08 fevereiro 2016

LISTA 10 danos à saúde relacionados ao alcoolismo !

CISA lista 10 danos à saúde relacionados ao alcoolismo: Entenda as principais complicações de saúde relacionadas ao alcoolismo Com o objetivo de alertar a população sobre os riscos para a saúde em decorrência do consumo pesado e crônico de

A FAMÍLIA E O DOENTE


A todo o momento, o ser humano é cobrado e influenciado pelo meio social em que vive, e este meio também determina como ele deve agir pensar e se comportar. Se ele fugir as normas sociais consequentemente será punido pela sociedade, com isso a todo o momento o individuo é vigiado por esta, e por ele mesmo, sendo assim o nível de estresse ao qual é submetido todos os dias é alto, saindo às vezes do “normal” para a “loucura” o que passa a ser um risco, porém nem mesmo na condição de portador de transtorno mental e/ou dependente químico, incluindo alcoolismo, o individuo se livra da cobrança e do julgamento social, e como não pode mais obedecer às regras sociais, passa a ser excluído do convívio em sociedade. A família em muitos casos faz parte deste processo de exclusão do doente, muitas vezes por medo, desconhecimento, ou simplesmente pelo estigma de ter em seu convívio familiar um doente tido pela sociedade como alguém sem capacidades, “louco” ou “drogado”. Percebemos as dificuldades e a carga psicológica na qual as famílias estão expostas, porém é essencial, todo e qualquer apoio nestes casos, sendo de suma importância seu envolvimento e participação durante todo o tratamento terapêutico vivenciado pelo paciente ao longo de sua internação, a fim de conhecer e entender melhor a problemática tornando-se participe deste processo.

O apoio familiar é muito importante, sendo mais ainda durante o tratamento, porém esse papel no trato com o doente não é fácil, pois vários são os sentimentos que ela pode apresentar diante dessa situação, tais como culpa preconceito e incapacidade. Além do preconceito que os doentes sofrem da sociedade, eles também são submetidos aos da família, que se sente envergonhada pela sociedade pelo simples fato de não terem conseguido formar um individuo “saudável” e preparado para cumprir com suas obrigações sociais. Não é possível julgá-las, pois também são vitimas da sociedade assim como o doente, mas é possível reconhecer a importância dela na vida de qualquer ser humano.
Os familiares tornam-se essenciais no processo de tratamento do doente, no entanto necessitam saber como lidar com as situações estressantes, evitando comentários críticos ao paciente ou se tornando exageradamente super protetores, dois fatores que reconhecidamente provocam recaídas. Torna-se muito importante que os familiares dosem o grau de exigências em relação ao paciente, exigindo assim mais do que ele pode realizar em dado momento, porém sem deixá-lo abandonado, ou sem participação na vida familiar. Conhecendo melhor a doença e tendo um diagnóstico claro, a família passa a ser um aliado eficiente em conjunto com a medicação e a terapêutica trabalhada pela equipe multiprofissional.

O papel da família e importantíssimo em todas as fases do processo terapêutico, porém fundamental no inicio do tratamento onde o paciente ainda não percebe claramente que aquilo que acontece com ele é decorrente de uma doença, sendo que para este alucinações e delírios são reais, dizer ao paciente que tudo não passa de sua imaginação não resolve, ao contrario isso aumenta sua resistência ao tratamento. Tanto a família quanto a equipe responsável pelo paciente necessitam estar alinhadas objetivando adquirir confiança e vinculo, para que se estabeleça uma relação de confiança e de aceitação ao tratamento, o que ira garantir a efetivação do tratamento e conseqüente melhora. Podemos perceber que a recuperação de uma pessoa com transtorno mental, alcoolismo e/ou dependente químico é um processo longo, e em muitos casos gradual e lento, no entanto combinando varias abordagens os resultados tornam-se assertivos e em muitos casos muito satisfatório.
É importante que a família sinta que pode fazer algo para ajudar o seu familiar a recuperar-se quando tal e possível e, mesmo quando não é, que seja capaz de compreender a situação e acompanhar o paciente, dando apoio, compreensão, carinho e dedicação.
Fonte : UNICA - Unidade Intermediária de Crise e Apoio a Vida
www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br 

ALCOOLISMO EM IDOSOS : UMA REALIDADE


Com mais acesso à saúde, a expectativa de vida aumentou e, com isso, vemos também crescer proporcionalmente o alcoolismo em idosos. Este tipo de problema é comum, desde pessoas que sempre beberam, mas pioraram na terceira idade; até outras que não tinham este costume e passaram a ter. Saiba o que fazer nos casos de alcoolismo em idosos.
Por que um idoso começa a exagerar no álcool? Esta é uma das perguntas mais comuns para quem sofre com um ente próximo. Segundo o Prof. Dr. Armando Miguel Jr., o idoso tem a sensação de perda. “A maioria vive na ociosidade, aposentados, já perderam algum ente querido ou amigos, têm patologia de base ou já tiveram internação hospitalar, tem insônia, muitos são abandonados pela família, e não têm motivação alguma. Bebem para aliviar a tensão do dia a dia e esquecer as mágoas.”
Por tratar de uma faixa etária em que geralmente já tem uma saúde mais sensível, é comum que o alcoolismo em idosos provoque piora e desgaste físico e mental do idoso. Doenças como a hipertensão arterial sistêmica, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes, tuberculose, cardiopatias, distúrbios gastrointestinais estão entre as inúmeras patologias que podem ter sua evolução complicada pelo alcoolismo. E o controle médico dessas doenças pode ser difícil devido o álcool.

SINAIS DE ALCOOLISMO EM IDOSOS 

Os sinais e sintomas de alcoolismo em idosos não são difíceis de reconhecer, embora geralmente ele necessite de menos doses para tal do que uma pessoa de 30 anos, por exemplo. Em idosos também é comum a presença de sintomas como quedas repetitivas, desnutrição, diarreia, fraqueza, esquecimento, insônia, instabilidade afetiva e depressão. Vale lembrar que, como alguns sintomas também podem ser de outras doenças, é preciso ficar atento.
Assim como qualquer idade, o alcoolismo deve ser tratado. Cabe o idoso e sua família procurarem ajuda dentro das opções que mais adapta ao alcoolista.
Fonte : Medicina Geriátrica/Diário de Cuiabá