percebendo muitas questões que estavam passando pela minha vida e não parava para reparar. Mas não sinto absolutamente nenhum arrependimento, nem por ter vivido as coisas que vivi e nem por ter optado por dar um tempo e mudar um pouco a lente de visão do que me cerca.
Muitas pessoas vem me falar que estão acompanhando esse diário. Muitas outras dizendo que passaram a buscar também, junto comigo, essa percepção de que vale a pena equilibrar um pouco o organismo, o espírito, o comportamento, para se buscar uma qualidade de vida melhor. Muito mais gente que imaginava.
Me param nas ruas, na academia, após os shows e perguntam se tenho conseguido me manter limpo e acho que por si só minha expressão física demonstra a realidade.
Um amigo me falou hoje "o legal de você estar colocando isso publicamente é porque você não está falando para as pessoas o que elas devem fazer, você está fazendo" - isso foi uma observação muito interessante. Ainda mais num mundo onde as pessoas estão sempre falando mais do que fazem. Fiquei pensando sobre isso e me deu ainda mais vontade de seguir fazendo o que realmente falo, sempre fui assim…
O meu editor sugeriu que eu escrevesse um livro sobre este processo, mas fiquei com medo de que isso pudesse gerar nas pessoas um sentimento de cobrança depois. Se por ventura em algum momento eu decidir voltar a beber, alguns pudessem interpretar isso de forma equivocada.
Então eu decidi rascunhar algo sobre como comecei a me relacionar com estas questões desde a minha adolescência.
Sobre como meus pais lidavam com isso. Sobre nossos diálogos, o conhecimento que recebi, a percepção que me foi passada, sem hipocrisias, sem culpas, sem chavões que nublam mais do que esclarecem essas relações, com álcool e drogas em geral.
Fui lembrando de um monte de histórias e ainda estou registrando isso. Não é uma biografia, pois minha vida não se resume a estes fatos. Tão pouco se parece com alguns livros de outros artistas que já li, pois eles precisaram chegar ao fundo do poço para entenderem que é preciso ter cuidado, consciência, disciplina e responsabilidade para lidar com as consequências de suas escolhas. Eu nunca precisei chegar no fundo do poço para perceber isso.
Creio que muito das abordagens dadas a este assunto sempre se tornam de alguma forma depoimentos de gente arrependida, com lições de moral, um desejo de pregação do que é certo e do que é errado e uma coleção de momentos ruins que estão diretamente ligados com os exageros sem limites.
Minha função está longe de ser esta.
Talvez o que eu escreva sirva para uma pessoa que queira se observar e escolha dar um tempo com relação ao que considere exagero. Talvez essa pessoa não consiga parar um pouco porque não se permite pensar que as coisas possam ser apenas por algum tempo - quando alguém gosta muito de algo e dizem que ela precisa parar para sempre, isso pode assustar e fazer com que o indivíduo não experimente a pausa. E talvez quando essa pessoa se permita experimentar esse intervalo ela perceba mais na frente que não quer mais voltar a cometer exageros, talvez algumas decidam até em parar definitivamente.
Mas como sempre preciso deixar claro, isso não serve para dependentes químicos. Dependentes químicos precisam de TRATAMENTO acompanhado por profissionais e antes de qualquer coisa, precisam perceber e desejar a ajuda, caso o contrário de nada adiantará qualquer esforço.
Então com quem estou falando?

Estou falando com você que não é dependente químico, mas que vem exagerando e vem sentindo que o corpo está dando sinais de excesso.
Na semana passada refiz meus exames de sangue. No início do meu processo de desintoxicação, meu médico verificou que meu rim estava prejudicado. Não estava atuando com a capacidade de filtragem adequada.
Quando é que eu descobriria isso se não tivesse escolhido me olhar um pouco melhor?
Talvez muitas pessoas estejam com problemas reversíveis mas nem tenham se dado conta de que precisam fazer estes exames. Não é raro que só percebam o dano depois que ele já está em estágio avançado.
Pois bem, meu rim estava com a creatinina alta, por conta não só do ÁLCOOL, mas porque eu usava uma suplementação para poder me exercitar na academia e essa suplementação também causa danos.
Tem muita gente forte, bonita, sarada, usando um monte de coisas e nem sabe como isso rebate dentro do organismo.
Parei de fazer uso dessa suplementação e meu médico mudou para outras substâncias que poderiam me ajudar a treinar de forma adequada. O fato de ter parado de beber por esse tempo também colaborou e agora no último exame que fiz o resultado saiu melhor. Voltei para o nível saudável, mas ainda preciso manter isso por algum tempo, então resolvi que não vou ficar só 90 dias, vou ficar o tempo que eu achar que estou bem sem precisar de nada. E quando decidi retornar com o que eu quiser fazer uso, que seja de uma forma diferente da de antes.
Isso só saberei quando resolver que vale a pena e que estou pronto para lidar com essa nova postura.
Não quero em momento algum com meus relatos fazer algum tipo de apologia a drogas, álcool, loucuras e diversões que muito me entreterão. Mas não vou agir como um hipócrita que vive negando os prazeres que teve com o que usou.
Eu assumo que existem muitos prazeres, mas reconheço que as consequências podem ser desastrosas sem consciência e equilíbrio e acho essa visão mais justa com quem está lendo do que culpabilizar ou criminalizar aquele que faz uso.
Continuarei meus relatos e seguirei escrevendo o rascunho do que pode vir a ser um livro, mas só publicarei se estiver muito certo de que de fato isso possa ajudar outras pessoas. Não tenho interesse nenhum em fazer sensacionalismo com esse assunto.
São 5 horas da manhã, VOU ME DEITAR, TRANQUILO, LIMPO, SÓBRIO, LÚCIDO E CONSCIENTE de que encontrei uma equalização que me diverte nesse momento e nela seguirei adiante…


Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br



20 janeiro 2015

FLERTANDO COM O DESASTRE - ÁLCOOL E DIVERSÃO



Por que as pessoas andam saindo para lugares classificados como “insuportáveis” e usam álcool para conseguir suportar esses lugares? Não seria mais sensato frequentar lugares agradáveis e não precisar beber? 

FATO: diversão está associada necessariamente a bebida alcoólicas pessoas parecem ter o conceito de diversão e álcool tão enraizado que o não poder beber vira sinônimo de nem ao menos tentar se divertir: “Não vou sair porque estou tomando antibiótico e não posso beber” eu ouvi de um amigo. Indagado porque não sairia sem beber, a resposta foi chocante: “Não dá para encarar uma boate de cara limpa, é horrível demais”. Por caridade, se acha o lugar horrível e precisa beber para tolerá-lo, porque merda continua frequentando esse lugar ?

Não estou falando de adolescentes, me refiro a pessoas que já passaram dos 30 e continuam se portando como se diversão estivesse umbilicalmente ligada a bebida. Gostar de beber é uma coisa, PRECISAR beber para se divertir é outra. PRECISAR beber para se divertir me parece um sinal de alerta para uma série de coisas muito erradas. Que pessoa é essa, que em seu estado normal, não consegue socializar, flertar, se sentir descontraído? Bebida virou muleta social e aparentemente ninguém acha isso um problema ou um sintoma. No país do “se todo mundo faz, é aceitável”, bebida como necessidade já foi mais do que consolidado.

A situação é tão crítica que quem não bebe sofre “bullying” por parte de quem bebe. A quem não bebe é imputada uma fama de não saber se divertir, de ser uma pessoa chata e até mesmo de “anormal”. Quando morava no Rio de Janeiro, chegaram a me perguntar se eu usava Ecstasy, pois o não beber por opção era tão inconcebível que a presunção sempre era a de existir um fator externo impeditivo. Aparentemente, para se divertir você tem que beber e tem que sair para alguma balada. Quem se diverte lendo um livro ou vendo um bom filme ou seriado é estranho e será discriminado.

Porque tem a Patrulha da Diversão Alheia, figuras nefastas e mal educadas que toda segunda-feira te perguntam “E aí? Fez o que no final de semana?”. Não te interessa. Mas não dá para responder assim, porque você sai de mal educado. Fala que você ficou em casa lendo um livro e adorou para você ver a reação. Os fiscais da vida alheia continuarão perguntando e, com o passar do tempo, se for constatada uma baixa atividade de balada, podem até mesmo fazer uma intervenção para te chamar a atenção sobre o quanto você não aproveita a vida.

Não aproveita a vida quem está frustrado. Seja frustrado porque queria sair e ficou trancado em casa, seja frustrado porque no fundo queria ficar em casa mas se forçou a sair. Sim, isso existe. Pessoas que se sentem compelidas por uma obrigação social de sair quando o que mais queriam é ficar em casa. “Vou me forçar a sair”. PORQUE? Sério mesmo, porque? Trabalhou a semana toda, o cansaço é extremo, vai ser forçar a sair PORQUE? E que porra de lugares são esses que vocês andam saindo que “não dá para encarar” se estiverem sóbrios? PORQUE? Porque ir a um lugar que é intragável sem algo que entorpeça seus sentidos? Pior: porque PAGAR para entrar em um lugar desses? Porque fazer fila para entrar em um lugar desses? Estão todos loucos? Só eu que não vejo sentido nisso tudo? Devo estar ficando irremediavelmente velha e ranzinza.

Se alguém me falar que quer ir a um lugar desses porque está solitário e quer conhecer pessoas legais eu vou rir. Em baladas, noitadas ou seja lá como se queira chamar não se conhecem pessoas legais, aliás, não se conhecem pessoas, apenas se esbarra nelas, pois além do teor alcoólico estar elevado, igualmente está a música e a superlotação. Quem quer bater um bom papo se encontra com amigos, conhecidos ou até mesmo com desconhecidos em um ambiente “conversável”. Bem, pelo menos no meu tempo, conhecer alguém implicava em conversar com a pessoa e não e meter sua língua dentro da boca dela. Talvez eu seja uma romântica incurável.

Há quem diga que gosta de dançar. Respeito, acho a dança um motivo válido, mas porra, vai gostar de dançar assim na puta que pariu: faz fila, paga caro, fica em uma muvuca danada, em cima de um salto… sei lá, uma aula de dança me parece menos sacrificante. Ou bailes exclusivamente realizados para quem quer dançar. O ponto é: se vai para dançar e se acha que vale a pena tudo isso para dançar, porque PRECISA beber para encarar um lugar desses? Sinal de que o lugar não é agradável. Coloca um micareteiro em uma micareta sóbrio e observa quanto tempo ele fica por lá. Coloca uma pessoa em uma boate da moda sóbria a noite toda e cronometra. Por incrível que pareça, pessoas não escolhem os lugares que frequentam por gostar deles e sim por outros fatores e usam o álcool como arma para tolerá-los.

Daí eu me pergunto qual será a porra do critério que as pessoas andam escolhendo para definir seu lazer. Talvez seja o critério do “socialmente aclamado”, lugares da moda ou lugares que tem o aval social como sendo bacanas. Porque contrariar o grupo é um risco grande demais para se correr. É quase que uma adolescência tardia, onde a pessoa não tem coragem de dizer “Não vou, acho um lixo”, pois tem medo que ao não se identificar com o grupo seja rejeitada por ele. Ser rejeitado pelo grupo é o primeiro sinal de que uma pessoa é interessante, aos meus olhos.

Talvez muita gente não queria passar atestado de “encalhe”. Tem que sair, tem que dar um chupão na boca de alguém, por mais insignificante que isso seja no contexto da vida da pessoa. Mas carimbou seu “não encalhe” na cara da sociedade! Mas olha… já passei meses sem sair de casa, de pijama, meia e box de seriado nas mãos em plena felicidade nos meus finais de semana. Não é isso que faz de uma pessoa uma encalhada. Mas o importante não é não ser encalhada, é não PARECER no encalhe, porque as aparências são o que contam. E, em nome das aparências, as pessoas se arrumam, mesmo estando cansadas pra caralho, fazem fila, pagam caro e se forçam a ficar em um lugar que não gostam, bebendo para atenuar o desconforto que o local provoca. Juro, vou morrer sem entender.

Pelo sagrado direito de ficar em casa, com meias, vendo um filme ou um seriado, eu os convoco a uma reflexão: vocês efetivamente gostam dos locais para onde andam saindo? O que os leva a escolher estes locais como seu lazer? Todas as vezes que vocês saem efetivamente tem vontade de sair? O que os move? Até que ponto a pressão social está determinando sua vida social? Até que ponto seu lazer é determinado pelo que você tem vontade de fazer e até que ponto é comandado pelo que você tem vontade de aparentar?

Um fenômeno muito comum em algumas cidades: pessoas que vão para a porta de shows, festas, eventos, boates e cia apenas para tirar fotos e postar em redes sociais, de modo a que seus amigos pensem que efetivamente a pessoa esteve no evento. Depois das fotos, a pessoa se retira para o conforto do seu lar, ou vai fazer um lazer mais em conta, como tomar uma cerveja em um posto de gasolina. A pessoa se arruma toda apenas para tirar uma foto, de modo a dar satisfações para a sociedade. Já cheguei ao cúmulo de ver gente fazendo isso e depois dizendo “Não entro nem a pau, estou morta, quero minha cama!”.

O curioso é que se estendermos esse mecanismo de álcool se tornar um viabilizador para outras áreas, aí sim há repulsa social: “Só consigo ficar com o Fulano(a) se eu estiver completamente bêbado(a)”. O que uma pessoa sensata aconselharia? Provavelmente a não ficar mais com o Fulano, pois se precisa encher a cara para conseguir aturá-lo, tudo indica um claro sinal de incompatibilidade. Infelizmente o mesmo raciocínio não vale para o lazer. É socialmente aceita a necessidade de álcool para diversão, assim como também é socialmente aceito sair para onde não se gosta e aplacar esse desgosto com álcool.

O pior é que muitas vezes sobram opções. Vejo pessoas no Rio de Janeiro, um local com uma relativa fartura de lazer, se rendendo a essa armadilha. Vejo pessoas em São Paulo fazendo o mesmo. PORQUE? Porque insistir em um lugar que não dá para ir de cara limpa? É o mesmo que almoçar todos os dias uma salada que tem um gosto tão ruim que só pode ser engolida se a pessoa encher a salada de molho. Existem opções, meu povo! Qual é a necessidade disso?

Bem, sempre temos que trabalhar com a hipótese da pessoa que não é capaz de se divertir EM LUGAR NENHUM sem bebida. Pessoas assim existem (Alicate? Oi?). Aleijados emocionais, deficientes sociais, que precisam do entorpecimento do álcool para interagir com outros seres humanos em eventos de lazer. Pessoas que dependem desse entorpecimento para relaxar, para se distrair, para rir e para brincar. Álcool como regulador de humor, álcool como muleta social. Depender de qualquer substância é muito triste, mas mais triste ainda é aceitar essa dependência, se acostumar a ela e ainda discriminar quem não a tem como se o correto fosse ser dependente.

O Brasil está repleto de cachaceiros e não há vergonha em se embebedar. Muito pelo contrário, o fato é narrado nos dias que se seguem como um grande feito, uma aventura. Gente que não tem dinheiro para colocar os filhos em uma boa escola ou pagar um plano de saúde, mas sempre tem dinheiro para fazer um pit stop em um bar e garantir a cachacinha ou a cervejinha. Os bares estão cheios. Quem não tem dinheiro sobrando (e hoje em dia, quem tem?) faz uma ESCOLHA ao beber rotineiramente: deixa de proporcionar algum conforto para sua família para se encachaçar. Vai entender as prioridades desse povo… O grande problema é o julgamento seletivo! Se uma mulher deixa de pagar uma boa escola para o filho, mas é vista comprando um sapato caro, todo mundo cai da pau em cima, mas se é o homem gastando com cachaça, a sociedade compreende e bate palmas. E olha que no fim do mês beber custa bem mais caro que um par de sapatos.

Bebida virou um componente social que gera status. Beber é nobre, beber é necessário. Se exercitar que é bom, neguinho não faz. Estudar para ganhar melhor e se aprimorar profissionalmente também não. Mas neguinho vai para qualquer porra de programa furado de merda que tenha bebida. Se shopping tivesse bebedouro de cerveja, todo marido acompanharia sua esposa nas compras com o maior prazer. Tal qual cães que deitam e rolam por um osso, pessoas se sujeitam a todo tipo de desconforto se lhes for dito que haverá bebida. Que tipo de gente submissa é essa que aplaca tudo com bebida? Na boa, tem coisas que eu não aturo nem bêbada! Mas neguinho topa tudo quando se encachaça, vide o dito popular “cu de bêbado não tem dono”. Sim, no Brasil há um dito popular para exaltar como a pessoa topa tudo quando bebe. Parabéns, viu? Eu sei que bebida flexibiliza o filtro, mas no Brasil parece que ela o elimina por completo.

Isso porque o consumo excessivo de álcool faz mal à saúde, uma tecla na qual nem pretendo bater, porque não é o objetivo do texto. Que porra de sociedade intragável é essa, de pessoas e lazeres cagados, que obriga seus membros a se entorpecerem com algo que faz mal à saúde para poder suportar estas pessoas e lazeres cagados? Tem algo errado, e as pessoas parecem não estar nem próximas de começar a perceber isso. Enquanto a cachacinha estiver liberada e for socialmente permitido se valer deste mecanismo de negação, tudo continuará como está.

Fico me perguntando se as pessoas sabem que existem outras formas de lazer. Quero dizer, hoje em dia as pessoas estão tão no “piloto automático” que talvez nem cogitem outras modalidades de lazer. Talvez no grupo no qual você está inserido ela não exista, mas seu grupo não traduz a realidade das coisas. O mundo é maior do que isso. Reflita até que ponto é saudável PRECISAR de álcool para aturar um determinado lugar e até que ponto não seria mais saudável buscar um lugar que proporcione prazer mesmo sem álcool. Reflita se é normal frequentar sistematicamente um lugar que no fundo você acha uma merda.

Essa mania que as pessoas tem de se divertir em bandos… parecem animais. Diversão solitária para brasileiro médio é apenas sinônimo de masturbação.

Fonte : Desfavor / www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

UMA CERVEJA "SEM ÁLCOOL" COM ÁLCOOL, FALA SÉRIO !



Por meio do processo de fabricação, a cerveja fica com um teor alcoólico menor do que 0,5% de álcool, sendo estranhamente considerada como não alcoólica.

Um desrespeito total a quem por algum motivo são impedidos de consumir álcool, acreditaram na informação da empresa e beberam de seu produto sem imaginar as possíveis consequências. 

Pessoas alérgicas, sensíveis ao álcool; usuários de medicamentos incompatíveis com a ingestão de bebidas alcoólicas; e dependentes químicos em tratamento de reabilitação foram enganados pela empresa que só visa lucro independente da saúde de seus consumidores. 

Nota : Cerveja sem álcool é igual travesti: a aparência é igual, mas o conteúdo é bem diferente !

Fonte : www.facebook/vencendooalcoolismo.com.br

EU MUDEI, E VOCÊ ?


Eu era totalmente escravo, dependente, um trapo.
Os problemas sempre irão existir, mas, sinceramente? Não são tão grandes como eu os pintava. Nem sou o único a tê-los, como eu imaginava. Não sou o pior, muito menos o melhor, como eu achava ser. Sou apenas mais um.

E hoje, com muito orgulho, sou mais um que derrotou o alcoolismo..
Hoje estou do outro lado do jogo. Jogo no time dos vitoriosos. Sou procurado para opinar, para ouvir, alguns até me pedem ajuda ...

Quem diria ?

Misael Barboza - Abstinência desde Outubro/2007


Fonte : www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

02 janeiro 2015

PESQUISADORES INOVAM PARA TESTAR MEDICAMENTO CONTRA O ALCOOLISMO


E você ainda continua achando que alcoolismo não é doença ?
Instituto cria 'bar' em hospital para testar droga contra abuso de álcool
Réplica de bar vai ajudar a checar se medicamento faz efeito.
Projeto é dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos.
Parece um bar como qualquer outro: garrafas de tequila e de vodca enchem as prateleiras, a iluminação é fraca e, nas paredes, há pôsteres de bebida. Mas ele fica dentro de um hospital. Pesquisadores dos Instutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos criaram uma réplica de bar para testar um novo tratamento para ajudar pessoas que bebem muito álcool a diminuir o consumo.
A ideia é que, ao se sentar no bar-laboratório, o cérebro dos voluntários sinta vontade de beber, ajudando a determinar se o medicamento experimental é capaz de conter esse desejo.
Água colorida
A verdade é que as garrafas estão cheias de água colorida. O álcool de verdade fica fechado na farmácia do hospital e é usado para que os voluntários possam sentir o odor da bebida e para testar se a droga é segura caso as pessoas bebam depois de consumi-la.
"O objetivo é criar um ambiente quase do mundo real, mas controlá-lo de forma estrita", diz o líder da pesquisa, Lorenzo Leggio, que está testando como um hormônio chamado grelina, que instiga o apetite das pessoas por comida, também afeta o desejo por álcool, e se bloqueá-lo funciona,
Problemas relacionados ao abuso de álcool afetam uma parcela grande da população e apenas uma fração pequena recebe tratamento. Não há uma terapia que serve para todos e o NIH está estimulando uma busca por novas medicações que tenham como alvo os processos do cérebro envolvidos no vício.
"Alcoólatras vêm em muitas formas", explica George Koob, diretor do Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (NIAAA) do NIH.
QUAL É O LIMITE ?
Mas qual é o limite? Segundo o NIAAA, beber com "baixo risco" significa não mais do que 4 doses em um mesmo dia e não mais do que 14 em uma semana para homens e não mais do que 3 doses por dia e 7 por semana para mulheres.
Os genes também têm um papel em determinar quem tem mais risco de abusar do álcool, assim como fatores ambientais.
Os tratamentos podem variar desde internações para reabilitação até terapia comportamental e há poucos medicamentos disponíveis hoje. Koob, que é especialista na neurobiologia do álcool, diz que geralmente é preciso uma combinação de várias estratégias e, em última instância, "você tem que mudar sua vida".
O hormônio que está sendo testado no bar-laboratório, a grelina, pode ter relação tanto com o consumo excessivo de comida quanto com o abuso de álcool. Em um estudo recente, voluntários receberam diferentes quantidades do hormônio e seu desejo de beber álcool variou de acordo com a quantia de hormônio consumida.
Agora, Leggio está testando se bloquear a ação da grelina levaria também ao bloqueio da vontade de beber álcool.
Fonte : G-1 - 02/01/2015